Mercados Juristas criticam transposição da DMIF II
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Juristas criticam transposição da DMIF II

O atraso na transposição da directiva e os acrescentos introduzidos pelo legislador nacional são os aspectos negativos destacados na proposta de lei que vai hoje ao Parlamento.
Juristas criticam transposição da DMIF II
Miguel Baltazar

A nova regulação para os mercados financeiros será discutida, esta quinta-feira, na Assembleia da República. Este será mais um passo no sentido da transposição já atrasada da DMIF II. Uma  atraso )

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mais votado Pôr Bolsa ao serviço do País (1) 22.02.2018

A Bolsa pode servir para:
1- Dar comissões aos intermediários financeiros;
2- Servir como casinos a quem aspira a lucros rápidos e aparentemente fáceis;
3-Justificar estruturas parasitárias que,
sob uma nobre fachada de prestígio social,
ocultam a mais alarmante das incompetências.
Juízo severo?
Não tanto se:
1- Não houver entre os intermediários financeiros uma forte concorrência;
2-Se os organismos de regulação se orientarem precipuamente por
preocupações de auto-justificação e competição por influência.
Mas a Bolsa também pode ser outra coisa:
1- Um veículo privilegiado para estimular
quem potencialmente pode poupar,
a efetivamente poupar;
2-Uma forma mais eficiente do que o sistema bancário
(Cf: What do financial intermediaries do- Journal of Banking & Finance-Vol 25-pg 278)
para, otimamente, canalizar meios financeiros de quem deles se dispõe a prescindir no imediato(os aforradores)
para quem se propõe utilizá-los (as empresas), dando-lhes utilizações socialmente úteis.

comentários mais recentes
Pôr Bolsa ao serviço do País (1) 22.02.2018

A Bolsa pode servir para:
1- Dar comissões aos intermediários financeiros;
2- Servir como casinos a quem aspira a lucros rápidos e aparentemente fáceis;
3-Justificar estruturas parasitárias que,
sob uma nobre fachada de prestígio social,
ocultam a mais alarmante das incompetências.
Juízo severo?
Não tanto se:
1- Não houver entre os intermediários financeiros uma forte concorrência;
2-Se os organismos de regulação se orientarem precipuamente por
preocupações de auto-justificação e competição por influência.
Mas a Bolsa também pode ser outra coisa:
1- Um veículo privilegiado para estimular
quem potencialmente pode poupar,
a efetivamente poupar;
2-Uma forma mais eficiente do que o sistema bancário
(Cf: What do financial intermediaries do- Journal of Banking & Finance-Vol 25-pg 278)
para, otimamente, canalizar meios financeiros de quem deles se dispõe a prescindir no imediato(os aforradores)
para quem se propõe utilizá-los (as empresas), dando-lhes utilizações socialmente úteis.

Pôr Bolsa ao serviço do País (2) 22.02.2018

Para que a Bolsa possa ser tal, é prioritário que:
1-Se estimule forte concorrência entre os intermediários financeiros
impondo que os mesmos não restrinjam a oferta de produtos,
apenas e tão só àqueles que lhes dão mais lucros
(normalmente os de produção caseira),
mas sim também àqueles que
poderiam corresponder melhor ao nível de tolerância ao risco e aos objetivos dos clientes;
2-Seja fiscalizado que as comissões cobradas correspondem a custos efetivamente incorridos,
afetados por uma margem de lucro para o intermediário, não exorbitante e em linha com os valores na UE.
3-Seja proibida a cobrança aos clientes de comissões usuais em gestão ativa,
quando os custos incorridos são próprios de uma gestão passiva;
4-Que os supervisores não lavem as mãos como Pilatos,
das responsabilidades no tocante aos documentos que aprovam,
nomeadamente no tocante à não divulgação de riscos ocultos
(que especialistas poderão saber existir, e que os clientes-investidores necessariamente não sabem).

ÚLTIMA HORA : Montanha pariu um rato ? 22.02.2018

Esperar 7 anos por uma Directiva,
que já chega atrasada e
vasada numa proposta com 1464 páginas,
e cuja principal novidade,
segundo acaba de afirmar no ISCTE a Presidente da CMVM é:

“permitir aos reguladores proibirem a venda de produtos que implicam risco ou dano excessivo para os investidores”,

bem poderá justificar o desabafo do grande Horácio:

"parturient montes, nascetur mus",

ou seja, em desabafo Luso:

"A montanha pariu um rato" !

Mas tenhamos esperanças que neste caso também se aplique
o que a história da Bolsa tem provado
ser o seu princípio mais intemporal e universal:
"O que parece, não é,
e o que não parece, é"

Penitência na Quaresma 22.02.2018

Reconhece-se o trabalho de Hércules de transmutar diretiva de 148 páginas,
numa proposta de 1464 páginas!
Olvidando o mau exemplo do atraso,
(por quem tem por obrigação fazer pedagogia de bons exemplo)
cantem-se hosanas por ter finalmente visto luz
um processo de que há 7 anos se tinha conhecimento;

Mas, sem olvidar méritos,
adverte-se ser da História que:
a maneira mais inteligente de deixar tudo na mesma,
é parir uma montanha tão alta de exigências
que só a sua visão torna inane o desejo de concretização.
Assim, para os defensores do “status quo”,
a mais inteligente forma de prosseguir o
“tudo como dantes, quartel em Abrantes”,
é aplicar o princípio do grande estratega Sun Tzu :
“a suprema arte, é derrotar o inimigo sem ter de lutar”.
Faz-se votos para que não venha a ser o caso,
e ao menos na época de Quaresma em que agora estamos,
que a leitura das 1464 páginas da nova regulamentação,
não deixe de ser levada à conta de deliberada Penitência.

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