"Serei um Presidente de todos, todos, todos os portugueses”, garante Seguro
A segunda volta das presidenciais vai determinar quem será o próximo inquilino do Palácio de Belém: António José Seguro ou André Ventura. Acompanhe os principais desenvolvimentos do dia eleitoral.
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Seguro e Ventura empatam em sete freguesias
António José Seguro e André Ventura empataram em sete freguesias na segunda volta das eleições presidenciais de hoje, de acordo com os dados oficiais até agora divulgados.
Nas uniões de freguesias de Bárrio e Cepões (Ponte de Lima), Vila Seca e Santo Adrião (Armamar), Carreiras de São Miguel e Carreiras de Santiago (Vila Verde) e nas freguesias de Vale de Gouvinhas (Mirandela), Talhas (Macedo de Cavaleiros), Nave (Sabugal) e Baraçal (Celorico da Beira) os dois candidatos que passaram à segunda volta empataram em número de votos.
Tratam-se de freguesias de pequena dimensão, oscilando entre os 484 eleitores que escolheram os dois candidatos em Carreiras de São Miguel e Carreiras de Santiago e os 84 de Nave.
António José Seguro tornou-se hoje o Presidente da República eleito com o maior número de votos expressos em 50 anos de democracia, ao superar os 3.459.521 de Mário Soares no sufrágio de 1991, obtendo cerca de 67% dos votos contra 33% do seu adversário, André Ventura.
“Não será por mim que a legislatura será interrompida”
Luís Montenegro vê agora, concluída que está a eleição do Presidente da República, três anos e meio sem eleições. E António José Seguro admite que tal aconteça, afastando uma dissolução da Assembleia da República.
Questionado sobre a duração do atual Executivo, e depois de o primeiro-ministro ter, na reação aos resultados das presidenciais, aludido a um horizonte temporal sem eleições, Seguro foi direto: “Sobre a duração da legislatura, não será por mim que ela será interrompida”.
A resposta de Seguro vem reiterar o que o agora Presidente-eleito tem vindo a afirmar ao longo da campanha, salientando que para si um chumbo de um Orçamento do Estado não é motivo para um Governo cair.
Seguro falou também sobre a relação que terá com o Governo. “Serei leal e haverá cooperação profícua” com o Executivo, disse o futuro Presidente da República.
Antes, Montenegro revelou que na felicitação a Seguro lhe garantiu “em nome do Governo toda a disponibilidade para trabalharmos em prol de Portugal com espírito de convergência para interesses dos portugueses, com toda a cooperação para servirmos o povo português de forma construtiva”.
“Esta cooperação e colaboração serão a nota dominante que dominará a estabilidade política em Portugal neste período de três anos e meio sem eleições que pode permitir a execução do programa do Governo e, com ele, trazendo a resolução dos problemas que afligem os portugueses”, acrescentou Montenegro.
"Serei um Presidente de todos, todos, todos os portugueses”, garante Seguro
O novo Presidente da República eleito, António José Seguro, já está a discursar no púlpito do Centro Cultural das Caldas da Rainha e deixa uma primeira palavra às vítimas das tempestades. "Visitarei as zonas afetadas para garantir que os apoios estão a chegar. Não os esquecerei e não os abandonarei. A resposta à dor não é o grito, é o trabalho, e há muito trabalho a fazer", afirma.
“A solidariedade dos portugueses não pode substituir nunca a responsabilidade do Estado”, afirma, acrescentando ainda um recado ao Governo: "Não aceitarei burocracias que atrasem apoios".
Seguro saúda a seguir os eleitores, sublinhando que "cada um contribuiu para o fortalecimento da nossa democracia. Os vencedores desta noite são os portugueses e a democracia. E depois dirige-se aos adversários nestas eleições: "Como democrata, todos os que concorreram merecem o meu respeito. Como futuro Presidente , deixamos de ser adversário e temos o dever partilhado de trabalhar por um Portugal mais desenvolvido e mais justo. A maioria que me elegeu extingue-se esta noite."
"Cheio de emoção e responsabilidade", Seguro diz que é “o mesmo de sempre” e que a vitória é de “cada pessoa que acreditou e tem esperança num país melhor”. "Serei um Presidente de todos, todos, todos os portugueses”, afirma. Depois reitera uma expressão: “Sou livre e sem amarras. A minha liberdade é a garantia da minha independência”.
O novo PR garante ainda que jamais será "um contrapoder" e que defende a estabilidade política como "um meio para garantir estabilidade e não um fim para manter tudo na mesma". "Estarei vigilante, farei as perguntas difíceis e exigirei respostas. Comigo em Belém os interesses ficam à porta", garante.
Depois do discurso, Seguro responde às perguntas dos jornalistas. À primeira questão - sobre a futura relação com o primeiro-ministro - Seguro diz que vai haver “cooperação institucional profícua para encontrar soluções para resolver os problemas dos portugueses" e que não será por ele que “duração da legislatura será interrompida”.
Sobre se será o primeiro Presidente da República a cumprir um mandato único, Seguro diz apenas que não sabe "o que vai acontecer nos próximos cinco anos", mas vai "trabalhar arduamente".
Quanto à legitimidade eleitoral reforçada que pediu durante a campanha eleitoral, António José Seguro admite que "as suas responsabilidades aumentaram" com este resultado histórico. "Esperava uma confiança dos portugueses, pedi essa confiança reforçada e, a certa altura, pensei que a poderia ter. Não desta grandeza, mas sou humilde para dizer que a recebo com muita honra e que a minha responsabilidade aumentou sobremaneira”, disse, acrescentando que é necessário que Governo e partidos "percebam que é preciso uma cultura de compromisso fora dos ciclos governativos, concretizada em políticas duradouras que em alguns casos ultrapassem os ciclos de governação".
Numa última questão sobre o facto de a Constituição não prever o estatuto de primeira-dama, Seguro responde com humor e faz rir a audiência: "Quanto à minha mulher, espero não a perder durante o mandato". "Respeitarei sempre as suas decisões. Sei que contarei com a Margarida ao meu lado sempre que as exigências do Estado assim o exigirem, mas a minha mulher é uma empresária independente, uma mulher com vida própria e eu respeito muito isso", conclui enquanto olha para a mulher e os filhos sentados na primeira fila do Centro Cultural das Caldas da Rainha.
Seguro recebido com ovação pelos apoiantes, prepara-se para discursar
António José Seguro, que venceu neste domingo as eleições presidenciais, foi recebido numa longa ovação pelos apoiantes, no Centro Cultural das Caldas da Rainha. O presidente eleito foi recebido com aplausos, gritos de vitória e subiu para cima das cadeiras no centro do auditório - com capacidade para cerca de 700 pessoas - para agradecer o apoio.
Seguro prepara-se agora para discursar.
Ventura: "É justo dizer que, não tendo vencido estas eleições, os portugueses nos colocaram no caminho para governar este país"
“Entramos nestas eleições com o objetivo de vencer. É sempre assim que fazemos. Não vencemos e isso deve significar o reconhecer de que temos de fazer mais para convencer todos de que a mudança faz falta”, começou por referir Ventura, sem nunca mencionar a palavra derrota.
