Trump diz que há "hipótese muito boa" de acordo. Irão lança ataque de mísseis contra Israel
Trump diz que há uma "hipótese muito boa" de ser alcançado um acordo com o Irão
Irão desmente negociações e acusa Trump de manipular mercado do petróleo
Trump diz que estreito de Ormuz terá gestão conjunta e abrirá em breve
Trump garante que EUA estão a negociar com o Irão
Suécia anuncia redução dos impostos sobre os combustíveis
Israel ataca centro de Teerão
Trump diz que tanto Irão como EUA estão dispostos a chegar a acordo
Conselho de Defesa do Irão ameaça minar rotas de acesso ao golfo Pérsico
Starmer discute com Trump necessidade de reabrir Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo
Mísseis obrigam avião de repatriamento de franceses dos Emirados Árabes Unidos a voltar para trás
Irão promete atacar centrais elétricas do Golfo após ultimato de Trump. "Se atingirem a eletricidade, nós atingimos a eletricidade"
Avião com 147 cidadãos repatriados, a maioria portugueses, aterrou em Lisboa
Avião de reabastecimento norte-americano despenha-se no Iraque
Guerra pode causar pior crise energética das últimas décadas, avisa AIE
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Irão lança novo ataque de mísseis contra Israel
O Irão disparou nas últimas horas uma salva de mísseis contra Israel, indicaram os exércitos de ambos os países, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter aludido a conversações sobre o fim do conflito com um responsável iraniano, que Teerão negou.
As Forças de Defesa de Israel indicaram que uma salva de mísseis iranianos foi disparada esta noite contra o norte de Israel e que estavam a trabalhar para "intercetar a ameaça".
O serviço de emergência médica Magen David Adom informou que ainda não tinha recebido relatos de vítimas, mas que tinha enviado equipas de resgate para uma área onde tinha sido reportado um impacto.
O exército permitiu que os residentes abandonassem os abrigos aproximadamente 20 minutos após o anúncio dos ataques.
Em Teerão, a Guarda Revolucionária do Irão anunciou, através da agência de notícias oficial Tasnim, a 78ª vaga de bombardeamentos do Irão contra alvos em Israel e na região desde o início do conflito, a 28 de fevereiro.
A Guarda Revolucionária identificou como alvos Eilat, o norte de Telavive e Dimona, cidade que alberga uma instalação nuclear e que já foi alvo de ataques anteriores.
O comunicado refere que foram utilizados mísseis Qadr com múltiplas ogivas e "drones destrutivos".
Entretanto, o grupo xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão, reivindicou ter atacado um veículo militar Hummer israelita em Mays al-Jabal, no sul do Líbano, além de concentrações de soldados do exército israelita com projéteis de artilharia e rockets nas localidades fronteiriças de Marun al-Ras, Bayad Balida e Taybe.
Israel voltou hoje a bombardear alegadas infraestruturas do grupo xiita Hezbollah, aliado do Irão, em Beirute, indicou o exército, após o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter declarado que os ataques no vizinho Líbano vão continuar.
Os militares israelitas tinham emitido avisos de evacuação para os subúrbios sul da capital libanesa, um bastião do Hezbollah.
Trump diz que há uma "hipótese muito boa" de ser alcançado um acordo com o Irão
O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a sua Administração está a negociar com o Irão “há muito tempo” e que acredita que um acordo está próximo, mas não tornou claro quem está envolvido nas negociações.
“Eles querem paz”, disse Trump no Tennessee. “Eles concordaram que não terão uma arma nuclear, sabem, etc, etc, mas veremos”.
Nos seus comentários, Trump assinala que há “uma hipótese muito boa” de um acordo ser alcançado, dizendo que isso apenas foi possibilitado pela ameaça de destruir as centrais elétricas iranianas.
O Presidente norte-americano disse que ordenou uma pausa de cinco dias para trabalhar num acordo e “depois vamos ver onde isso nos leva”.
Contudo, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros reiterou que não há negociações em curso com os EUA, de acordo com a agência estatal IRNA.
“A posição do Irão sobre o estreito de Ormuz e os pré-requisitos para acabar com a guerra continuam exatamente os mesmos”, disse Esmail Baghaei.
Por seu turno, um responsável egípcio disse à AP que Washington e Teerão trocaram “mensagens” durante o fim de semana, com o Egito, Turquia e Paquistão a servirem de intermediários.
As trocas de mensagens destinam-se a evitar ataques sobre a infraestrutura energética no Irão e no Médio Oriente, disse a fonte. “Essa é a principal prioridade agora”, disse o responsável.
