Ao minutoAtualizado há 27 min09h07

Ouro e prata derrapam 5%. Metal amarelo apaga ganhos deste ano. Dólar em alta

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira.
Traders, mercados, bolsas
Sarah Yenesel / Lusa_EPA
08:55
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há 28 min.09h07

Dólar valoriza com procura enquanto ativo-refúgio. Japão preparado para intervir no mercado cambial

Bodo Marks/picture-alliance/dpa/AP Images

O dólar segue a negociar com ganhos na manhã desta segunda-feira, à medida que as crescentes ameaças de retaliação no conflito do Médio Oriente reduzem o apetite pelo risco e aumentam a procura por ativos-seguros, como é o caso da “nota verde”.

O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – avança 0,12%, para os 99,765 pontos. Isto depois de na sexta-feira o índice ter registado a sua primeira descida semanal desde o início da guerra, uma vez que os efeitos inflacionistas da subida dos preços do petróleo levaram os bancos centrais a adotarem uma postura mais restritiva.

As esperanças de um fim das hostilidades no Médio Oriente esmoreceram durante o fim de semana, com o Presidente dos EUA, Donald Trump, a ameaçar atacar a rede elétrica do Irão e Teerão a prometer retaliar contra as infraestruturas dos seus vizinhos. O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou que esta crise é pior do que os dois choques petrolíferos da década de 1970 juntos.

Face ao iene, o dólar sobe 0,13%, para os 159,440 ienes. E com o iene a enfraquecer de novo e em direção ao nível de 160 ienes por dólar, o principal responsável pela política cambial do Japão, Atsushi Mimura, afirmou que o Governo está pronto para tomar medidas para combater a volatilidade cambial. 

Pela Europa, a libra desvaloriza 0,25%, para os 1,330 dólares e o euro perde 0,37%, para os 1,153.

há 40 min.08h54

Ouro e prata derrapam 5%. Metal amarelo apaga ganhos deste ano

Matthias Schrader / AP

O ouro e a prata estão a negociar com fortes perdas na manhã desta segunda-feira, registando quedas pela nona sessão consecutiva, já depois de o metal amarelo ter tido a sua maior queda semanal desde 1983.

A esta hora, o ouro recua 5,63%, para os 4.239,680 dólares por onça. No que toca à prata, que já chegou a cair mais de 10%, o metal precioso desvaloriza 4,77%, para os 64,704 dólares por onça.

O ouro mais do que anulou os ganhos deste ano, à medida que a guerra no Médio Oriente aumenta o risco de uma escalada da inflação. Desde o início do conflito, a subida dos preços da energia tem aumentado as expectativas de subidas das taxas de juro por parte da Reserva Federal dos EUA e de outros bancos centrais, fator que tira terreno ao ouro, que não rende juros.

"O ouro tem um problema de liquidez”, afirmou à Bloomberg Johan Jooste, diretor executivo da Pangaea Wealth. A rápida onda de vendas foi impulsionada pela necessidade dos investidores de angariar liquidez, e há um risco adicional de queda para o metal precioso se a guerra continuar a agravar-se, acrescentou o mesmo especialista.

Durante o fim de semana, o Presidente dos EUA, Donald Trump, deu ao Irão um prazo de dois dias para reabrir o estreito de Ormuz ou ver as suas centrais elétricas bombardeadas. O Irão respondeu que, caso o ultimato dos EUA se concretizar, vai fechar “por completo” a via marítima e atacar infraestruturas de energia, tecnologia e dessalinização nos países vizinhos.

A magnitude da queda do ouro não é inédita, mas o ritmo desta queda tem sido muito mais rápido do que em muitas ocasiões históricas”, referiu, por sua vez, Wayne Gordon, do UBS Group.

Nas três semanas desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, a queda do ouro tem sido impulsionada, em parte, por vendas de investidores, à medida que procuram cobrir perdas noutras partes das suas carteiras. O metal amarelo, que já perdeu cerca de 20% desde o início do conflito, terminou o ano passado nos 4.319,37 dólares por onça e atingiu um máximo histórico acima dos 5.595 dólares por onça no final de janeiro.

08h33

Petróleo e gás avançam com troca de ameaças entre Trump a Teerão

Os preços do petróleo negoceiam com valorizações na sessão desta segunda-feira, 23 de março, com os investidores a avaliarem o ultimato imposto pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, ao Irão para reabrir o estreito de Ormuz e a ameaça de represálias por parte de Teerão, 

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07h55

Ásia começa semana com fortes perdas. Japonês Topix entra em território de correção

Os principais índices asiáticos encerraram a primeira sessão da semana com fortes desvalorizações em toda a linha, à medida que se assiste a uma escalada do conflito no Médio Oriente, que já entrou na quarta semana. Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 seguem a perder cerca de 1,8% e os do S&P 500 recuam 0,80%.

Pelo Japão, o Topix caiu 3,41% e entrou em território de correção, tendo perdido mais de 10% desde o seu último máximo histórico atingido a 27 de fevereiro. Já o Nikkei seguiu a mesma tendência e perdeu 3,48%. Pela China, o Hang Seng de Hong Kong cedeu 3,57% e o Shanghai Composite desvalorizou 3,63%. Por Taiwan, o TWSE recuou 2,45%, enquanto pela Coreia do Sul o Kospi tombou 6,49%.

A retórica em torno da guerra no Médio Oriente intensificou-se durante o fim de semana, com o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, a fazer um ultimato de 48 horas a Teerão para reabrir o estreito de Ormuz — crucial para o fluxo de petróleo e gás da região — sob pena de os EUA “destruírem” as centrais elétricas do Irão.

A República Islâmica respondeu que qualquer ataque desse tipo levaria Teerão a fechar o estreito por tempo indeterminado e a atacar as infraestruturas energéticas dos EUA e de Israel em toda a região. Embora a reação nas ações tenha sido mais acentuada, a resposta à mais recente escalada foi mais moderada nos mercados petrolíferos. Ainda assim, tanto o Brent como o WTI já subiram mais de 70% este ano.

“Os mercados estão definitivamente a ficar mais nervosos com o que está a acontecer no Médio Oriente neste momento”, disse à Bloomberg Martin Schulz, da Federated Hermes. “A nossa opinião é que é hora de cautela, não de pânico. A duração é a questão principal. Quanto mais isto se arrastar, obviamente pior ficará”, acrescentou.

E numa altura em que os bancos centrais estão a preparar-se para subir os juros diretores devido aos aumentos nos preços da energia, “as ações asiáticas estão a ter um início de semana difícil, o que se deve em grande parte a uma reavaliação drástica das perspetivas da política monetária global”, referiu à agência de notícias financeiras Garfield Reynolds, da MLIV. Esta rápida mudança de postura dosa decisores de política monetária está a indicar aos investidores que, mesmo que os preços do petróleo estabilizem, os choques energéticos provocados pela guerra no Irão implicam um consequente aperto acentuado nas condições financeiras.

Pelo Japão, o setor tecnológico contribuiu mais para as quedas, enquanto empresas relacionadas com chips, como a Renesas Electronics (-9,16%) e a Lasertec (-8,72%), estiveram entre as que registaram dos piores desempenhos no Nikkei.

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