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5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta quarta-feira o IGCP avança com a quarta oferta de troca de dívida de 2019 para adiar reembolsos. É dia também de acompanhar com atenção os desenvolvimentos na frente Brexit e no mercado petrolífero.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 02 de Outubro de 2019 às 07:30
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IGCP avança com oferta de troca de dívida para adiar reembolsos

O IGCP, a agência que gere a dívida pública portuguesa, vai realizar hoje uma oferta de troca de obrigações do Tesouro (OT) – a quarta este ano – para adiar os reembolsos previstos para 2021 e 2022.

O objetivo é trocar obrigações com maturidade em 2021 e 2022 por títulos com maturidade em 2023 e 2027, o que alonga os prazos de reembolso por dois e cinco anos, respetivamente. A oferta de troca - em que o IGCP compra umas obrigações e vende outras - ocorrerá às 10h.

 

Cofina prepara aumento de capital e REN compra empresa chilena

A Cofina revelou ontem que vai realizar um aumento de capital no valor de 85 milhões de euros para financiar a compra da Media Capital, dona da TVI. A empresa, dona do Negócios, revelou "que se encontra perspetivada a realização de um aumento do capital social da Cofina, num montante que atualmente se estima de 85 milhões de euros, destinado ao financiamento parcial da referida operação de aquisição". 

 

Já a REN – Redes Energéticas Nacionais anunciou que as suas subsidiárias Aerio Chile e Apolo Chile "adquiriram nesta data às empresas Compañia General de Electricidad e Naturgy Inversiones Internacionales a totalidade do capital social da Empresa de Transmisión Eléctrica Transemel (Transemel) pelo preço de 168,6 milhões de dólares americanos" (154,42 milhões de euros).

 

Ambos os anúncios foram feitos já depois do fecho da bolsa nacional, pelo que as ações poderão estar a reagir na sessão de hoje a estas notícias.

 

Plano de Johnson para o Brexit prevê duas fronteiras durante quatro anos

O primeiro-ministro britânico irá apresentar hoje um plano de "duas fronteiras durante quatro anos" para pôr em marcha a saída do Reino Unido da União Europeia, avançou o The Telegraph ontem à noite. Este plano mantém a Irlanda do Norte, parcialmente, no mercado único da UE até 2025, referiu o diário britânico. O plano de Johnson – que nesta quarta-feira vai apresentar a Bruxelas sua "proposta final" para um acordo de saída – admite a necessidade de uma fronteira regulatória entre a Grã-Bretanha e a Irlanda do Norte no Mar da Irlanda, durante quatro anos, e controlos aduaneiros entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda.

 

Esta terça-feira, recorde-se, a Bloomberg noticiou que a União Europeia estará disponível para considerar um prazo limite em que vigoraria o "backstop" da fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte.

 

Petróleo no centro das atenções em três frentes

As cotações do petróleo – e das empresas ligadas a este setor – estarão hoje a refletir a sua evolução em três frentes.

 

A primeira é negativa para a matéria-prima e prende-se com o facto de ontem o Norges Bank, que gere o maior fundo soberano do mundo – o da Noruega – ter anunciado que vai desinvestir os 5,4 mil milhões de euros aplicados em empresas petrolíferas cotadas no índice FTSE Russell.

 

Outra questão que poderá estar a pesar é a do anúncio, também feito, ontem, de que a 1 de janeiro do próximo ano o Equador deixará de ser membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), passando o cartel a contar com apenas 13 membros.

 

A terceira frente não é menos importante: a Administração de Informação em Energia (IEA, na sigla original, que está sob a tutela do Departamento norte-americano da Energia) divulga hoje os dados relativos aos inventários de crude dos EUA na semana passada – números que são sempre acompanhados atentamente.

 

Banco de Portugal divulga juros do crédito

O Banco de Portugal divulga os dados mais recentes das taxas de juro cobradas pelos bancos nas novas operações de crédito, relativos a agosto. Em julho, foi atingido um novo mínimo nos juros do crédito à habitação, de 1,26%.

 

Na Europa o destaque vai para o índice dos gestores de compras (PMI) da construção no Reino Unido em setembro, e também a taxa de desemprego de setembro em Espanha.

 

Nos Estados Unidos, por seu lado, teremos os dados relativos ao emprego em setembro, medidos pela ADP – que segue o setor privado.

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