Petróleo cai para menos de 100 dólares por barril após Trump assegurar que negociações continuam
Petróleo cai para menos de 100 dólares por barril após Trump assegurar que negociações continuam
Europa consegue diminuir perdas mas ainda encerra sessão no vermelho. Petrolíferas aceleram
Juros das dívidas da Zona Euro voltam a disparar com disrupções em Ormuz
Dólar volta aos ganhos após bloqueio dos EUA ao estreito de Ormuz
Receios de uma nova escalada do conflito no Médio Oriente levam ouro a perder terreno
Novo bloqueio de Ormuz leva preços do petróleo acima dos 100 dólares
Novo bloqueio em Ormuz atira Wall Street para perdas. Goldman Sachs afunda mais de 4%
Europa negoceia no vermelho. "Benchmark" da Hungria contraria e atinge recorde com derrota de Orbán
Juros agravam-se em toda a linha na Zona Euro
Dólar valoriza com maior procura enquanto ativo-refúgio
Ouro perde terreno com dólar mais forte e "traders" menos otimistas sobre cortes de juros
Petróleo volta a disparar com receios de nova escalada do conflito no Médio Oriente. Brent acima dos 100 dólares
Bloqueio de Ormuz pelos EUA começa esta segunda-feira. Só abrange passagem por portos iranianos
Ásia fecha no vermelho com incerteza sobre rumo do conflito no Médio Oriente
Preços do petróleo devem refletir gravidade da crise em breve, avisa presidente da AIE
O preço do barril de petróleo ainda não reflete a gravidade da crise de abastecimento causada pela guerra no Irão, mas, em breve, essa realidade deverá mudar. O aviso vem do presidente da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, que aponta para cerca de 13 milhões de barris afetados por dia.
"Os preços já estão elevados, mas [ainda] não refletem a gravidade do problema - concordo que existe uma desconexão", explicou Birol, num evento do "think-tank" norte-americano Atlantic Council. "Mas penso que em breve veremos que irão convergir, o que constitui uma questão extremamente delicada para a economia global", acrescentou.
A AIE já tinha avisado que esta crise de abastecimento era a maior da história e superior até as de 1973, 1979 e 2022 juntas. Para já, o presidente da agência faz as contas e refere que mais de 80 infraestruturas energéticas foram danificadas pelo estalar do conflito no Médio Oriente, podendo demorar até dois anos para as recuperar completamente.
Na sexta-feira, em entrevista ao jornal francês Le Figaro, Fatih Birol alertou que o mundo ia viver um "abril negro" - "bem pior" que o mês de março. "[Esta guerra] obstrui uma das artérias da economia mundial – e não apenas o petróleo e gás, mas também os fertilizantes, produtos petroquímicos, hélio e outros produtos", referiu, acrescentando que "se o estreito de Ormuz se mantiver efetivamente fechado durante todo o mês de abril, perderemos duas vezes mais crude e produtos refinados do que em março".
Petróleo cai para menos de 100 dólares por barril após Trump assegurar que negociações continuam
O barril de petróleo de referência para a Europa voltou a negociar abaixo dos 100 dólares, embora o preço continue ainda com um grande agravamento diário, depois de Donald Trump, Presidente dos EUA, ter garantido que as negociações com o Irão continuam - apesar do bloqueio imposto pelos norte-americanos no estreito de Ormuz. A disrupção na circulação pela via marítima está a ser aplicada a todos os navios que tentem passar pelo estreito por portos iranianos.
"Recebemos esta manhã uma chamada das pessoas certas, das pessoas adequadas, e elas querem chegar a um acordo", afirmou Trump aos jornalistas esta segunda-feira na Casa Branca, sem oferecer grandes detalhes do que foi discutido. O Irão ainda não confirmou se a chamada realmente aconteceu ou não.
A esta hora, o Brent - crude de referência para a Europa - acelera 4,30% para 99,31 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - ganha 2,63% para 99,11 dólares por barril. Os dois "benchmarks" chegaram a negociar com ganhos de cerca de 8% esta manhã, ultrapassando os 100 dólares e anulando parte das quedas de mais de 10% registadas na semana passada.
Numa publicação nas redes sociais, o Presidente norte-americano assegurou ainda que 34 embarcações tinham passado pelo estreito de Ormuz no domingo - um valor que fica bastante acima do monitorizado pela Bloomberg, que indica apenas uma dúzia. Na declaração aos jornalistas, Trump afirmou também que "vários navios estão a dirigir-se ao nosso país neste momento", embora não tenha apresentado provas disso mesmo.
