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Banda larga, fixa ou móvel? - Qual a melhor opção?

Optar por uma ligação à Internet pode tornar-se numa escolha difícil, porque há cada vez mais concorrência. Estudámos a oferta e damos-lhe uma ajuda para tomar uma decisão.

03 de Março de 2008 às 13:02

Foi a disponibilização de ligações de banda larga, com tarifas fixas, que permitiu que o número de utilizadores de Internet em Portugal se massificasse, dando lugar a novos serviços de disponibilização de conteúdos e serviços, assim como a uma nova forma de relacionamento com a Administração Pública, o eGovernment. Mas, à medida que a tecnologia evolui, vale a pena olhar para as diferentes ofertas dos “Internet Service Providers” (ISP), quer em relação à velocidade e preço, quer quanto à associação com outros serviços, como o telefone ou a televisão, que começam a surgir em pacotes “double” ou “triple play”.

Para quem ainda não tem uma ligação Internet de banda larga, a fórmula a aplicar é mais fácil: parte-se do zero, ou quase, validam-se as diferentes ofertas e faz-se uma escolha. Cabo ou ADSL? As ofertas nas duas tecnologias são muito semelhantes, variando apenas por curtos espaços de tempo já que a concorrência é feroz e a conquista de espaço de mercado – assim como os preços de retalho praticados – obrigam a pacotes muito semelhantes entre empresas diferentes.

Quem já tem um contrato com um operador para Internet e/ou telefone terá de fazer ainda outras contas, relacionadas com o tempo e custo da mudança, para avaliar se vale a pena alterar relações contratuais.

Se, por um lado, a ligação de cabo oferece já uma maior velocidade - situando-se nos 30 MBits na oferta da Zon TV Cabo e com perspectivas de alcançar, num curto espaço de tempo, os 100 Mbits por segundo – também é verdade que obriga à existência de uma infra-estrutura física de cabo na zona de residência  o que pode ser uma desvantagem em determinadas zonas. O ADSL exige uma linha fixa de cobre – de telefone – e uma distância mínima em relação à Central da zona, sendo esta, também, condicionante da velocidade máxima obtida.

Quanto aos preços e limites de tráfego, as ofertas são muito semelhantes. No caso do ADSL, a maioria dos pacotes dos operadores de telecomunicações está sustentada na rede da Portugal Telecom e é o preço que esta cobra que condiciona os valores das mensalidades. Esta tecnologia tem ainda o ónus de exigir uma assinatura de telefone da rede fixa, que muitos utilizadores já preferem descontinuar, mas esta é uma limitação a prazo, já que nos próximos meses vai ser possível ter um acesso ADSL sem obrigatoriedade de assinatura telefónica, através da modalidade “naked DSL”.

Velocidade de terceira geração

Em todos os cenários, a banda larga móvel, assente em tecnologia 3,5 G (ou terceira geração e meia) veio desequilibrar as contas, abrindo um novo campo para a concorrência, mas alargando, também, os limites de acesso num local fixo que o ADLS e o Cabo trazem.

Ainda sem atingir as velocidades das ligações físicas – embora teoricamente já possa chegar aos 7,6 Mbps, apenas em zonas muito limitadas, a banda larga 3G trouxe a vantagem de se poder aceder à Internet virtualmente de qualquer ponto onde exista rede móvel. Mesmo funcionando a baixa velocidade – o que acontece onde ainda não está instalada a tecnologia HSDPA que permite o 3,5 G -, dá para descarregar o “e-mail” e aceder a páginas “web”. Claro que, para quem está habituado à fiabilidade do ADSL ou do Cabo, a experiência móvel pode ser algo frustrante: mais lenta e com mais quedas. Mas quando o trabalho pressiona à mobilidade, qualquer solução desligada de fios é bem vinda.

As opções não são, por isso, totalmente claras, não sendo possível apontar uma solução vencedora já que as variáveis aplicadas à vida de cada utilizador devem ser contabilizadas para obter o melhor cálculo final.

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