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Ao minuto21.04.2026

Europa fecha no vermelho com incerteza sobre guerra. Royal Unibrew afundou mais de 24%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta terça-feira.

bolsas mercados graficos traders euronext
bolsas mercados graficos traders euronext Kamil Zihnioglu/AP
Negócios 21 de Abril de 2026 às 17:30
21.04.2026

Europa fecha no vermelho com incerteza sobre conflito no golfo. Royal Unibrew afundou mais de 24%

Os principais índices europeus encerraram a sessão desta terça-feira no vermelho, com os investidores a dividirem atenções entre os resultados trimestrais apresentados por cotadas e a evolução do conflito no Médio Oriente na véspera do prazo-limite para o fim do cessar-fogo de duas semanas acordado entre Estados Unidos (EUA) e Irão.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – perdeu 0,87%, para os 616,03 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX recuou 0,60%, o italiano FTSEMIB caiu 0,63%, o francês CAC-40 desvalorizou 1,14% e o espanhol IBEX subtraiu 0,65%, ao passo que o neerlandês AEX cedeu 0,28% e o britânico FTSE 100 registou perdas de 1,05%.

As ações europeias subiram mais de 8% no último mês, ainda que continuem a negociar abaixo dos níveis pré-guerra, impulsionadas pela esperança de que o conflito no golfo Pérsico esteja a chegar ao fim. O foco continua a estar nas negociações de paz, que deverão ter lugar em Islamabad antes do fim do cessar-fogo na quarta-feira, ainda que a República Islâmica não tenha confirmado se estará presente na nova ronda de conversações.

A pressionar os índices na sessão desta terça-feira esteve uma nova subida do crude - com o Brent a subir mais de 2%, para 97,97 dólares por barril -, após Donald Trump ter voltado a reiterar que não estará disponível para prolongar o cessar-fogo, mantendo-se um ambiente de incerteza em relação ao futuro do conflito que tem levado a fortes aumentos dos preços da energia.

O nervosismo voltou a instalar-se nos mercados acionistas europeus, enquanto os mercados aguardam o prazo para o cessar-fogo, deixando os investidores dependentes dos resultados financeiros para orientarem as suas decisões e relutantes em elevar significativamente as avaliações sem uma maior clareza geopolítica”, resumiu à Bloomberg Altaf Kassam, da State Street Investment Management.

As quedas registadas foram lideradas pelas empresas do setor da saúde (-1,98%) e pelas cotadas ligadas ao setor aimentar (-1,83%). Também o setor industrial (-1,71%) teve um dos piores desempenhos, com a Rolls-Royce Holdings, a Safran e a Thales a registarem todas quedas superiores a 5%.

No que diz respeito aos resultados trimestrais, a Associated British Foods caiu quase 3%, depois de a empresa ter reduzido o “outlook” para o conjunto do ano, num contexto de de um desempenho mais fraco da Primark em abril. Já a Royal Unibrew afundou mais de 24%, marcando a sua maior queda de sempre em bolsa, depois de a empresa de bebidas anunciar que a sua parceria com a PepsiCo na Dinamarca, Finlândia e países bálticos terminará quando as licenças expirarem em 2028.

Por outro lado, a tecnologia, os seguros e os meios de comunicação social estiveram entre os setores com melhor desempenho na terça-feira. A Puig Brands subiu 5,48% após notícias de que a Estée Lauder Cos. contratou o JPMorgan Chase para angariar cerca de 5 mil milhões de euros em financiamento para uma potencial fusão.

21.04.2026

Juros agravam-se em toda a linha na Zona Euro. "Traders" preveem duas subidas das taxas até fim do ano

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro agravaram-se em toda a linha na sessão desta terça-feira, com uma subida dos preços do crude a voltar a alimentar preocupações dos mercados em relação a uma escalada da inflação, tendo os “traders” reforçado as apostas num aperto monetário por parte do Banco Central Europeu, prevendo agora duas subidas das taxas de juro até ao final do ano.

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, agravaram-se em 2,2 pontos base para 3%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade seguiu a mesma tendência e somou 4,5 pontos para 3,654%. Já em Itália, os juros avançaram 5,2 pontos para os 3,772%.