Europa consegue diminuir perdas mas ainda encerra sessão no vermelho. Petrolíferas aceleram
As principais praças europeias encerraram a primeira sessão da semana pintadas de vermelho, embora com perdas de menor magnitude em relação ao arranque do dia, na sequência do bloqueio do estreito de Ormuz decretado pelo Presidente dos EUA, Donald Trump. O bloqueio começou às 15:00 de Lisboa e engloba qualquer embarcação que tente atravessar esta via marítima e que venham ou se dirijam aos portos iranianos.
O Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - recuou 0,16% para 613,88 pontos, tendo chegado a cair cerca de 1% durante a sessão. A nova escalada nos preços do petróleo, com o barril Brent a ultrapassar de novo os 100 dólares, acabou por pressionar as companhias aéreas, que, no seu conjunto, cederam mais de 2% esta segunda-feira. Já o setor da energia foi o que registou o melhor desempenho, com a Shell a valorizar 1,24% e a BP a subir 0,89%.
O bloqueio anunciado por Trump acontece na sequência de negociações falhadas entre os EUA e o Irão no fim de semana. Entre os pontos de discórdia que levou as delegações dos dois países a abandonar as conversações está a capacidade de enriquecimento de urânio por parte de Teerão, além da livre circulação pelo estreito de Ormuz sem a necessidade de existir o pagamento de taxas ao regime iraniano.
"É difícil imaginar como os mercados poderiam registar uma recuperação sustentável sem uma solução sustentável para esta crise", explica Gilles Guibout, diretor de ações europeias do BNP Paribas, citado pela Bloomberg. Na semana passada, as ações europeias registaram um "rally" de recuperação após EUA e Irão terem alcançado um acordo de cessar-fogo que deveria durar duas semanas, mas que acabou por ser violado horas seguintes. Mesmo assim, os ataques no Médio Oriente têm sido bastante contidos.
Pela Hungria, o principal índice do país BUX acelerou 4,95% e atingiu um novo máximo histórico, depois de Péter Magyar ter conseguido uma maioria de dois terços nas eleições de domingo e ter acabado com os 16 anos de poder do ultraconservador Viktor Orbán. A expectativa é que a Hungria beneficie de um renovado impulso económico com a mudança na cúpula política do país.
Entre as principais movimentações de mercado, a LVMH encerrou a sessão com um queda de 0,32% para 481,75 euros. Já depois do fecho da negociação, a principal divisão do grupo Louis Vuitton Moët Hennessy revelou que sofreu uma queda de 9% nas vendas no primeiro trimestre deste ano, com o efeito cambial a ser responsável por sete pontos percentuais desta queda.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perdeu 0,26%, o espanhol IBEX 35 recuou 0,99%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,17%, o francês CAC-40 cedeu 0,29%, ao passo que o neerlandês AEX ganhou 0,19% e o britânico FTSE 100 registou perdas de 0,17%.
Juros das dívidas da Zona Euro voltam a disparar com disrupções em Ormuz
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro voltaram a disparar esta segunda-feira, com impulso de uma nova escalada nos preços dos combustíveis, que está a levar os investidores a apostarem numa maior probabilidade de o Banco Central Europeu (BCE) avançar com três subidas de 25 pontos base nas taxas de juro este ano. Neste momento, o mercado já tem completamente incorporado dois apertos dessa magnitude.
Esta escalada dos preços do crude surge na sequência das negociações entre EUA e Irão durante o fim de semana que não conseguiram chegar a bom porto, levando o Presidente norte-americano a avançar com o seu próprio bloqueio do estreito de Ormuz. Por esta via marítima passa 20% do petróleo e gás natural consumidos por todo o mundo e qualquer disrupção na mesma tem um grande impacto na negociação destas matérias-primas.
Neste contexto, os juros da dívida alemã a dez anos, de referência para a Zona Euro, aceleraram 3,5 pontos base para 3,089%, enquanto a "yield" das obrigações francesas também a dez anos dispararam 4,3 pontos para 3,747%. Por Itália, a subida foi de 4,4 pontos para 3,884%.