Irão desmente negociações e acusa Trump de manipular mercado do petróleo
O Irão voltou a rejeitar que esteja em conversações com os norte-americanos o fim do conflito, através do presidente do Parlamento iraniano. Num post no X, o responsável disse que “não houve negociações com os EUA”.
Depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter dito que estão negociações em curso com um alto responsável iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf diz que as declarações são “notícias falsas usadas com o objetivo de manipular os preços do crude”.
No seguimento do anúncio de Trump sobre as alegadas negociações, os preçoas chegaram a cair mais de 10%, com a perspetiva de normalização do tráfego no estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção global.
Também a televisão estatal iraniana desmente quaisquer negociações, que os EUA terão tentado iniciar através de intermediários, o que terá sido rejeitado por Teerão.
Trump diz que estreito de Ormuz terá gestão conjunta e abrirá em breve
Donald Trump diz que o estreito de Ormuz vai ser controlado em conjunto. Por quem? "Talvez por mim" e pelo novo líder supremo do Irão, disse o Presidente norte-americano.
Nesse contexto, diz, o estreito de Ormuz será reaberto em breve "se isto funcionar", disse o líder dos EUA em declarações aos jornalistas.
Trump garante que EUA estão a negociar com o Irão
Contrariando o que as autoridades iranianas tinham dito, o Presidente dos EUA garante que está em negociação com Teerão para pôr fim à guerra.
Numa publicação nas redes sociais, Donald Trump escreveu que os EUA tiveram "conversas muito boas e produtivas sobre uma total e completa resolução para as hostilidades no Médio Oriente".
Suécia anuncia redução dos impostos sobre os combustíveis
A Suécia vai reduzir temporariamente os impostos sobre a gasolina e o gasóleo para fazer face à subida vertiginosa dos preços da energia devido à guerra no Médio Oriente, anunciou hoje o Governo de Estocolmo.
Caso obtenha luz verde do parlamento, no qual a coligação governamental de centro-direita detém maioria, a medida entrará em vigor a 01 de maio e aplicar-se-á até ao final de setembro.
A redução será, numa primeira fase, alinhada com o nível mínimo de imposto exigido pela União Europeia (UE).
"Todos os partidos devem reconhecer que o que se passa no Médio Oriente e no resto do mundo está a colocar a economia sueca sob forte pressão", declarou o primeiro-ministro, Ulf Kristersson, numa conferência de imprensa.
A descida do imposto traduzir-se-á numa redução de uma coroa (0,09 euros) por litro de gasolina e de 0,4 coroa por litro de gasóleo. Se necessário, o Governo pedirá autorização à Comissão Europeia para reduzir ainda mais estes impostos.
Por outro lado, serão também propostas subvenções às famílias para compensar a subida dos preços da eletricidade, indicou o executivo.
Os preços do petróleo têm disparado desde o início da ofensiva militar de grande escala lançada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão, a 28 de fevereiro, cenário que tem suscitado receios de um novo aumento da inflação e de um abrandamento da atividade económica mundial.
"Ter automóvel é necessário em muitas partes do país", sublinhou Jimmie Akesson, líder do partido de extrema-direita Democratas da Suécia (SD), que apoia o Governo de direita.
"Reduzir os custos do combustível é também uma medida que contribui para travar a inflação, e essa é outra razão para o fazer", acrescentou o político, na conferência de imprensa ao lado do primeiro-ministro Kristersson.
O Irão respondeu à ofensiva israelo-americana com ataques contra os países da região e o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma via marítima fundamental por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.
Na tentativa de conter a escalada do preço do petróleo, os Estados Unidos autorizaram por um mês a venda e entrega de crude iraniano armazenado em navios. Contudo, Teerão afirmou não possuir qualquer excedente de petróleo bruto em alto-mar.
Israel ataca centro de Teerão
As forças de defesa de Israel dizem estar agora a atacar alvos no centro de Teerão, de acordo com uma publicação no canal oficial de Telegram.
Trump diz que tanto Irão como EUA estão dispostos a chegar a acordo
A agência iraniana Fars diz que não há neste momento qualquer comunicação "direta ou indireta" do país com Donald Trump. "Ele [Trump] recuou após saber que os nossos alvos seriam centrais elétricas na Ásia Ocidental", indicaram.
Ainda assim, o Presidente norte-americano diz agora que foi contactado por Teerão, e não o contrário, reiterando que “a pessoa com quem estamos a falar não é o líder supremo do Irão”, mas sim "uma figura de topo" do regime. "Não fui eu que liguei, foram eles", disse o republicano em resposta a questões colocadas por jornalistas.
