Crise da dívida soberana europeia faz primeira vítima nos EUA
A casa de investimento liderada por Jon Corzine, antigo co-administrador do Goldman Sachs e ex-governador do Estado de Nova Jersey, entregou hoje o pedido de insolvência. Situaçção financeira da empresa há muito que estava degradada. Mas a gota de água terão sido apostas, que se revelaram ruinosas, em dívida pública de países do euro.
Este pedido de insolvência segue-se à divulgação de prejuízos recorde no trimestre terminado em 25 de Outubro. O prejuízo da MF Global ascendeu a de 191,6 milhões de dólares e levou a Moody’s e a Fitch a cortarem o seu “rating” para uma notação de crédito de nível especulativo (“junk” – “lixo”).
Depois deste prejuízo, a cotada também ficou proibida de realizar operações tendo a Reserva Federal como contraparte, e as suas acções depreciaram 67%, refere a Bloomberg. O preço das obrigações caiu, sinalizando que os investidores receavam que a empresa incumprisse o pagamento da dívida.
Além disso, a sua participada MF Global Finance também entregou o pedido de falência e deu conta de dívida no valor de 50 milhões de dólares e activos no valor de 500 milhões.
O banco JPMorgan Chase é o que tem maior envolvimento na MF Global Holding, ao gerir as posições de clientes que detêm 1,2 mil milhões de dólares na dívida do grupo. Segue-se o alemão Deutsche Bank, que gere posições de clientes na dívida no valor de 690 milhões de dólares.
Durante o fim-de-semana, os administradores estiveram a negociar a eventual venda da “holding”, segundo reporta a Bloomberg com base em fontes que pediram para não ser identificadas. Havia cinco potenciais interessados na empresa ou em partes da empresa, mas acabou por não se realizar qualquer acordo.