Pela península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos agravou-se em 4,2 pontos base para 3,402%, com a “yield” das obrigações espanholas a subir igualmente 4,2 pontos, neste caso para 3,460%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, escalaram 5,1 pontos, para 4,883%.

21.04.2026

Dólar avança impulsionado por dados das vendas a retalho nos EUA

Dollar, Dólar

O dólar está a valorizar impulsionado pelo otimismo, ainda que contido, de que os Estados Unidos (EUA) chegarão a um acordo com o Irão para pôr fim à guerra, enquanto dados das vendas a retalho de março nos EUA apontaram para uma economia robusta.

O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – soma 0,21%, para os 98,30 pontos.

Entre os dados económicos, a “nota verde” segue impulsionada por um aumento das vendas a retalho acima do esperado em março. Nesta linha, as vendas a retalho nos EUA registaram um forte aumento de 1,7% em março de 2026, face ao mês anterior, superando as expectativas do mercado de uma subida de 1,4%. Já em termos homólogos, registou-se um aumento de 4%.

E a par do Médio Oriente e dos novos dados económicos conhecidos hoje, os “traders” estão também atentos ao depoimento de Kevin Warsh perante o Senado dos EUA.

Noutros pontos, face ao iene, o dólar ganha 0,41%, para os 159,42 ienes.

Por cá, o euro cede 0,31%, para 1,1752 dólares, enquanto a libra recua 0,14%, para os 1,3510 dólares.

21.04.2026

Ouro e prata recuam com dólar mais forte em dia de audiência de Warsh no Senado

Barras de ouro suíço de 500g com pureza de 999,9

O ouro está a registar desvalorizações nesta terça-feira, pressionado por um dólar mais forte, enquanto os “traders” assumem uma postura cautelosa em relação às esperadas negociações de paz entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão, à medida que acompanham a audiência de confirmação de Kevin Warsh no Senado para liderar a Reserva Federal (Fed).

A esta hora, o ouro perde 1,85%, para os 4.732 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso recua 3,49%, para os 76,92 dólares por onça.

Numa entrevista à CNBC, o Presidente dos EUA, Donald Trump, enviou sinais contraditórios sobre as negociações que deverão recomeçar em Islamabad durante o dia de hoje. Um alto funcionário iraniano afirmou que Teerão estava a considerar participar, mas que ainda não tinha tomado nenhuma decisão.

Também os receios de uma escalada da inflação estão a pressionar o ouro que, embora seja visto como uma proteção contra a subida dos preços, tende a ter um pior desempenho num ambiente de taxas de juro mais altas.

21.04.2026

Petróleo inverte tendência e regista valorizações. Incerteza sobre negociações pressiona"traders"

Petróleo estabiliza nos mercados após queda de três dias

Os preços do petróleo estão agora a inverter as perdas registadas durante grande parte da sessão e seguem a avançar ligeiramente nesta terça-feira, com os "traders" a aguardar novidades sobre as possíveis negociações de paz entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão, e já depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que não pretende prolongar o cessar-fogo, que expira amanhã à noite, hora de Washington.

O Brent – de referência para a Europa – sobe agora 2,52%, para os 97,89 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – ganha 2,69% para os 89,67 dólares por barril. Na sessão anterior, os índices de referência Brent e WTI dispararam mais de 5% e 6%, respetivamente, depois de o Irão ter fechado novamente o estreito de Ormuz durante o fim de semana, após os EUA terem apreendido um navio de carga iraniano como parte do seu bloqueio.

Noutras matérias-primas, o gás natural negociado na Europa regista valorizações e soma mais de 3%, para 41,72 euros por megawatt-hora.

Trump voltou a referir, desta feita à CNBC, que não quer prolongar o cessar-fogo com o Irão, acrescentando que os EUA acabarão por conseguir alcançar “um excelente acordo” com Teerão. Mas acrescentando à incerteza sobre o rumo do conflito, um responsável iraniano afirmou que ainda não tinha sido tomada qualquer decisão sobre a participação nas negociações.

O tráfego marítimo através do estreito de Ormuz permanece, assim, limitado, e o comissário europeu para a Energia, Dan Jorgensen, afirmou que a escassez de combustível resultaria num verão difícil para a Europa, mesmo no melhor dos cenários.

