Europa divide-se entre ganhos e perdas. Bayer dispara mais de 12%
Juros quase inalterados na Zona Euro após sessão de grandes agravamentos
Euro inalterado após dados da inflação. Bitcoin acelera mais de 5%
"Treasuries" e tomada de mais-valias pressionam ouro. Prata afasta-se de máximos
Petróleo negoceia no vermelho e afasta-se de máximos de duas semanas
Wall Street em alta com Fed e Ucrânia em foco. Boeing dispara 6%
Euribor cai a três e seis meses e sobe para máximo desde abril a 12 meses
Europa negoceia no verde. Bayer dispara mais de 11%
Juros sem tendência definida na Zona Euro
Iene desvaloriza e dólar mantém-se estável
Ouro em baixa com tomada de lucros e subida do juro dos "Treasuries"
Petróleo regista ganhos. "Traders" atentos a negociações entre Rússia e Ucrânia
Ásia fecha no verde com investidores atentos aos bancos centrais. Índice sul-coreano pula quase 2%
Europa divide-se entre ganhos e perdas. Bayer dispara mais de 12%
As principais praças europeias terminaram a sessão desta terça-feira divididas entre ganhos e perdas, com o Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação da região - a registar pequenos ganhos, num dia em que os investidores estiveram a avaliar os mais recentes dados da inflação na Zona Euro e acompanharam de perto os desenvolvimentos nas negociações entre os EUA e a Rússia, de forma a alcançar a paz na Ucrânia.
O Stoxx 600 encerrou a sessão a valorizar 0,07% para 575,65 pontos, elevando os ganhos anuais para 13,40%. A banca foi o setor que registou o melhor desempenho no principal índice europeu, num dia em que uma inflação acima do esperado parece ter retirado de cima da mesa um novo corte nas taxas de juro por parte do Banco Central Europeu.
Ainda em foco estiveram as farmacêuticas, depois de as ações da Bayer terem disparado 12,08% para 34,15 euros - a melhor sessão em mais de 17 anos. A administração Trump terá pedido ao Supremo Tribunal dos EUA para considerar o recurso da empresa no caso do herbicida Roundup, que terá causada cancro em vários dos seus utilizadores. A Bayer já foi condenada em vários tribunais do país e, nos resultados do terceiro trimestre deste ano, previu gastar 6,5 mil milhões nestes litígios.
Já a ISS A/S registou a maior queda entre as várias cotadas presentes no Stoxx 600, afundando 7,69% para 197 coroas dinamarquesas, depois de o South China Morning Post ter reportado que uma das unidades da empresa teve um papel na renovação de um dos edifícios que acabaram por arder no mortífero incêndio em Hong Kong.
Os investidores estão ainda a acompanhar atentamente as negociações entre Rússia e EUA em Moscovo, que contam com a participação de Steve Witkoff, enviado especial norte-americano, e Jared Kushner, genro de Donald Trump. O objetivo é acabar com a guerra na Ucrânia, mas o Kremlin não parece disposto a ceder das suas pretensões de obter território ucraniano, com Vlamidir Putin a desvalorizar a proposta atualizada conseguida entre Kiev e Washington.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX e o espanhol IBEX 35 subiram 0,51%, o italiano FTSEMIB valorizou 0,22%, enquanto o francês CAC-40 caiu 0,28%, o britânico FTSE 100 deslizou 0,01% e o neerlandês AEX recuou 0,30%.
Juros quase inalterados na Zona Euro após sessão de grandes agravamentos
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro encerraram a sessão desta terça-feira praticamente inalterados, com ligeiros alívios, depois de terem disparado na sessão anterior. A inflação um pouco acima do esperado na região acabou por não fazer grande mossa no mercado obrigacionista, numa altura em que os investidores já antecipam que o ciclo de flexibilização monetária do Banco Central Europeu (BCE) tenha acabado.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência à Zona Euro, recuaram 0,1 pontos base para 2,747%, depois de terem disparado 6 pontos na sessão anterior para máximos de setembro - contagiados por um movimento idêntico nas "yields" japonesas e norte-americanas.