Num discurso de 12 minutos, o líder do Chega destacou que “teve o seu melhor resultado de sempre” da história do Chega e que conseguiu superar “a percentagem da AD nas últimas legislativas”. “É justo dizer que, não tendo vencido estas eleições, os portugueses nos colocaram no caminho para governar este país”, frisou.
“A mensagem do portugueses foi clara: lideramos o espaço da direita em Portugal e vamos em breve liderar este país”, argumentou, dizendo que a corrida presidencial foi uma “luta contra todo o sistema político português” e que a sua candidatura mostrou que “havia uma alternativa que não era do PS nem do PSD”.
Lamentou que os portugueses tenham escolhido “a continuidade do sistema político” e diz ter travado “um bom combate” tendo “um sistema inteiro” contra ele. “O resultado de hoje deu-nos um enorme estimulo para continuar a trabalhar nesse projeto que é transformar Portugal”,
Com Ventura a liderar na Suíça, França e Luxemburgo, Ventura felicitou ainda os emigrantes. “Eles sabem às vezes melhor do que nós o que é o amor e trabalho pelo país. Sabem o que é que o PS e PSD fizeram ao nosso país. São o nosso farol”, referiu.
O candidato mencionou ainda que já teve oportunidade de conversar com António José Seguro e felicitá-lo pela vitória eleitoral e enviar “votos de um grande mandato”. “O sucesso de António José Seguro à frente de Portugal será o sucesso de todos”, disse. Ventura falou também com o ainda Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, a quem pediu “uma transição de poder que permita a consolidação da nossa democracia, desenvolvimento e prosperidade”.
Ventura perde na freguesia de Algueirão-Mem Martins onde nasceu
André Ventura perdeu a segunda volta das eleições presidenciais na freguesia onde nasceu, Algueirão-Mem Martins, no concelho de Sintra, com 34,99%, o que corresponde a 10.555 votos.
Na primeira volta das presidenciais, a 18 de janeiro, o presidente do Chega, André Ventura, também não foi o candidato mais votado em Algueirão-Mem Martins, tendo alcançado o segundo lugar com 25,58%.
Na freguesia onde André Ventura nasceu há 43 anos, António José Seguro conseguiu 65,01%, o que representa 19.614 votos. Já na primeira volta das presidenciais o candidato apoiado pelo PS tinha sido o mais votado ao conseguir 30,81%.
Nuno Melo felicita Seguro e espera estabilidade política após várias eleições
O presidente do CDS-PP, Nuno Melo, felicitou este domingo António José Seguro pela eleição como Presidente da República e espera que Portugal, após um longo ciclo de eleições, tenha estabilidade política.
"Os portugueses escolheram em liberdade o Chefe de Estado e o Comandante Supremo das Forças Armadas e, enquanto presidente do CDS-PP, a primeira coisa que quero fazer é desejar-lhe a maior sorte no exercício do mandato", afirmou Nuno Melo, também ministro da Defesa no Governo de Luís Montenegro, na sede do partido em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto.
Nuno Melo considerou que assumir a Presidência da República é assumir uma "função maior" e que desta depende "realmente o normal funcionamento das instituições democráticas e um exercício permanente daquela que é uma magistratura de influência".
Numa curta declaração, o centrista recordou que o país viveu, em menos de três anos, um ciclo muito longo de eleições, designadamente legislativas, europeias, regionais e autárquicas.
"E, por isso, eu acho que é tempo de se assegurar agora a estabilidade naquilo que é o exercício de mandatos em democracia a benefício de todos", assinalou.
O líder do CDS-PP frisou que depois de tantas eleições em tão pouco tempo, e cumprido agora o ciclo das presidenciais, é importante continuar a servir os portugueses de forma estável e duradoura.
Nuno Melo aproveitou ainda para saudar o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que termina o mandato em março, com quem teve ao nível do Governo a "melhor colaboração", destacou.
António José Seguro tornou-se hoje no Presidente da República eleito com o maior número de votos expressos em 50 anos de democracia, ao superar os 3.459.521 de Mário Soares no sufrágio de 1991.
Até hoje, Mário Soares, na sua reeleição em 1991, tinha sido o Presidente da República eleito com maior número de votos (3.459.521 em mais de oito milhões de eleitores) e maior percentagem (70,35%).
Com votos ainda por contar, o novo Presidente da República tem uma percentagem superior a 66%, enquanto o líder do Chega supera os 33%.
Aguiar-Branco faz "votos de um bom mandato" a Seguro
O Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, já felicitou o Presidente da República eleito, António José Seguro, numa mensagem publicada nas redes sociais.
Aguiar-Branco faz "votos de um bom mandato, ao serviço de Portugal e dos portugueses, e assegurando a cooperação institucional do Parlamento".
António José Seguro venceu a segunda volta das Presidenciais com uma percentagem próxima dos 67%, mais do dobro do seu oponente, André Ventura.
Seguro irá, de acordo com o calendário previsto pela Comissão Nacional de Eleições, tomar posse como Presidente da República a 9 de março, altura em que Marcelo Rebelo de Sousa conclui o seu segundo mandato.
"Ao Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, uma palavra de reconhecimento por uma década de serviço público, na chefia do Estado", acrescentou Aguiar-Branco.
Apoiantes celebram recorde de votos de Seguro enquanto esperam por discurso
Numa altura em que os votos de 99,7% das freguesias estão apurados, António José Seguro obteve já 3.477.997 votos, superando o recorde detido anteriormente por Mário Soares em número de votos, na reeleição de 1991, quando obteve 3.459.521 votos.
Seguro consegue também a eleição mais expressiva de um candidato numa primeira eleição, ultrapassando o anterior recorde que era de Ramalho Eanes, em 1976, com 61,6% dos votos (2,9 milhões).
Ainda assim, não deve conseguir ultrapassar a proporção atingida por máximo de Mário Soares, que na eleição para o segundo mandato, em 1991, obteve 70,4% dos votos.
Num auditório cheio, as centenas de apoiantes de António José Seguro reagiram com palmas, gritos e cânticos de "vitória, vitória", quando um animador anunciou o recorde de votos do presidente eleito.
Os apoiantes aguardam que Seguro discurse, o que ainda não tem hora prevista. O presidente eleito está reunido numa sala do Centro Cultural das Caldas da Rainha com o núcleo duro da sua campanha, como o diretor e a mandatária nacional, bem como a sua esposa, entre outros. O líder do PS também se juntou ao presidente eleito para o felicitar.
Seguro é o Presidente com maior número de votos de sempre
António José Seguro tornou-se este domingo no Presidente da República eleito com o maior número de votos expressos em 50 anos de democracia, ao superar os 3.459.521 de Mário Soares no sufrágio de 1991.
Na segunda volta das eleições presidenciais, o antigo secretário-geral do Partido Socialista chegou aos 3.477.717 de votos quando ainda faltavam apurar 21 freguesias e oito consulados, de acordo com os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
Até hoje, Mário Soares, na sua reeleição em 1991, tinha sido o Presidente da República eleito com maior número de votos (3.459.521 em mais de oito milhões de eleitores) e maior percentagem (70,35%).