Ao mesmo tempo, reiterou que “o Irão gostaria de chegar a um acordo”, acrescentando que “nós também gostaríamos de um acordo”.
Conselho de Defesa do Irão ameaça minar rotas de acesso ao golfo Pérsico
O Irão ameaçou hoje minar todas as rotas de acesso e vias de comunicação no golfo Pérsico, caso as ilhas iranianas sejam atacadas pelos Estados Unidos, que ameaçou invadir a ilha de Kharg.
"Qualquer tentativa do inimigo de atacar a costa ou as ilhas iranianas levará, naturalmente, de acordo com a prática militar padrão, à instalação de minas em todas as rotas de acesso e vias de comunicação no golfo Pérsico e ao longo da costa com diversos tipos de minas navais (...)", alertou o Conselho de Defesa do Irão num comunicado divulgado pela imprensa local.
O Conselho afirmou que, se tal situação extrema ocorresse, "todo o golfo Pérsico ia sofrer períodos prolongados de encerramento, semelhantes aos do estreito de Ormuz; ou seja, todo o golfo ficaria praticamente bloqueado".
Nestas circunstâncias, a passagem pelo estreito de Ormuz para "países não hostis" seria coordenada pelo Irão.
O órgão iraniano acrescentou que toda a responsabilidade ia recair sobre "o agressor", referindo-se aos Estados Unidos e a Israel.
O alerta surgiu depois de o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, ter declarado, no domingo, que todas as opções estão em cima da mesa, incluindo o envio de tropas para garantir a segurança da ilha de Kharg, onde se encontra o maior terminal de exportação de petróleo da República Islâmica.
No sábado à noite, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou que "se o Irão não abrir totalmente o estreito em 48 horas, então, a partir desse momento, os Estados Unidos vão atacar e destruir as várias centrais elétricas" iranianas.
A República Islâmica respondeu a Trump, com a ameaça de atacar instalações energéticas no golfo Pérsico e bloquear completamente o estreito de Ormuz.
Esta via navegável estratégica transporta 20% das exportações globais de petróleo bruto, que diminuíram drasticamente desde o início da guerra, elevando os preços do petróleo.
Starmer discute com Trump necessidade de reabrir Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, falou com o Presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a necessidade de reabrir o Estreito de Ormuz para garantir a estabilidade do mercado energético mundial, indicou um porta-voz da Downing Street.
Os líderes abordaram no domingo à noite a situação atual no Irão e, em particular, a importância de reabrir o estreito de Ormuz para retomar o transporte marítimo mundial, disse o porta-voz.
"Concordaram que a reabertura do Estreito de Ormuz é essencial para garantir a estabilidade do mercado energético mundial. Combinaram voltar a falar em breve", acrescentou a mesma fonte.
O primeiro-ministro britânico deverá presidir hoje a uma reunião do comité de emergência Cobra, composto pelos principais ministros, para debater o impacto económico da guerra no Irão.
O Governo britânico salientou que o Reino Unido continua a apoiar as ações defensivas contra o Irão, mas que não será arrastado para a guerra.
Na sexta-feira, o Governo de Starmer informou que autorizou os Estados Unidos a utilizar bases britânicas para operações defensivas específicas neste conflito.
Mísseis obrigam avião de repatriamento de franceses dos Emirados Árabes Unidos a voltar para trás
Um avião da Air France fretado pelo governo francês para repatriar franceses dos Emirados Árabes Unidos (EAU) viu-se obrigado hoje a voltar para trás em pleno voo após "ataques com mísseis na zona", informou o ministro francês dos Transportes, Philippe Tabarot.
"Apesar dos meios mobilizados (...) para continuar o repatriamento dos cidadãos franceses que desejam regressar do Médio Oriente, o voo da Air France fretado pelo Governo para recolher os nossos compatriotas nos Emirados Árabes Unidos foi obrigado esta tarde a regressar devido ao lançamento de mísseis na zona", anunciou Tabarot numa mensagem nas suas redes sociais.
O ministro disse que o Governo francês está "ciente" das "legítimas expectativas" dos franceses nos Emirados Árabes Unidos que querem abandonar o país o quanto antes, "mas o seu regresso só poderá realizar-se em condições de segurança asseguradas", afirmou.
"Esta situação reflete a instabilidade na região e a complexidade das operações de repatriamento", concluiu.
Cerca de 400.000 franceses estavam na região como residentes ou em trânsito quando os Estados Unidos e Israel começaram a bombardear o Irão no sábado passado.
Uma das prioridades do chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, é garantir a proteção dos cidadãos franceses na região e o regresso a França daqueles que o desejarem, incluindo os que estão em trânsito, indicaram hoje fontes do Eliseu.
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