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Reservas em máximos pressionam produção de petróleo nos Estados Unidos

A diminuição dos poços de petróleo nos EUA ainda não teve impacto nas reservas da matéria-prima, que estão em máximos. O excedente nas reservas pode levar à queda abrupta dos preços e despoletar cortes na produção.

Bloomberg
Vera Ramalhete veraramalhete@negocios.pt 13 de Março de 2015 às 12:02
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Os preços do petróleo parecem estar a estabilizar, mas este é um "equilíbrio precário", diz a Agência Internacional de Energia (AIE), no relatório mensal de Março, publicado esta sexta-feira. O reequilíbrio da oferta devido à queda do preço ainda está em curso, e "poderá ser demasiado optimista esperar que ocorra de forma suave", considera a agência.

 

A queda dos poços de petróleo em funcionamento nos Estados Unidos ainda não travou o crescimento da oferta na América do Norte, realça a AIE. As reservas de crude nos Estados Unidos aumentaram para um excedente recorde de 72 milhões de barris por dia, podendo levar a que os limites da capacidade de armazenamento das reservas sejam testados em breve. A resposta dos Estados Unidos aos preços baixos, a demorar mais que o previsto, pode surgir de forma abrupta, alerta a AIE.

 

"As reservas podem testar os limites da capacidade de armazenamento em breve", escreve a agência no relatório mensal de Março.

 

O aumento da oferta subiu 1,3 milhões de barris por dia face ao ano anterior, para 94 milhões de barris por dia em Fevereiro. Os dados preliminares do primeiro trimestre levam a AIE rever em alta as estimativas de produção de crude nos Estados Unidos para 2015.   

 

Na Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) a produção abrandou em 90 mil barris por dia em Fevereiro para 30,22 milhões de barris por dia, devido às perdas na Líbia e Iraque, que anularam o crescimento da oferta na Arábia Saudita, Irão e Angola.

 

O crescimento do consumo da matéria-prima tem vindo a aumentar, invertendo a tendência do final de 2014. Por isso, a AIE subiu a previsão do crescimento da procura em 2015 para 75 mil a 1 milhão de barris por dia, colocando o consumo global numa média diária de 93,5 milhões de barris.  

 

Este crescimento pode, contudo, ter sido causado por "compras oportunistas", o que é "menos sustentável do que a procura assente no crescimento económico". Na Ásia, a China a Índia estão a constituir reservas de petróleo aproveitando os preços baixos do petróleo, diz o relatório, citado pela Bloomberg.

 

O preço do barril de petróleo está, esta sexta-feira, a cair nos mercados internacionais. O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, recua 1,51% para os 46,34 dólares por barril. O Brent, negociado em Londres, que serve de referência para a Europa, desvaloriza 0,93% para os 56,55 dólares por barril.  

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