Entretanto, bombeiros continuavam a combater um incêndio no porto russo de Tuapse, no Mar Negro, mais de 24 horas após um ataque com drones ucranianos. A Rússia também se prepara para interromper as exportações de petróleo do Cazaquistão para a Alemanha através do oleoduto Druzhba a partir de 1 de maio, revelaram fontes do setor à Reuters.

21.04.2026

Wall Street avança com impulso de resultados. Investidores esperam nova ronda de negociações

Wall Street

Os principais índices norte-americanos negoceiam com ganhos no arranque da sessão desta terça-feira, num contexto de bons resultados de cotadas, enquanto os investidores aguardam por desenvolvimentos em relação a uma segunda ronda de negociações entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão, que deverão ter lugar durante o dia de hoje em Islamabad, capital do Paquistão.

Neste contexto, o S&P 500 sobe 0,11%, para os 7.116,98 pontos. O Nasdaq Composite valoriza 0,02%, para os 24.408,90 pontos. Já o Dow Jones, por sua vez, avança 0,56% para os 49.717,68 pontos.

O Brent segue a oscilar em torno dos 95 dólares por barril e o West texas Intermediate perto dos 90 dólares por barril, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito que as negociações entre Washington e Teerão poderão recomeçar já nesta terça-feira.

A atenção dos investidores permanece, assim, centrada no Médio Oriente, depois de Trump ter dado a entender que é improvável que os EUA prolonguem o cessar-fogo – que terminará na quarta-feira à noite, hora de Washington. Teerão ainda não confirmou se participará nas conversações em Islamabad, e Trump voltou a ameaçar atacar a infraestrutura energética da República Islâmica caso a via diplomática falhe. “A fasquia para notícias positivas é baixa, e os desenvolvimentos sugerem um avanço gradual para uma resolução”, referiu à Bloomberg Laura Cooper, da Nuveen.

Além disso, os mercados seguirão de perto a audiência de confirmação de Kevin Warsh para a presidência da Reserva Federal (Fed) no Senado dos EUA. Os investidores estarão atentos para perceber se Warsh defende reduções das taxas de juro a curto prazo, num contexto de riscos de inflação decorrentes do aumento dos preços da energia, numa altura em que os mercados estão a precificar menos de 50% de probabilidade de um corte das taxas diretoras na maior economia mundial até dezembro.

Warsh representa uma potencial mudança na forma como a Fed comunica”, afirmou à agência de notícias financeiras Florence Pisani, da Candriam. “A sua preferência é por uma política enraizada na ‘realidade’ em vez de previsões. Este afastamento das orientações futuras pode alterar fundamentalmente o comportamento do mercado obrigacionista, uma vez que os investidores deixarão de ter o mesmo roteiro previsível para as mudanças de política monetária”, acrescentou.

Entre os movimentos do mercado, a UnitedHealth Group subiu mais de 8%, depois de ter apresentado lucros superiores ao esperado no primeiro trimestre.

Já entre as “big tech”, a Apple segue a ceder mais de 0,60%, , que irá deixar o cargo no final de agosto. De resto, a Nvidia desliza 0,10%, a Alphabet desvaloriza 0,22%, a Amazon ganha 1,80%, a Microsoft soma 0,41% e a Meta avança 0,24%.

21.04.2026

Taxa Euribor desce a três, seis e 12 meses

A taxa Euribor desceu hoje a três, seis e 12 meses face a segunda-feira.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que recuou para 2,168%, continuou abaixo das taxas a seis (2,381%) e a 12 meses (2,655%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, desceu hoje, ao ser fixada em 2,381%, menos 0,035 pontos do que na segunda-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a fevereiro indicam que a Euribor a seis meses representava 39,18% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,73% e 24,79%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor recuou hoje, para 2,655%, menos 0,047 pontos do que na sessão anterior.

Já a Euribor a três meses fixou-se hoje em 2,168%, menos 0,026 pontos, sendo a quinta descida consecutiva.

Em março, a média mensal da Euribor subiu nos três prazos, mas de forma mais acentuada nos dois mais longos.

A média mensal da Euribor em março avançou 0,098 pontos para 2,109% a três meses.

Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor subiu 0,178 pontos para 2,322% e 0,344 pontos para 2,565%.

