Fundos de investimento Veiga Sarmento: "Há a ideia que o Estado vai garantir a reforma. Isso não é verdade"

Veiga Sarmento: "Há a ideia que o Estado vai garantir a reforma. Isso não é verdade"

No programa Conversa Capital, da Antena 1 e do Jornal de Negócios, Veiga Sarmento diz que não há incentivo à poupança para a reforma e defende um esquema de pensões misto.
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Patrícia Abreu 31 de março de 2019 às 12:00
José Veiga Sarmento defende que é preciso levar as pessoas a poupar para a reforma. O presidente da APFIPP acredita que atualmente não há esse incentivo por parte do Estado, que mantém a convição de que vai garantir as reformas no futuro. Mas, "isso não é verdade".

Na Conversa Capital, espaço de entrevista conjunto do Negócios e da Antena 1, o presidente da APFIPP voltou a alertar para a premência de poupar para a reforma, algo que não está na prioridade do governo. "O sinal que existe é negativo: é o Estado toma conta de vocês. É a ideia de que o Estado vai garantir-vos a reforma. Mas isso não é verdade", realçou.

Para o responsável, Portugal deve seguir o exemplo de outros países e incentivar um esquema que inclua a participação do Estado e complementos privados à reforma. "O Governo tem medo da palavra misto porque incorporou como um preconceito ideológico, em que os privados vão destruir a sustentabilidade da Segurança Social", adianta Veiga Sarmento.

Face à descida da população ativa e ao envelhecimento da população, a poupança privada é, na opinião de Veiga Sarmento, fundamental. E para estimular esta poupança podem ser utilizados tanto incentivos fiscais, como obrigar as pessoas a poupar.



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