Por França, os juros das obrigações também a dez anos aceleraram 0,6 pontos base para 3,489%, enquanto, em Itália, a "yield" da dívida soberana com a mesma maturidade cedeu 0,4 pontos para 3,462%.
Já pela Península Ibérica, a tendência geral de alívios manteve-se, com os juros das obrigações portuguesas e espanholas a recuarem 0,5 e 0,4 pontos para 3,005% e 3,221%, respetivamente.
Fora da Zona Euro, a "yield" das "Gilts" alemãs registou um alívio mais acentuado, deslizando 1,1 pontos base para 4,468%, enquanto os juros das "Treasuries" norte-americanas negoceiam, a esta hora, com um agravamento de um ponto para 4,096%.
Euro inalterado após dados da inflação. Bitcoin acelera mais de 5%
O euro está a negociar praticamente inalterado face ao dólar, apesar de a inflação nos 20 países que partilham a moeda única ter acelerado mais do que o previsto em novembro. No mês anterior, os aumentos de preços aceleraram de 2,1% para 2,2% em termos homólogos, contra as expectativas dos analistas que antecipam que a variação se mantivesse inalterada.
A esta hora, o euro avança 0,05% para 1,1614 dólares. Estes dados "surgem numa altura em que alguns analistas afirmavam que poderíamos assistir a mais um corte por parte do Banco Central Europa, mas é mais provável que o ciclo de flexibilização tenha chegado ao fim", explica Joshua Mahony, analista-chefe de mercados da Scope Markets, à Reuters.
Já a libra - que atingiu máximos de um mês na segunda-feira - recua uns ligeiros 0,03% para 1,3209 dólares. Esta terça-feira, o Banco de Inglaterra reduziu os requisitos de capital que os bancos precisam de cumprir - o primeiro corte desde a crise financeira -, numa tentativa de impulsionar o crédito concedido e estimular a economia britânica.
Por sua vez, o dólar está a conseguir recuperar das quedas mais recentes face à divisa japonesa, valorizando 0,26% para 155,87 ienes. Na segunda-feira, a "nota verde" atingiu mínimos de duas semanas, na sequência de uma ida do Japão ao mercado de dívida, que registou a maior procura por obrigações a dez anos desde setembro deste ano.
Nas criptomoedas, a bitcoin acelera mais de 5% para 90.923,78 dólares, recuperando de mínimos de 10 dias que tocou na sessão anterior, pressionada por uma grande aversão ao risco por parte dos investidores.
"Treasuries" e tomada de mais-valias pressionam ouro. Prata afasta-se de máximos
O preço do ouro no mercado internacional está a cair mais de 1% esta terça-feira, recuando dos máximos de seis semanas atingidos na sessão anterior. O metal precioso está a ser pressionado por um crescimento nos juros das "Treasuries" norte-americanas e por movimentos de tomada de mais-valias.
A esta hora, o ouro recua 1,03% para 4.187,67 dólares por onça. "A combinação de um dólar mais forte, juros mais elevados e tomada de mais-valias estão a conspirar para tirar algum brilho ao ouro", explica o analista independente Ross Norman à Reuters, destacando a recuperação da "nota verde" dos mínimos de duas semanas que atingiu na segunda-feira.
Por sua vez, a prata recua mais de 1% para 57,32 dólares por onça, isto depois de ter renovado por duas vezes máximos históricos na sessão anterior. O metal precioso tocou, pela primeira vez na história, nos 58,84 dólares, impulsionado por um aumento das expectativas em torno de possíveis novos cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana. Só este ano a prata já valorizou cerca de 98%.
O mercado de "swaps" apontam para uma probabilidade de 87% de a Fed avançar com um alívio de 25 pontos base na reunião da próxima semana, realizada entre 9 e 10 de dezembro. Com um novo corte praticamente incorporado, os investidores olham agora para o futuro da política monetária para 2026 e vão procurar pistas na evolução de setembro do índice de preços com despesas no consumo pessoal (PCE) - o indicador preferido do banco central para avaliar a inflação.
