Ao minutoAtualizado há 18 min10h56

Praças europeias negoceiam divididas. Ações da gigante ASML saltam mais de 4%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.
Praças europeias negoceiam divididas. Ações da gigante ASML saltam mais de 4%
Long Wei / FeatureChina via AP
Negócios 10:34
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há 19 min.10h55

Taxa Euribor sobe a três e a 12 meses e desce a seis meses

Alexandre Azevedo

A taxa Euribor subiu hoje a três e a 12 meses e desceu a seis meses em relação a quarta-feira.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,026%, continuou abaixo das taxas a seis (2,141) e a 12 meses (2,253%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou hoje, ao ser fixada em 2,141%, menos 0,005 pontos do que na quarta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a novembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,6% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,84% e 25,17%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu, para 2,253%, mais 0,002 pontos do que na sessão anterior.

A Euribor a três meses também avançou hoje, ao ser fixada em 2,026%, mais 0,010 pontos.

Em relação à média mensal da Euribor de dezembro, esta voltou a subir a três, a seis e a 12 meses, mas de forma mais acentuada no prazo mais longo.

A média mensal da Euribor em dezembro subiu 0,006 pontos para 2,048% a três meses e 0,008 pontos para 2,139% a seis meses.

A 12 meses, a média mensal da Euribor avançou 0,050 pontos para 2,267%.

Na reunião de 18 de dezembro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, de novo, pela quarta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes, em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 04 e 05 de fevereiro, em Frankfurt, Alemanha.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

há 42 min.10h32

Resultados da TSMC dão impulso às tecnológicas europeias. "Benchmark" em máximos

Bloomberg

As bolsas europeias estão divididas entre ganhos e perdas, mesmo que o índice de referência para o bloco esteja a negociar em máximos históricos, nos 614 pontos. 

Parte do otimismo surge sobretudo do setor da tecnologia, que está a ser impulsionado pelos . Os lucros da taiwanesa dispararam para recordes no último trimestre e a empresa ainda se mostra bastante otimista sobre a procura por inteligência artificial - dando força às homólogas europeias. 

Além disso, parece ter diminuído o risco de uma intervenção dos EUA no Irão. Donald Trump disse ter recebido garantias de que a repressão no país do Médio Oriente está a diminuir, adiando a possibilidade de uma intervenção das forças militares em Teerão, aliviando de certa forma a incerteza entre os investidores. Há, ainda assim, a possibilidade de os EUA invadirem o país. 

Neste contexto, o índice de referência para a Europa, o Stoxx 600, sobe 0,42% para 614,12 pontos, com o setor da tecnologia a subir 2%, o da banca a ganhar 1% e o dos serviços financeiros 1,3%. A travar o "benchmark" de maiores ganhos está o setor automóvel, que tomba acima de 1%. 

Quanto aos resultados por praça, o espanhol IBEX 35 avança 0,09%, o francês CAC-40 cai 0,31%, o britânico FTSE 100 sobe 0,34%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,57% e o alemão Dax cede 0,03%. O destaque vai para o neerlandês AEX, que salta 1%, beneficiando de um grande números de empresas ligadas à inteligência artificial e semicondutores. 

Entre os principais movimentos de mercado, as neerlandesas ASML, ASM International e a BE Semiconductor Industries NV somam 4,4%, 9,2% e 5,67%, respetivamente, à boleia do otimismo da TSMC. 

Já a fabricante de artigos de luxo Richemont chegou a subir 1,4%, com as vendas a atingirem um recorde nos últimos meses do ano passado, impulsionadas pelas compras de relógios e joias da Cartier durante as festas de fim de ano. No entanto, as ações caem agora 2,6%. 

A Repsol cai 6,18%, após o RBC Capital Markets ter revisto em baixa a recomendação da produtora de petróleo para desempenho abaixo da média e sinalizar números de fluxo de caixa livre potencialmente mais fracos em comparação com seus pares.

09h54

Dólar recupera de tensão no início da semana. Trump nega querer despedir Powell

Tatan Syuflana / AP

O dólar está a recuperar terreno na negociação cambial desta quinta-feira, numa semana que até começou negativa para a divisa americana, à boleia do renovar das tensões entre a Casa Branca e a Reserva Federal.