Já na Península Ibérica manteve-se a tendência, com os juros da dívida portuguesa na maturidade de referência a crescerem 4,1 pontos base para 3,496% e os das obrigações espanholas a dez anos a saltarem 3,5 pontos para 3,549%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas a dez anos registaram um acréscimo de 3,3 pontos base para 4,886%, enquanto, nos EUA, o agravamento é mais subtil, com a "yield" das "Tresuries" norte-americanas a subir 1,8 pontos para 4,335%.
Dólar volta aos ganhos após bloqueio dos EUA ao estreito de Ormuz
Depois de ter registado a maior perda semanal em quase três meses, o dólar está novamente a negociar em alta esta segunda-feira, impulsionado pelo aumento dos receios em torno de uma possível escalada do conflito no Médio Oriente. As negociações entre EUA e Irão acabaram por cair por terra no fim de semana, com os norte-americanos a acusarem Teerão de não ceder nas suas pretensões de avançarem com o enriquecimento de urânio e de desbloquear o estreito de Ormuz sem cobrar portagens - o que levou Donald Trump a anunciar um bloqueio da via marítima.
Face à possibilidade de o cessar-fogo da semana passada ser quebrado, o índice do dólar do Bloomberg - que mede a força da divisa norte-americana face aos seus principais rivais - chegou a avançar 0,5%, tendo entretanto reduzido os ganhos para 0,11%, após ter perdido 1,4% do seu valor na semana passada. Foi a maior queda desde janeiro deste ano, quando a moeda dos EUA foi pressionada pelas ameaças de Donald Trump à soberania da Dinamarca sobre a Gronelândia.
"A incapacidade de chegar a um acordo mantém a incerteza firmemente presente", explica Dilin Wu, estratega do Pepperstone Group, citado pela Bloomberg. Um dólar mais forte "é um desfecho bastante razoável em termos de cotação" no curto prazo, refere ainda o estratega, num dia em que os preços do petróleo voltaram a disparar e a aumentar os receios em torno de uma escalada de inflação, que leve a Reserva Federal (Fed) norte-americana a apertar a política monetária.
Por sua vez, o euro recua 0,15% para 1,1706 dólares e a libra cai 0,05% para 1,3455 dólares, enquanto a "nota verde" avança 0,24% para 159,66 dólares - aproximando-se dos 160 dólares, visto pelos mercados como o nível de intervenção por parte das autoridades nipónicas.
Receios de uma nova escalada do conflito no Médio Oriente levam ouro a perder terreno
O ouro chegou a cair mais de 2% esta segunda-feira, pressionado por um aumento dos receios em torno de uma possível escalada da inflação, agora que o barril do petróleo está novamente a negociar acima dos 100 dólares por barril. A escalada nos preços do crude aconteceu depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter ordenado um novo bloqueio no estreito de Ormuz, prometendo impedir a passagem de qualquer navio pelos portos iranianos.
Entretanto, o metal precioso reduziu as perdas e está agora a negociar com uma desvalorização de 0,83% para 4.712,12 dólares por onça. Apesar de o ouro tradicionalmente beneficiar de um aumento das tensões geopolíticas a nível global, o impacto da guerra na inflação e, como consequência, na forma como os bancos centrais lidam com a política monetária está a levar os investidores a procurarem refúgio noutros ativos, como é o caso do dólar.
"Os acontecimentos do fim de semana colocaram claramente em risco o frágil cessar-fogo e provavelmente prolongarão o conflito", afirmou Paras Gupta, diretor da gestão de carteiras na Union Bancaire Privée, citado pela Bloomberg, referindo-se às negociações falhadas entre EUA e Irão. No entanto, Gupta refere que as oscilações no preço do ouro foram "menos exageradas" do que no início da guerra, sugerindo uma maior contenção dos investidores face às notícias vindas do Médio Oriente.
Ainda não é certo se os EUA estão mesmo a mobilizar a marinha para o estreito de Ormuz para efetivar este bloqueio, mas, numa publicação nas redes sociais, o Presidente norte-americano reforçou a ameaça e prometeu "eliminar" qualquer navio iraniano que tente impedir as ações do país. Washington prometeu ainda bloquear qualquer embarcação que tente passar por esta via marítima através dos portos iranianos.