Petróleo negoceia no vermelho e afasta-se de máximos de duas semanas
Os preços do petróleo estão a negociar em território negativo esta terça-feira, após terem disparado mais de 1% na sessão anterior, quando foram impulsionados por um ataque ucraniano a infraestruturas energéticas russas. A ofensiva de 29 de novembro levou o Caspian Pipeline Consortium (CPC), responsável por 1% do abastecimento global de crude, a interromper temporariamente algumas atividades, que foram respostas na totalidade na segunda-feira.
A esta hora, o WTI - de referência para os EUA – desvaloriza 0,52% para os 58,99 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a cair 0,54% para os 62,83 dólares por barril. Os dois "benchmarks" chegaram a atingir máximos de duas semanas na sessão anterior e os ganhos chegaram a ser revertidos esta terça-feira, com os contratos a caírem mais de 1%, pressionados pelas previsões de um excedente no mercado.
No campo geopolítico, as tensões entre Venezuela e EUA continuam a centrar atenções, depois de Donald Trump ter afirmado, no fim de semana, que "o espaço aéreo acima e em torno" do país da América Latina deve ser considerado fechado - aumentando o clima de incerteza no mercado petrolífero, uma vez que a nação liderada por Nicolás Maduro é uma grande produtora de crude.
"O foco também está nas negociações de paz na Ucrânia, que podem resultar num novo aumento das exportações de petróleo bruto e derivados da Rússia, embora esse processo provavelmente seja demorado", explica Tamas Varga, analista da PVM Oil Associates, à Reuters. Esta terça-feira, uma delegação norte-americana, composta pelo enviado especial Steve Witkoff e pelo genro do Presidente dos EUA, Jared Kushner, chegou a Moscovo e deve reunir com Vladimir Putin.
Wall Street em alta com Fed e Ucrânia em foco. Boeing dispara 6%
Após terem arrancado dezembro, um mês tipicamente positivo para as ações, em baixa, os principais índices norte-americanos arrancaram a sessão desta terça-feira em alta, recuperando parcialmente das perdas da negociação anterior. Os investidores continuam à procura de pistas sobre o futuro da política monetária além de dezembro - agora que já têm um corte de 25 pontos-base praticamente incorporado para a próxima reunião -, estando ainda atentos aos desenvolvimentos geopolíticos na Venezuela e Ucrânia.
O S&P 500 arrancou a sessão com ganhos de 0,36% para 6.837,27 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite acelera 0,82% para 23.466,42 pontos e o industrial Dow Jones valoriza 0,042% para 47.309,12 pontos. O "rally" de recuperação de Wall Street foi, brevemente, interrompido na segunda-feira, num dia marcado por fortes quedas nos criptoativos e alguma aversão aos setores de maior risco dos mercados financeiros.
No campo da política monetária, os dados mais recentes apontam para uma desaceleração económica nos EUA, isto depois de o país ter registado uma contração surpresa na atividade da indústria transformadora em novembro. Apesar de os membros da Reserva Federal (Fed) continuarem divididos em relação a um possível corte nas taxas de juro em dezembro, o presidente da Fed de Nova Iorque e o governador Christopher Waller acabaram por alimentar o otimismo dos investidores nas últimas semanas, ao apontarem para a necessidade de uma flexibilização monetária.
Já na frente geopolítica, as negociações para alcançar a paz na Ucrânia continuam a centrar atenções. Uma delegação norte-americana, composta por Steve Witkoff e Jared Kushner, já chegou a Moscovo para discutir com o Presidente russo, Vladimir Putin, uma proposta atualizada para acabar com o conflito que assola a Europa há quase quatro anos. Na segunda-feira, o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, admitiu que a versão revista do plano de paz dos EUA "parece melhor", mas precisa ainda de ser trabalhada - após uma visita a Paris.
Entre as principais movimentações de mercado, a Boeing acelera 6,03% para 197,77 dólares, depois de a fabricante de aeronaves ter afirmado que um número maior de entregas vai permitir melhorar as previsões de resultados para 2026. Já a Warner Bros Discovery ganha 0,82% para 24,06 dólares, depois de ter recebido uma nova série de propostas de aquisição, com a Netflix a tomar a dianteira da corrida.