A , assim como o , ajudaram a aliviar a pressão sobre o dólar. Na negociação desta quinta-feira pesam também as declarações de Donald Trump, que negou querer despedir Jerome Powell.

A esta hora, o índice do dólar americano (DXY), que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas, avança 0,09% para os 99,1470 pontos.

A esta hora, o euro segue a desvalorizar 0,11% para 1,1632 dólares e a libra também segue a ceder 0,03% para 1,3439 dólares. O dólar também valoriza 0,15% para 0,8011 francos suíços. O "nota verde" só perde terreno, ainda que ligeiros 0,01%, face à divisa japonesa, para 158,45 ienes.

Já noutros pares de câmbio, o euro cede 0,08% para 0,8655 libras e cai 0,12% para 184,30 ienes.

09h31

Juros das dívidas soberanas agravam-se na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro arrancaram esta quinta-feira com uma tendência de subida.

Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, avançavam 1,6 pontos-base para 2,828%, enquanto a "yield" das obrigações francesas subia 1,4 pontos para 3,502%. Já em Itália, os juros aumentavam 1,3  pontos para os 3,461%.

Pela Península Ibéria, registou-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas, também a dez anos, a subir 1,3 pontos base para 3,212%, tal como a das espanholas que estavam nos 3,226%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, apresentavam o maior agravamento: subiam 1,7 pontos base, para 4,356%.

09h30

Inflação em Espanha em dezembro nos 2,9%

DR

Os preços em Espanha subiram 2,9% em dezembro, menos uma décima do que em novembro, revelou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística de Espanha (INE), que confirmou assim uma estimativa anterior.

Esta evolução da inflação homóloga (subida dos preços comparando com o mesmo período do ano anterior) deveu-se, fundamentalmente, à descida dos combustíveis, disse o INE.

A inflação em Espanha desceu em dezembro pelo segundo mês consecutivo, depois de se ter situado nos 3% em novembro.

Ao longo de 2025, a inflação em Espanha atingiu a taxa mais baixa em maio, quando se situou nos 2%, e a mais alta em outubro (3,1%).

A taxa média de inflação no ano de 2025 foi 2,7%.

Quanto à inflação subjacente (sem a energia e os produtos alimentares frescos, tradicionalmente os mais voláteis do cabaz de compras), manteve-se nos 2,6% em dezembro.

Esta taxa está assim, segundo os dados do INE, no valor mais alto desde dezembro de 2024, depois de cinco meses a subir.

Na evolução em cadeia (comparação com o mês anterior), os preços em Espanha aumentaram 0,3% em dezembro, depois de terem subido 0,2% em novembro.

08h56

Prata afunda quase 4% após novo recorde e sem sinais de tarifas nos minerais críticos

Sven Hoppe / picture-alliance / dpa / AP Images

O preço da prata está em queda significativa na sessão desta quinta-feira, depois de ter batido um novo recorde e perante a avaliação de uma possível imposição de tarifas sobre minerais críticos por parte da administração de Donald Trump.

A prata chegou a tocar nos 93,7515 dólares por onça, um novo máximo para o metal "branco", mas entrou depois numa forte oscilação: já chegou a ceder 7,29%, tendo depois recuperado um pouco, com a queda às 08:36 horas a ser de 3,98% para os 89,46 dólares por onça.

Esta "montanha russa" na prata é, acima de tudo, justificada por duas razões. Por um lado, a tomada de mais-valias por parte dos investidores após um novo recorde. Por outro, o facto de os EUA ainda estarem a ponderar a aplicação de tarifas sobre minerais críticos e que afetaria diretamente a prata.

O valor da prata vai, no entanto, manter-se em alta, "sustentado por défices de oferta, consumo industrial e pela procura por efeito de contágio a partir do ouro", considera Cristopher Wong, da área de estratégia do Oversea-Chinese Banking Group. Mas a volatilidade recente mostrada pela prata sugere cautela aos investidores, segundo o mesmo analista, citado pela Bloomberg.

Atualmente, o Departamento do Comércio dos EUA está a analisar se as importações de metais e minerais críticos podem ser vistos como uma ameaça à segurança nacional americana e, em caso positivo, isso pode traduzir-se na imposição de tarifas. Esta análise tem deixado as empresas e os investidores no limbo, com grandes quantidades de prata a serem mantidas em reserva nos EUA perante esta hipótese. 

