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Sem novo petróleo da Venezuela e do México, Cuba tem crude para 15 a 20 dias

Com as suas duas únicas fontes de petróleo a secar, Cuba pode estar prestes a ficar sem crude. Fornecimento do México ainda é incerto.

Petroleiros cubanos na baía de Matanzas
Petroleiros cubanos na baía de Matanzas Ernesto Mastrascusa/ Lusa_EPA
16:29

Com os Estados Unidos a no início do mês, ficou no ar uma ameaça a um vizinho das Caraíbas: se a ilha não fizesse um acordo petrolífero com Washington, poderia ver-se a braços com uma crise energética. "Sugiro vivamente que façam um acordo, antes que seja tarde demais", escreveu Donald Trump a 11 de janeiro. Sem petróleo da Venezuela, o regime fica “prestes a cair”, ameaçou.

Dezoito dias depois, as notícias parecem indicar que Cuba tem motivos de preocupação. A Kpler, empresa especializada em dados e análises para mercados de "commodities", estima que a ilha apenas tenha reservas de petróleo para mais 15 a 20 dias - pelo menos tendo em conta os atuais níveis de consumo. Desde a ofensiva dos EUA que o abastecimento venezuelano foi suspenso e e único outro fornecedor, o México, cancelou o envio de crude para Cuba.

De acordo com a Kpler, citada pelo Financial Times, Cuba recebeu este ano 84,900 barris de crude do México, que chegaram a 9 de janeiro - equivalem a pouco mais de 3.000 barris por dia, muito abaixo dos 37 mil barris diários que receberam em 2025. "Podemos dizer que Cuba pode funcionar por 15 a 20 dias" se ao crude recebido em janeiro se juntar um "stock" estimado de 460 mil barris, de acordo com a analista da Kpler Victoria Grabenwöger, citada pelo FT.

Não se sabe ainda se o México irá retomar o fornecimento de petróleo a Cuba, mas a Presidente Claudia Sheinbaum admitiu que suspendeu as remessas planeadas para este mês, afirmando ter sido "uma decisão soberana". Um dia depois, Sheinbaum veio ressalvar que a exportação para Cuba não foi totalmente cancelada.

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