Banca francesa desvaloriza mais de 3% e cai pela quarta sessão consecutiva
Nem a garantia do primeiro-ministro de que tudo fará para manter o "rating" do país conseguiu tirar os bancos franceses do vermelho. Pela quarta sessão consecutiva, o sector financeiro gaulês encerrou hoje a cair.
A Moody’s avisou a França de que a sua dívida soberana poderá vir a deixar de ser classificada com a notação financeira máxima (Aaa). Tal poderá acontecer caso o veículo europeu de resgate, o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), seja alargado ou se for preciso resgatar mais países além da Grécia, Irlanda e Portugal, o que aumentaria as responsabilidades financeiras da França, segundo maior accionista do FEEF, depois da Alemanha.
No dia em que começou a ser discutido no Parlamento a proposta de Orçamento do Estado para 2012, o primeiro-ministro francês, François Fillon, assegurou que tudo fará para manter o “rating” máximo que classifica o risco da dívida francesa.
Contudo, a garantia oficial não foi suficiente para trazer os bancos para terreno positivo. O pessimismo dos investidores levou igualmente a uma forte subida do "spread" dos juros da dívida transacionada no mercado secundário, que superou os 100 pontos base, quebrando um máximo desde a entrada do euro em relação às obrigações alemãs, o que é um indicador do risco acrescido atribuído à França.
Na bolsa, os bancos encerraram a sessão no vermelho, apesar de os deslizes terem sido inferiores aos que se registaram ao longo do dia. Ainda assim, todas as acções da banca caíram mais do que o principal índice da bolsa francesa, o CAC-40, que perdeu 0,79%.
O BNP Paribas perdeu 3,59% para 29,935 euros, tendo chegado a recuar mais de 7% durante a sessão. Também o Société Générale chegou a ceder mais de 7%, embora tenha fechado a desvalorizar 4,99% para 19,24 euros.
O Crédit Agricole depreciou 3,26% para 4,919 euros, enquanto a seguradora Axa perdeu 3,35% para 10,385 euros.
Todas as cotadas do sector financeiro caíram hoje pela quarta sessão consecutiva.