Dos mais de 11 milhões de inscritos para estas eleições presidenciais, quase 3,5 milhões votaram em Seguro, com André Ventura a obter mais de 1,7 milhões de votos, segundo os dados das 22:15, que apontavam para um abstenção próxima dos 50%. Com votos ainda por contar, o novo Presidente da República tem uma percentagem superior a 66%, enquanto o líder do Chega supera os 33%.
"É uma vitória dos democratas". Governo deve considerar resultados, diz Carneiro
De Lisboa às Caldas da Rainha, o secretário-geral do PS decidiu vir felicitar pessoalmente António José Seguro. Na chegada ao Centro Cultural das Caldas, sede de campanha de Seguro, José Luís Carneiro disse que esta é uma "vitória dos democratas do país".
O líder socialista começou por elogiar a "coragem" de Seguro, que avançou sozinho com "estimativas eleitorais muito baixas" e "conquistou os portugueses. Questionado sobre se se arrepende de ter hesitado em apoiar formalmente a candidatura de Seguro, Carneiro respondeu que "a decisão foi tomada no momento oportuno".
"É uma vitória dos democratas de todo o país", começou por dizer. Interrogado sobre se este resultado é o balão de oxigénio que o PS precisava, Carneiro disse que "o PS continuará a ser partido da oposição" e que "o Presidente da República é a salvaguarda da independência".
Ainda assim, admitiu que "é uma grande alegria para os socialistas" que 20 anos depois o chefe de Estado seja também um ex-secretário-geral do PS.
Agora, defendeu José Luís Carneiro, é importante que António José Seguro "mantenha a vitória e a segure", defendendo que o Presidente da República "é o mais importante fator de estabilidade política". Nesse sentido, insistiu que o Governo deve compreender "esta mensagem de estabilidade e tenha em consideração que dois terços dos portugueses se tenham mostrado a favor da estabilidade".
Por fim, rematou: "Hoje é dia de comemorar vitória de alguém por quem tenho muita estima pessoal".
Carneiro chegou às Caldas acompanhado pelo líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, e da ex-deputada Jamila Madeira.
Pureza diz que travar pacote laboral é primeiro passo após derrota da direita
O coordenador nacional do BE, José Manuel Pureza, felicitou este domingo a eleição de António José Seguro e defendeu que "travar o pacote laboral é o primeiro passo no caminho" depois da derrota da direita nas eleições presidenciais.
"O candidato da extrema-direita foi derrotado. É uma grande notícia e felicito António José Seguro. Agora, é preciso recuperar a esperança na democracia e enfrentar a direita que foi derrotada nestas eleições. Travar o pacote laboral é o primeiro passo desse caminho", defendeu José Manuel Pureza.
O coordenador nacional do Bloco reagia nas redes sociais à eleição de António José Seguro, que se tornou este domingo no sexto Presidente da República eleito da democracia portuguesa, ultrapassando a barreira dos três milhões de votos expressos, algo que anteriormente só Mário Soares, António Ramalho Eanes e Jorge Sampaio tinham conseguido.
Von der Leyen e Costa felicitam eleição de Seguro e elogiam portugueses
Numa mensagem divulgada nas redes sociais, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, felicitaram António José Seguro pela eleição como chefe de Estado, elogiando os eleitores portugueses que, mesmo perante a destruição das recentes tempestades exerceram o direito de voto.
"Os cidadãos portugueses fizeram ouvir a sua voz e, perante a devastação causada pelas tempestades, demonstraram uma notável resiliência democrática", escreveu Von der Leyen no X, acrescentando que "a voz de Portugal na defesa dos nossos valores europeus comuns permanece forte."
Também António Costa, que venceu Seguro para a liderança do PS em 2014, felicitou Seguro, desejando "os maiores sucessos" e que os portugueses "demonstraram o apreço pela democracia".
PCP sublinha "grande notícia" de derrota de Ventura e pede a Seguro que defenda Constituição
O secretário-geral comunista, Paulo Raimundo, afirmou hoje que "a grande notícia do dia" é a "clara derrota" de André Ventura nas presidenciais, enquanto pediu a António José Seguro, Presidente eleito, que "não apoie uma política que afronta" a Constituição.
"Há uma clara derrota e uma clara rejeição de André Ventura e das conceções que transporta" e essa é "a grande notícia do dia de hoje", sublinhou o líder do PCP, numa declaração no Centro de Trabalho Vitória, em Lisboa, quando estavam já apurados mais de 90% dos votos, atribuindo a vitória a António José Seguro, candidato apoiado pelo PS.
"Essa é a grande questão, uma derrota para a qual o PCP se empenhou e, portanto, é com grande satisfação que temos este resultado", referiu.
Marcelo felicitou Seguro e vai recebê-lo na segunda à tarde
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, felicitou este domingo o seu sucessor, António José Seguro, que venceu a segunda volta das eleições presidenciais, e vai recebê-lo na segunda-feira às 16:00.
Segundo uma nota publicada no site oficial da Presidência da República, o chefe de Estado "telefonou a António José Seguro para o felicitar pela sua vitória nas eleições presidenciais, desejando-lhe as maiores felicidades e êxitos para o mandato que os portugueses lhe atribuíram", que se iniciará em 9 de março.
Marcelo Rebelo de Sousa manifestou a António José Seguro "toda a disponibilidade para assegurar a transição institucional" e "para esse efeito o Presidente eleito será recebido, em Belém, amanhã às 16:00", lê-se na mesma nota.
"Portugueses mostraram que a democracia não é adiável", afirma Leonor Beleza
A vice-presidente do PSD começou por uma palavra de reconhecimento aos portugueses que foram votar este domingo e que demonstraram que a "democracia não é adiável". Depois saudou a vitória de António José Seguro, desejando-lhe, em nome do PSD, "muitos sucessos que serão também os sucessos de todos os portugueses".
"Por parte do PSD, garantimos uma colaboração leal, permanente, frutífera no interesse de todos os portugueses", acrescentou Leonor Beleza na sede nacional social-democrata, em Lisboa.
"Estamos neste momento com três anos e meio em que não haverá eleições nacionais. É muito importante que utilizemos este tempo precioso em benefício de todos os portugueses, com uma cooperação interinstitucional intensa, com capacidade de diálogo, de resolver os assuntos, de encontrar soluções para aquilo que são problemas reais dos portugueses", afirmou.
Leonor Beleza, que manifestou apoio a António José Seguro na segunda volta, acredita que o novo Presidente da República vai querer que "a cooperação interinstitucional entre órgãos de soberania durante estes anos se traduza, na verdade, em resultados visíveis ao nível do desenvolvimento do nosso país e da coesão social entre os portugueses".
Primeiro-ministro e Presidente da República congratulam Seguro
O primeiro-ministro e o Presidente da República ligaram a António José Seguro a congratulá-lo pela muito possível vitória na segunda volta das eleições presidenciais deste domingo, disse fonte da campanha do candidato.
Com os votos em 95% das freguesias apurados a darem uma vitória esmagadora de António José Seguro nas eleições presidenciais (66% até ao momento), começam a chegar as felicitações oficiais ao candidato apoiado pelo PS.
