Bolsas europeias caem contagiadas por dados dos EUA

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados financeiros durante esta quinta-feira.
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Bloomberg
Marta Velho e Pedro Curvelo 14 de Março de 2024 às 17:23
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Sentimentos contraditórios dominam mercados asiáticos e europeus

Os mercados asiáticos negociaram mistos na sessão desta quinta-feira. A Europa poderá seguir a mesma tendência.

Nesta altura, ainda está tudo em aberto em relação ao alívio das taxas de juros por parte dos principais bancos centrais, e os investidores estão particularmente de olho nos Estados Unidos onde hoje saem novos dados da inflação em fevereiro.

"Os mercados vão a seguir de perto os dados norte-americanos dos preços na produção, que saem esta quinta-feira, para perceber se confirmam os preços no consumidor", que foram acima do esperado, indica Matt Simpson, um analista de mercado sénior do City Index, citado pela Bloomberg.

Essa expectativa "parece estar a suprimir a volatilidade da negociação na Ásia", acrescenta, "juntando ao facto de esta ter sido uma sessão sem dados económicos".

Nos mercados asiáticos esta quinta-feira, pela China, o Hang Seng, em Hong Kong, desliza 0,9% e o Shanghai Composite recua 0,4%.

No Japão, o Topix avançou 0,5% e o Nikkei subiu 0,3%, interrompendo quatro dias de perdas.

Perspetivas de aperto na oferta dão gás ao petróleo

O petróleo está esta manhã a negociar em alta depois de um relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) ter apontado para constrangimentos na oferta ao longo de todo o ano de 2024.

Inicialmente, o organismo sediado em Paris estimava um excedente deste ativo, contudo depois de a OPEP+ (países produtores de petróleo e os seus aliados) ter anunciado cortes, a AIE inverteu as estimativas.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para o mercado norte-americano, soma 0,69% para 80,41 dólares por barril. Por seu lado, o Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, avança 0,63% para 84,66 dólares.

Ouro e dólar em suspenso, à espera dos preços na produção nos Estados Unidos

O ouro está a negociar em ligeira baixa, numa altura em que os investidores aguardam a divulgação da variação de preços no produtor em fevereiro, nos Estados Unidos.

O indicador poderá dar pistas sobre o rumo a ser tomado pela Reserva Federal norte-americana, que se previa que estivesse a ponderar um alívio dos juros diretores para breve. Contudo, uma inflação acima do esperado, divulgada no início da semana, voltou a lançar a dúvida.

As mexidas nos juros impactam o preço do dólar, moeda na qual são negociadas os metais preciosos. Por outro lado, o agravamento das taxas tende a prejudicar o ouro, que não remunera juros, atraindo os investidores para outros ativos.

Esta manhã, o ouro cede 0,14% para 2.171,35 dólares a onça. Por sua vez, o índice dólar da Bloomberg, que compara a força da moeda norte-americana contra dez divisas rivais estava com um avanço muito ligeiro de 0,07%.

Juros aliviam na Zona Euro à boleia de comentários de vários membros do BCE

Depois de François Villeroy de Galhau, governador do Banco de França, ter avançado que o corte de juros do BCE é "mais provável em junho" do que abril, o grego Yannis Stournaras veio recomendar dois cortes nas taxas de juros antes de agosto e outros dois até o final do ano.

Palavras que fizeram eco nos investidores e ajudaram a aliviar ligeiramente os juros da dívida dos países da Zona Euro. Esta manhã as Bunds alemãs a dez anos, referência para a região, recuaram 0,1 pontos para 2,363%.

Já a rendibilidade da dívida soberana italiana aliviou 3,2 pontos base para 3,557%. Por sua vez, a da dívida francesa recuou 0,9 pontos para 2,793% e a da dívida espanhola caiu 1,4 pontos para 3,140%.

Em Portugal, a "yield" da dívida pública com maturidade a dez anos aliviou 1,2 pontos base para 2,967%.

Fora da Zona Euro, os juros das gilts britânicas, também a dez anos, caíram 0,3 pontos base para 4,015%.

Em Portugal, a "yield" da dívida pública com maturidade a dez anos aliviou 1,2 pontos base para 2,967%.

Europa negoceia no verde. Investidores aguardam dados dos Estados Unidos

Os principais mercados europeus negoceiam esta manhã em alta, com os investidores a medirem as palavras de vários membros do Banco Central Europeu, que têm estado a desvendar pistas sobre o ritmo dos cortes de juros da autoridade monetária da Zona Euro.

Por outro lado, a concentrar as atenções estão também alguns dados que serão revelados esta quinta-feira nos Estados Unidos, nomeadamente as vendas a retalho e os preços no produtor, em fevereiro.

Esta manhã, pelas 10h20, o Stoxx 600, índice de referência para a região, crescia 0,32%. 

Nas principais praças europeias, o francês CAC-40 somava 0,84%, o espanhol Ibex 35 avançava 0,21% e o italiano FTSE Mib crescia 0,27%. Já o AEX, em Amesterdão, subia 0,19% e o alemão Dax valorizava 0,25%.

