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Wall Street cai em agosto mas marca boa semana

As bolsas norte-americanas abriram em alta, ainda a reagir à diminuição das fricções comerciais entre os EUA e a China. Depois corrigiram para a baixa mas o Dow e o S&P 500 voltaram a subir, isto no fecho de um mês de sobressaltos em contexto de elevada volatilidade.

Reuters
30 de Agosto de 2019 às 21:11

O Dow Jones fechou a somar 0,16% para 26.403,28 pontos e o Standard & Poor’s 500 ganhou 0,06% para 2.926,46 pontos.

Em contrapartida, o tecnológico Nasdaq Composite deslizou 0,13%, para 7.962,88 pontos.

Agosto foi o segundo pior mês deste ano para as bolsas norte-americanas - apenas o mês de maio conseguiu uma performance inferior.

Apesar disso - num claro exemplo da forte volatilidade que se viveu nas últimas semanas - o Dow e o S&P 500 registaram a sua melhor semana de ganhos desde inícios de junho, enquanto o Nasdaq teve o melhor desempenho agregado (de segunda a sexta-feira) das últimas 10 semanas.

Na abertura da sessão, os investidores continuaram a reagir com otimismo às notícias vindas da China. Isto depois de Pequim ter garantido que não vai responder ao último aumento de tarifas anunciado por Donald Trump, considerando que o escalar das tensões comerciais não é benéfico para ninguém. Além disso, o porta-voz do Ministério do Comércio, Gao Feng, disse esperar que o presidente americano ainda desista das tarifas anunciadas na semana passada.

No entanto, a meio da sessão a tendência inverteu-se do outro lado do Atlântico, com os investidores a revelarem prudência em vésperas de um fim de semana prolongado – na segunda-feira as bolsas estarão encerradas devido à comemoração do Dia do Trabalhador nos EUA.

Já na última meia hora de negociação, o Dow e o S&P 500 conseguiram regressar aos ganhos, ao passo que o Nasdaq se manteve no vermelho. Mas tanto as subidas como as descidas foram ligeiras nesta sessão de sexta-feira.

Agosto foi bastante acidentado, com muitos altos e baixos, num contexto de forte volatilidade, em especial devido à guerra comercial entre Washington e Pequim, e por isso os investidores optaram por uma atitude mais cautelosa no fecho do mês.

Os índices de Wall Street também estiveram este mês sob forte pressão à conta dos receios de uma recessão nos Estados Unidos.

Os juros das obrigações a 10 anos dos EUA têm estado mais baixos do que as rendibilidades a dois anos – ou seja, uma inversão da curva de rendimentos –, sinalizando que pode estar para chegar uma recessão.

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