Desde que o conflito arrancou no último dia de fevereiro, o ouro já perdeu cerca de 10% do seu valor. Além de ter perdido a sua posição como ativo de refúgio predileto dos investidores, o metal precioso está também a ser utilizado pelos investidores para cobrirem perdas noutros cantos do mercado, como é o caso das ações, que têm sido bastante pressionadas com o estalar da guerra - apesar de uma recuperação na semana passada.
Novo bloqueio de Ormuz leva preços do petróleo acima dos 100 dólares
Os preços do petróleo estão a subir mais de 5%, em reação dos investidores à tentativa falhada de negociações entre os EUA e o Irão, assim como ao novo bloqueio do estreito de Ormuz - desta vez por parte dos norte-americanos.
Os EUA prometem bloquear os navios que transitem de e para portos iranianos, reacendendo os riscos do abastecimento de energia. No entanto, os mercados ainda estão a tentar perceber se o novo bloqueio vai funcionar na prática, já que, neste momentos, são poucos os navios que por lá passam.
O West Texas Intermediate (WTI), que serve de referência para os EUA, avança 5,8% para 102,17 dólares por barril, enquanto o Brent - a referência para a Europa, salta 5,6% para 100,61 dólares por barril.
Se o bloqueio dos EUA tiver sucesso, a navegação de embarcações iranianas - o único fluxo de petróleo de Golfo que continuou a navegar desde que a guerra começou - iria ser travada.
“O Irão ainda conseguiu exportar quase dois milhões de barris de petróleo por dia desde o início do conflito”, disse Giovanni Staunovo, analista de commodities do UBS Group AG, à Bloomberg. “Um bloqueio total bem-sucedido do fluxo pelo estreito provavelmente iria interromper também essas exportações iranianas e apertaria ainda mais o mercado de petróleo", acrescentou.
Novo bloqueio em Ormuz atira Wall Street para perdas. Goldman Sachs afunda mais de 4%
Os principais índices norte-americanos arrancaram a primeira sessão da semana pintados de vermelho, embora com perdas inferiores aos pares europeus, depois de as negociações entre EUA e Irão não terem chegado a bom porto e Donald Trump ter ordenado um bloqueio a todos os navios que passem por portos iranianos. Os investidores encontram-se ainda a reagir aos resultados do Goldman Sachs, que deu o pontapé de saída à época de resultados.
A esta hora, o S&P 500 encontra-se a perder 0,31% para 6.795,93 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite cede 0,33% para 22.827,68 pontos e o industrial Dow Jones cai 0,72% para 47.569,50 pontos. Estes movimentos seguem-se a uma semana bastante positiva para Wall Street e para as ações mundiais, com o frágil acordo de cessar-fogo de duas semanas no Médio Oriente a devolver algum do otimismo perdido aos investidores com a guerra.
O bloqueio ordenado pelo Presidente dos EUA, depois de as negociações com o Irão terem falhado durante o fim de semana, levou os preços do petróleo a voltarem a negociar acima dos 100 dólares por barril, pressionado, por sua vez, as ações globais. Os investidores antecipam que este movimento por parte de Washington possa pôr em risco o cessar-fogo alcançado na semana passada, agravando os riscos de uma escalada da inflação e aperto da política monetária.
As forças americanas vão começar a bloquear todo o tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos a partir 15:00 desta segunda-feira - hora de Lisboa -, anunciou o Comando Central dos EUA. "O bloqueio vai ser aplicado de forma imparcial a todas as embarcações, de todas as nações, que entrem ou partam de portos iranianos e zonas costeiras, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Arábico e no Golfo de Omã", pode ler-se num comunicado citado pela Bloomberg.
"O mercado está a encarar o bloqueio como uma ferramenta de negociação, mas, mesmo assim, considero que o impacto nas ações é bastante modesto", afirma Mary-Sol Michel, do Swiss Life Banque Privée, citado pela Bloomberg. "Esperava uma situação muito pior esta manhã, tanto para o mercado acionista como para os preços do petróleo", acrescenta ainda a diretora de gestão de carteiras.
Entre as principais movimentações de mercado, o Goldman Sachs cai 4,02% para 871,35 dólares, apesar de o banco norte-americano ter registado um aumento nos lucros de 18% para 5,4 mil milhões de dólares - o melhor trimestre em cinco anos. No entanto, a divisão de negociação de dívida pública, obrigações, matérias-primas e do mercado cambial acabaram por ficar abaixo das expectativas dos analistas, fixando-se nos 4,01 mil milhões em receitas.