Euribor cai a três e seis meses e sobe para máximo desde abril a 12 meses
A taxa Euribor desceu esta terça-feira a três e a seis meses e subiu a 12 meses, para um máximo desde o início de abril, em relação a segunda-feira.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que baixou para 2,043%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,121%) e a 12 meses (2,244%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, desceu, ao ser fixada em 2,121%, menos 0,002 pontos do que na segunda-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a setembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,3% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,87% e 25,33%, respetivamente.
Em sentido contrário, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor avançou e para um novo máximo desde o início de abril, ao ser fixada em 2,244%, mais 0,017 pontos do que na sessão anterior.
A Euribor a três meses baixou para 2,043%, menos 0,017 pontos do que na segunda-feira.
Em relação à média mensal da Euribor em novembro esta subiu de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada do que no mês anterior e nos prazos mais longos.
A média da Euribor em novembro subiu 0,008 pontos para 2,042% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a Euribor avançou 0,0024 pontos para 2,131% e 0,030 pontos para 2,217%.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 17 e 18 de dezembro em Frankfurt.
Em 30 de outubro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, pela terceira reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.
A presidente do BCE, Christine Lagarde, considerou no final da reunião de 30 de outubro, em Florença, que a entidade se encontra "em boa posição" do ponto de vista da política monetária, mas sublinhou que não é um lugar fixo.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Europa negoceia no verde. Bayer dispara mais de 11%
Os principais índices europeus negoceiam com ganhos em toda a linha esta manhã, com o apetite dos investidores pelo risco a aumentar depois de o “sell-off” vivido na segunda-feira ter pressionado os ativos de risco um pouco por toda a parte.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – ganha 0,16%, para os 576,21 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX sobe 0,56%, o espanhol IBEX 35 avança 0,82%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,61%, o francês CAC-40 ganha 0,21%, o britânico FTSE 100 soma 0,09% e o neerlandês AEX avança 0,06%.
Os investidores aguardam agora pela divulgação de importantes dados económicos do lado de lá do Atlântico, para obter mais pistas sobre qual poderá ser o rumo da política monetária que a Reserva Federal (Fed) norte-americana irá seguir na sua reunião de 9 e 10 de dezembro, sendo que os mercados têm vindo a aumentar as apostas num corte de juros.
“Na ausência de qualquer catalisador importante, é uma questão de esperar até à reunião da Fed, mantendo o foco nos dados sobre o emprego e a inflação nos EUA”, disse à Bloomberg Karen Georges, da Ecofi Investissements. O "benchmark” europeu subiu 13% até agora este ano e está a negociar a cerca de 1,5% do seu último recorde atingido no mês passado, num contexto de resultados resilientes das cotadas e crescimento económico.
Entre os setores, a banca (+0,91%) regista a maior valorização, enquanto os recursos naturais (-0,66%) lideram as perdas.
Quanto aos movimentos do mercado, a Bayer dispara a esta hora mais de 11%, depois de a Administração Trump ter instado o Supremo Tribunal norte-americano a aceitar o recurso da Roundup – produtora de herbicidas da Bayer - contra milhares de ações judiciais que acusam o produto de causar cancro. Já o Santander Bank Polska segue a ceder quase 6%, após o Santander ter vendido uma participação de 3,5% na unidade polaca.
Juros sem tendência definida na Zona Euro
Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro negoceiam sem tendência definida, com a taxa de juro alemã a acompanhar a tendência de agravamento das congéneres britânica e norte-americana, ao passo que os juros dos restantes países europeus de referência aliviam ligeiramente, depois de um forte agravamento na sessão anterior, contagiados pelas perspetivas de um possível aumento nas taxas de juro no Japão ainda este mês.
O governador da autoridade monetária nipónica deu na segunda-feira o sinal mais claro até agora ao mercado de que o banco central poderia estar a preparar-se para um aperto da sua política.
