Ao minutoAtualizado há 31 min09h21

Brent caminha para subida recorde em março. Negoceia acima dos 109 dólares

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta sexta-feira.
Traders, mercados, bolsas
Sarah Yenesel / Lusa_EPA
07:45
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há 31 min.09h21

Euro e libra desvalorizam pela quarta sessão consecutiva face ao dólar

Martin Sterba/AP

O dólar negoceia sem grandes alterações nesta sexta-feira, enquanto os “traders” pesam um adiar dos ataques norte-americanos a infraestruturas energéticas do Irão contra uma possível escalada no conflito.

O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – chegou a perder terreno, mas avança agora 0,08%, para os 99,976 pontos.

O Pentágono estará a ponderar enviar até 10 mil soldados adicionais para o Médio Oriente, segundo noticiou o Wall Street Journal na quinta-feira, o que pouco contribuiu para reforçar as esperanças dos investidores de que a guerra estará próxima do fim, fator que manteve a procura pelo dólar enquanto ativo-seguro, à medida que os investidores aumentam as expectativas de um aumento nas taxas de juro nos EUA até ao final do ano, devido ao impulso inflacionista que resulta de preços da energia mais elevados por mais tempo.

Face ao iene, o dólar negoceia praticamente inalterado com um avanço de 0,01%, para os 159,830 ienes, com a “nota verde” a fixar-se perto dos seus níveis mais fortes desde 2024, à medida que a rendibilidade das obrigações do Estado japonês com maturidade a dois anos atingiu o nível mais elevado em quase três décadas.

Já pela Europa, o euro negoceia de forma estável e desliza 0,03%, para os 1,152 dólares. Já a libra perde 0,10%, para os 1,332 dólares, caminhando para o seu quarto dia consecutivo de quedas, movimento acompanhado também pela moeda única.

08h47

Ouro avança mais de 1% mas caminha para nova semana de perdas

Sven Hoppe/picture-alliance/dpa/AP Images

O ouro e a prata estão a negociar com ganhos nesta manhã, impulsionados por um dólar mais fraco, enquanto “traders” aproveitam a forte queda dos metais neste mês par reforçar posições. Ainda assim, o ouro caminha para uma quarta queda semanal consecutiva, à medida que a subida dos preços da energia alimenta os receios de uma escalada da inflação.

A esta hora, o ouro avança 1,34%, para os 4.434,600 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso soma 1,49%, para os 69,075 dólares por onça.

Até agora nesta semana, o metal amarelo regista uma queda de cerca de 0,50% e a prata segue o caminho inverso, já que soma mais de 1,50% no conjunto da semana.

Os preços do ouro já caíram cerca de 16% desde que a guerra entre os EUA e Israel contra o Irão começou, com o ouro a ser pressionado neste mês por um dólar mais forte, que valorizou mais de 2% no mesmo período.

Devido ao conflito, os preços mais elevados do petróleo ameaçam fazer subir os custos de transporte e de produção, agravando as pressões inflacionistas. Embora a inflação normalmente aumente o apelo do ouro enquanto ativo-refúgio, as taxas de juro elevadas pesam sobre a procura por este ativo, que não rende juros.

Ainda assim, a derrocada do metal ao longo deste mês, aliado ao facto de a “nota verde” ter perdido algum terreno, estão a impulsionar a procura por estas “commodities”.

08h01

Brent caminha para subida recorde em março. Negoceia acima dos 109 dólares

AP / Jeff McIntosh

Os preços do petróleo negoceiam com valorizações na sessão desta sexta-feira, à medida que os "traders" se preparam para uma guerra mais longa do que o inicialmente esperado, que poderá prolongar-se além de abril, enquanto os ataques continuam em todo o Médio Oriente, com o tráfego no estreito de Ormuz ainda praticamente paralisado.

O Brent – de referência para a Europa – sobe 1,38%, para os 109,50 dólares por barril. Já o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – avança 0,65% para os 95,09 dólares por barril.

Noutras matérias-primas, o gás natural negociado no Velho Continente avança agora mais de 2,36%, para os 56,525 euros por megawatt-hora.

