Ao minutoAtualizado há 21 min10h35

Ataques no estreito de Ormuz deixam Europa sem rumo. ASM International dispara 8%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quarta-feira.
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há 21 min.10h34

Ataques no estreito de Ormuz deixam Europa sem rumo. ASM International dispara 8%

Bloomberg

As principais praças europeias estão a negociar divididas entre ganhos e perdas, apesar de até terem arrancado a sessão pintadas de verde, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter decidido prolongar o cessar-fogo com o Irão face à suspensão das negociações para alcançar o fim do conflito. O sentimento está, no entanto, a ser pressionado agora pelos ataques a dois cargueiros no estreito de Ormuz. 

A esta hora, o Stoxx 600 - principal índice europeu - avança de forma bastante modesta, com ganhos de 0,08% para 616,55 pontos, tendo chegado a acelerar mais de 0,2% esta manhã. Os setores estão quase igualmente divididos entre ganhos e perdas, com o setor do "oil&gas" a liderar os avanços - num dia em que os preços do petróleo estão, novamente, a acelerar - e o das viagens a liderar o outro lado da tabela. 

De acordo com a agência de segurança marítima britânica UKMTO, , com um dos ataques a ser realizado pelo Irão e outro ainda por confirmar. Os incidentes ocorrem depois de os EUA  terem apreendido um porta-contentores iraniano, no fim de semana, e abordado um petroleiro associado ao comércio de petróleo do Irão, no oceano Índico.

Na terça-feira, através de uma publicação na sua própria rede social, o Presidente norte-americano anunciou que iria prolongar o cessar-fogo no Médio Oriente, de forma a dar tempo para que a liderança "fraturada" do Irão apresente uma proposta "unificada". No entanto, os EUA vão manter o bloqueio à navegação de e para o país, anunciou ainda Donald Trump, apesar de uma agência de notícias iraniana ter afirmado que o regime de Mojtaba Khamenei recebeu "um sinal" de que Washington estaria disposto a deixar cair por terra o embargo. 

Com toda esta incerteza como pano de fundo, os investidores viram-se agora para a época de resultados - que deve centrar as atenções dos mercados, "a menos que haja uma resolução rápida" do conflito, explica Karen Georges, gestora de fundos da Ecofi, citada pela Bloomberg. Na terça-feira, já depois de o fecho da sessão, a fabricante de "chips" neerlandesa ASM International revelou contas ao mercado, com os receitas a atingirem os 862,5 milhões de euros no primeiro trimestre do ano - um valor que fica bastante acima das expectativas dos analistas de 828,5 milhões. 

Os bons resultados levaram as ações da empresa a dispararem 8,64% para 849,60 euros, atingindo um novo máximo histórico. A ASM Internacional reviu ainda em alta as previsões para o período entre abril e junho, prevendo agora alcançar vendas de 980 milhões de euros, citando um aumento pela procura de capacidade de produção para infraestrutura de inteligência artificial (IA). 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX avança 0,03%, o italiano FTSEMIB perde 0,05%, o francês CAC-40 valoriza 0,03% e o espanhol IBEX subtrai 0,30%, ao passo que o neerlandês AEX acelera 0,70% e o britânico FTSE 100 regista perdas de 0,13%. 

há 22 min.10h33

Juros das dívidas da Zona Euro aliviam após extensão do cessar-fogo

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão maioritariamente a aliviar esta quarta-feira, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter decidido estender o cessar-fogo alcançado há duas semanas com o Irão, apesar de ter decidido manter o bloqueio ao estreito de Ormuz - um dos obstáculos às negociações de paz e que levou o regime liderado por Mojtaba Khamenei a abandonar uma segunda ronda de conversações. 

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, estão inalterados nos 3%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cai 1,3 pontos para 3,641%. Já em Itália, os juros deslizam 1,8 pontos para os 3,753%.

Pela península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos cedem em 1,1 pontos base para 3,391%, enquanto a “yield” das obrigações espanholas aliviam em 1,4 pontos para 3,446%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, seguem a tendência da Zona Euro e recuam 0,5 pontos base para 4,878%, com os investidores a diminuirem as possibilidades de o Banco de Inglaterra avançar com duas subidas nas taxas de juro este ano.