Europa negoceia no vermelho. "Benchmark" da Hungria contraria e atinge recorde com derrota de Orbán
Os principais índices europeus negoceiam praticamente todos no vermelho, pressionadas por uma subida dos preços do petróleo nos mercados internacionais depois de os Estados Unidos (EUA) e o Irão não terem chegado a um acordo nas negociações deste fim de semana no Paquistão, o que levou o Presidente norte-americano a ordenar o bloqueio do estreito de Ormuz para navios que entrem ou saiam de portos iranianos. Em contramão, o “benchmark” da Hungria segue a somar mais de 3% e negoceia em máximos históricos, após a derrota de Viktor Orbán nas eleições deste domingo.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – cede 0,68%, para os 610,68 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perde 0,88%, o espanhol IBEX 35 recua 1,16%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,72%, o francês CAC-40 cede 1,10%, ao passo que o neerlandês AEX cai 0,40% e o britânico FTSE 100 regista perdas de 0,39%.
E numa altura em que a Europa se prepara para o arranque da divulgação de contas do primeiro trimestre deste ano – com a LVMH (-1,89%) a apresentar resultados já hoje -, “é difícil imaginar como os mercados poderão registar uma recuperação sustentável sem uma solução sustentável para esta crise [no Médio Oriente]”, disse à Bloomberg Gilles Guibout, do BNP Paribas Asset Management.
E dado os novos desenvolvimentos, as cotadas que estão mais expostas ao conflito seguem a marcar a negociação desta segunda-feira. Um índice do UBS Group composto por ações de companhias aéreas europeias cede mais de 3%, enquanto o petróleo Brent avança mais de 7%, para cerca de 102 dólares por barril.
A Deutsche Lufthansa (-4,36%) e a EasyJet (-4,01%) estão entre as que mais desvalorizam. Por outro lado, o setor energético regista o melhor desempenho e é mesmo o único no verde, com as ações das gigantes petrolíferas Shell Plc e BP Plc a valorizarem acima de 1%.
Noutros movimentos, o índice bolsista húngaro BUX soma perto de 3% e atingiu um máximo histórico no arranque da sessão acima dos 137 mil pontos, após a vitória esmagadora de Péter Magyar nas eleições de domingo, que pôs fim ao período de liderança de 16 anos de Viktor Orbán.
Juros agravam-se em toda a linha na Zona Euro
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a agravar-se, alimentando as subidas registadas na sexta-feira, à medida que os mercados reforçam as apostas num aumento das taxas de juro pelo Banco Central Europeu (BCE), com os preços da energia a voltarem a escalar após as negociações entre Washington e Teerão terem fracassado e o Presidente Donald Trump ter ordenado o bloquio do estreito de Ormuz para embarcações que entrem ou saiam de portos iranianos.
Nesta linha, os “swaps” apontam para um aumento de 12,5 pontos-base por parte do BCE ainda este mês, acima dos 9 pontos-base de subidas que era antecipado na sexta-feira.
Neste contexto, os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravam-se em 0,9 pontos-base, para 3,464%. Em Espanha, a "yield" da dívida com a mesma maturidade segue a mesma tendência e sobe 1 ponto, para 3,524%.
Já os juros da dívida soberana italiana escalam 2 pontos, para 3,859%. Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa agrava-se em 1,2 pontos, para 3,715%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, somam 1,1 pontos, para os 3,056%.
Já fora da Zona Euro, os juros das “gilts” britânicas, também a dez anos, avançam 2,8 pontos-base, para os 4,861%, numa altura em que os "traders” esperam mais 2 pontos-base de subidas das taxas do Banco de Inglaterra este ano, o que implica um aumento total de 47 pontos-base até ao final do ano.
Petróleo volta a disparar com receios de nova escalada do conflito no Médio Oriente. Brent acima dos 100 dólares
Os preços do petróleo voltaram a negociar com fortes valorizações nesta segunda-feira, depois de no conjunto da semana passada terem registado uma queda de mais de 10%. A impulsionar os preços está o facto de os Estados Unidos (EUA) e o Irão não terem conseguido chegar a um acordo durante as negociações em Islamabad, capital do Paquistão, o que levou Donald Trump a anunciar que as forças americanas vão começar a bloquear todo o tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos a partir das 10h, hora de Nova Iorque, desta segunda-feira (15h em Lisboa).
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