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Novas sanções dos EUA contra a Nicarágua atingem negócio do ouro

As ações dos EUA visam negar aos responsáveis do país "os recursos de que precisam para continuar a minar as instituições democráticas na Nicarágua".

Bloomberg
Lusa 25 de Outubro de 2022 às 08:08
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O presidente norte-americano, Joe Biden, assinou esta segunda-feira uma ordem executiva que proíbe as empresas norte-americanas de fazerem negócios que tenham a ver com o ouro ou outro tipo de minérios visando isolar ainda mais a Nicarágua.

De acordo com o Departamento do Tesouro, citado pela agência Associated Press, o alvo da sanções foi, em especial, o "responsável da entidade que está á frente das atividades ligadas ao negócio e à extração de minérios na Nicarágua", bem como um elemento do Governo do país.

A nova ordem executiva do presidente Joe Biden aumenta em muito um decreto da era Donald Trump que declarava que Daniel Ortega tinha "sequestrado a legislação democrática", "minado o Estado de Direito" e usado a "violência política" contra os seus opositores, além de ser uma "ameaça à segurança nacional" dos Estados Unidos.

As sanções centravam-se em Daniel Ortega, a sua mulher e o vice-presidente, Rosario Murillo, membros da sua família e num círculo de pessoas muito próximas do presidente nicaraguense.

No entanto, nenhum destas ações diminuiu o poder de cariz autocrático de Daniel Ortega, segundo a AP, citando aquele Departamento norte-americano.

O mais recente alvo do Governo de Daniel Ortega foi a Igreja Católica Romana, refere ainda a AP, lembrando que em agosto, as forças de segurança invadiram a residência de um bispo, detendo-o, bem como outros elementos da mesma.

O subsecretário de Estado do Tesouro, Brian Nelson, por sua vez, disse que "os ataques contínuos do regime de Ortega-Murillo a atores democráticos e membros da sociedade civil e a detenção injusta de presos políticos demonstram que o regime sente que não está vinculado ao Estado de Direito".

As ações dos EUA visam negar-lhes "os recursos de que precisam para continuar a minar as instituições democráticas na Nicarágua" e na América Central, adiantou.
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