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Bolsa nacional cai 1% em dia de corte de "rating" (act.)

A bolsa nacional atenuou as perdas no encerramento da sessão, depois de ter chegado a afundar 2,52%. A contribuir para o alívio da tendência esteve o facto de o corte do "rating" da dívida portuguesa pela Fitch já ser expectável. A Portugal Telecom, BES e Brisa foram os títulos que mais pressionaram. A travar maiores descidas estiveram a Portucel e a Semapa.

24 de Março de 2010 às 16:45

A bolsa nacional atenuou as perdas no encerramento da sessão, depois de ter chegado a afundar 2,52%. A contribuir para o alívio da tendência esteve o facto de o corte do "rating" da dívida portuguesa pela Fitch já ser expectável. A Portugal Telecom, BES e Brisa foram os títulos que mais pressionaram. A travar maiores descidas estiveram a Portucel e a Semapa.

O PSI-20 fechou a desvalorizar 1,03% para 7.997,33 pontos, com 18 cotadas em baixa e duas em alta. O volume de negociação foi muito superior ao das recentes sessões, tendo mudado de mãos 71,1 milhões de acções.

No resto do Velho Continente, cuja generalizada das praças fecha pelas 17h de Lisboa, as perdas também estão a ser menores, com os títulos ligados aos media e aos cuidados de saúde a ganharem terreno. No entanto, o corte da qualidade do crédito de Portugal está a pesar mais, ofuscando o crescimento das indústrias dos serviços e manufactura na Zona Euro e o aumento da confiança empresarial na Alemanha.

A Bolsa de Atenas está em contraciclo face à tendência dominante, seguindo a ganhar perto de 0,78%.

Galp cai depois de atingir máximos de ano e meio

Por cá, um dos títulos mais voláteis foi o da Galp Energia, que de manhã fixou um máximo de ano e meio ao cotar-se nos 13 euros – valor que não atingia desde 25 de Setembro de 2008 – mas que acabou por terminar a cair 0,89% para 12,75 euros, numa sessão em que os preços do petróleo caem fortemente, penalizados pelos máximos de 10 meses do dólar face ao euro e pelo aumento muito acima do esperado das reservas de crude norte-americanas na semana passada.

De manhã, a petrolífera liderada por Ferreira de Oliveira foi sustentada pelo anúncio da estatal brasileira Petrobras de que a produção de petróleo do Tupi, onde a Galp detém 10% do consórcio de exploração, será antecipada para Outubro. Os analistas consideram “positivos” para a empresa portuguesa os resultados dos testes de formação no quarto poço, em que se verificou uma “altíssima produtividade”, conforme foi comunicado pela Galp.

No entanto, a Galp acabou por ceder terreno e entrar no vermelho, num dia de nervosismo nas bolsas. A empresa foi excluída da lista de “convicção” do Santander, que vê um potencial de valorização “limitado” no curto prazo para a petrolífera depois do recente desempenho do título. Isto depois de ontem o banco Nomura ter dito que a Galp está entre as suas petrolíferas europeias preferidas.

No restante sector energético, a tendência foi igualmente negativa. A EDP cedeu 0,42% para 2,84 euros, a EDP Renováveis resvalou 0,09% para 5,734 euros, e a REN terminou em baixa de 0,47% para 2,986 euros.

PT foi título que mais pressionou

A Portugal Telecom, que ontem foi a empresa que mais sustentou o índice de referência, corrigiu e fechou hoje a perder 1,76% para 8,21 euros, tendo sido o título que mais penalizou a praça lisboeta.

Ainda nas telecomunicações, a Zon registou uma descida de 0,64% para 3,753 euros, e a Sonaecom cedeu 1,64% para 1,615 euros.

Na restante família Sonae, a tónica foi também de queda, com excepção para a Sonae Capital, que desde quinta-feira da semana passada que se mantém inalterada nos 0,63 euros. A Sonae SGPS fechou a declinar 0,79% para 0,878 euros, e a Sonae Indústria depreciou-se 1,81% para 2,337 euros.

A banca não conseguiu escapar à tendência e terminou a cair mais de 1%. O BCP fechou em queda de 1,10% para 0,812 euros, o BES mergulhou 1,94% para 3,939 euros, e o BPI terminou em baixa de 1,02% para se estabelecer nos 1,94 euros.

Na construção, o mau desempenho foi generalizado. A cimenteira Cimpor negociou no vermelho, a registar um decréscimo de 0,90% para 5,484 euros.

Por seu lado, a Mota-Engil desvalorizou 1,94%, para 3,19 euros. Fora do PSI-20, a Teixeira Duarte cedeu 0,99%, para 1 euro, e a Soares da Costa desceu 0,94% para 1,05 euros.

Pasta e papel em alta

No sector da pasta e papel houve surpresas, tal como ontem. A Portucel, que segue em alta há várias sessões, avançou 1,81% para 2,085 euros, e conseguiu continuar a contagiar a Semapa, que recuperou 0,37% para 7,899 euros.

Movimento contrário teve a Altri, que deceu 1,77% para 4,951 euros. Ainda no papel, a Inapa mergulhou 1,74%para 0,62 euros.

A Brisa foi o terceiro título que mais contribuiu para o mau desempenho da bolsa lisboeta, desanimada pelo corte do “rating” de Portugal. A concessionária de autoestradas declinou 2,29% para 6,271 euros, uma vez que é uma das empresas mais sensíveis à evolução do "rating" de Portugal.

Recorde-se que a Fitch cortou hoje o “rating” de Portugal de AA para AA-, devido à deterioração das contas públicas portuguesas e às perspectivas pouco animadoras para o crescimento económico, o que fez com que o PSI-20 chegasse a perder mais de 2%.

No entanto, vários comentadores salientaram que este corte era expectável, o que ajudou a bolsa nacional a aliviar das perdas.

Veja também:

As cotações de todas as acções da Bolsa portuguesa

O resumo do dia do índice PSI-20

As maiores subidas e maiores descidas do PSI-20

Os preços-alvo para as cotadas portuguesas

As estatísticas das acções portuguesas

A análise técnica de todas as cotadas portuguesas

A evolução de todos os fundos comercializados em Portugal

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