Foi o caso de Luís Montenegro e de Marcelo Rebelo de Sousa. Mas também da presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola.
Seguro aponta "enorme apego dos portugueses à democracia"
António José Seguro sublinhou esta noite a "responsabilidade cívica" e de "enorme apego à democracia". O candidato presidencial, que segue na frente na contagem dos votos, surgindo como o vencedor desta segunda volta das presidenciais seguiu a pé de casa para o Centro Cultural das Caldas da Rainha.
Recusando fazer mais comentários e evitando responder às perguntas dos jornalistas, Seguro dirigiu-se aos eleitores e aos portugueses, "o melhor povo do mundo", nas palavras do candidato.
Questionado sobre a probabilidade de ter o melhor resultado de sempre numas eleições presidenciais, Seguro afirmou que "o objetivo é ajudar o meu país e servir os portugueses".
Seguro fará o discurso esta noite no Centro Cultural das Caldas, onde vive com a família e, como na primeira volta, foi o local escolhido para a noite eleitoral.
"A resposta que o povo deu e o apego à liberdade" foi apontado diversas vezes pelo candidato. "Esta é uma vitória que tem um sabor muito especial", afirmou.
Apesar da chuva que se faz sentir nesta noite de domingo, António José Seguro fez o percurso a pé entre a sua casa e o Centro Cultural das Caldas da Rainha, sede da sua campanha, acompanhado pela sua esposa e várias dezenas de apoiantes e jornalistas. Mais atrás, vinham também os seus filhos.
À entrada do Centro Cultural, centenas de apoiantes gritaram "vitória, vitória" e um dos cânticos da campanha: "Portugal, presente, Seguro Presidente!". O candidato que segue em frente na eleições, com 94% das freguesias apuradas, deixou poucas palavras e resguardou-se numa sala isolada com o núcleo duro da sua campanha.
Ventura assume derrota, apela a que Seguro seja "um bom presidente" e fala numa redefinição da direita
André Ventura parabenizou António José Seguro pelos resultados provisórios, que dão a vitória ao candidato socialista. "Apesar das ideias diferentes que temos para Portugal", caso se confirmem estes números, o candidato apoiado pelo Chega apela a que Seguro seja "um bom presidente", "em prol de Portugal e dos portugueses".
As sondagens, na sua generalidade, dão a Ventura cerca de 30% dos votos. Não é resultado desejado para o candidato que, questionado se as condições climatéricas possam ter tido alguma influência, diz que "não arranjo desculpas". "Não fujo à minha responsabilidade", garante, mas relembra que ainda assim "é um resultado acima do Governo nas legislativas", à saída da Igreja de São Roque.
"Acho que devo ser frontal com o país, como sempre quis fazer. São eleições presidenciais, o povo escolheu-me para liderar o espaço não-socialista. Mas, o candidato socialista venceu. Não era o objetivo que tinha. Respeito o voto dos portugueses, mas vou continuar a trabalhar para mudar a direção do país", considerou.
O candidato apoiado pelo Chega considera que estas eleições mostraram "a união do sistema todo" contra si e, "mesmo assim, houve um reforço significativo face à primeira volta. Superámos os 30%, é um resultado que deve ser assinalado". André Ventura considera que estes resultados podem levar "a uma reconfiguração do espaço da direita" política. "Espero conseguir espaço da direita a partir de hoje. Eu quero mesmo uma transformação, mas o povo português ainda não quer esta transformação. Vou continuar a trabalhar humildemente", assegura.
"É a vitória dos valores da nossa Constituição". José Luís Carneiro diz que Seguro será "o Presidente de todos"
"A vitória de António José Seguro é a vitória da esperança sobre o ressentimento. É a vitória das liberdades, dos direitos e das garantias de todos os cidadãos. É a vitória dos valores da nossa Constituição. A democracia hoje, e mais uma vez, venceu. É a vitória de um socialista de sempre, mas é sobretudo a vitória de um presidente de todos e para todos, de um Presidente que, como Mário Soares e Jorge Sampaio, será o Presidente de todos os portugueses", declarou José Luís Carneiro sobre a vitória este domingo do candidato apoiado pelo Partido Socialista.
O líder do PS falava na sede nacional do partido, em Lisboa, e vai deslocar-se depois até ao Centro Cultural das Caldas da Rainha, onde está reunida a candidatura de Seguro.
José Luís Carneiro acrescentou ainda que "cerca de dois terços quis um Presidente que defenda os valores constitucionais" e sublinhou que a vitória de Seguro "é de um amplo campo político democrático, que vai da esquerda à esquerda do PS até ao centro-direita e direita democrática". "É a vitória de todos os humanistas", concluiu.
O líder do PS referiu ainda o atual Presidente da República, reconhecendo que nem sempre estiveram de acordo, mas elogiando o esforço de Marcelo Rebelo de Sousa "para preservar a democracia, a Constituição e dar voz às minorias".
Por fim, Carneiro deixou um aviso ao Governo porque "tem uma grande responsabilidade", já que "só não responderá aos problemas se continuar a insistir na insensibilidade, arrogância e distanciamento".
Líder parlamentar do Chega: "Portugueses perderam a oportunidade de uma grande mudança"
"Esta segunda volta não vai ter grande história. Está decidida", começou por referir Pedro Pinto, líder parlamentar do Chega, em reação às projeções à boca da urna que apontam para uma vitória de António José Seguro com mais de 60%.
Sem nunca referir a palavra "derrota" – apesar de André Ventura ter sido o derrotado da noite – nem mencionar o nome do novo Presidente da República, Pedro Pinto vincou que a candidatura de André Ventura "surgiu quando se percebeu que a direita não tinha soluções". "Apresentámos uma solução, conseguimos ir à segunda volta e fomos os grandes vencedores da direita em Portugal", argumentou.
Diante de uma sala praticamente vazia no Hotel Marriott, Pedro Pinto defendeu que a candidatura de André Ventura provou que era "uma alternativa aos 50 anos do sistema que se uniu" para apoiar António José Seguro.
"Não ganhámos. Na vida é assim. Umas vezes ganha-se e noutras perde-se. Os portugueses decidiram. Nós respeitamos os resultados mas achamos que merecíamos mais", disse o deputado do Chega.
No momento de serem conhecidas as primeiras sondagens à boca da urna, vários militantes e simpatizantes juntaram-se em frente aos ecrãs e fizeram um longo silêncio quando se percebeu que André Ventura era o derrotado da noite.
"Os portugueses perderam a oportunidade de uma grande mudança", lamentou Pedro Pinto, vincando que, embora tenham dado vitória a outro candidato nesta noite, os portugueses "em breve vão querer" a mudança prometida por André Ventura.
"Somos os grandes líderes da direita em Portugal", insistiu. "O Chega está vivo e está forte".
Pedro Pinto saudou ainda os portugueses por terem ido votar, apesar do mau tempo, e deu conta de que, em algumas zonas do país, houve eleitores a ter de ir votar em "botes", algo que, segundo o deputado, "nem num país de terceiro mundo acontece".
