Guerra no Irão, comércio dos EUA e 3 outras coisas que precisa de saber para começar o dia
As atenções continuam centradas na guerra no Irão, que tem agitado os mercados financeiros. O comércio dos EUA e resultados empresariais na Europa vão também estar na ordem do dia.
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| Investidores atentos aos desenvolvimentos no Médio Oriente |
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O holofote do mercado continua apontado para o Médio Oriente. Os investidores estão divididos entre um otimismo moderado devido à libertação de milhões de barris de petróleo pela Agência Internacional de Energia, que apresenta esta quinta-feira o seu relatório mensal, bem como o suposto fim breve da guerra (nas palavras de Donald Trump), e um pessimismo com os contínuos ataques na região entre Israel, EUA e Irão. O estreito de Ormuz continua a ser a zona de maior preocupação, já que, apesar de os EUA terem prometido proteção aos navios que por lá passem, as embarcações continuam a ser atingidas. Além disso, os investidores já antecipam um aumento das taxas de juro pelo Banco Central Europeu, que tende a pressionar os mercados financeiros. |
| Última hipótese de medir o pulso ao BCE |
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O governador do Banco de França Villeroy de Galhau vai discursar esta quinta-feira em Paris numa cimeira da Bloomberg sobre estabilidade financeira. Esta será uma das últimas oportunidades de tentar avaliar as expectativas em torno dos juros do BCE - que entra em período de silêncio antes da reunião de política monetária de dia 19 -, numa altura em que os mercados já estão a incorporar a perspetiva de uma subida das taxas de juro este ano, reforçada pela declarações recentes de vários responsáveis do BCE. |
| Evolução do comércio com o exterior |
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O INE publica esta quinta-feira estatísticas do comércio internacional, em janeiro. No quarto trimestre de 2025, as exportações portuguesas de bens caíram 2,9%, em termos homólogos, naquele que foi o terceiro trimestre consecutivo em que as exportações recuaram. Já as importações de bens tombaram 5,1%. |
| Resultados da BMW, Generali e Adobe Systems |
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A apresentação de resultados trimestrais e anuais das empresas continua, tanto na Europa como nos Estados Unidos. Deste lado do Atlântico, é o caso da gigante alemã BMW e da seguradora italiana Generali reportarem ao mercado os lucros do ano passado. Até setembro, a primeira viu o resultado líquido descer quase 7% para 5.712 milhões de euros; já os lucros da segunda subiram 14% para 3,3 mil milhões. Do outro lado do Atlântico, a Adobe Systems divulga as contas do primeiro trimestre fiscal, e depois de um forte final no ano fiscal de 2025, as expectativas dos investidores estão altas. |
| Balança comercial norte-americana |
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Nos Estados Unidos, é dia de serem publicados os dados atualizados relativamente à balança comercial da maior economia do mundo, referentes a janeiro. O défice comercial de bens aumentou consideravelmente para 98,5 mil milhões de dólares em dezembro, uma subida de 19% em relação ao valor revisto de novembro de 82,8 mil milhões de dólares. Os valores ficaram bem acima das expectativas do mercado, que eram de 86 mil milhões, à medida que o país vai sentindo o efeito das tarifas norte-americanas. Foi o maior défice de bens desde julho. |
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