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Traders analisam dados de mobilidade para avaliar evolução da economia

Para navegar nesta época sem precedentes, os operadores de mercado têm usado a criatividade para avaliar a evolução da atividade económica.

Bloomberg 24 de Maio de 2020 às 16:00
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Com a flexibilização do confinamento em alguns países, investidores e analistas debruçam-se sobre dados de mobilidade da Apple e do Google para acompanhar o ritmo da recuperação económica e estimar os gastos dos consumidores em diferentes regiões. Estas informações podem fornecer pistas preliminares sobre que países vão superar a pior recessão em décadas de forma mais rápida do que outros e quais vão ficar para trás.

 

"A covid-19 não tem paralelo com nenhum outro choque e, portanto, a maioria dos investidores está a desvalorizar indicadores tradicionais", disse por e-mail John Roe, responsável por fundos multiativos da Legal & General Investment Management, em referência a dados como desemprego e vendas a retalho divulgados com referência a períodos mais antigos. "Em vez disso, trata-se da forma da recuperação e, portanto, estamos a rastrear várias fontes de dados inovadoras que acreditamos serem mais atualizadas."

 

A equipa de alocação de ativos da LGIM recebe solicitações de utilizadores da Apple sobre rotas de viagem e ajusta-as para a sazonalidade semanal antes de projetar os dados nas estimativas do PIB. Até agora, as análises mostram que a economia dos EUA tem estado melhor do que outras regiões e reabre gradualmente, e há sinais de melhoria no sul da Europa, à medida que países como Itália reduzem as restrições de movimento.


 

Atividade deprimida

 

No mês passado, Apple e Google lançaram ferramentas online com base na mobilidade das pessoas. A Apple usa dados anónimos da aplicação Maps da empresa, mostrando o volume de pessoas que conduz automóveis, caminha ou usa transporte público nas suas comunidades. A aplicação abrange grandes cidades e 63 países ou regiões. Os relatórios do Google também são anónimos e discriminados por local e exibem a alteração nas visitas a lugares como supermercados e parques. Ambas as ferramentas não dispõem de dados da China continental.

 

Além da LGIM, o Société Générale e o Deutsche Bank estão entre os que rastreiam dados de mobilidade. Analistas do SocGen liderados por Andrew Lapthorne escreveram numa nota recente que os dados os ajudaram a perceber que, apesar do abrandamento dos confinamentos nas principais economias, a atividade económica continua fraca.

 

"As diferenças regionais são aparentes e a extensão do bloqueio permanece clara. E, embora haja sinais muito preliminares de que o G7 está a começar a recuperar, a atividade permanece deprimida", escreveram os analistas. "Vamos ver como essa atividade se desenvolve nas próximas semanas."

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