Centenas de apoiantes de Seguro celebram vitória esmagadora segundo projeções
Centenas de apoiantes de António José Seguro celebraram a vitória esmagadora do candidato presidencial apoiado pelo PS nas eleições deste domingo, entre palmas, gritos de vitória e muitas bandeiras
Centenas de pessoas concentraram-se em frente às televisões colocadas no 'foyer' do Centro Cultural das Caldas da Rainha, sede de campanha de Seguro. Com o aproximar das 20:00, os apoiantes começaram numa contagem decrescente.
Quando as projeções dos resultados da segunda volta das eleições presidenciais apontaram para uma vitória esmagadora de António José Seguro, com mais de dois terços dos votos, cerca de 300 pessoas irromperam em gritos e cânticos de apoio ao candidato, com os telemóveis em riste a filmar o momento.
"Portugal, presente, Seguro a Presidente", cantaram. "Portugal, Portugal", entoaram, mas tarde. Muitos abraços, bandeiras, cachecóis ajudaram a celebrar. "Está feito", resumiu um apoiante.
Começam a chegar também mais nomes fortes do PS. Se Ana Jorge ou Nuno Severiano Teixeira, ex-ministros, voltam a marcar presença na sede de campanha, hoje vieram às Caldas, pela primeira vez, ex-governantes socialistas da liderança de António Costa e de Pedro Nuno Santos, como a ex-ministra Ana Mendes Godinho.
Sondagem da TVI/CNN e SIC: Seguro esmaga Ventura com 67% a 71% dos votos
As sondagens do ICS, ISCTE, GFK e Pitagórica, divulgadas pela TVI/CNN e SIC, dão a vitória na segunda volta das eleições presidenciais a António José Seguro, com uma percentagem entre 67% e 71,4%, deixando André Ventura em segundo lugar com 28,6% a 33%.
Esta sondagem foi realizada à saída dos locais de voto com votação em urna em 27 freguesias do país, tendo sido entrevistados 26.584 pessoas. A margem de erro máxima para um intervalo de confiança é de 95%.
De recordar que a mesma sondagem aponta para uma abstenção entre 37,5% e 42,5%.
Sondagem da Católica para a RTP dá vitória a Seguro com 68% a 73%
António José Seguro será o próximo Presidente da República, de acordo com a sondagem realizada à boca das urnas pelo CESOP – Universidade Católica Portuguesa para a RTP.
Seguro deverá vencer com 68% a 73% dos votos nesta segunda volta das Presidenciais, depois de já ter sido o candidato mais votado na primeira volta destas eleições, realizada a 18 de janeiro.
André Ventura, por seu lado, deverá receber 27% a 32% dos votos dos eleitores que este domingo se deslocaram às urnas de voto.
Esta sondagem do CESOP foi realizada à saída dos locais de voto, com votação em urna, abrangendo 40.526 inquéritos válidos.
Os resultados foram obtidos em 38 freguesias do país.
Seguro vence com 69%, diz sondagem da Intercampus
António José Seguro vence a segunda volta das eleições presidenciais deste domingo por larga margem, indica a sondagem da Intercampus para a CMTV/NOW e Negócios. O candidato apoiado pelo PS alcança entre 66,8% e 71,8% dos votos. O ponto médio do intervalo é de 69,3%.
Já André Ventura, presidente do Chega, fica com 28,2% a 33,2% dos votos, com um ponto médio nos 30,7%. Há ainda 4,5% de votos nulos ou brancos.
Na primeira volta, Seguro tinha alcançado 31,12% e Ventura 23,52%.
Com abstenção "em linha", com 1ª volta, campanha de Seguro destaca "resiliência" dos portugueses
O diretor de campanha do candidato presidencial António José Seguro destacou a "resiliência" dos portugueses que hoje votaram, congratulando-se com a "participação em linha com a primeira volta". Paulo Lopes da Silva deixou ainda uma "palavra de solidariedade" a todos os afetados pelo mau tempo e que não puderam votar neste domingo.
Numa primeira reação às projeções da abstenção da Católica/RTP, que apontam para os 42% e os 48%, Paulo Lopes da Silva subiu ao púlpito do foyer do Centro Cultural das Caldas da Rainha e deixou uma "palavra de solidariedade" a todas as populações afetadas pelo mau tempo, “particularmente aqueles que não puderam exercer o direito de voto”.
O diretor de campanha de Seguro desejou que ao longo da próxima semana seja retomada a “normalidade possível”, para que no próximo domingo possam votar.
Depois, e afirmando que os níveis de abstenção estão “em linha com os da primeira volta”, que ficaram pelos 47,8% - o que indica que, nesta segunda volta, a participação pode até ter sido superior, apesar dos constrangimentos associados ao mau tempo, destacou a “resiliência” dos portugueses.
Paulo Lopes da Silva destacou ainda a campanha “pela positiva” que, considerou, foi feita por Seguro, elogiando os portugueses que “disseram sim à democracia”. Disse aguardar os resultados “com humildade”.
Ao final desta tarde, são já várias centenas de apoiantes que se concentram na sede de campanha de António José Seguro. Entre eles nomes conhecidos do PS, como João Soares, António Galamba e Alberto Martins. Mas também nomes das direções locais do partido, como de Oeiras e Beja.
Entre os apoiantes e 'staff' do candidato presidencial, há sentimento de "dever cumprido" e já alguns festejos, entre brindes no café do Centro Cultural das Caldas da Rainha. "Parabéns", ouviu-se entre membros da equipa de António José Seguro.
"Vitória vai ficar decidida hoje sem dúvida nenhuma", diz Rui Paulo Sousa em reação às projeções da abstenção
Numa breve reação às projeções da abstenção (que apontam para valores entre os 37,5 % e os 48%), Rui Paulo Sousa, secretário-geral do Chega e apoiante da campanha de André Ventura, saudou o facto de a abstenção diminuir em comparação com a primeira volta.
"Isso mostra que as pessoas querem ter voz e definir o destino político deste país", referiu o também deputado do Chega, realçando que o povo português "está de parabéns".
O deputado do Chega lamentou que nem todos os portugueses tenham conseguido votar nesta segunda volta devido ao mau tempo e referiu que, com os resultados finais a serem conhecidos já este domingo, o direito de voto nos concelhos afetados "não será exercido de forma consciente".
"A vitória vai ficar decidida hoje sem dúvida nenhuma", salientou.
Projeções das televisões apontam para abstenção entre 37,5 % e os 48%
As projeções das televisões para a abstenção na segunda volta das eleições presidenciais de hoje indicam que deverá situar-se entre os 37,5 % e os 48%.
A RTP avançou às 19:00 uma previsão de abstenção entre 42% e 48%, enquanto as projeções da SIC e da TVI apontam uma previsão entre 37,5% e 42,5%.
A primeira volta das eleições presidenciais realizou-se em 18 de janeiro e foi a mais concorrida, com 11 candidatos, e votaram 52,26% dos perto de 11 milhões de eleitores inscritos.
Afluência nos 45,50%, praticamente idêntica à da primeira volta
Apesar dos efeitos do mau tempo, a abstenção não aumentou em relação ao verificado na primeira volta das eleições presidenciais.
