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Televisores 3D à conquista da sala de estar

Já chegaram às lojas portuguesas os primeiros televisores 3D, artilhados com funcionalidades extra e óculos a condizer. Os preços das gamas mais baixas são atractivos mas podem não justificar um investimento imediato.

08 de Abril de 2010 às 09:30

Já chegaram às lojas portuguesas os primeiros televisores 3D, artilhados com funcionalidades extra e óculos a condizer. Os preços das gamas mais baixas são atractivos mas podem não justificar um investimento imediato.

De repente a tecnologia 3D passou a ser a nova sensação no cinema, onde filmes como o Avatar de James Cameron e Alice no País das Maravilhas de Tim Burton provaram ser sucessos de bilheteira. Mas agora a tecnologia quer entrar pelas salas de estar de todas as casas, dando a possibilidade de continuar a ver os tradicionais conteúdos 2D ou passar para o 3D, com a ajuda de óculos e de conteúdos produzidos especificamente para o efeito, ou fazendo alguma batota e convertendo de forma dinâmica a imagem.

Esta é a estratégia que a Samsung está a utilizar nos primeiros televisores 3D que chegaram às lojas na semana passada. A fabricante coreana está a apostar forte no 3D e lançou uma gama completa de equipamentos com ecrãs LCD, LED e Plasma, com dimensões a partir de 40 polegadas e até às 65 polegadas, posicionando-se claramente acima da média do mercado de LCDs que aponta para as 32 polegadas de tamanho.

Ainda assim, o preço é bastante competitivo. Em 2009 a média de preços de venda dos LCDs rondava os 500 euros, sendo os de 32 polegadas os mais vendidos, com valores a rondar os 477 euros. Mas estes custos aumentam com a dimensão dos ecrãs e tecnologias mais avançadas, como os ecrãs LED, ligações wireless e Internet na TV, que as marcas estão a adoptar e que integram os novos equipamentos da Samsung. E o mercado português já provou que, na escolha de equipamentos de gama média e de topo de gama, os utilizadores preferem gastar mais para ter a tecnologia mais recente, até porque a compra de um televisor é um investimento para durar entre 5 a 8 anos.

Embora seja a primeira a chegar ao mercado português com produtos comercializáveis, a Samsung está longe de estar sozinha. Ainda em Abril também a Panasonic vai ter televisores Plasma 3D à venda, enquanto a Sony e a LG prometem novidades em Junho, e a Toshiba poderá ter as suas propostas prontas mais perto do final do ano. Nem todas as marcas partilharam já a estratégia de preços, mas ficam longe dos primeiros valores estimados para o 3D, que apontavam para preços a rondar os 8 mil euros. Até agora o preço mais elevado já revelado é do plasma de 65 polegadas da Panasonic, que vai custar quase 6 mil euros, mas que só chega às lojas no final de Junho.

Mas, para ter uma solução 3D ready na sala de estar há outras contas a fazer, como a necessidade de ter óculos compatíveis para toda a família e um leitor de DVD Blu-ray com suporte 3D para os filmes que as editoras contam lançar ainda este ano. E a soma de todos os factores pode encarecer bastante a opção…

E os conteúdos?

Como o Negócios já tinha explicado, o sucesso do 3D não é uma questão que dependa apenas da tecnologia e da oferta de equipamentos. É preciso que existam conteúdos 3D para justificar a aquisição dos televisores e a sua disponibilização pode não avançar ao ritmo desejado.

Mesmo com o upscalling que a Samsung introduziu, e que transforma de forma dinâmica as imagens 2D e 3D, fazendo alguma batota que pode defraudar algumas expectativas, os primeiros compradores destes televisores vão ter de esperar algum tempo para terem conteúdos que justifiquem o investimento. Nos canais de televisão só a Sky avançou já com uma data para o lançamento de um canal 3D, marcado para o início de Abril. Para além dos filmes que já estão no mercado, num número ainda limitado e muito circunscrito à animação destinada ao público infantil, as projecções apontam para um crescimento exponencial de títulos, mas que não devem ultrapassar a centena, e nem todos serão blockbusters como o "Avatar" e o "Alice".

A Zon já lançou um canal de testes 3D e o Meo da PT garante estar a acompanhar o desenvolvimento da tecnologia, mas não há qualquer previsão para a oferta comercial do serviço, que surgirá a seu tempo como diferenciadora, assim que os clientes começarem a mostrar apetência, como aconteceu com a Alta Definição.