Assim, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, avançam 0,7 pontos base para 2,754%, acompanhando a tendência das "Gilts" britânicas, também a dez anos, cujos juros agravam 0,8 pontos base para 4,487%. As "Tresuries" norte-americanas avançam 0,8 pontos para 4,094%.
Noutros países da Zona Euro, a tendência é de alívio dos juros, com a "yield" das obrigações francesas a aliviar 0,2 pontos para 3,48% e das italianas a descer 0,3 pontos para 3,464%.
Pela Península Ibéria, o cenário também é de alívio dos juros, com a "yield" das obrigações portuguesas e espanholas, a dez anos, a descerem 0,1 e 0,2 pontos-base, respetivamente, para 3,059% e 3,224%.
Iene desvaloriza e dólar mantém-se estável
O dólar está a negociar sem grandes alterações esta manhã, sendo que pelo Japão, um leilão de dívida pública atraiu uma procura sólida, acalmando as preocupações dos “traders”, após se ter assistido a um “sell-off” de títulos de rendimento fixo a nível global na segunda-feira.
O índice do dólar - que mede a força da divisa face às principais concorrentes - segue a avançar 0,01%, para os 99,420 pontos.
No Japão, a venda de títulos do governo japonês com maturidade a 10 anos registou a maior procura desde setembro. “O resultado do leilão parece ter proporcionado uma certa tranquilidade ao mercado”, disse à Reuters Shoki Omori, da Mizuho em Tóquio.
Ações, obrigações, criptomoedas e o dólar caíram na segunda-feira, depois de o governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, ter afirmado que o banco central iria considerar os “prós e contras” de aumentar as taxas de juro na próxima reunião de política monetária, fazendo com que os rendimentos dos japoneses a dois anos subissem acima de 1% pela primeira vez desde 2008 e provocando um efeito de contágio nos mercados obrigacionistas globais.
Os "traders" apontam agora para uma probabilidade de cerca de 70% de o Banco do Japão aumentar as taxas em 25 pontos-base na sua reunião deste mês.
A acrescentar à ansiedade dos investidores, os dados da atividade industrial dos EUA ficaram abaixo do esperado, aumentando a pressão sobre a Reserva Federal para reduzir as taxas de juro na sua reunião de política monetária de 10 de dezembro.
A esta hora, o dólar avança 0,26%, para os 155,860 ienes.
Já o euro sobe ligeiros 0,02%, para os 1,61 dólares, enquanto prosseguem as negociações para acabar com a guerra na Ucrânia. A libra negoceia com uma valorização de 0,02%, para os 1,322 dólares, fixando-se perto de máximos de cerca de um mês.
Ouro em baixa com tomada de lucros e subida do juro dos "Treasuries"
O ouro segue em baixa, esta terça-feira, após ter tocado um máximo de seis semanas na sessão anterior, pressionado pela subida da 'yield' dos Treasuries norte-americanos e alguma tomada de lucros, enquanto os investidores aguardam a divulgação de novos dados económicos dos EUA para avaliar o rumo da política monetária da Reserva Federal.
A esta hora, o metal amarelo recua 0,4% para 4.216,46 dólares por onça. A prata cai 1,2% para 57,2887 dólares por onça.
Os rendimentos dos Treasuries a 10 anos mantinham-se próximos do máximo de duas semanas atingido na sessão anterior, reduzindo o apetite pelo metal precioso.
“O ouro está a ter um desempenho fraco hoje, mas o quadro fundamental não mudou – continua a incluir os cortes previstos dos juros nos EUA”, disse Tim Waterer, analista-chefe de mercados da KCM Trade, citado pela Reuters.
Os mercados estão cautelosos, já que se espera que o presidente da Reserva Federal , Jerome Powell, não adote um tom tão 'dovish' quanto alguns dos seus colegas, e o índice de preços das despesas de consumo pessoal (PCE) – a medida de inflação preferida pela Fed – deverá mostrar uma leitura relativamente moderada na sexta-feira, acrescentou Waterer.
Num discurso na Universidade de Stanford na segunda-feira à noite, Powell não comentou a economia nem a política monetária.
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