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Ao minutoAtualizado há 6 min12h10

Seguro já votou. "Este é o momento em que o povo é soberano, em que cada voto conta"

A segunda volta das presidenciais vai determinar quem será o próximo inquilino do Palácio de Belém: António José Seguro ou André Ventura. Acompanhe os principais desenvolvimentos do dia eleitoral.

António José Seguro vota nas presidenciais
António José Seguro vota nas presidenciais José Coelho / Lusa
10:56
há 7 min.12h09

Líder do BE espera novo PR "alinhado com batalha da democracia"

O coordenador do Bloco de Esquerda (BE), José Manuel Pureza, destacou a importância de votar nas eleições deste domingo e disse esperar que o novo Presidente "esteja alinhado com a batalha pela democracia".

"Estas eleições são um momento democrático muito importante e, por isso, o voto de toda a gente é igualmente muito importante e, portanto, com um sentido de reforço da democracia", disse José Manuel Pureza à agência Lusa, depois de votar, em Coimbra, para a segunda volta das presidenciais de hoje.

Nestas eleições, "de uma maneira especial, está em causa a luta pelos direitos, pela vida digna para toda a gente", acrescentou, expressando um desejo: "Espero, muito convictamente, que tenhamos um Presidente da República que esteja alinhado com essa batalha pela democracia".

José Manuel Pureza sublinhou que as eleições decorrem num "contexto de desastre para muitas pessoas" e disse esperar que os portugueses, "pese embora tudo quanto está a acontecer", se mobilizem para votar.

há 9 min.12h08

Nuno Melo apelou ao voto apesar das circunstâncias difíceis da eleição

O ministro da Defesa, Nuno Melo, apelou este domingo, no Porto, ao voto, apesar de considerar que a eleição decorre em circunstâncias muito difíceis, destacando o papel do chefe de Estado no momento que o país atravessa.

Em declarações após ter votado na Escola Manoel de Oliveira, o governante e líder do CDS-PP afirmou: "A primeira coisa que gostava de recordar é que este ato eleitoral acontece em cima de circunstâncias muito difíceis. Neste momento, militares, polícias, guardas, bombeiros, muitos voluntários, autarcas estão empenhados no auxílio às populações".

Nuno Melo lembrou o seu caso pessoal para destacar que em causa "não está apenas a escolha de um chefe de Estado, está também a escolha do Comandante Supremo das Forças Armadas", com quem terá de se relacionar enquanto ministro da Defesa, ao longo do mandato.

"E até também por causa destas circunstâncias, é bom de ver a importância e a presença de um chefe de Estado nos momentos mais difíceis", continuou o governante, apelando às pessoas que "tenham plena noção que esta não é uma eleição menor. (...) Votem como quiserem, mas votem".

Questionado se está preocupado com um eventual aumento da abstenção, Nuno Melo admitiu parecer-lhe que, em relação à primeira volta, "o fluxo aparentemente é menor".

"Mas seja como seja, acho que deve ser um esforço permanente de quem como eu preza a democracia e quer que a democracia se manifeste através do voto na escolha dos representantes do povo, e o chefe de Estado, eu diria o mais alto, dos representantes, não é uma figura simbólica", prosseguiu.

O ministro considerou, ainda, estarem reunidas as condições para a eleição, assinalando que "na maior parte do país as eleições decorrem de forma normal" e que nos locais "onde o ato eleitoral não é possível [hoje], será possível mais tarde".

há 50 min.11h27

Eleições decorrem normalmente além dos adiamentos por mau tempo

As eleições para a segunda volta das presidenciais estão a decorrer com normalidade, sem que haja informação de problemas ou boicotes, sendo o adiamento em algumas freguesias devido ao mau tempo a única irregularidade no processo eleitoral.

De acordo com o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), desde a abertura das assembleias de voto, às 08:00 em Portugal Continental e na Madeira, e uma hora depois nos Açores, os eleitores têm acorrido às urnas dentro do que é expectável.

"Até ao momento, não tivemos informação de quaisquer problemas ou boicotes", afirmou, acrescentando que a última alteração ao que estava previsto foi a decisão, conhecida no sábado à noite, da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos (Santarém) de adiar a votação nas secções de voto da freguesia de Salvaterra de Magos.

A decisão deveu-se ao isolamento da povoação do Escaroupim, devido às cheias no rio Tejo.

Antes disso, já tinha sido adiada a votação em 16 freguesias e três assembleias de voto, devido ao mau tempo, segundo um comunicado emitido pela CNE, no sábado à tarde.

Pelo menos três municípios -- Golegã, Arruda dos Vinhos e Alcácer do Sal -- anunciaram o adiamento das eleições para 15 de fevereiro.

O total de mesas com votação adiada corresponde a 31.862 de eleitores inscritos, parte dos quais já votaram antecipadamente.

10h53

Seguro já votou. "Este é o momento em que o povo é soberano, em que cada voto conta"

“Este é o momento em que o povo é soberano”: Seguro apela ao voto na segunda volta das presidenciais
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António José Seguro já exerceu o seu direito de voto, nas Caldas da Rainha, onde reside. Em declarações aos jornalistas, começou por expressar as suas condolências pelo guarda da GNR e bombeiro que morreu no exercício das suas funções e solidariedade para com as famílias afetadas pelo mau tempo.