O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, adiou por 10 dias o prazo para atacar o setor energético do Irão, prolongando a incerteza sobre o curso da guerra que já dura há um mês. “O mercado está a perceber que não há um fim certo para o conflito”, disse à Bloomberg Carl Larry, da Enverus. “Estamos a entrar noutro fim de semana com o risco ainda a apontar para o lado positivo”, acrescentou.

A prorrogação de Trump dá mais tempo para as negociações entre Washington e Teerão, mas também permite que os EUA reúnam forças adicionais na região. O Wall Street Journal afirmou que o Pentágono está a considerar enviar até 10 mil soldados adicionais para o Médio Oriente.

Nesta linha, a decisão do republicano “alivia um pouco a pressão no mercado a curto prazo, mas os riscos continuam a apontar para uma subida”, de acordo com Ewa Manthey, do ING Groep. Com cerca de 8 milhões de barris por dia de oferta já fora do mercado e um volume muito maior de fluxos através do golfo Pérsico ainda vulnerável, “é improvável que o prémio geopolítico diminua significativamente”, afirmou a mesma especialista.

Embora houvesse uma probabilidade de cerca de 60% de a guerra terminar até ao final de março, há agora 40% de probabilidades de um conflito mais prolongado, possivelmente até junho, de acordo com analistas do Macquarie Group citados pela Bloomberg. Este último cenário pode mesmo levar o petróleo a escalar para os 200 dólares por barril.

O Brent está a caminho de um ganho mensal recorde em março, com uma subida de mais de 50% desde o arranque do mês, à medida que a guerra entre os EUA, Israel e o Irão abala o Médio Oriente, região rica em petróleo e gás.

07h45

Ásia fecha sem rumo. Investidores pesam negociações contra possível escalada do conflito

Os principais índices asiáticos fecharam a última sessão da semana sem rumo definido, depois de Trump ter concedido ao Irão mais tempo para chegar a um acordo para pôr fim à guerra que já dura há um mês. Ainda assim, “incerteza” parece manter-se como a palavra-chave neste momento, enquanto os investidores continuam a pesar as conversações entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão contra uma potencial escalada do conflito. Por cá, os futuros do Euro Stoxx 50 seguem a avançar 0,40%, enquanto pelos EUA os futuros do S&P 500 sobem cerca de 0,50%.

Pelo Japão, o Topix ganhou 0,19%. O Nikkei seguiu a tendência inversa e caiu 0,43%. Pela China, o Hang Seng de Hong Kong valorizou 0,48% e o Shanghai Composite avançou 0,63%. Por Taiwan, o TWSE recuou 0,68%, enquanto pela Coreia do Sul o Kospi caiu 0,40%.

Donald Trump adiou por mais 10 dias os ataques norte-americanos a infraestruturas energéticas no Irão dando um prazo mais longo para Teerão concordar com um cessar-fogo. Isto já depois de a República Islâmica ter ontem respondido formalmente ao plano de 15 pontos enviado pela Administração dos EUA, mantendo as suas exigências para acabar com a guerra, incluindo manter a soberania e controlo sobre o estreito de Ormuz.

O Índice MSCI All Country World continua a caminho do seu pior mês em mais de três anos, à medida que o conflito no Médio Oriente alimenta preocupações com uma inflação mais rápida e um crescimento económico mais lento. Uma nova subida dos preços do petróleo - ainda que contida - pesou sobre o sentimento dos investidores.

“Ao [Trump] prolongar o prazo, está, na prática, a adiar a decisão, adiando qualquer resolução concreta sobre a reabertura do estreito de Ormuz”, escreveu à Bloomberg Tony Sycamore, da IG Australia, numa nota. “Isto, por sua vez, apenas prolonga a incerteza que pesa sobre os mercados e a economia global em geral”, sublinhou o especialista.

Trump afirmou que as negociações com o Irão estavam a correr “muito bem”. Mas Teerão tem uma série de condições para pôr fim ao conflito, uma das quais é a garantia de que os EUA e Israel não retomarão os seus ataques. Isto visto que, no final do mês passado, o Irão foi atacado num momento em que estava em negociações com os EUA sobre o seu programa nuclear. E Kyle Rodda, da Capital.com, refere à agência de notícias financeiras que “a situação atual parece muito semelhante, com os mercados a posicionarem-se para uma potencial escalada no fim de semana”.

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