08h54

Esperanças de um acordo no Irão atiram dólar para perdas

AP/Tatan Syuflana

O dólar norte-americano está a perder terreno face aos seus principais rivais esta quarta-feira, embora as movimentações sejam bastante limitadas, numa altura em que o prolongamento do cessar-fogo no Irão e sinais de que Washington pode vir a acabar com o bloqueio no estreito de Ormuz estão a retirar alguma atratividade ao ativo de refúgio predileto dos investidores, desde o estalar da guerra. 

A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da "nota verde" face a um cabaz de divisas concorrentes - está a cair 0,22%, elevando as perdas desde máximos de março para cerca de 2,4%. Por sua vez, o euro avança 0,08% para 1,1753 dólares, depois na passada sexta-feira ter tocado no valor mais elevado desde o início do conflito no golfo Pérsico, enquanto a libra ganha 0,09% para 1,3520 dólares e a moeda norte-americana cai 0,06% para 159,27 ienes. 

"É provável que a volatilidade nos mercados aumente, uma vez que ambas as partes procuram reforçar a sua posição nas negociações", escreveu Chang Wei Liang, estratega cambial e de crédito do DBS Bank, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. "No entanto, qualquer recuperação do dólar americano deverá ser moderada, uma vez que, por enquanto, continua a ser improvável um novo agravamento do conflito", acrescenta. 

Na terça-feira, através de uma publicação na sua própria rede social, o Presidente norte-americano anunciou que iria prolongar o cessar-fogo no Médio Oriente, de forma a dar tempo para que a liderança "fraturada" do Irão apresente uma proposta "unificada". No entanto, os EUA vão manter o bloqueio à navegação de e para o país, anunciou ainda Donald Trump, apesar de uma agência de notícias iraniana ter afirmado que o regime de Mojtaba Khamenei recebeu "um sinal" de que Washington estaria disposto a deixar cair por terra o embargo. 

08h54

Ouro recupera terreno perdido com prolongamento do cessar-fogo

Uli Deck/AP

O ouro está a recuperar algum do terreno perdido nas últimas sessões, numa altura em que os investidores mostram algum otimismo em relação à possibilidade de um acordo para acabar com o conflito no Médio Oriente. Apesar de uma nova ronda de conversações ter sido suspensa na terça-feira, o prolongamento do cessar-fogo por parte dos EUA e as notícias de que Washington terá dado "um sinal" a Irão de que está pronto para acabar com o bloqueio no estreito de Ormuz estão a animar o sentimento de negociação. 

A esta hora, o metal amarelo acelera 0,95% para 4.764,82 dólares por onça, depois de ter perdido mais de 2% na sessão anterior. Apesar de o aumento das tensões geopolíticas ter, tradicionalmente, um impacto positivo no ouro, a disrupção em Ormuz está a levar os preços do petróleo e do gás natural a dispararem - o que já está a ter um grande impacto na inflação e pode levar bancos centrais por todo o mundo a apertarem a política monetária. 

Desde o início da guerra, o ouro já perdeu cerca de 10% do seu valor, apesar de nas últimas semanas ter negociado num intervalo bastante limitado. É um sinal de que o mercado "já tem, em grande medida, descontado o atual nível de risco geopolítico e exige agora ou uma clara escalada ou uma mudança decisiva nas condições macroeconómicas para justificar uma reavaliação", explica Ahmad Assiri, analista da Pepperstone Group, à Bloomberg. 

O metal precioso está ainda a ser pressionado pela promessa de Kevin Warsh - o nome escolhido pela Administração Trump para liderar a Reserva Federal (Fed) - de ser independente, rejeitando a ideia de que iria ser uma marioneta do Presidente norte-americano, numa audição perante o Comité da Banca do Senado dos EUA. Para já, a votação vai ser adiada até o processo contra Jerome Powell, atual presidente do banco central, estiver concluído. As ameaças de Trump à independência da Fed foram um dos catalisadores para o "rally" do ouro no ano passado. 

08h32

Petróleo cai quase 1%. Irão diz que recebeu "sinais" de que os EUA estão prontos a acabar com o bloqueio

Rick Bowmer/AP

O barril de petróleo está a negociar em território negativo esta quarta-feira, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter decidido prolongar o cessar-fogo com o Irão e o país do Médio Oriente ter revelado que recebeu "um sinal" de que Washington estava disponível para acabar com o bloqueio no estreito de Ormuz - abrindo espaço para as negociações continuarem, após uma nova ronda ter sido suspensa na terça-feira. 

