Ao minuto11.12.2025

Europa fecha em alta com impulso da banca e turismo

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.
Europa fechou sessão em alta
Richard Drew/AP
Negócios 11 de Dezembro de 2025 às 18:16
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11.12.2025

Europa fecha em alta com impulso da banca e turismo

Os principais índices europeus fecharam a sessão desta quinta-feira com ganhos em toda a linha, com os investidores a aproveitar para reforçar posições no mercado após a Reserva Federal norte-americana ter avançado com uma nova flexibilização da política monetária.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – avançou 0,55%, para os 581,34 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX subiu 0,68%, o espanhol IBEX 35 ganhou 0,72%, o italiano FTSEMIB valorizou 0,54%, o francês CAC-40 somou 0,79%, o britânico FTSE 100 avançou 0,49% e o neerlandês AEX pulou 0,35%.

Entre os setores, destacaram-se pela positiva o do turismo (+1,89%), o da construção (+1,72%) e a banca (+1,32%), com os investidores a mostrarem uma maior confiança em relação a um crescimento económico mais amplo a nível global. Nesta linha, instituições financeiras como o Santander e o Crédit Agricole valorizaram hoje mais de 1%, com  BNP Paribas a seguir este bom desempenho e a avançar 2,16%. 

Por outro lado, as “utilities” (-0,54%) e o setor tecnológico (-0,05%) foram os únicos a perder terreno, com este último a ser pressionado pela queda da Oracle do lado de lá do Atlântico, após a gigante tecnológica ter apresentado resultados que não corresponderam às expectativas do mercado.

O Stoxx 600 está agora a negociar a menos de 1% do seu último recorde atingido em novembro. E isto numa altura que costuma ser positiva para a valorização dos ativos de risco, havendo quem já aposte que o “benchmark” do Velho Continente possa atingir novos máximos dentro das próximas sessões.

11.12.2025

Juros aliviam em toda a linha na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro aliviaram em toda a linha na sessão desta quinta-feira, num dia em que os principais índices bolsistas do Velho Continente fecharam em alta.

Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, aliviaram 2,3 pontos-base, para 3,147%. Em Espanha a "yield" da dívida com a mesma maturidade seguiu a mesma tendência e caiu 2,1 pontos, para 3,288%.

Já os juros da dívida soberana italiana recuaram 2 pontos, para 3,525%.

Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa cedeu 1,4 pontos-base, para os 3,551%, enquanto os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, aliviaram 0,8 pontos, para os 2,840%.

Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, caíram 2,2 pontos-base, para 4,482%.

11.12.2025

Dólar desliza com corte de juros e atinge mínimos de dois meses face ao euro

Tatan Syuflana / AP

O dólar regista desvalorizações a esta hora, tendo atingido mínimos de cerca de dois meses em relação ao euro, libra e franco suíço, depois de a reserva Federal (Fed) norte-americana ter anunciado um novo corte de juros em 25 pontos-base e ter apontado para alguma cautela nas decisões de política monetária que se seguirão.

O índice do dólar - que mede a força da divisa face às principais concorrentes - segue a recuar 0,58%, para os 98,200 pontos. Em relação à divisa nipónica, a esta hora, o dólar perde 0,60%, para os 155,080 ienes.

O franco suíço, por sua vez, segue apoiado pela decisão do banco central do país de manter as taxas de juro inalteradas. Nesta linha, o dólar desliza 0,78%, para os 0,793 francos suíços.

Já o euro atingiu hoje máximos de início de outubro face ao dólar e negoceia com uma valorização de 0,53%, para os 1,176 dólares. Ainda pela Europa, a libra avança 0,40%, para os 1,344 dólares.

11.12.2025

Ouro ganha terreno com corte de juros da Fed. Prata atinge novo máximo

Sven Hoppe / picture-alliance / dpa / AP Images

Os preços do ouro negoceiam com ganhos a esta hora, depois de terem estado a registar desvalorizações no início da sessão, com alguns “traders” a aproveitarem para reforçar posições no metal amarelo, à medida que o corte de juros da Fed aumenta o apetite dos investidores pelo ouro.

O metal amarelo ganha 0,37%, para os 4.244,330 dólares por onça.

A Fed reduziu ontem as taxas de juro em 25 pontos-base, numa decisão que ficou longe de ser consensual. Taxas diretoras mais baixas normalmente beneficiam ativos que não rendem juros, como é o caso do ouro.

As projeções divulgadas após a reunião de dois dias do banco central dos EUA mostram que a maioria dos decisores de política monetária prevê apenas um corte nas taxas em 2026. O presidente da Fed, Jerome Powell, não deu qualquer indicação sobre quando esse corte se poderá materializar, o que segue a conter um maior avanço para os preços do metal amarelo.

Os investidores aguardam agora pelos dados de novembro dos pedidos de subsídio de desemprego, previstos serem divulgados a 16 de dezembro.

A par do ouro, também a prata valoriza esta tarde, com uma subida de 2,22%, para os 63,179 dólares por onça. O metal precioso atingiu hoje um novo máximo histórico nos 63,249 dólares por onça, apoiado, inclusive, por uma elevada procura do setor industrial.

11.12.2025

Preços do petróleo recuam mais de 1%. "Traders" aguardam por desenvolvimentos nas negociações de paz com a Ucrânia

Hakon Mosvold Larsen/AP

Os preços do petróleo negoceiam com perdas de mais de 1% esta tarde, enquanto os investidores se focam nas negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia.

O WTI - de referência para os EUA – cai 1,85% para os 57,38 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a perder 1,75% para os 61,12 dólares por barril.

