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A semana em oito gráficos: PSI-20 cai 3,5% em semana negra para a Mota-Engil

A semana foi negativa para as acções, para o euro e petróleo. Os juros sobre a dívida italiana aliviaram.

PSI-20 com pior semana desde Fevereiro

PSI-20 com pior semana desde Fevereiro

A bolsa portuguesa foi das que mais desceu esta semana entre os principais mercados. O PSI-20, que está a recuar há nove sessões seguidas, perdeu 3,5% esta semana, o que corresponde ao pior desempenho desde o início de Fevereiro.

 

A bolsa nacional acompanhou a tendência maioritariamente negativa dos índices europeus. O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, caiu mais de 2% na semana, a pior desde Março, e está agora em mínimos de Maio. Wall Street foi dos mercados menos penalizados, com o S&P500 a cair menos de 1%.

 

A nível internacional, além da guerra comercial entre os EUA e a China, as bolsas estão a ser penalizadas pelas crises na Argentina, na Turquia e África do Sul que, por sua vez, têm um impacto nas economias emergentes.

Bolsa portuguesa desce há nove sessões seguidas

Bolsa portuguesa desce há nove sessões seguidas

O PSI-20 perdeu valor em todas as sessões desta semana, elevando para nove dias o período de quedas consecutivas. Trata-se do maior ciclo de quedas desde Agosto de 2011, que atirou o índice português para o valor mais baixo desde Novembro do ano passado.

O índice português perdeu valor pela segunda semana seguida e está agora com saldo negativo no ano, bem longe dos ganhos próximos de dois dígitos que chegou a registar.

Mota-Engil lidera perdas na bolsa nacional

Mota-Engil lidera perdas na bolsa nacional
A semana foi de perdas para todas as cotadas do PSI-20, mas a Mota-Engil foi, de longe, a mais penalizada. As acções da construtora recuaram quase 20% neste período, sofrendo a maior desvalorização semanal desde Outubro de 2008, mês que foi marcado pela crise financeira mundial, que se seguiu ao colapso do Lehman Brothers.

Os receios em torno dos emergentes estão a penalizar fortemente a Mota-Engil devido à exposição que esta cotada tem a estes mercados. Entre os quatro países que têm atraído mais receios (Argentina, Turquia, África do Sul e Brasil), a Mota-Engil opera em três deles, tendo anunciado que ganhou contrato na Argentina no dia 1 de Agosto.


Altran e Altice entre as maiores perdas

Altran e Altice entre as maiores perdas

A consultora francesa Altran destacou-se pela negativa, sofrendo uma das maiores perdas na Europa, depois de ter anunciado piores resultados do que o esperado pelos analistas. O "free cash flow" foi negativo em 225 milhões de euros no primeiro semestre, muito acima dos 14 milhões registados no mesmo período do ano passado.

 

A Altice Europe também se destacou nas perdas, com as acções da dona da Meo a sofrerem uma desvalorização superior a 14%.

 

No lado dos ganhos destacaram-se os bancos italianos, apesar de a Fitch ter revisto em baixa a perspectiva para o rating do sector.

Chips e redes sociais lideram quedas em Wall Street

Chips e redes sociais lideram quedas em Wall Street
As quedas mais intensas na semana foram protagonizadas por uma fabricante de chips e uma rede social. A Micron Tehcnology caiu mais de 12% depois de o seu CFO ter alertado sobre os preços e as vendas de micro-processadores. O Twitter liderou as quedas entre as redes sociais depois do CEO da cotada ter testemunhado no Congresso dos EUA, gerando receios de que poderão ser introduzidas medidas regulatórias mais duras para o sector.

No lados dos ganhos destacou-se também uma fabricante de chips. A AMD disparou mais de 11%, para máximos de 12 anos, depois de vários analistas terem salientado que a cotada vai beneficiar com a fraqueza da rival Intel.

Euro desce pela segunda semana

Euro desce pela segunda semana

O dólar tem sido dos activos que mais beneficia com o aumento da turbulência nos mercados emergentes e escalada da guerra comercial. O euro perdeu menos de 0,5% face à moeda norte-americana, sofrendo a segunda semana em terreno negativo.

Matérias-primas no vermelho

Matérias-primas no vermelho
Foi uma semana negativa para as matérias-primas, pressionadas sobretudo pelo agudizar da crise dos emergentes, que faz aumentar os receios sobre uma redução da procura. A escalada da guerra comercial também é negativa para a expectativa de procura das "commodities", justificando o sentimento negativo nestes activos.

O petróleo acumulou uma descida de cerca de 1% na semana, depois de duas semanas de ganhos acentuados. Até o ouro, que habitualmente serve de refúgio em períodos de turbulência, acumulou perdas na semana.

Pressão sobre Itália alivia

Pressão sobre Itália alivia
Apesar de a Fitch ter ameaçado cortar o "rating" de Itália (colocou a perspectiva em "negativa"), a semana foi positiva para a dívida do país. A "yield" das obrigações a 10 anos desceram mais de 20 pontos base e chegou a estar abaixo dos 3%, depois do ministro das Finanças italiano ter garantido que o país vai cuprir as regras europeias e alcançar um défice orçamental abaixo de 3% do PIB. Na dívida portuguesa a semana foi de alívio ligeiro nos juros. 
08 de Setembro de 2018 às 09:30

A bolsa nacional registou uma semana de perdas acentuadas. O PSI-20 caiu 3,5%, o que representa o pior desempenho semanal desde o início de Fevereiro. O índice português está já a cair há nove sessões seguidas, o que corresponde ao pior ciclo desde Agosto de 2011 e a uma perda de valor de mercado de 3,5 mil milhões de euros para as cotadas do PSI-20.

A semana foi negativa para todas as 18 cotadas do PSI-20, mas a Mota-Engil registou uma semana negra.  As acções da construtora recuaram quase 20% neste período, sofrendo a maior desvalorização semanal desde Outubro de 2008, mês que foi marcado pela crise financeira mundial, que se seguiu ao colapso do Lehman Brothers. Os receios em torno dos emergentes estão a penalizar fortemente a Mota-Engil devido à exposição que esta cotada tem a estes mercados.

A nível global, a semana foi marcada por dois factores de pressão negativos: a crise nos emergentes e a expectativa de escalada na guerra comercial entre os EUA e a China. Um cenário que Donald Trump acabou por validar no final de sexta-feira, ao admitir impor tarifas a todos os bens importados da China.

Esta conjuntura também penalizou as matérias-primas e deu força ao dólar. No mercado da dívida soberana destaque pela positiva para a descida dos juros da dívida italiana.

Veja nos gráficos em cima o comportamento dos principais activos esta semana.

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