Mercados Regulador japonês encerra pela primeira vez um operador de moeda digital

Regulador japonês encerra pela primeira vez um operador de moeda digital

O regulador japonês do sector de criptomoedas vai retirar, pela primeira vez, a permissão de operação de uma corretora de moeda digital por violação de regulamentos, anunciaram os 'media' locais.
Regulador japonês encerra pela primeira vez um operador de moeda digital
Reuters
Lusa 06 de junho de 2018 às 07:11

A agência de serviços financeiros do Japão (FSA) decidiu rejeitar o pedido de registo da corretora de criptomoedas FSHO, fundada em 2014, o que na prática significa que vai ter de cessar a actividade.

 

O regulador nipónico tomou esta decisão depois de concluir que a FSHO não aplica os protocolos necessários para verificar a identidade dos utilizadores, de acordo com o jornal económico Nikkei.

 

Esta é a primeira vez que a FSA nega permissão a uma casa de câmbio digital de poder operar, embora no passado já tenha suspendido outras empresas do sector.

 

A FSHO já tinha sido advertida em Março, sendo mesmo forçada a suspender temporariamente a actividade. Esta penalização foi prorrogada em Abril porque a operadora continuou a não aplicar os requisitos de transparência destinados a impedir o branqueamento de dinheiro ou outros crimes financeiros.

 

As autoridades japonesas intensificaram a vigilância deste mercado no país, na sequência de um ataque informático e consequente desaparecimento de 523 milhões da divisa virtual NEM, cujo valor total ascendia a 58 mil milhões de ienes (430 milhões de euros), na maior casa de câmbio de criptomoedas no país, Coincheck.

 

Em 2014, o Japão foi palco do escândalo Mt.Gox, na altura a maior casa de câmbio de criptomoedas, que faliu após o desaparecimento de 850 mil unidades de bitcoin, num valor estimado de 48 mil milhões de ienes (368 milhões de euros).

 

O Japão é o segundo maior mercado mundial deste tipo de divisas e, em Abril último, passou a ser o primeiro país a reconhecê-las como forma de pagamento e a estabelecer requisitos legais para que as casas de câmbio possam operar de forma segura e para prevenir delitos como o branqueamento de capitais.




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