A afluência de eleitores nas eleições até às 16:00 de domingo era de 45,50%, praticamente equivalente aos 45,51% verificados na primeira volta.
Até às 12:00, a afluência às urnas era de 22,35%, ligeiramente superior aos 21,18% verificados a 18 de janeiro.
"Portugueses não podem ficar em casa. Estas eleições são excecionais", diz Eanes
Ramalho Eanes, o primeiro Presidente da República eleito democraticamente, em 1976, votou na freguesia no Beato, em Lisboa, dizendo-se “preocupado com a abstenção, porque estas eleições são verdadeiramente especiais”.
Apesar de “não querer dramatizar”, Ramalho Eanes alerta para a situação “muito má, com o “problema das cheias, que vai “obrigar a custos financeiros enormes”, e também para a “fragmentação partidária excessiva”, que “dificulta o alcançar de consensos que poermitem responder a situações graves. Chama também a atenção para a situação geopolítica europeia e mundial, que “exige meios para as forças armadas, para a Ucrânia”.
“Os portugueses nunca podem ficar em casa, não devem e não podem porque estas eleições são excecionais. Devem votar em todas as circunstâncias, mas em especial nas más”, apela.
“Quanto maior a participação, maior será a força de quem for eleito Presidente”, diz Marcelo
O Presidente da República votou como é habitual na freguesia de Molares, em Celorico de Basto, lembrando que “este voto de hoje é muito importante porque a democracia é a renovação das pessoas”, que é “fundamental para as instituições viverem melhor e cumprirem melhor a sua função”.
Marcelo Rebelo de Sousa assinala que “estamos a viver um momento dificil em parte do país, com a calamidade, e é nessas ocasiões que os portugueses, mais ainda do que noutras, não falham, e percebem que o voto é mais importante quando há problemas mais urgentes, mais graves, como é o caso”.
O Presidente afirma que os cinco anos de mandato do próximo chefe de Estado serão “difíceis, com perturbações de todo o género, instabilidade, económica, política e social no mundo, e mesmo na Europa” e considera que o seu sucessor terá “uma tarefa mais difícil” do que aquela que teve. Por isso, “quanto maior a participação, maior será a força de quem for eleito Presidente”, considera.
Marcelo congratula-se com os números da participação, superior à da primeira volta até às 12:00, e pede que as pessoas “não esperem pelo período” do final da tarde, em que poderá chover, para votar. A participação elevada significa que “os portugueses estão presentes, como no tempo da pandemia”, e que perceberam o fundamental da mensagem. “O tempo é difícil, é mais uma razão para votar."
Antes de regressar a Lisboa, para acompanhar os resultados no Palácio de Belém, Marcelo assinala que faltam apenas 17 dias para “terminar esta missão” enquanto Presidente da Repúvlica, mas “ainda há coisas para fazer”.
Carneiro apela ao voto e expressa solidariedade para quem tem "vidas destruídas"
O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, apelou a que todos participem "nas escolhas da sua vida democrática" através do voto e expressou solidariedade para quem tem as suas "vidas destruídas" devido ao mau tempo.
"Votar é um dever e uma responsabilidade, um direito pelo qual muitas e muitos deram a sua própria vida. É, portanto, um imperativo de cada um participar nas escolhas da sua vida democrática", afirmou José Luís Carneiro, após votar nas presidenciais, no Porto.
"Naturalmente há muitos que estão a viver momentos difíceis, para quem eu queria deixar ficar uma palavra de profunda solidariedade. Pessoas que têm as suas vidas destruídas em parte ou em todo, casas, falta de eletricidade, falta de condições mínimas de dignidade e que estão hoje mesmo a viver momentos muito difíceis", acrescentou.
O líder do PS, que falava após votar na Escola Secundária Alexandre Herculano, afirmou ter-lhe sido transmitido que "está a haver uma boa participação eleitoral" e descreveu "ruas repletas de pessoas de várias idades" para votar na cidade do Porto.
"Vamos aguardar pelo fim do dia. Porque naqueles [concelhos] em que não há votação hoje haverá daqui para oito dias e, portanto, a taxa de abstenção contar-se-á no fim de todo o escrutínio eleitoral", disse.
Carneiro apelou à mobilização de todos os eleitores, lembrando que o Presidente da República é "o mais importante representante da vontade nacional, quer no plano interno - para a garantia da estabilidade das instituições democráticas, a salvaguarda da separação de poderes, a defesa dos valores constitucionais -, mas também para a representação externa do país".
O socialista recusou-se a tecer comentários sobre a resposta do Governo ao mau tempo, remetendo comentários para o próximo debate da Assembleia da República, onde vai falar "sobre aquilo que correu mal na condução do processo de prevenção e nas primeiras reações".
Participação acima da primeira volta. 22,35% dos eleitores votaram até às 12:00
A afluência às urnas na segunda volta das eleições presidenciais situava-se, até às 12:00 deste domingo, nos 22,35%, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, acima do que se registou na primeira volta.
Na primeira volta, em 18 de janeiro, à mesma hora, a afluência foi de 21,18%, o que se traduz numa subida de 1,17 pontos percentuais. A taxa de abstenção atingiu os 47,6%.
Nas eleições presidenciais de 2021, em ano de pandemia, a afluência às urnas às 12:00 situou-se nos 17,07% e em 2016 era de 15,82%.
Rui Tavares apela ao voto também por "aqueles que não podem votar hoje"
O porta-voz do Livre apelou este domingo ao voto na segunda volta das eleições presidenciais, realçando que existem eleitores que não vão exercer hoje o seu direito devido às consequências das tempestades que assolaram o país.
"Votem por vocês, mas desta vez votem também por aqueles que querem votar e não podem votar, isso é muito importante", apelou Rui Tavares, após ter exercido o seu direito de voto no Liceu Gil Vicente, em Lisboa, realçando que esta é a "única maneira de garantir um país melhor para todos".
O deputado do Livre disse esperar que toda a eleição decorra "com inteira normalidade, dentro do possível", incluindo nos concelhos nos quais os eleitores só vão votar no próximo dia 15, devido às consequências do temporal no país.
Tavares manifestou algum receio de que a abstenção seja elevada nesta segunda volta, apesar de acreditar que não será tão alta como nas presidenciais de 2021 (que registou 60,7%, número recorde neste sufrágio), altura em que o país atravessava o período pandémico causado pela covid-19.
Interrogado sobre se tinha alguma palavra para os eleitores que apenas vão votar na próxima semana, o dirigente realçou que Portugal "é um país com uma democracia madura" no qual os atos eleitorais se têm desenrolado "com normalidade" e sem incidentes.
"Isso testemunha o sentido de maturidade dos portugueses em relação à democracia e creio que toda a gente compreende esse sentido e quando puder votar, irá votar e, depois, serão contados todos os resultados, incluindo os da diáspora também, que vêm dos nossos serviços consulares onde também tem havido muito trabalho há muitas semanas para organizar este ato eleitoral, e teremos o resultado que nos dará o próximo Presidente da República", afirmou.
