BESI mantém Sonaecom e Portucel na lista das acções ibéricas preferidas
Duas cotadas portuguesas estão também na lista das favoritas do Santander entre as empresas de pequena e média capitalização na Península Ibérica.
A Portucel e a Sonaecom, que já integravam a lista, continuam a fazer parte do lote de seis acções seleccionadas pela casa de investimento. O BESI decidiu retirar a Amadeus e a Pescanova da lista de “top picks”, que passou a incluir a DIA e a Ebro Foods. Tal como as portuguesas, também a Abengoa e a OHL continua a fazer parte das apostas do BESI entre as cotadas ibéricas de menor dimensão.
Numa nota de “research” de hoje, a que o Negócios teve acesso, o BESI refere que as cotadas ibéricas registaram um Verão “bastante desafiante” e a crise de dívida soberana não dá sinais de abrandar, pelo que a casa de investimento recomenda a aposta em cotadas menos expostas á evolução da economia doméstica.
Isto apesar de, “em muitos casos, acreditarmos que empresas com elevada exposição ao mercado ibérico possam ser atractivas”, refere o BESI, considerando o que o mercado já aplicou descontou o risco que estas empresas apresentam por operarem em nichos de mercado, que são menos afectados pela actual situação.
Para a Sonaecom, o BESI recomenda “comprar”, com um preço-alvo de 2,20 euros, que implica um potencial de subida de 95,3%. A casa de investimento assinala que a empresa controla o terceiro maior operadora móvel em Portugal (a Optimus), é “resiliente à actividade económica em Portugal e apresenta um atractivo de fusões e aquisições, no caso de ocorrer uma concentração no mercado de telecomunicações em Portugal”.
A casa de investimento assinala que a Sonaecom continua a apresentar um “momentum operacional muito forte” e que apesar do ambiente actual, a Optimus está a aumentar as suas receitas.
Quanto à Portucel, a recomendação é também de “comprar”, com um preço-alvo de 2,70 euros, que traduz um potencial de subida de 53,8%. O BESI assinala que a empresa de pasta e papel exporta mais de 95% da sua produção, “continua a gerar um forte nível de ‘free cash flow e apresenta um ‘dividend yield’ sustentável (10%)”.
As mesmas apostas do Santander
O Santander também actualizou no final da semana passada a sua lista de acções favoritas, entre as empresas de pequena e média capitalização na Península Ibérica, que integra também a Sonaecom e a Portucel.
Estas duas cotadas são as representantes nacionais no lote das "preferidas" na Península Ibérica, cotadas onde o banco encontra "valor", num contexto de "desolação" perante o contexto macroeconómico adverso em Portugal e Espanha.
"Revimos, recentemente, as nossas estimativas de crescimento para os dois países, e para toda a Europa", refere o Santander. Para Espanha, o banco antecipa um período mais prolongado de baixo crescimento, enquanto Portugal estará em "recessão nos próximos dois anos".
Para seleccionar as melhores "apostas", o Santander testou as cotadas, num cenário de recessão. Empresas como a Brisa, REN, Altri, Mota--Engil, Semapa e Zon Multimédia, passaram no exame. Mas, das portuguesas, só a Portucel e a Sonaecom mereceram distinção por parte do Santander.
São, a par da Acerinox, a CAF, a Viscofan e o DIA, empresas "relativamente imunes ao ciclo económico", por serem "geograficamente diversificadas". "Têm uma reduzida alavancagem" e estão "atractivas, mesmo num contexto de quedas extremas dos resultados", realça o banco.
A Portucel é a "melhor da turma no seu sector, entre os 'players' europeus". Já a Sonaecom é a "melhor alternativa para jogar o 'jogo' das fusões e aquisições", refere o banco, no "research" em que a incluiu na lista das preferidas. Estas são duas das quatro novas entradas. Uma das que saiu do lote foi a Cimpor. "O bom desempenho foi a principal razão para a retirar da nossa lista de preferidas", diz o Santander.