Mercados BPI passa a cobrar pelas transferências online

BPI passa a cobrar pelas transferências online

A instituição liderada por Pablo Forero era o único dos cinco grandes bancos nacionais que não cobrava aos seus clientes pelas transferências realizadas online.
BPI passa a cobrar pelas transferências online
Sérgio Lemos/CM
Raquel Godinho 11 de março de 2018 às 22:00
O BPI anunciou aos seus clientes que vai avançar com alterações ao preçário. A mudança mais relevante diz respeito ao início da cobrança de comissões nas transferências para outras instituições financeiras realizadas online e através da aplicação móvel. Cada operação terá um custo de 1,04 euros (incluindo imposto do selo). Uma comissão acima da média cobrada pelo mercado.

"A partir de 1 de Junho de 2018, o BPI irá proceder à revisão do preçário de alguns produtos/serviços", pode ler-se no documento disponibilizado no site do banco. Serão revistos os encargos relacionados com os cheques e o aluguer de cofres. Mas a mudança que abrange mais clientes diz respeito às transferências bancárias online para outras instituições.

Até agora, os clientes deste banco não pagam por este serviço. Mas, a partir de 1 de Junho, terão de fazer face a esta despesa. Passarão a pagar 1,04 euros (incluindo imposto do selo). Contactado, o banco não justificou ao Negócios esta decisão, até ao fecho desta edição.

Este encargo supera mesmo a comissão média do mercado que é actualmente de 0,99 euros. E o banco liderado por Pablo Forero passará a exigir aos seus clientes o mesmo valor que BCP, Novo Banco, EuroBic e Montepio. O Deutsche Bank, a CGD e o Bankinter são as instituições que, neste momento, cobram a comissão mais baixa, na ordem dos 0,52 euros.

Pelo contrário, o Santander Totta e o BBVA são as instituições que aplicam o encargo mais elevado aos clientes que transfiram dinheiro para outras instituições através do "homebanking" ou da aplicação móvel:  1,30 euros e 1,82 euros, respectivamente. Já o Banco CTT e o Crédito Agrícola isentam os seus clientes desta despesa.

Os valores cobrados ao nível das transferências bancárias não têm sofrido alterações ao longo dos últimos anos. Nos últimos três anos, os encargos mantiveram-se em todas as instituições. As mudanças que se verificaram dizem respeito ao início de aplicação desta despesa por alguns bancos: agora o BPI e, há cerca de um ano, o Novo Banco.

Quanto às transferências realizadas dentro da mesma instituição financeira através dos canais digitais, estas não são cobradas pelas instituições financeiras. Além disso, também as transferências realizadas através do ATM são isentas de custos, existindo mesmo uma legislação que impede os bancos de cobrar custos aos seus clientes pela realização de operações através do multibanco.



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mais votado Anónimo 12.03.2018

Não despedem excedentários, não investem em capital com elevada incorporação de tecnologia económica e eficiente, não alocam quantidade de factor trabalho adequado em consonância com essa tecnologia inovadora, logo, contribuintes e consumidores pagam, pagam, pagam e pagam.

comentários mais recentes
Lusitano 13.03.2018


Falam dos bancos ... eu falo do Estado. Quantos funcionários públicos andam a mamar à minha conta e à conta daqueles que trabalham para o privado em Portugal ?

Pelo menos se eu quiser posso mudar de banco. Já de Estado ...

a 12.03.2018

este banco é muito incompetente, quadros mediocres, age de má fé, e é chulo.

pode ser que se fd, quando não tiver clientes...

Ventura Santos 12.03.2018

Donde se pode concluir que o BPI se junta ao clube do 1 Euro que abrange todos os falidos: NB, BCP, Monte e Bicas. Será que vamos ter também os cocos e etc mais fundo de resolução ??! Devem ser mulheres a mais ... O melhor é reciclar e arranjar umas mais novinhas.

Anónimo 12.03.2018

Os bancos em Portugal estão a sobreviver á custa de ESMOLAS COERCIVAS excepção a alguns como CTT,Bankinker e poucos mais.

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