Aguiar-Branco afirma que não se adiam eleições a partir de Lisboa e elogia mandatos de Marcelo
O presidente da Assembleia da República considerou este domingo que não se decide adiar eleições a partir de Lisboa, e que Marcelo Rebelo de Sousa ficará para a História como um bom Presidente da República.
Estas posições foram assumidas por José Pedro Aguiar-Branco na Universidade Católica do Porto, após ter votado na segunda volta das eleições presidenciais, disputadas entre António José Seguro e André Ventura.
Confrontado com a ideia de que esta segunda volta das eleições presidenciais deveria ter sido adiada face aos efeitos das recentes tempestades no território nacional continental, o presidente da Assembleia da República rejeitou totalmente essa tese.
"A nossa lei é muito clara, e uma das grandes conquistas do 25 de Abril de 1974 é também a qualidade dos nossos atos eleitorais. A nossa lei diz que são os que se encontram mais próximos das populações, os autarcas e a Comissão Nacional de Eleições, que têm as condições para poder avaliar se o ato eleitoral pode ou não ser exercido, nomeadamente no dia de hoje. E não é a partir de Lisboa que se adiam eleições", salientou.
Segundo o presidente da Assembleia da República, são os autarcas que estão mais próximos das populações quem sabe "quais são as condições para as pessoas poderem exercer um direito, que é o direito maior em democracia".
Uma decisão de adiar eleições, prosseguiu, "não depende da vontade de A ou de B, não depende tão pouco de Lisboa, depende daqueles que estão no terreno próximo daqueles que sofrem e que sabem avaliar melhor se há ou não há condições" para a realização do ato eleitoral.
"E aqueles que acharam que não havia condições, aí não será exercido o direito de voto hoje, mas sim, tal como a lei determina, daqui a oito dias", completou.
Antes, o presidente da Assembleia da República já tinha deixado "uma palavra de solidariedade para todos os que continuam hoje também a sofrer, para aqueles também que estão a ajudar de forma abnegada quem sofre".
A seguir, José Pedro Aguiar-Branco advogou que campanha eleitoral foi suficientemente esclarecedora, sobretudo, "quando se trata de uma segunda volta que, digamos, é como que um prolongamento do que tinha sido a primeira volta".
"Os portugueses também tiveram todas as condições para estar esclarecidos", advogou.
Interrogado sobre os mandatos de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República, José Pedro Aguiar-Branco disse que este ainda não é o momento para balanços, mas elogiou o atual chefe de Estado.
Marcelo Rebelo de Sousa "cumpriu com muita dignidade e com grande qualidade o exercício e a magistratura do Presidente da República. E, por isso, acho que na História de Portugal ficará como um bom Presidente", declarou.
Para o presidente da Assembleia da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao longo de dez anos, enfrentou situações que têm a ver com a dimensão do exercício democrático.
"E o Presidente da República esteve sempre à altura nesses momentos, fazendo com que a democracia funcionasse", frisou.
Questionado sobre o que espera do novo chefe de Estado em matéria de relações institucionais entre órgãos de soberania, respondeu: "Espero - e tenho a certeza que isso acontecerá - que o novo Presidente da República, no respeito pela Constituição, saberá precisamente ser um contribuinte para que a articulação entre os órgãos de soberania se faça como é exigível na democracia".
Uma articulação "com respeito por cada um dos órgãos de soberania, nomeadamente a Assembleia da República e também o Governo. Acredito que assim será, também para que a nossa democracia tenha um funcionamento de normalidade. Devo dizer que a nossa democracia, hoje, quando há tantas ameaças no mundo, nomeadamente no quadro internacional em que andamos a mover-nos, é reconhecida como um exemplo", acrescentou.
Ventura espera que pessoas votem apesar das "circunstâncias muito difíceis". "Hoje é dia de fazer a democracia acontecer"
André Ventura também já votou, na freguesia do Parque das Nações, em Lisboa, manifestando-se “tranquilo”, embora reconheça que nestes dias eleitorais "há sempre alguma ansiedade”.
“Hoje é dia de fazer a democracia acontecer”, declarou aos jornalistas, esperando que as pessoas exerçam o seu direito de voto, e que, apesar das “circunstâncias muito difíceis”, todos consigam “expressar a vontade de quem é que querem e que tipo de país é que querem para o futuro”.
Sobre a proposta que fez de adiamento das eleições nível nacional, André Ventura reitera que “é um desrespeito mandar as pessoas votar num dia como hoje, sobretudo com o que aconteceu nas últimas 24 horas”. “Há muitas zonas do país que se sentem desrespeitadas”, refere, afirmando que não pode haver “portugueses de primeira e de segunda”.
Apesar disso, o candidato pede que “as pessoas participem e não deixem o futuro nas mãos dos outros”.
Ao final da tarde, Ventura vai à missa das 19:15 na Igreja de São Nicolau e depois seguirá para a sede de campanha, para “acompanhar os resultados eleitorais e o que se passa para além da política”, referindo-se ao eventual agravamento do estado do tempo.
Líder do BE espera novo PR "alinhado com batalha da democracia"
O coordenador do Bloco de Esquerda (BE), José Manuel Pureza, destacou a importância de votar nas eleições deste domingo e disse esperar que o novo Presidente "esteja alinhado com a batalha pela democracia".
"Estas eleições são um momento democrático muito importante e, por isso, o voto de toda a gente é igualmente muito importante e, portanto, com um sentido de reforço da democracia", disse José Manuel Pureza à agência Lusa, depois de votar, em Coimbra, para a segunda volta das presidenciais de hoje.
Nestas eleições, "de uma maneira especial, está em causa a luta pelos direitos, pela vida digna para toda a gente", acrescentou, expressando um desejo: "Espero, muito convictamente, que tenhamos um Presidente da República que esteja alinhado com essa batalha pela democracia".
José Manuel Pureza sublinhou que as eleições decorrem num "contexto de desastre para muitas pessoas" e disse esperar que os portugueses, "pese embora tudo quanto está a acontecer", se mobilizem para votar.
Nuno Melo apelou ao voto apesar das circunstâncias difíceis da eleição
O ministro da Defesa, Nuno Melo, apelou este domingo, no Porto, ao voto, apesar de considerar que a eleição decorre em circunstâncias muito difíceis, destacando o papel do chefe de Estado no momento que o país atravessa.
Em declarações após ter votado na Escola Manoel de Oliveira, o governante e líder do CDS-PP afirmou: "A primeira coisa que gostava de recordar é que este ato eleitoral acontece em cima de circunstâncias muito difíceis. Neste momento, militares, polícias, guardas, bombeiros, muitos voluntários, autarcas estão empenhados no auxílio às populações".
Nuno Melo lembrou o seu caso pessoal para destacar que em causa "não está apenas a escolha de um chefe de Estado, está também a escolha do Comandante Supremo das Forças Armadas", com quem terá de se relacionar enquanto ministro da Defesa, ao longo do mandato.
"E até também por causa destas circunstâncias, é bom de ver a importância e a presença de um chefe de Estado nos momentos mais difíceis", continuou o governante, apelando às pessoas que "tenham plena noção que esta não é uma eleição menor. (...) Votem como quiserem, mas votem".
