Mercados em ebulição. Petróleo e gás caem a pique, bolsas e juros aceleram
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou ao Pentágono para adiar durante cinco dias a ofensiva militar contra centrais elétricas e infraestruturas energéticas iranianas, levando a que os mercados reagissem de imediato.
O ultimato feito por Trump terminava esta noite, pelas 23h45 de Lisboa, mas o chefe da Casa Branca recuou.
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Trump tinha dito no sábado à noite que o Irão deveria “abrir totalmente” o estreito de Ormuz no prazo de 48 horas, sob pena de ver as suas centrais elétricas bombardeadas. Mas hoje Teerão respondeu, advertindo que atacaria infraestruturas-chave ligadas à energia, em todo o Médio Oriente, caso o republicano levasse a cabo a sua ameaça – o que levou as cotações do petróleo a subirem ainda mais.
No entanto, com o anúncio deste adiamento por parte de Trump, os preços do crude, que estavam a superar os 100 dólares em Londres e Nova Iorque, já caem mais de 10%. Em contrapartida, as bolsas estão a disparar.
O Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, segue a mergulhar 10,95% para 99,90 dólares por barril, depois de ter chegado a cair 14,43% (para 96 dólares) assim que a notícia foi difundida num post na rede Truth Social.
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Já o West Texas Intermediate, “benchmark” para os Estados Unidos, recua 10,41% para 88,08 dólares. Assim que a informação foi veiculada, chegou a afundar 13,95% para 84,37 dólares.
Por seu lado, o preço do gás de referência para os mercados europeus, negociado no TTF (Title Transfer Facility) – “hub” em Amesterdão – , estava a valorizar 6,10% (nos 62,06 euros por megawatt-hora) e cai agora 5,99% para 55,71 euros MWh.
No que toca às bolsas, na Europa as principais praças já inverteram para terreno positivo – e o mesmo acontece com os futuros em Wall Street.
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No Velho Continente, o índice de referência Stoxx 600 já tinha mesmo entrado em território de correção (quando se perde mais de 10% desde o último máximo) e está agora a somar 1,70% para 583,03 pontos. Nos Estados Unidos, os futuros do S&P 500 escalaram 2,5% assim que foram conhecidos os comentários de Trump sobre o adiamento dos ataques às instalações energéticas do Irão.
Quanto aos juros da dívida, também inverteram a tendência e seguem a subir de forma generalizada na Europa e nos Estados Unidos.
No mercado cambial, o dólar cede terreno face ao euro, libra esterlina e iene, com os investidores a preferirem voltar-se para outros ativos de refúgio que não a nota verde.
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Trump também disse nesta segunda-feira que tem tido conversações com o Irão no sentido de terminar as hostilidades, mas, tal como já aconteceu anteriormente, Teerão veio desmentir essa informação. “O Irão não está em contacto com Trump – que recuou depois de ouvir que os nossos alvos seriam todas as centrais elétricas do Médio Oriente”, refere a agência iraniana Fars citando uma fonte que pediu anonimato.
(notícia atualizada pela última vez às 12:33)
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