Certificados superam pela primeira vez os 40 mil milhões de euros
A entrada de capital nos certificados de aforro mais do que compensa a saída nos certificados do Tesouro. No conjunto dos dois produtos de poupança do Estado, o saldo está em 47.930,53 milhões de euros.
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As famílias investiram em certificados de aforro em todos os meses do ano passado. Só em dezembro colocaram 430,9 milhões de euros nestes produtos de poupança do Estado, levando o "stock" a fechar o ano pela primeira vez acima da marca dos 40 mil milhões de euros, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal.
A entrada de capital nos certificados de aforro em dezembro fica acima do valor mensal registado em novembro (373,28 milhões de euros) e é a mais elevada desde setembro. O "stock" total chegou assim aos 40.191,02 milhões de euros, o que significa que o investimento das famílias voltou a renovar máximos desde, pelo menos, dezembro de 1998, data que marca o início da série do supervisor.
O apetite dos investidores tem acompanhado a evolução dos juros destes produtos. Determinada mensalmente no antepenúltimo dia útil do mês, para vigorar durante o mês seguinte, a taxa-base dos certificados de aforro segue uma fórmula ditada pela média da Euribor a 3 meses nos 10 dias úteis anteriores (que não pode ser superior a 2,5% nem inferior a 0%).
Desde a criação da série atualmente em comercialização, a F, que o juro estava no máximo. Contudo, com o indexante a descer, a taxa-base caiu, em abril, pela primeira vez para 2,41%, uma tendência que se repetiu nos meses seguintes, tendo mesmo caído abaixo dos 2% em agosto. Em novembro, houve uma nova subida, para 2,044%, e em dezembro para 2,057%. Atualmente está nos 2,046%.
A entrada de capital nos certificados de aforro continua a mais do que compensar a saída nos certificados do Tesouro. Como tem acontecido consecutivamente desde outubro de 2021, este produto continuou a perder atratividade. O "stock" recuou em 214 milhões de euros em dezembro, para um total de 7.739,51 milhões de euros. No conjunto dos dois produtos de poupança do Estado, o saldo fechou o ano em 47.930,53 milhões de euros, após um crescimento de 216,87 milhões de euros em dezembro.
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