Em 19 de março, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sexta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 29 e 30 de abril em Frankfurt, Alemanha.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

21.04.2026

Europa avança à espera de negociações EUA-Irão. Dona da Primark cai mais de 3%

bolsas mercados Europa DAX

As principais praças europeias estão a negociar em território positivo esta terça-feira, embora sem registar grandes movimentações, numa altura em que os investidores aguardam novos desenvolvimentos na guerra do Irão para reforçarem - ou não - a aposta no mercado acionista. A delegação norte-americana e a iraniana devem reunir-se em Islamabad nas próximas horas para discutir o fim do conflito no Médio Oriente, que já entrou na oitava semana. 

A esta hora, o Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - acelera 0,08% para 621,95 pontos, depois de ter perdido quase 1% na sessão anterior. As ações da região acabaram por ser pressionadas por um aumento das tensões entre EUA e Irão, depois de Teerão ter decidido fechar novamente o estreito de Ormuz durante o fim de semana - acusando Washington de violar o acordo de cessar-fogo ao impedir que os barcos iranianos circulem pela via marítima. 

"Ambas as partes estão claramente a tentar construir uma narrativa de 'vitória', o que está a gerar o atual nível de ruído extremo e o fluxo de notícias contraditórias", explica Salman Ahmed, diretor global de macroeconomia e alocação estratégica de ativos da Fidelity International, à Bloomberg. Esta segunda ronda de negociações vai deixar as duas delegações a correrem contra o tempo, uma vez que o acordo de cessar-fogo acordado há duas semanas termina já na quarta-feira. 

Ao contrário dos pares norte-americanos, o Stoxx 600 ainda não conseguiu recuperar do impacto do estalar da guerra no Médio Oriente. O principal índice europeu está a negociar a pouco mais de dez pontos dos máximos históricos atingidos em fevereiro deste ano e qualquer passo dado em direção a uma paz duradoura na região poderá impulsionar o Stoxx 600 para valores recorde. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Associated British Foods cai 3,47% para 18,20 libras, depois de a empresa ter anunciado que vai avançar com a cisão entre a cadeia de roupa Primark e o seu negócio alimentar, com a operação a ter custos na ordem dos 75 milhões de libras. Por sua vez, a Royal Unibrew afunda 22,50%, a maior queda em 17 anos, após a fabricante de bebidas dinamarquesa ter anunciado que a sua parceria com a PepsiCo na Dinamarca, Finlândia e nos países bálticos vai acabar já em 2028. 

Já a Puig dispara 5,14%, depois de a norte-americana Estée Lauder ter encarregado o JP Morgan de estruturar um pacote de financiamento de 5 mil milhões de euros para concretizar a fusão com a empresa espanhola. A junção dos dois negócios de beleza foi anunciada no mês passado e, caso avance, criará a maior empresa do ramo do mundo. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX avança 0,58%, o italiano FTSEMIB ganha 0,35%, o francês CAC-40 valoriza 0,15% e o espanhol IBEX soma 0,33%, ao passo que o neerlandês AEX acelera 0,29% e o britânico FTSE 100 regista ganhos de 0,13%. 

21.04.2026

Juros aliviam na Zona Euro à espera de nova ronda negocial

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a recuar esta terça-feira, num dia em que os investidores mostram-se mais esperançosos em relação às negociações entre EUA e Irão. As delegações dos dois países devem reunir-se em Islamabad para discutirem as condições para pôr fim ao conflito, pouco mais de 24 horas antes de o cessar-fogo celebrado entre as duas partes chegar ao fim. 

O mercado de "swaps" continua a ver a possibilidade de o Banco Central Europeu avançar com duas subidas nas taxas de juro - ambas de 25 pontos base - este ano. Na segunda-feira, a presidente da autoridade monetária, Christine Lagarde, afirmou que as perspetivas económicas continuam "bastante incertas" e que o banco central precisa de mais dados e informações para avançar com uma decisão. 

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, recuam 1,6 pontos base para 2,961%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cai 2,4 pontos para 3,584%. Já em Itália, os juros deslizam 2,8 pontos para os 3,691%.

Pela península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos cedem em 2,1 pontos base para 3,339%, enquanto a “yield” das obrigações espanholas aliviam em 2,4 pontos, para 3,394%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, contrariam a tendência da Zona Euro e avançam 0,2 pontos base para 4,834%, com os investidores a aumentarem as possibilidades de o Banco de Inglaterra avançar com duas subidas nas taxas de juro este ano. 