A ausência de novidades nesta análise "sugere que a administração irá adotar uma abordagem mais cirúrgica na tomada de futuras decisões", analisa Daniel Ghali, estratega de matérias-primas na TD Securities.

Neste contexto, também o ouro cede 0,52% para os 4.602,51 dólares na negociação desta manhã.

08h56

Trump adia ataque ao Irão e petróleo derrapa 3%

vichie81 / iStockphoto

Os preços do petróleo estão a tombar mais de 3% esta manhã, isto depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter dito que, afinal, poderia adiar um possível ataque ao Irão, depois do país do Médio Oriente ter dado garantias à Casa Branca de que iria parar de matar manifestantes que protestam nas ruas de Teerão há três semanas. O republicano afirmou mesmo que a “repressão no Irão está a parar”.

O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para o mercado dos EUA - tomba 3,16% para 60,06 dólares por barril, enquanto o Brent - "benchmark" para a Europa - mergulha 3,23% para 64,37 dólares. 

Apesar de ainda haver receios quanto a uma ação militar dos EUA no Irão, a probabilidade de interrupções na produção iraniana e em rotas de navegação essenciais é agora muito menor, pressionando negativamente os preços.

Ainda assim, a situação no Irão continua instável e os EUA redistribuíram parte do pessoal das suas bases militares no Médio Oriente.

“A força do Brent, induzida por fatores geopolíticos, provavelmente continuará, e um teste até aos 75 dólares por barril é certamente possível”, disse Robert Rennie, do Westpac Banking, à Bloomberg, num cenário de incerteza geopolítica prolongada. A subida pode ser seguida de um colapso quando o sinal de “tudo bem” for dado ou o regime de Ali Khamenei cair, acrescentou.

Do lado da procura, a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) afirmou esta quarta-feira que a procura por "ouro negro" vai crescer a um ritmo semelhante em 2027 em comparação com este ano e publicou dados que indicam um equilíbrio próximo entre oferta e a procura este ano - aliviando outras previsões que apontam para um grande excesso de oferta em 2026.

08h03

Ásia sem rumo pressionada pelas tecnológicas. TSMC tomba 1%

Fang Dongxu / FeatureChina via AP Images

As bolsas asiáticas terminaram a sessão sem tendência definida, com as ações de tecnologia a sofrerem maior pressão, arrastadas pelas ações da TSMC, que apresentou resultados. 

A maior fabricante mundial de semicondutores anunciou esta quinta-feira um , acima das estimativas dos analistas e um novo recorde para a empresa taiwanesa.

No entanto, os bons resultados foram ofuscados em bolsa, com as ações da tecnológica a tombarem 1,17%, isto depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado que vai  país.

No Japão, a primeira-ministra, Sanae Takaichi, com o objetivo de consolidar a liderança e garantir um mandato para a nova coligação, já na próxima semana. 

Neste contexto, as bolsas nipónicas terminaram sem rumo definido. Enquanto o Topix estendeu o recorde e ganhou 0,68% para 3.668,98 pontos, o Nikkei 225 cedeu 0,42% para 54.110,5 pontos. Na China, o Shangai Composite perdeu 0,33% para 4.112,6 pontos e em Hong Kong, o Hang Seng, recuou 0,25% para 26.933,38 pontos.  O taiwanês Taiex cedeu 0,42% para 3.810,58 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi disparou 1,58% para 4.797,55 pontos, um novo recorde. 

O won sul-coreano desvalorizou esta quinta-feira após uma subida na sessão anterior, depois de o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, falar em quedas excessivas na moeda, representando um raro apoio verbal à moeda asiática, que caminha para o nível mais baixo desde 2009. Já o Banco da Coreia manteve a taxa de juro inalterada, uma decisão já incorporada pelo mercado.

Pela Europa, o sentimento é mais otimista: os futuros do Euro Stoxx 50 avançam 0,4%, com os investidores ainda atentos aos resultados da banca norte-americana e aos dados da economia britânica. Apesar da queda das ações, os resultados trimestrais da TSMC devem impulsionar o setor da tecnologia europeia. 

  

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