O português PSI estava em linha com os seus congéneres, a somar 0,54%. O britânico FTSE Mib era o único a contrariar a tendência, caindo ligeiramente (-0,04%).

Esta manhã, pelas 10h20, o Stoxx 600, índice de referência para a região, crescia 0,32%. 

Nas principais praças europeias, o francês CAC-40 somava 0,84%, o espanhol Ibex 35 avançava 0,21% e o italiano FTSE Mib crescia 0,27%. Já o AEX, em Amesterdão, subia 0,19% e o alemão Dax valorizava 0,25%.

Dados económicos norte-americanos animam arranque de sessão em Wall Street

Wall Street acordou esta quinta-feira com os principais índices a registarem ligeiros avanços, depois de os mais recentes dados económicos norte-americanos terem reforçado a confiança dos investidores de que a Reserva Federal vá começara a baixar as taxas de juro em junho.

Foram hoje conhecidos os dados das vendas a retalho nos EUA em fevereiro, assim como os preços no produtor. Depois de um aumento da inflação acima do esperado no mês passado, os números desta quinta-feira mostraram um consumo abaixo do esperado e preços no produtor acima das expetativas.

Dólar avança após índice de preços no produtor dos EUA acima do esperado

A divisa norte-americana ganhou terreno perante a generalidade das principais moedas após o índice de preços no produtor (IPP) dos Estados Unidos ter subido 0,6% em fevereiro, o dobro do esperado pelos analistas.

Esta subida vem dar força à narrativa de que as pressões inflacionistas na maior economia mundial persistem, pelo que a Reserva Federal (Fed) poderá manter as taxas diretoras nos níveis atuais por mais tempo.

O dólar ganha 0,53% face à moeda única europeia, cotando nos 0,9182 euros, e avança entre 0,28% e 0,48% perante divisas como a libra esterlina, iene ou franco suíço.

Ouro recua com sinais de que inflação nos EUA persiste

O preço do ouro recua esta quinta-feira, pressionado pelos dados do índice de preços no produtor dos EUA, que avançou 0,6% - o dobro do esperado pelos analistas.

A subida nos preços do produtor indiciam que as pressões inflacionistas se mantêm na maior economia mundial, o que poderá levar a Reserva Federal (Fed) a adiar uma descida nas taxas diretoras. Esta perceção levou também a uma valorização do dólar, o que penaliza os metais preciosos, que são transacionados na divisa norte-americana.

O preço da onça de ouro a pronto (spot) cai 0,78%, para 2.157,51 dólares.

Os outros metais preciosos também apresentam quedas: a prata cede 0,14% e a platina recua 1,06%. 

Previsão de escassez de oferta impulsiona petróleo

Os preços do petróleo avançam esta quinta-feira após a Agência Internacional de Energia (AIE) ter advertido que a escassez de oferta de crude deverá manter-se até final do ano.

O alerta da AIE marca um "volte-face" em relação à sua anterior perspetiva de que o mercado teria um excesso de oferta.

O barril de Brent do Mar do Norte, referência para as importações portuguesas, para entrega em maio sobe 1,46%, para os 85,26 dólares, máximos desde novembro.

No NYMEX, o barril de West Texas Intermediate (WTI) para entrega em abril avança 1,78%, cotando nos 81,14 dólares, igualmente o valor mais elevado desde novembro.

Dados dos EUA contagiam Europa. Juros agravam-se

Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro agravaram-se esta quinta-feira, com os investidores a recearem que os dados conhecidos nos EUA sobre o índice de preços na produção - que apontam para uma persistência das pressões inflacionistas - levem a que o alívio da política monetária ocorra mais tarde.

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos subiram 7,3 pontos base, para 3,051%, enquanto no país vizinho a "yield" agravou-se em 7,2 pontos, para 3,227%.

Os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, avançaram 5,9 pontos base, para 2,423%.

Nos países do sul, a "yield" da dívida italiana subiu 10,3 pontos, até aos 3,691%, e a da dívida grega agravou-se em 8,7 pontos base, para 3,370%.

Bolsas europeias caem contagiadas por dados dos EUA

As principais bolsas europeias encerraram negativas esta quinta-feira, pressionadas pelo pessimismo vindo do outro lado do Atlântico devido à subida muito superior ao esperado no índice de preços na produção (IPP) dos EUA em fevereiro.

Os dados hoje conhecidos indiciam que a persistência das pressões inflacionistas na maior economia mundial se mantém, o que pode levar a Reserva Federal (Fed) a adiar ainda mais o início do ciclo de alívio da política monetária.

O Stoxx600, referência na Europa, deslizou 0,18%, para os 506,40 pontos.

Nas restantes praças, o alemão DAX30 desvalorizou 0,11%, o londrino FTSE100 caiu 0,37% e o italiano FTSEMib recuou 0,29%. Já o espanhol Ibex35 perdeu 0,66%.

A exceção foi o parisiense CAC40, que avançou 0,29%, sustentado pelos ganhos das casas de luxo Louis Vuitton (LVMH) e Hermès depois de o Morgan Stanley ter revisto em alta o preço-alvo das ações da LVMH, o que acabou por contagiar as outras cotadas do setor do luxo.

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