O lançamento do HD nas televisões é, aliás, um bom exemplo da forma como pode evoluir o 3D em Portugal. Quando começaram a ser vendidos os televisores HD Ready e Full HD, com melhor qualidade de imagem, não havia ainda distribuição de conteúdos que o justificasse. Só com os filmes em Blu-ray se podia tirar partido completo desta característica, mas não foi por isso que os utilizadores não aderiram de forma massiva à compra destes equipamentos, dando então aos fornecedores de conteúdos e aos canais de cabo e IPTV o impulso para que o sinal de televisão passasse a contemplar o HD, o que actualmente acontece em grande parte da oferta. O velho ciclo do "ovo e da galinha" , que agora se poderá repetir.

Escolha variada

Não falta variedade na oferta de televisores 3D. Ecrãs LCD, LED, Plasma e dimensões a partir de 40 polegadas fazem com que o 3D seja mais uma das muitas funcionalidades que actualmente apetrecham os equipamentos e cuja valorização pode fazer a diferença na escolha do televisor a colocar na sala de estar lá de casa. Conheça as 6 propostas que chegam ao mercado nos próximos meses.

Samsung LCD Series 7 750

Tecnologia de ecrã: LCD

Resolução: 1920x1080 (Full HD)

Motion Plus: 200 Hz

Dimensões: 40 e 46 polegadas

Óculos incluídos: N.D.

Características extra: Internet@TV, Time-shift, 4 entradas HDMI, Ligação DLNA

Preço: A partir de 1.400 euros

Esta é a gama mais acessível da Samsung com 3D, mas não é por isso que perde em qualidade de imagem e funcionalidades adicionadas. O ângulo de visão das imagens tridimensionais é alargado e garantem uma visualização confortável mesmo que durante períodos de tempo mais alargados. Como nos LED, a Samsung não prescindiu do MotionPlus de 200 Hz e de motor 3D HyperReal Engine. Conte ainda com a Internet@TV, onde pontuam conteúdos portugueses do SAPO, e a possibilidade de parar a imagem dos programas que estão a ser transmitidos em directo, retomando-os momentos mais tarde.

Samsung LED Series 7 e 8

Tecnologia de ecrã: LED

Resolução: 1920x1080 (Full HD)

Dimensões: 40 a 55 polegadas

Motion Plus: 200 Hz

Óculos incluídos: N.D.

Características extra: Internet@TV, Time-shift, 4 entradas HDMI, Ligação DLNA

Preço: A partir de 1.799 €

A tecnologia LED - que garantiu bons resultados de vendas no passado recente - recebe agora também o 3D com uma experiência de visualização realística, sobretudo se os conteúdos a exibir forem de puro 3D e não apenas conversão de imagens tradicionais para formato tridimensional. A Samsung estende o 3D às três séries LED, a 7, 8 e 9, mas esta última só estará à venda a partir de Junho, posicionando-se como topo de gama. O MotionPlus 200 Hz, ainda que não percepcionado pelo olho humano, adiciona qualidade enquanto outras funcionalidades como o ConectShare e o InstaPort S facilitam as ligações.

Samsung PDP Series 7

Tecnologia de ecrã: Plasma

Óculos incluídos: N.D.

Características extra: Internet@TV, Time-shift, 4 entradas HDMI, Ligação DLNA

Dimensões: 50 e 63 polegadas

Preço: Preços não definidos

Mesmo que o plasma não seja a principal aposta da marca coreana, a Samsung não desistiu desta tecnologia e das suas vantagens e os novos modelos 3D apresentam uma evolução, com o Plasma + que traz ecrãs mais finos, com nova consciência ecológica, mas sem abdicar de todos os extras com que a marca tem vindo a artilhar os seus televisores. A ligação à Internet, onde entram os widgets desenvolvidos à medida, e a ligação a outros equipamentos electrónicos através da norma DNLA abrem novas áreas à televisão, que quer reconquistar o papel central no entretenimento da família.

Panasonic VT20

Tecnologia de ecrã: Plasma

Resolução: 1920x1080 (Full HD)

Dimensões: 50 a 65 polegadas

Óculos incluídos: Sim (2)

Características extra: Viera Cast, Viera Link e Viera Image Viewer

Preço: A partir de 2.999 Euros

Tirando partido da rapidez de resposta dos ecrãs Plasma, a Panasonic centrou nesta tecnologia o seu investimento em 3D e promete colocar nas lojas ainda em Abril um modelo com ecrã de 50 polegadas, remetendo a comercialização do modelo de 65 polegadas para Junho. O "design" dos dois televisores é semelhante, com uma moldura em bronze metalizado, e inclui funcionalidades como o Viera Cast para acesso a conteúdos online, o Viera Link para controlar os vários equipamentos A/V apenas com 1 comando à distância, e o Viera Image Viewer para visualizar fotografias, filmes em HD ou ouvir músicas gravadas no cartão de memória.