Questionado se está preocupado com um eventual aumento da abstenção, Nuno Melo admitiu parecer-lhe que, em relação à primeira volta, "o fluxo aparentemente é menor".
"Mas seja como seja, acho que deve ser um esforço permanente de quem como eu preza a democracia e quer que a democracia se manifeste através do voto na escolha dos representantes do povo, e o chefe de Estado, eu diria o mais alto, dos representantes, não é uma figura simbólica", prosseguiu.
O ministro considerou, ainda, estarem reunidas as condições para a eleição, assinalando que "na maior parte do país as eleições decorrem de forma normal" e que nos locais "onde o ato eleitoral não é possível [hoje], será possível mais tarde".
Eleições decorrem normalmente além dos adiamentos por mau tempo
As eleições para a segunda volta das presidenciais estão a decorrer com normalidade, sem que haja informação de problemas ou boicotes, sendo o adiamento em algumas freguesias devido ao mau tempo a única irregularidade no processo eleitoral.
De acordo com o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), desde a abertura das assembleias de voto, às 08:00 em Portugal Continental e na Madeira, e uma hora depois nos Açores, os eleitores têm acorrido às urnas dentro do que é expectável.
"Até ao momento, não tivemos informação de quaisquer problemas ou boicotes", afirmou, acrescentando que a última alteração ao que estava previsto foi a decisão, conhecida no sábado à noite, da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos (Santarém) de adiar a votação nas secções de voto da freguesia de Salvaterra de Magos.
A decisão deveu-se ao isolamento da povoação do Escaroupim, devido às cheias no rio Tejo.
Antes disso, já tinha sido adiada a votação em 16 freguesias e três assembleias de voto, devido ao mau tempo, segundo um comunicado emitido pela CNE, no sábado à tarde.
Pelo menos três municípios -- Golegã, Arruda dos Vinhos e Alcácer do Sal -- anunciaram o adiamento das eleições para 15 de fevereiro.
O total de mesas com votação adiada corresponde a 31.862 de eleitores inscritos, parte dos quais já votaram antecipadamente.
Seguro já votou. "Este é o momento em que o povo é soberano, em que cada voto conta"
António José Seguro já exerceu o seu direito de voto, nas Caldas da Rainha, onde reside. Em declarações aos jornalistas, começou por expressar as suas condolências pelo guarda da GNR e bombeiro que morreu no exercício das suas funções e solidariedade para com as famílias afetadas pelo mau tempo.
Num dia em que as condições climatéricas melhoraram, o candidato pediu aos eleitores que “aproveitem esta aberta no mau tempo e que venham votar. Este é o momento em que o povo é soberano, em que cada voto conta”, referiu. "Estamos a eleger o Presidente da República para os próximos cinco anos. O meu apelo a cada portuguesa e cada português é que venham votar.”
Sobre se o impacto da tempestade poderá afetar os níveis de abstenção, Seguro diz que só será possível apurar no final do dia. "O meu apelo é que as pessoas venham votar e que digam o que querem e quem querem para Presidente da Repúbica”, reiterou.
Aos portugueses que só podem votar na próxima semana, voltou a manifestar solidaridede, como já fez “presencialmente e outras vezes através dos órgãos de comunicação social”.
O candidato terá daqui a pouco um almoço de família, com quem passará a tarde até ser hora de ouvir os resultados, encaminhando-se em seguida para o Centro Cultural das Caldas da Rainha, onde estará com os seus apoiantes, referiu.
Mais de 11 milhões de eleitores decidem quem será o próximo Presidente da República
Mais de 11 milhões de eleitores são este domingo chamados a eleger o próximo Presidente da República, que sucederá a Marcelo Rebelo de Sousa, mas há concelhos onde o voto só se realiza no próximo domingo devido ao mau tempo.
Em 11 eleições para a Presidência da República desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, é a segunda vez que a eleição do chefe de Estado se decide numa segunda volta, depois de, em 1986, os portugueses terem decidido entre Diogo Freitas do Amaral e Mário Soares.
Hoje, a escolha é entre António José Seguro, apoiado pelo PS e vencedor da primeira volta com 31,1% dos votos, e André Ventura, o líder do Chega e candidato apoiado pelo seu partido que no dia 18 de janeiro obteve 23,5% dos votos.
Há, no entanto, municípios onde o ato eleitoral foi adiado devido à devastação provocada pelo mau tempo das últimas semanas, que provocou 14 mortos, centenas de feridos e desalojados, e deixou um rastro de destruição.
Até cerca das 17:00 de sábado, tinha sido adiada a votação em 16 freguesias e três assembleias de voto -- Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã --, onde os eleitores votarão apenas no próximo domingo, dia 15 de ferreiro, dia em termina também a situação de calamidade decretada pelo Governo em 68 concelhos.
O total de mesas com votação adiada corresponde a 31.862 de eleitores inscritos, parte dos quais já votaram antecipadamente, segundo a Comissão Nacional das Eleições.
No resto do território nacional, a votação decorre entre as 08:00 e as 19:00, à exceção do arquipélago dos Açores, onde as mesas de voto abrem e encerram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.
Alguns locais de voto sofreram alterações devido aos estragos causados pela tempestade Kristin, segundo a CNE, que recomenda que os eleitores se informem antes de irem votar.
Um dos candidatos -- André Ventura -- chegou a defender o adiamento geral da segunda volta das eleições presidenciais para 15 de fevereiro, um cenário que não tem, no entanto, respaldo na Lei Eleitoral do Presidente da República, que apenas prevê a não realização da votação em determinados concelhos ou assembleias de voto quando ocorrer "alguma calamidade no dia marcado para as eleições ou nos três dias anteriores".
Há uma semana, realizou-se o voto antecipado, para o qual estiveram inscritos 308.501 residentes em Portugal continental e nas regiões autónomas da Madeira e Açores, mais 90 mil do que na primeira volta, incluindo o primeiro-ministro, Luís Montenegro, que votou antecipadamente sem aviso prévio.
A primeira volta das eleições presidenciais realizou-se em 18 de janeiro e foi a mais concorrida, com 11 candidatos, e votaram 52,26% dos perto de 11 milhões de eleitores inscritos.
Além de António José Seguro e André Ventura, concorreram João Cotrim Figueiredo apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16%, Henrique Gouveia e Melo (12,32%), Luís Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS (11,30%), Catarina Martins, apoiada pelo BE (2,06%), António Filipe, apoiado pelo PCP (1,64%), Manuel João Vieira (1,08%), Jorge Pinto, apoiado pelo Livre (0,68%), André Pestana (0,19%) e Humberto Correia (0,08%).
Há 40 anos, a taxa de abstenção diminui ligeiramente da primeira para a segunda volta, de 24,6% para 22%, não sendo, no entanto, expectável que o mesmo cenário se repita devido ao atual contexto de crise provocada pelo mau tempo em várias zonas do país, com previsões de chuva também para hoje.
Esta é a 11.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.
O atual Presidente da República, eleito em 2016, é Marcelo Rebelo de Sousa, que termina o seu mandato em março de 2026.
Desde 1976, foram eleitos António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006), Cavaco Silva (2006-2016) e Marcelo Rebelo de Sousa (2016-2026).
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