21.04.2026

Dólar avança com cautela apesar de otimismo em torno das negociações EUA-Irão

Dólar valoriza após nomeação de Warsh, mas semana aponta para perdas

O dólar norte-americano está a recuperar algum do terreno perdido nas últimas semanas, apesar de não registar grandes movimentações esta terça-feira, numa altura em que os investidores aguardam pelo resultado da nova ronda de negociações entre EUA e Irão para pôr fim ao conflito no Médio Oriente. O acordo de cessar-fogo entre as duas partes termina já na quarta-feira e o Presidente dos EUA já recusou estender o prazo, pressionado as delegações dos dois países a chegarem a um entendimento. 

A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da "nota verde" face aos seus principais concorrentes - está praticamente inalterado, acelerando 0,07%, depois de ter perdido terreno na sessão anterior. Já o euro recua 0,11% para 1,7775 dólares, depois de ter conseguido ultrapassar a barreira dos 1,18 dólares no final da semana passada, enquanto a libra cai na mesma proporção para 1,3520 dólares. 

Num dia em que as movimentações no mercado cambial são bastante limitadas, o dólar da Nova Zelândia está a centrar atenções. A inflação no país manteve-se nos 3,1% no primeiro trimestre do ano, bastante acima da meta estabelecida pelo banco central, aumentando as possibilidades de a autoridade monetária avançar com uma subida nas taxas de juro. Para já, a divisa da nação insular acelera 0,5% para 0,5921 dólares

"O dólar da Nova Zelândia está a reagir positivamente a estes dados, uma vez que o mercado está a ser obrigado a considerar que o primeiro aumento de taxas do Banco Central da Nova Zelândia deste ciclo ocorrerá em julho, em vez de setembro", explica Rodrigo Catril, estratega do National Australia Bank, citado pela Bloomberg. 

Por sua vez, o dólar norte-americano ganha 0,07% para 158,92 ienes, mantendo-se bastante próximo dos 160 ienes - um nível considerado pelo mercado como de intervenção por parte das autoridades japonesas. Na próxima semana, o mercado antecipa uma subida das taxas de juro por parte do Banco do Japão, numa altura em que a guerra no Médio Oriente complica as previsões de crescimento económica e de inflação no país. 

21.04.2026

Ouro recua quase 1% apesar de EUA e Irão prepararem nova ronda de negociações

ouro

O ouro está a negociar com perdas esta terça-feira, apesar de os investidores estarem a mostrar-se mais otimistas em relação a uma resolução do conflito no Médio Oriente no curto prazo. Apesar de o metal precioso tender a beneficiar com uma escalada das tensões geopolíticas, a guerra entre EUA e Irão mergulhou o mundo numa crise energética sem precedentes, que, caso seja prolongada, terá um grande impacto na inflação e poderá obrigar bancos centrais por todo o mundo a apertarem a política monetária. 

A esta hora, o ouro recua 0,82% para 4.781,59 dólares por onça, fixando-se abaixo dos 4.800 dólares, após ter registado quedas ligeiras na segunda-feira. Desde o início da guerra no Médio Oriente, o metal amarelo já perdeu cerca de 9% do seu valor, pressionado pelas perspetivas de aumento das taxas de juro e pela retirada de mais-valias - com os investidores a aproveitarem o "rally" do ano passado para cobrirem as perdas noutros ativos, como as ações. 

"[Os mercados] estão a tentar avaliar a possibilidade de novas negociações de paz se concretizarem antes do fim do cessar-fogo, com sinais contraditórios de ambos os lados a agravarem a volatilidade", explica Manav Modi, analista de matérias-primas da Motilal Oswal Financial Services, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. "Com a incerteza em torno tanto da geopolítica como das perspetivas políticas a persistir, o ouro continua sob pressão", acrescenta. 

A nova ronda de negociações entre EUA e Irão deve arrancar já esta terça-feira. Depois de se ter mostrado bastante relutante em participar nas conversações de paz, Teerão deverá agora mandar uma delegação para Islamabad, onde se vai realizar o encontro com Washington - um dia antes do acordo de cessar-fogo alcançado entra as duas partes há cerca de duas semanas terminar. 