Sony Cinematic LX900

Tecnologia de ecrã: LED

Resolução: 1920x1080 (Full HD)

Dimensões: 52 polegadas

Óculos incluídos: Sim (2)

Características extra: Motionflow 200 MHz, suporte DLNA, widgets para ligação a serviços web e detector de luminosidade para adaptação das características do ecrã.

Preço: Não definido

Foi apresentado este ano na CES e é o primeiro televisor "3D ready" da Sony, que tem vindo a perder terreno no mercado de televisores. Mas a marca japonesa está a jogar este jogo em várias plataformas, com a produção de conteúdos 3D e a actualização da PlayStation 3 para suporte de jogos a três dimensões, pelo que tem ainda várias cartas para colocar na mesa. A data para a comercialização do Cinematic LX900 não está fechada, nem o preço, mas sabe-se já que a empresa vai incluir no pacote dois pares de óculos activos e que acredita que o 3D será uma parte importante da sua receita ainda este ano.

LG INFINIA LX9500

Tecnologia de ecrã: LED

Resolução: 1920x1080 (Full HD)

Dimensões: 47 e 55 polegadas

Óculos incluídos: Não definido

Preço: Não definido

Não há ainda muita informação sobre os modelos 3D que a LG quer lançar em Portugal já em Julho, mas a nível internacional os INFINIA LX9500 estão também a ser apresentados em vários países, ainda que sem preços definidos e com dimensões de 47 e 55 polegadas. A conectividade web é também um "must", com o NetCast Entertainment Access, assim como a integração com o Skype. Nada se sabe ainda sobre a integração dos óculos e o lançamento de leitores de Blu-ray 3D da marca.

Leitores para 3D

Enquanto não houver emissões de televisão em 3D, os leitores de Blu-ray com suporte às três dimensões são uma peça essencial para que possa tirar partido do potencial dos televisores com esta tecnologia. E por isso vale a pena adicionar o seu preço à equação se quer criar uma sala de cinema 3D em casa. A Samsung e a Panasonic vão colocar nas lojas, em simultâneo com os televisores, os leitores de discos Blu-ray com preços a partir dos 500 euros, mas os valores podem ir até os 750 euros no caso do leitor BD 3D da Panasonic, o DMP-BDT300. Depois é preciso esperar que se concretize o plano (ambicioso) de lançamento de filmes em 3D das editoras… A Dreamworks é uma das grandes de Hollywood que está a apostar nesta área, focada na animação para um público mais infantil, onde o 3D já provou que tem resultados apelativos.

Óculos: um acessório obrigatório

Os modelos são diferentes dos usados nos filmes 3D do cinema e são suportados em tecnologia activa que funciona em sincronização com os televisores, sendo enviado um determinado número de imagens para cada olho para a experiência de tridimensionalidade. O seu uso é obrigatório para a experiência 3D e por isso é estranho que algumas marcas os estejam a considerar como "acessório", não estando prevista a sua inclusão no pacote comercial do televisor e obrigando o cliente a desembolsar mais 100 euros por cada par de óculos, o que pode encarecer a "solução total" em mais de 400 euros, considerando uma família de quatro elementos e mesmo assim deixando de fora os amigos e restantes familiares convidados para uma sessão de cinema. Entre as propostas no mercado há óculos recarregáveis, outros com bateria e ainda modelos desenhados especificamente para as crianças. Os preços partem dos 100 euros mas podem chegar aos 180 euros por cada par.

Os modelos são diferentes dos usados nos filmes 3D do cinema e são suportados em tecnologia activa que funciona em sincronização com os televisores, sendo enviado um determinado número de imagens para cada olho para a experiência de tridimensionalidade. O seu uso é obrigatório para a experiência 3D e por isso é estranho que algumas marcas os estejam a considerar como "acessório", não estando prevista a sua inclusão no pacote comercial do televisor e obrigando o cliente a desembolsar mais 100 euros por cada par de óculos, o que pode encarecer a "solução total" em mais de 400 euros, considerando uma família de quatro elementos e mesmo assim deixando de fora os amigos e restantes familiares convidados para uma sessão de cinema. Entre as propostas no mercado há óculos recarregáveis, outros com bateria e ainda modelos desenhados especificamente para as crianças. Os preços partem dos 100 euros mas podem chegar aos 180 euros por cada par.
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