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Bancos dificultam entrada das fintech

A AdC desenvolveu uma análise à entrada das fintech em Portugal. Encontrou barreiras à entrada ligadas à regulação e ao risco de encerramento do mercado pelos bancos.
Bancos dificultam entrada das fintech
Raquel Godinho 16 de abril de 2018 às 07:00

Há barreiras à entrada das fintech em Portugal. A conclusão é da Autoridade da Concorrência (AdC), num estudo a que o Negócios teve acesso. Estas barreiras estão essencialmente a ser colocadas pelos bancos,)

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mais votado “Robo- Advisor”: quem tem unhas é que toca viola Há 1 semana

Fala-se acima na concretização do “Robo Advisor” por Fintechs.

1)-Haverá vantagem em estimular o “Robo- Advisor” em Portugal ?
2)-Porque não avançam os Bancos ?
3)-É de avançar com uma Fintech ?

São perguntas que ocorrem,
e a que de longe,
tendo em conta experiências do Passado em Portugal,
não gostaria de se faltar á chamada,
de tentar dar humilde e independente contributo de resposta.
Mas hoje o dia por aqui mal deixa respirar,
e para já diríamos apenas
que a resposta à primeira pergunta é (categoricamente) afirmativa,
(pelo interesse de quem poupa; pelo interesse do País).
Quanto às 2ªs e 3ª perguntas,
saltaríamos para uma conclusão final,
e daríamos a palavra
a quem sempre consideramos dos maiores expoentes de sabedoria:
o Povo através dos seus ditos. No caso:

“Quem tem unhas é que toca viola”

comentários mais recentes
“Robo- Advisor”:quem tem unhas é que toca viola 2 Há 1 semana

Respondendo à pergunta: Haverá vantagem em estimular o “Robo- Advisor” em Portugal?

Os Portugueses estão a poupar perigosamente pouco face:
-ao que deveriam poupar para enfrentar imprevistos que sempre acontecem;
- para prepararem uma Reforma,
de que a única coisa que é certo, é que não estará em condições de lhes proporcionar (se proporcionar?)
o mesmo nível de vida a que estavam habituados;
-para concretizarem sonhos de toda uma vida.
Os Portugueses estão a poupar perigosamente pouco, porque muitos, é certo, não poderão.
Mas também talvez muitos (a maioria?) possam, e não se sintam estimulados a fazê-lo
porque o que rende um investimento seguro da poupança,
não justifica o sacrifício de adiar desejos de consumo.
A situação poderia mudar se houvesse maior recompensa para quem poupa,
se investimentos seguros oferecessem maior rendibilidade.
Tal poderia acontecer se…

“Robo- Advisor”:quem tem unhas é que toca viola 3 Há 1 semana

a Gestão de Ativos (GA),
até há bem pouco uma ferramenta apenas ao alcance dos grandes patrimónios,
pudesse servir não apenas alguns privilegiados pela fortuna,
mas mesmo o mais humilde dos aforradores.
Tal hoje é possível com o “Robo - Advisor” (RA)
que,graças a decréscimos espetaculares nos custos da informática,
tornou possível baixar drasticamente
o limiar de viabilidade económica de aplicação das metodologias da GA,
fazendo que, mesmo o mais modesto dos patrimónios,
possa ter acesso a metodologias que aumentam a expectativa de rendibilidades,
e reduzem a probabilidade de perdas.
Trata-se, em essência, da possibilidade em democratizar a utilização da GA,
e é tal uma das grandes e irreversíveis tendências de fundo da evolução daquela.
A difusão do RA
(já tentada em Portugal na gestora de fundos de investimento do antigo BNU-Banco Nacional Ultramarino)
enfrenta no entanto 2 dificuldades, a saber:

“Robo- Advisor”: quem tem unhas é que toca viola ( Há 1 semana

Por um lado os bancos têm sempre receio de uma “canibalização” de depósitos,
em cuja captura estão especializados e de que sempre viveram;
Por outro lado o baixo nível de literacia financeira não facilita a difusão da RA.
Tais dificuldades são superáveis se se considerar que:
-os bancos podem retirar do RA maiores receitas do que aquelas que hoje retiram dos depósitos;
- se os depósitos inicialmente baixam para alimentar os investimentos da GA,
ao fim de uns meses voltam ao nível inicial, logicamente para reconstituirem uma reserva de liquidez;
-é possível superar o handicap do baixo nível de literacia adotando uma RA mista
em que não se prescinde do contacto humano com o investidor, com tudo o que ele tem de fundamental,
mas em que se aumenta extraordinariamente a produtividade desse contacto.
Trata-se no fundo de uma simbiose que, se vale a experiência no antigo BNU,
se traduz em benefícios palpáveis.

Re: Anónimo: "Modelo de negócio das Fintechs" Há 1 semana

“quais são em termos substantivos as vantagens face aos operadores tradicionais?”

Só conheço o caso das Fintechs na área dos Mercados de Capitais.
Nesta área, tal como dizia Napoleão em relação ao moral na guerra, a motivação é tudo.
Numa pequena Fintech, com todos a conhecerem-se uns outros, com todos a tomarem conhecimento de que, das duas uma, ou servem bem o Cliente, ou perdem o emprego a curto prazo,
o grau de motivação para fazerem constantemente mais e melhor, o grau de criatividade,
é incomparavelmente superior (regra geral) ao conseguido em grandes organizações,
em que se tendem a instalar, se não forem contrariadas,
uma mentalidade de “tacho” de maximizar, não a utilidade para o Cliente, mas sim a utilidade para o próprio,
traduzida, se o ordenado for fixo e garantido,
numa obsessiva preocupação em minimizar trabalho e evitar “chatices”.
Tal mentalidade estás nas antípodas da que ocorre nas Fintechs,
com consequências para melhor nos resultados destas, notáveis.

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