21.04.2026

Petróleo recua após ganhos de mais de 5% na sessão anterior

petroleo combustiveis

O barril de petróleo está a negociar em território negativo, aliviando um pouco dos ganhos registados no início da semana, depois de o Irão ter decidido encerrar novamente o estreito de Ormuz. A via marítima continua a enfrentar um duplo bloqueio por parte de Teerão e Washington, mas os investidores estão a preferir focar-se nos sinais de aproximação entre as duas partes, depois de o regime de Mojtaba Khamenei ter enviado uma delegação para Islamabad - onde vão decorrer as negociações com os EUA. 

A esta hora, o Brent - crude de referência para a Europa - desvaloriza 0,66% para 94,85 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - cai 0,63% para 86,86 dólares por barril. Os dois crudes aceleraram mais de 5% na sessão anterior, impulsionados pelo novo bloqueio no estreito de Ormuz, que está a impedir que as embarcações passem por uma das artérias comerciais mais importantes do mundo. 

O Irão tem-se mostrado hesitante em participar numa nova ronda de negociações com os EUA, depois de a primeira ter enfrentando vários obstáculos e após a Casa Branca ter decidido manter o bloqueio aos portos iranianos em Ormuz. O Presidente norte-americano, Donald Trump, já veio a público recusar a ideia de estender o acordo de cessar-fogo alcançado há cerca de duas semanas com Teerão, forçando os negociadores presentes em Islamabad a chegarem a um acordo no curto prazo. 

"Ou avançamos para alguma forma de acalmia ou isto arrasta-se para uma perturbação mais prolongada, especialmente no que diz respeito ao abastecimento energético", explica Dilin Wu, estratega de investigação do Pepperstone Group, à Bloomberg. "O mercado vai estar extremamente sensível a quaisquer notícias nas próximas 24 horas", diz ainda, referindo-se ao prazo para o acordo de cessar-fogo expirar. 

21.04.2026

Ásia celebra sinais de aproximação entre EUA-Irão. Europa aponta para ganhos

As principais praças asiáticas encerraram a sessão desta terça-feira pintadas de verde e a Europa deve seguir o mesmo caminho, numa altura em que os investidores se mostram mais esperançosos em relação a uma resolução a curto prazo do conflito no Médio Oriente. Depois de ter afirmado que não ia participar nas negociações de paz com os EUA, o Irão terá decidido enviar uma delegação para Islamabad - um dia antes do cessar-fogo alcançado há cerca de duas semanas expirar. 

"O início das negociações de paz é claramente um sinal positivo de que vamos chegar a algum tipo de resolução", explica Noriko Chen, gestora de carteiras de ações da Capital Group, à Bloomberg. "Embora esperemos que a inflação se mantenha um pouco mais elevada do que temos visto nos últimos tempos, não acreditamos que isso venha a ter um grande impacto na economia global", antecipa. 

Neste contexto, o MSCI Asia Pacific Index, "benchmark" para a sessão asiática, está a acelerar 0,77% esta terça-feira, enquanto a negociação de futuros na Europa aponta para uma abertura com ganhos de 0,5%. No dia anterior, as ações globais acabaram por ser pressionadas por sinais de que o conflito poderia não ter uma resolução rápida, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter endurecido a retórica contra o Irão e o regime de Mojtaba Khamenei ter decidido voltar a fechar o estreito de Ormuz. 

Teerão acusa os norte-americanos de estarem a violar o acordo de cessar-fogo ao manterem o seu próprio bloqueio aos portos iranianos presentes numa das vias marítimas mais importantes para o comércio global, por onde passa um quinto de todo o petróleo e gás natural consumidos no mundo. A navegação por Ormuz continua reduzida a apenas uma fração do que era no período pré-guerra, acentuando o impacto desta que é a maior crise energética da crise recente. 

Olhando para a negociação por praças, o sul-coreano Kospi atingiu um novo máximo histórico, ao acelerar 2,65%, beneficiando de um "rally" no setor tecnológico. Por sua vez, o japonês Nikkei 225 valorizou 0,87%, enquanto os chineses Hang Seng e Shanghai Composite ganharam 0,37% e 0,06%. A bolsa de Hong Kong foi animada pela entrada da Victory Giant, uma fornecedora da Nvidia, naquela que foi a maior oferta pública inicial para o mercado chinês desde a Zijin Gold em setembro do ano passado. 

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