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Juros gregos afundam e bolsa sobe mais de 10% (act.)

A Grécia está a avançar com propostas para reembolsar os seus parceiros, pondo de lado o perdão da dívida. Esta postura está a ditar um alívio de pressão por parte dos investidores sobre as taxas de juros das obrigações um pouco por toda a Europa. Os juros gregos a 10 anos, voltam a negociar abaixo dos 10%. Já a bolsa grega está a subir mais de 10%.

Reuters
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 03 de Fevereiro de 2015 às 09:47
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A taxa de juro implícita nas obrigações a três anos gregas está a deslizar 230,3 pontos base para 17,305%, a cinco anos a descida é de 169,0 pontos para 13,522% e a 10 anos a queda é de 104,7 pontos para 9,903%. A "yield" a 10 anos já esteve nos 9,257%, o que corresponde ao valor mais baixo desde 27 de Janeiro, dois dias depois das eleições gregas que deram vitória ao Syriza. Esta queda das taxas de juro é também a maior de 2012, realça a Bloomberg. 

 

Após as eleições gregas, os investidores fizeram disparar as taxas de juro implícitas nas obrigações gregas. Na sexta-feira que antecedeu o acto eleitoral, a taxa a 10 anos encontrava-se abaixo dos 8,5%. Após as eleições, os investidores demonstraram os receios em torno das decisões políticas do novo Executivo e fizeram disparar os juros e afundar a bolsa.


Contudo, as últimas declarações dos responsáveis gregos vieram aliviar estes receios. E isso está a ser reflectido nos juros e na bolsa, com os primeiros a registarem uma queda acentuada e a bolsa a registar uma subida expressiva.

 

O índice FTASE, que agrega as 25 maiores cotadas gregas, está a subir 10,07% para 248,40 pontos, numa altura em que a banca volta a estar em destaque. O Eurobank Ergasias está a subir mais de 13%, o Alpha Bank cresce mais de 14%, o National Bank of Greece aprecia mais de 20% e o Piraeus avança mais de 16%. Os bancos gregos lideram assim os ganhos entre o sector na Europa, contribuindo assim para os ganhos acentuados da bolsa grega.

 

O ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis, deixou cair o pedido do Syriza para que os demais Estados europeus perdoem pelo menos metade dos mais de 200 mil milhões de euros de empréstimos que foram concedidos ao país desde 2010. Em alternativa, pede que o ritmo do reembolso dessa dívida passe a ser indexado à taxa de crescimento nominal da economia grega.

 

Quanto aos 27 mil milhões de euros de títulos gregos em posse do BCE, propõe que sejam trocados por "obrigações perpétuas", ou seja, sem maturidade pré-estabelecida. Pede ainda uma linha de crédito - um "empréstimo ponte" – de 1,9 mil milhões de euros para os próximos quatro meses, que diz coincidir com o valor que o BCE iria transferir ao abrigo da renúncia de lucros potenciais com dívida grega, e prescinde da última tranche de 7,2 mil milhões de euros que estava congelada pela troika.

 

Juros em queda em toda a Europa e bolsas em alta

 

Este alivio de pressão em torno da Grécia está a ser sentido um pouco por toda a Europa, quer ao níveis das taxas de juro no mercado secundário quer ao nível das bolsas.

 

Assim, Espanha lidera as subidas bolsistas, com o IBEX a ganhar 2,27%, seguindo-se o italiano MIBTEL, que cresce 2,10%, o holandês AEX, que valoriza 1,28%, o britânico Footsie, que sobe 1,25%, o francês CAC, que aprecia 1,23%, o alemão DAX, que sobe 1,20% e o português PSI-20 que avança 1,17%. 

 

No mercado de obrigações, os juros a 10 anos portugueses descem 11,7 pontos para 2,559% e em Espanha a queda é de 5,1 pontos para 1,438%. Já a bund alemã está a registar uma subida de 2,1 pontos para 0,334%.

 

(Notícia actualizada às 12h26 com cotações actualizadas)

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