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Juros das obrigações portuguesas continuam a subir nos prazos mais curtos

Aumento das "yields" das obrigações dos países periféricos continua a ser a tónica principal na maioria das maturidades da Grécia, Irlanda, Espanha e Itália. Em Portugal, os juros pedidos pelos investidores descem nos prazos mais alargados.

18 de Julho de 2011 às 09:15

A incerteza quanto à resolução de um novo pacote à Grécia e o contágio da crise da dívida a Espanha e a Itália são as razões que levam os investidores a exigirem mais juros para deterem títulos obrigacionistas dos países periféricos no mercado secundário.

De acordo com as taxas genéricas da Bloomberg, as “yields” seguem a ganhar 5,5 pontos base para 19,43% no prazo a dois anos, enquanto aumentam 19,5 pontos base para 20,37% na maturidade a três anos. Continuam próximos dos máximos desde a entrada do euro, embora ainda não os tenham renovado.

Pelo contrário, a cinco anos, a tendência é de queda, perdendo 2,1 pontos base para 17,44%. A descida verifica-se igualmente na maturidade a dez anos, com uma perda de 4,5 pontos base para 12,64%.

Mas a incerteza europeia e também as dúvidas quanto ao acordo para um aumento do limite do endividamento dos Estados Unidos impulsiona os juros pedidos aos países periféricos. Num ambiente de incerteza, procuram-se activos mais seguros. Por isso, os investidores dirigem-se para as obrigações alemãs. Com mais procura por este activo, os juros descem nas obrigações deste país.

O que não acontece nos países com maiores problemas relacionadas com a dívida, que são visto como mais arriscados.

Os juros da Grécia ganham 23,9 pontos base no prazo a dois anos para 33,30%, subindo acima de 100 pontos base para 33,73% a três anos, tendo já superado os 34,19%, um novo máximo desde que o euro é a moeda da nação.

A Irlanda marca um avanço no prazo mais curto, com a “yield” a superar os 14,08%, com um ganho de 100 pontos base. Há uma semana, estava nos 9,7%. Segue a descer na generalidade dos outros prazos.

Já em Itália e em Espanha, o progresso dos juros continua a verificar-se. Em Itália, as “yields” ganham 22,7 pontos base para 4,45% nas obrigações a dois anos, o maior avanço do dia de hoje. É a única que está abaixo dos 5%, já que o prazo a três anos superou já essa fasquia. Há duas semanas, havia três maturidades com juros inferiores a 4%.

Em Espanha, os ganhos são acima de 10 pontos base na generalidade dos prazos, com a “yield” a dois anos a chegar aos 4,4%.

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