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EUA concluem primeira venda de petróleo venezuelano após controlo do setor

A venda, avaliada em cerca de 400 milhões de euros, faz parte de um acordo energético estabelecido recentemente entre Washington e o Governo interino em Caracas.

Receitas do crude venezuelano serão controladas pelos EUA
Receitas do crude venezuelano serão controladas pelos EUA Cristian Hernandez/AP
19:29

Os Estados Unidos finalizaram a primeira venda de petróleo venezuelano desde que assumiram o controlo do setor energético da Venezuela, anunciou esta quinta-feira um responsável norte-americano.

A venda - no valor avaliado em cerca de 500 milhões de dólares (cerca de 400 milhões de euros) e parte de um acordo energético estabelecido recentemente entre Washington e o Governo interino em Caracas - representa o primeiro carregamento de crude venezuelano comercializado sob a supervisão dos Estados Unidos após a detenção do Presidente deposto Nicolás Maduro.

A receita da transação está a ser gerida em contas bancárias controladas pelos Estados Unidos, com uma conta principal localizada no Qatar, considerado um local neutro para facilitar transferências sob aprovação norte-americana.

Segundo o Governo norte-americano, outras vendas de petróleo venezuelano poderão ser concretizadas nos próximos dias ou semanas, no âmbito de um plano que prevê um total de cerca de dois mil milhões de dólares (cerca de 1,65 mil milhões de euros) em transações.

A porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, afirmou que o acordo energético histórico negociado pelo Presidente Donald Trump após a captura de Maduro beneficiará tanto os consumidores norte-americanos como o povo venezuelano.

Na semana passada, Trump anunciou que entre 30 e 50 milhões de barris de crude venezuelano de alta qualidade seriam entregues aos Estados Unidos para venda, representando cerca de um a dois meses de produção.

O Presidente norte-americano disse ainda que pretende controlar as receitas dessas vendas.

No mesmo contexto, Trump encorajou grandes companhias petrolíferas a participarem num concurso para explorar as vastas reservas de hidrocarbonetos do país sul-americano.

Apesar das perspetivas de investimento, a ExxonMobil, uma das principais petrolíferas dos Estados Unidos, declarou recentemente que "era impossível investir" na Venezuela dadas as circunstâncias atuais, refletindo as dificuldades enfrentadas pelas empresas no país.

A Casa Branca também assinou uma ordem executiva de emergência para proteger os ativos venezuelanos, incluindo as receitas do petróleo detidas nos Estados Unidos, de eventuais confiscações por tribunais ou credores.

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