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Bolsas dos EUA não resistem à queda

Os principais índices norte-americanos fecharam a desvalorizar, com a sessão a ser marcada por uma grande volatilidade, com os índices a oscilar entre variações positivas e negativas, depois de terem sido divulgados dados económicos que apontam para que a recuperação da economia esteja mais longe do que o que estava a ser antecipado pelos investidores.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 02 de Setembro de 2009 às 21:24
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Os principais índices norte-americanos fecharam a desvalorizar, com a sessão a ser marcada por uma grande volatilidade, com os índices a oscilar entre variações positivas e negativas, depois de terem sido divulgados dados económicos que apontam para que a recuperação da economia esteja mais longe do que o que estava a ser antecipado pelos investidores.

O Dow Jones recuou 0,32% para os 9.280,67 pontos, o Nasdaq desceu 0,09% para os 1.967,09 pontos e o S&P500 caiu 0,33% para os 994,75 pontos.



Hoje foram divulgados dois dados económicos que acabaram por ficar aquém do esperado, algo que pressionou a negociação dos índices. Além dos dados económicos, foram divulgadas as minutas da última reunião da Reserva Federal (Fed) onde alguns dos membros da autoridade demonstraram preocupação em relação ao ritmo de crescimento da economia dos EUA.

As entidades patronais norte-americanas reduziram em Agosto cerca de 298 mil postos de trabalho, um número que superou as estimativas dos economistas, o que intensifica os receios de que o aumento do desemprego afecte o consumo das famílias, uma fatia muito grande da economia dos EUA.

As encomendas às fábricas norte-americanas aumentaram, em Julho, 1,3%, um crescimento que ficou aquém das estimativas dos economistas, num período em que as encomendas de bens não duradouros, como os combustíveis e a comida, caíram.

Estes dois dados económicos acabam por refrear as expectativas dos investidores em relação ao crescimento da economia norte-americana.

As bolsas estendem assim as perdas de ontem, depois de o “rally” de seis meses ter colocado a avaliação das empresas do S&P500 no nível mais alto desde 2004, o que fez com que muitos intervenientes do mercado começassem a achar que esta valorização poderá ser excessiva face às perspectivas para a retoma económica.

As acções da Pfizer fecharam a sessão a descer 0,61% para os 16,28 dólares, depois de ter sido revelado que vai pagar 2,3 mil milhões de dólares (1,6 mil milhões de euros) no maior acordo de fraude farmacêutica na história do Departamento de Justiça dos EUA. A Pfizer foi considerada culpada de crime de violação de práticas de “marketing” de medicamentos, de acordo com a imprensa internacional.

Os títulos da Merck recuaram 3,08% para os 30,81 dólares.

As acções da General Electric caiu 1,05% para os 13,20 dólares.

O sector das tecnologias também penalizou a negociação dos índices, com a Ebay a recuar 1,52% para os 21,35 dólares e com a *Amazon* a depreciar 1,29% para os 78,14 dólares.

1 euro = 1,4265 dólares

Veja também:

As cotações dos principais índices

A evolução das acções do Dow Jones e Nasdaq 100


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