Petróleo Sanções de Trump à Venezuela levam petróleo para máximos de 2014

Sanções de Trump à Venezuela levam petróleo para máximos de 2014

O petróleo em Nova Iorque atingiu um novo máximo e em Londres volta a negociar acima dos 80 dólares.
Sanções de Trump à Venezuela levam petróleo para máximos de 2014
Nuno Carregueiro 22 de maio de 2018 às 15:34

Os preços do petróleo estão em alta esta terça-feira, 22 de Maio, tendo já atingido novos máximos desde Novembro de 2014 na bolsa de Nova Iorque, a reflectir a possível redução das exportações por parte de mais um país da OPEP.

 

O WTI em Nova Iorque soma 0,26% para 72,43 dólares e tocou em máximos de três anos e meio 72,72 dólares. Em Londres o Brent valoriza 1,05% para 80,05 dólares, muito perto do máximo de quatro anos que fixou na semana passada nos 80,50 dólares.

 

Depois das sanções ao Irão, agora é a vez de os investidores incorporarem a possibilidade de mais um membro da OPEP ter a sua produção fora do mercado. O presidente dos Estados Unidos já deu ordens para impor sanções à Venezuela depois das eleições de domingo, que deram a vitória a Nicolas Maduro mas foram consideradas fraudulentas pela comunidade internacional.

 

Os constrangimentos nas exportações de petróleo da Venezuela e do Irão surgem numa altura em que a OPEP já conseguiu atingir o reequilíbrio no mercado depois dos cortes efectuados nos últimos anos e que estarão em vigor pelo menos até ao final do ano.

 

A Agência Internacional de Energia disse segunda-feira que os restantes membros da OPEP deverão compensar a escassez do mercado que resulte de constrangimentos nas exportações de países alvo de sanções.

 

As sanções de decretadas por Trump não incidem directamente sobre a produção petrolífera da Venezuela. Mas proíbem a compra de títulos de dívida emitidos no país, incluindo da petrolífera estatal Petroleos de Venezuela.

 

De acordo com o Barclays, nos próximos meses a produção de petróleo na Venezuela deverá baixar da fasquia de um milhão de barros por dia.        

 

Além das sanções, os analistas antecipam uma descida nas reservas de crude dos Estados Unidos, o que contribui para a subida dos preços.