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Contratos de crédito do Credifin, Cetelem e Cofidis são «ilegais e abusivos»

O crédito ao consumo comercializado por instituições financeiras como o Banco Cetelem, a Cofidis e a Credifin não oferece nenhuma vantagem ao consumidor. Quem o diz é a DECO num comunicado em que faz a antevisão da edição nº 60 da sua revista dedicada às

27 de Outubro de 2003 às 18:28

O crédito ao consumo comercializado por instituições financeiras como o Banco Cetelem, a Cofidis e a Credifin não oferece nenhuma vantagem ao consumidor. Quem o diz é a DECO num comunicado em que faz a antevisão da edição nº 60 da sua revista dedicada às finanças pessoais "Dinheiro & Direitos" e que abarca os meses de Novembro e Dezembro.

Segundo a publicação, o crédito daqueles bancos "é uma modalidade de financiamento cara, apresenta-se em contratos com condições ilegais e cláusulas abusivas e nem por isso prima pela rapidez".

A mesma publicação da instituição de defesa do consumidor afirma que produtos com designações "tão apelativas" como "Dinheiro Já", usada pela Cofidis, podem induzir em erro uma ideia de facilidade e rapidez na aprovação do crédito, "o que não é verdade". Num teste prático e anónimo realizado pela revista permitiu concluir que, desde o primeiro contacto até à disponibilização do dinheiro, passaram entre sete e 10 dias.

Como alternativa àquelas ofertas, a "Dinheiro & Direitos sugere", até aos mil euros, o recurso ao cartão de crédito (apenas no período de crédito gratuito, regra geral, entre 20 e 50 dias) ou o montante a descoberto da conta ordenado, que depende do ordenado depositado. Para montantes mais elevados, a publicação recomenda o crédito pessoal nos bancos tradicionais.

"Neste caso, é recomendável comparar as propostas de vários de bancos, a começar pelo próprio. As condições serão tão mais favoráveis quanto maior for o envolvimento bancário", justifica a revista. A "Dinheiro & Direitos" faz ainda um levantamento dos produtos existentes no mercado com benefícios fiscais, indicando os limites máximos que cada contribuinte deve investir por forma a poupar no IRS e IVA.

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