A esta hora, o Brent - crude de referência para a Europa - chegou a cair mais de 2% com as notícias, estando agora a negociar com perdas de apenas 0,87% para 97,61 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - está a ceder 1,02% para 88,75 dólares. A suspensão das negociações na sessão anterior levou o petróleo a inverter a tendência de queda do início do dia e a acelerar cerca de 3%. 

"As notícias sucedem-se a um ritmo alucinante, mas os barris continuam parados [no estreito de Ormuz]", explica Rebecca Babin, operadora sénior de energia no CIBC Private Wealth Group, à Bloomberg. "As idas e vindas em torno da prorrogação do cessar-fogo, de um potencial bloqueio e do papel do Irão estão a manter os mercados em suspense, mas a realidade é que os fluxos continuam limitados", acrescenta. 

Na terça-feira, através de uma publicação na sua própria rede social, o Presidente norte-americano anunciou que iria prolongar o cessar-fogo no Médio Oriente, de forma a dar tempo para que a liderança "fraturada" do Irão apresente uma proposta "unificada". No entanto, os EUA vão manter o bloqueio à navegação de e para o país, anunciou ainda Donald Trump, apesar de uma agência de notícias iraniana ter afirmado que o regime de Mojtaba Khamenei recebeu "um sinal" de que Washington estaria disposto a deixar cair por terra o embargo. 

O preço do petróleo tem registado grandes desde que estalou a guerra no Golfo Pérsic, levando a uma quase total paralisação do tráfego marítimo no estreito de Ormuz - uma artéria vital pela qual normalmente passa cerca de um quinto do fluxo global de crude. A volatilidade atingiu o seu nível mais elevado desde 2020, quando a pandemia de covid-19 afundou a procura pela matéria-prima.

07h46

Ásia e Europa celebram prolongar do cessar-fogo. Japonês Nikkei 225 atinge novo máximo

As principais praças asiáticas encerraram maioritariamente no verde e a Europa deve seguir o mesmo caminho, impulsionadas pela decisão do Presidente dos EUA, Donald Trump, de estender o cessar-fogo com o Irão. Isto aconteceu depois de a mais recente ronda de negociações entre os dois países ter sido suspensa, com o regime de Mojtaba Khamenei a recusar comparecer em Islamabad - local onde se iriam realizar as conversações. 

“Com base no facto de o Governo do Irão estar seriamente fraturado, e não inesperadamente, a pedido do marechal de campo Asim Munir e do primeiro-ministro Shehbaz Sharif, do Paquistão, ”, escreveu o líder norte-americano nas redes sociais. Mesmo assim, Trump decidiu manter o bloqueio de Washington ao estreito de Ormuz, que diz respeito apenas a embarcações iranianas. 

A incerteza sobre a resolução do conflito continua a dominar nos mercados, mas o prolongamento do cessar-fogo e a abertura dos EUA para continuar as negociações - apesar da relutância iraniana, que acusa o país de ter exigências irrazoáveis - foram o suficiente para animar a negociação asiática.

"O choque inicial causado pela guerra provavelmente já passou, por isso estamos a entrar num período de incerteza caracterizado por oscilações", explica Vivian Lin Thurston, gestora de fundos da William Blair, à Bloomberg, acrescentando que "os mercados irão ignorar as incertezas de curto prazo e o ruído relacionado com a guerra". 

Neste contexto, o japonês Nikkei 225 tocou mesmo num novo máximo histórico esta quarta-feira, impulsionado ainda por novos dados económicos, que indicam que as exportações nipónicas cresceram pelo sétimo mês consecutivo. As ações do SoftBank Group chegaram a disparar quase 10%, fechando a negociação com ganhos de 8,20%, depois de ter sido anunciado que Rene Haas, o atual CEO da Arm Holdings, vai assumir o cargo de diretor executivo das operações internacionais do banco japonês. 

Nas restantes principais praças asiáticas, o sul-coreano Kospi e o chinês Shanghai Composite, conseguiram terminar em alta, com ganhos respetivos de 0,43% e 0,41%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, acabou por perder 1,29%. Pela Europa, a negociação de futuros conseguiu reverter as perdas da madrugada e, agora, o Euro Stoxx 50 aponta para uma abertura com ganhos de quase 0,2%. 

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