Matérias-Primas China tornou-se na maior importadora de petróleo do mundo

China tornou-se na maior importadora de petróleo do mundo

A China ultrapassou os EUA e tornou-se na maior importadora mundial de petróleo. Por dia, a China comprou mais de oito milhões de barris em 2017. Já a economia norte-americana adquiriu na casa dos 7,9 milhões de barris por dia.
China tornou-se na maior importadora de petróleo do mundo
Reuters
Ana Laranjeiro 12 de janeiro de 2018 às 08:56

A China foi a maior importadora de petróleo do mundo no ano passado, tendo assim retirado esse título aos Estados Unidos. É a primeira vez, em termos anuais, que a segunda maior economia do mundo se torna na maior importadora desta matéria-prima, segundo a Bloomberg.

Assim, ao longo dos últimos 12 meses a China comprou ao estrangeiro 8,435 milhões de barris por dia e os EUA adquiriram 7,904 milhões de barris diariamente. A Bloomberg refere estes números com base nos dados da Administração norte-americana de Informação Energética e com base nos números da administração geral das Alfândegas da China.

Os preços do petróleo têm estado a subir nos mercados internacionais, tendo inclusivamente ontem o Brent do Mar do Norte – referência para Portugal – chegado a negociar acima dos 70 dólares por barril. Apesar desta manhã, a cotação estar em queda ligeira nos mercados internacionais, o West Texas Intermediate acumula um ganho de mais de 5% desde o arranque de 2018, impulsionado nomeadamente pela queda das reservas norte-americanas. E o Brent do Mar do Norte sobe mais de 3% desde o início do ano.

Forte apetite por matérias-primas

Mas não é só nesta matéria-prima, que a China está a registar recordes. As importações de minério de ferro – um material que geralmente não se encontra na China e que é menos poluentes – cresceram no ano passado 5% para 1,07 mil milhões de toneladas métricas, segundo a agência de informação.

Ainda no sentido de travar a poluição, a China está a apostar na utilização de gás natural. As compras ao exterior desta matéria subiram perto de 27% para 68,57 milhões de toneladas em 2017.

Já as importações de minério e de concentrado de cobre aumentaram para um valor recorde no ano passado: subiram 2,3% para 17,35 milhões de toneladas. Sendo que, o trader da Shanghai Minghong Investment Management, Jia Zheng, citado pela Bloomberg, defende que a procura por esta matéria-prima vai continuar a crescer em 2018.

O crescimento económico da China – que em pode em 2017 pode ter alcançado o primeiro ano completo de expansão económica desde 2010 – pode ajudar a explicar estes valores das importações de matérias-primas por parte da segunda maior economia do mundo.

"A expansão económica da China tem superado as expectativas desde a segunda metade do ano passado, impulsionando a procura por todos os tipos de matérias-primas", disse à agência de notícias Guo Chaohui, analista na China International Capital. "Esperamos que a força do crescimento económico em 2018 continue, o que vai manter o apetite da nação para as importações", acrescentou.