Indecisão quanto ao limite do endividamento deixa bolsas dos EUA em baixa
O impasse entre republicanos e democratas para aumentarem o tecto máximo de dívida dos EUA continua a penalizar as acções norte-americanas. A Apple foge ao vermelho e continua a renovar máximos históricos.
O Standard & Poor’s encerrou a perder 0,56% para 1.337,43. Chegou a recuar 1% durante a sessão. O Dow Jones caiu 0,7% para 12.592,80 pontos. O tecnológico Nasdaq deslizou 0,56% para 2.842,80 pontos, depois de ganhar durante dois dias.
“Os mercados estão a ser conduzidos pela política. É um tempo irritante para os investidores. É difícil determinar que [empresas] têm os preços correctos”, comentou John Brady, vice-presidente da MF Global, em declarações ao "Financial Times".
Neste momento, intensificam-se os receios de que os Estados Unidos não consigam acordar um aumento do limite do endividamento até 2 de Agosto. Se não houver entendimento entre republicanos e democratas, é possível que o país entre em "incumprimento", como já avisaram as agências de "rating".
O que vai ter consequências “severas” para o resto do mundo, avisou hoje o Fundo Monetário Internacional.
Contudo, Nick Sargen, responsável de investimento, disse à Bloomberg que “não há pânico no mercado”. Ambos os partidos dos EUA querem evitar a entrada em incumprimento e tem havido “resultados muito sólidos nas empresas norte-americanas”.
RIM afunda, Apple marca máximo histórico
Em termos empresariais, a Research in Motion, fabricante do Blackberry, anunciou hoje que irá eliminar 2 mil postos de trabalho devido às perdas que tem registado em 2011. Em bolsa, afundou hoje 4,44% para 26,67 euros.
Por sua vez, a Apple contrariou a tendência do mercado e tocou num máximo histórico, quando subiu a uns exactos 400 dólares. Fechou a somar 1,32% para 398,50 dólares, um valor em que nunca tinha encerrado.
A tecnológica sobe há sete sessões e marca, desde o último dia de Junho, uma valorização de 18,7%. Os lucros no terceiro trimestre fiscal da Apple superaram o esperado pelos analistas e a empresa também já é a líder mundial na venda de “smartphones”, o que favorece os seus títulos.