10 setores para ganhar com o Green Deal
A União Europeia tem metas bem definidas para alcançar a descarbonização em 2050. O Pacto Verde Europeu, segundo o Goldman Sachs, vai traduzir-se num investimento de sete biliões de euros em infraestruturas verdes, para acelerar a transição energética na região. Um pacote de investimentos que vai beneficiar empresas de vários setores, identificadas pelo gigante de Wall Street. Conheça 10 grupos de ações para ganhar com o Pacto Verde Europeu.
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“Utilities” europeias bem posicionadas
O Green Deal europeu vai exigir investimentos significativos na transição para energias mais limpas, para que as metas de descarbonização sejam alcançadas. Para ganhar exposição a este movimento, o Goldman Sachs elege várias empresas do setor das "utilities", um dos grupos mais beneficiados pelo Pacto Ecológico Europeu, segundo o banco. Enel, RWE, Iberdrola, Orsted e SSE são as empresas eleitas pelo Goldman Sachs para ganhar com estes investimentos. No caso da Enel, por exemplo, os especialistas antecipam investimentos anuais na casa dos 12 mil milhões de euros na transição energética.
EDP e EDPR na lista de eleitas do Goldman
EDP e EDPR são duas das empresas em que os analistas do Goldman Sachs identificam espaço para ganhos com o Green Deal europeu. No caso da elétrica, os analistas apontam como principais catalisadores o potencial de cristalização de valor e a solidez do balanço. Já a Renováveis é escolhida pelo seu portefólio puro de energias renováveis, com potencial para aumentar a produção nos próximos anos.
Alstom desvia passageiros dos aviões
Uma das tendências que deverão ganhar tração nos próximos anos, com a transição para um mundo com uma menor pegada ecológica, é a preferência por veículos elétricos e a aposta em empresas ferroviárias, em detrimento das aéreas. E a Alstom é a companhia eleita para ganhar com este crescimento. Por um lado, a empresa vai beneficiar com "os estímulos estatais, particularmente através do Pacto Ecológico Europeu" e, por outro, com a "liberalização da operação ferroviária doméstica europeia", apontam os analistas. Além disso, a empresa, dizem, está bem posicionada para enfrentar desafios cíclicos no curto prazo.
Volkswagen e Renault ganham velocidade
Volkswagen e Renault são as duas fabricantes automóveis tradicionais eleitas para ganhar com o Green Deal. No caso da empresa alemã, o Goldman Sachs realça o facto de a VW se ter adiantado às concorrentes no desenvolvimento de baterias elétricas: "Vemos a VW como uma líder nos carros elétricos", diz. Já a Renault, com uma quota de 25% em França, deverá ganhar com os estímulos do governo ao setor.
Oportunidades nos materiais para elétricos
Com a crescente procura por veículos que recorrem a energias não poluentes, as companhias que fornecem materiais e outras tecnologias para carros elétricos estão entre as mais beneficiadas com a mudança de preferências no setor automóvel. "Vemos a Hella como a principal beneficiária dos recentes incentivos anunciados pela União Europeia para veículos mais limpos dada a sua posição de liderança nas tecnologias de eletrificação automóvel", explica o Goldman. A Umicore é outra das empresas que, segundo os analistas, está posicionada para ganhar com a transição para as emissões zero nos veículos.
Transformação de edifícios é uma aposta
A transição energética para uma economia mais sustentável vai exigir uma transformação dos edifícios, para estruturas mais amigas do ambiente. Uma reconversão que implica elevadas somas de investimento e representa uma oportunidade para as empresas do setor da construção. Segundo o "research" do Goldman Sachs, a Legrand, Rexel, Saint-Gobain, Vinci e Covestro - todas elas com uma recomendação de "comprar" - surgem bem posicionadas para beneficiar com a conversão de edifícios para um modelo mais sustentável, em linha com os objetivos fixados pelo Pacto Ecológico Europeu.
Vestas, Nexans e Prysmian ao sabor do vento
As empresas do segmento eólico estão bem posicionadas para ganhar com o Green Deal na Europa. A Vestas é uma das cotadas destacadas pelo Goldman Sachs, com o banco a antecipar que a empresa de renováveis seja animada pela diversificação geográfica e pela sua exposição eólica no mar. Já a Prysmian e a Nexans são potenciais vencedoras no segmento de cabos e ligações a estas turbinas eólicas flutuantes.
Oportunidades de investimento fora da Europa
A norte-americana First Solar e a Canadian Solar são duas empresas que deverão beneficiar com uma política energética verde mais agressiva, rumo a uma economia mais sustentável, beneficiando com o desenvolvimento de projetos solares a nível global, antecipa o Goldman Sachs, numa nota em que elege as empresas para ganhar com o Pacto Ecológico Europeu. Outra das empresas fora da Europa que deverá ganhar com o "Green Deal" é a nipónica de renováveis Renova. Segundo o Goldman Sachs, a empresa tem potencial para gerar crescimento e retornos estáveis no longo prazo.
Transição energética acelera nos EUA
Apesar de a Europa liderar o compromisso para uma descarbonização da economia, o banco de investimento nota que deverá haver um esforço focado na sustentabilidade a nível global. E nos EUA há várias empresas líderes na transição energética. A Next Energy Partners, a DTE Energy e a Ameren são cotadas com exposição às renováveis e que deverão ter um papel ativo no tema da descarbonização.
Energia solar na China em ponto de mira
São cinco as empresas do setor solar chinesas eleitas pelo Goldman Sachs para ganhar com o Green Deal europeu. Longi Green Energy Technology, Tongwei, Xinyi, Flat Glass e Sungrow são as escolhidas pelos analistas, estando todas elas ligadas à produção de energia solar, seja através da produção de painéis fotovoltaicos, ou outros projetos solares. À semelhança de outras energias renováveis, a energia solar também deverá assistir a um crescimento nos próximos anos, fruto do investimento na passagem para modelos de energia menos poluentes e uma economia mais sustentável, até 2050.