Num dia em que as condições climatéricas melhoraram, o candidato pediu aos eleitores que “aproveitem esta aberta no mau tempo e que venham votar. Este é o momento em que o povo é soberano, em que cada voto conta”, referiu. "Estamos a eleger o Presidente da República para os próximos cinco anos. O meu apelo a cada portuguesa e cada português é que venham votar.” 

Sobre se o impacto da tempestade poderá afetar os níveis de abstenção, Seguro diz que só será possível apurar no final do dia. "O meu apelo é que as pessoas venham votar e que digam o que querem e quem querem para Presidente da Repúbica”, reiterou.

Aos portugueses que só podem votar na próxima semana, voltou a manifestar solidaridede, como já fez “presencialmente e outras vezes através dos órgãos de comunicação social”.

O candidato terá daqui a pouco um almoço de família, com quem passará a tarde até ser hora de ouvir os resultados, encaminhando-se em seguida para o Centro Cultural das Caldas da Rainha, onde estará com os seus apoiantes, referiu.  

10h07

Mais de 11 milhões de eleitores decidem quem será o próximo Presidente da República

Mais de 11 milhões de eleitores são este domingo chamados a eleger o próximo Presidente da República, que sucederá a Marcelo Rebelo de Sousa, mas há concelhos onde o voto só se realiza no próximo domingo devido ao mau tempo.

Em 11 eleições para a Presidência da República desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, é a segunda vez que a eleição do chefe de Estado se decide numa segunda volta, depois de, em 1986, os portugueses terem decidido entre Diogo Freitas do Amaral e Mário Soares.

Hoje, a escolha é entre António José Seguro, apoiado pelo PS e vencedor da primeira volta com 31,1% dos votos, e André Ventura, o líder do Chega e candidato apoiado pelo seu partido que no dia 18 de janeiro obteve 23,5% dos votos.

Há, no entanto, municípios onde o ato eleitoral foi adiado devido à devastação provocada pelo mau tempo das últimas semanas, que provocou 14 mortos, centenas de feridos e desalojados, e deixou um rastro de destruição.

Até cerca das 17:00 de sábado, tinha sido adiada a votação em 16 freguesias e três assembleias de voto -- Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã --, onde os eleitores votarão apenas no próximo domingo, dia 15 de ferreiro, dia em termina também a situação de calamidade decretada pelo Governo em 68 concelhos.

O total de mesas com votação adiada corresponde a 31.862 de eleitores inscritos, parte dos quais já votaram antecipadamente, segundo a Comissão Nacional das Eleições.

No resto do território nacional, a votação decorre entre as 08:00 e as 19:00, à exceção do arquipélago dos Açores, onde as mesas de voto abrem e encerram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.

Alguns locais de voto sofreram alterações devido aos estragos causados pela tempestade Kristin, segundo a CNE, que recomenda que os eleitores se informem antes de irem votar.

Um dos candidatos -- André Ventura -- chegou a defender o adiamento geral da segunda volta das eleições presidenciais para 15 de fevereiro, um cenário que não tem, no entanto, respaldo na Lei Eleitoral do Presidente da República, que apenas prevê a não realização da votação em determinados concelhos ou assembleias de voto quando ocorrer "alguma calamidade no dia marcado para as eleições ou nos três dias anteriores".

Há uma semana, realizou-se o voto antecipado, para o qual estiveram inscritos 308.501 residentes em Portugal continental e nas regiões autónomas da Madeira e Açores, mais 90 mil do que na primeira volta, incluindo o primeiro-ministro, Luís Montenegro, que votou antecipadamente sem aviso prévio.

A primeira volta das eleições presidenciais realizou-se em 18 de janeiro e foi a mais concorrida, com 11 candidatos, e votaram 52,26% dos perto de 11 milhões de eleitores inscritos.

Além de António José Seguro e André Ventura, concorreram João Cotrim Figueiredo apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16%, Henrique Gouveia e Melo (12,32%), Luís Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS (11,30%), Catarina Martins, apoiada pelo BE (2,06%), António Filipe, apoiado pelo PCP (1,64%), Manuel João Vieira (1,08%), Jorge Pinto, apoiado pelo Livre (0,68%), André Pestana (0,19%) e Humberto Correia (0,08%).

Há 40 anos, a taxa de abstenção diminui ligeiramente da primeira para a segunda volta, de 24,6% para 22%, não sendo, no entanto, expectável que o mesmo cenário se repita devido ao atual contexto de crise provocada pelo mau tempo em várias zonas do país, com previsões de chuva também para hoje.

Esta é a 11.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

O atual Presidente da República, eleito em 2016, é Marcelo Rebelo de Sousa, que termina o seu mandato em março de 2026.

Desde 1976, foram eleitos António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006), Cavaco Silva (2006-2016) e Marcelo Rebelo de Sousa (2016-2026).

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