A queda nos preços do crude surge depois de ambos os índices de referência terem fechado em alta no dia anterior, depois de os EUA terem apreendido um petroleiro ao largo da costa venezuelana, à medida que as tensões entre os dois países alimentam preocupações com possíveis interrupções no abastecimento de “ouro negro”.

Ainda assim, os “traders” estão agora mais focados nos desenvolvimentos das negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia. Os líderes do Reino Unido, França e Alemanha tiveram uma conversa telefónica com o Presidente norte-americano, Donald Trump, para discutir os mais recentes avanços para acabar com a guerra na Ucrânia.

Nesta linha, drones ucranianos atacaram pela primeira vez uma plataforma petrolífera russa no Mar Cáspio, de acordo com uma fonte dos Serviço de Segurança da Ucrânia citada pela Reuters.

Noutra nota, a Agência Internacional de Energia (AIE) atualizou as suas previsões de crescimento da procura global de petróleo para 2026, ao mesmo tempo que reduziu as suas previsões de crescimento da oferta de crude, dados presentes no último relatório mensal divulgado pela AIE sobre o mercado petrolífero, que aponta para um excedente ligeiramente menor do que anteriormente esperado no próximo ano.

11.12.2025

Oracle afunda 15% e pressiona Wall Street depois de corte da Fed

AP / Richard Drew

Os principais índices norte-americanos negoceiam com uma maioria de perdas esta tarde, depois de a . Apesar de ter terminado a sessão de ontem em alta e perto de novos máximos, Wall Street segue pressionado pela forte queda de 15% da Oracle no pré-mercado – depois de a empresa ter ontem apresentado resultados. A esta hora, a cotada fundada por Larry Ellison recua mais de 15%.

O “benchmark” S&P 500 recua 0,44%, para os 6.856,59. Já o Nasdaq Composite perde 0,78% para os 23.470,34 pontos. O Dow Jones, por sua vez, segue a tendência inversa e valoriza 0,28% para os 48.193,94.

Os resultados da Oracle trouxeram de volta preocupações com uma possível sobreavaliação das empresas ligadas à área da inteligência artificial (IA), reavivando receios que foram responsáveis por uma forte volatilidade dos índices em novembro.

"Os mercados ficaram muito mais cautelosos com os gastos relacionados à IA, o que contrasta fortemente com meados de 2025, quando qualquer indício de aumento nos gastos gerava entusiasmo”, disse à Bloomberg Susana Cruz, da Panmure Liberum. “A Oracle tem sido o elo mais fraco em tudo isto, em grande parte porque está a financiar uma grande parte do seu investimento com dívida”, acrescenta a especialista.

Agora, os investidores aguardam pela divulgação das contas da Broadcom, que apresenta resultados esta quinta-feira após o fecho do mercado. As ações da tecnológica já subiram mais de 180% desde abril, sendo que a Bloomberg Intelligence espera resultados em linha ou ligeiramente acima das estimativas.

De resto, e no que toca à política monetária, os investidores mantêm, para já, as apostas em dois cortes de juros de 25 pontos-base em 2026, mesmo com as novas projeções da Fed a sinalizarem apenas um corte para o próximo ano, à medida que vários bancos centrais já vão apontando para o fim do ciclo de alívio da política monetária.

Entre os movimentos do mercado, a Coca-Cola segue a avançar ligeiros 0,21%, depois de a empresa ter anunciado que o diretor executivo James Quincey irá deixar o cargo e será substituído no final de março por Henrique Braun, atual diretor de operações da gigante.

Quanto às "big tech”, a Nvidia cede 2,42%, a Meta recua 1,09%, a Apple perde 0,16%, a Alphabet desvaloriza 0,14%, a Amazon subtrai 0,43% e a Microsoft desliza 0,047%.

11.12.2025

Bolsas europeias seguem no verde. Tecnologia tenta tombar otimismo

Christophe Petit Tesson / EPA

As bolsas europeias seguem a sua independência, depois da Reserva Federal (Fed) dos EUA se mostrar mais cautelosa na descida das taxas de juro, e estão a registar ganhos. O nervosismo que se sente do outro lado do Atlântico parece não contagiar as praças da Europa, mesmo que algumas tecnológicas estejam a derrubar o otimismo

Às 09:50 horas, o Stoxx 600, o índice de referência europeu, avança 0,07% para os 578,59 pontos.

Já nas praças, o alemão DAX avança 0,05%, o espanhol IBEX sobe 0,05%, o francês CAC-40 cresce 0,47%, o italiano soma 0,07%, o britânico FTSE soma 0,10% e o italiano FTSEMIB avança 0,07%. 

Algumas ações europeias parecem estar a ser contagiadas por algum negativismo que se vive no setor das tecnologias nos EUA, especialmente depois da Oracle revelar que as vendas de "cloud" foram fracas e que os gastos relacionados com inteligência artificial dispararam no último trimestre. A SAP, negociada no DAX, segue a perder 2,37% para 205,90 euros, em contágio com o ambiente dos EUA.

No passado mês de novembro, alguns investidores mostraram-se preocupados em relação a uma potencial bolha tecnológica com origem nos Estados Unidos, mas esta descida do setor tecnológico - cuja queda é de 0,38% para 841,73 pontos - parece não ser suficiente para contagiar todas as negociações dos investidores.

11.12.2025

Juros agravam-se na Zona Euro. EUA com alívio

Os juros das dívidas da Zona Euro estão a seguir com agravamento na sessão desta quinta-feira, um sentimento que se tem vindo a registar, depois de Isabel Schnabel, do Banco Central Europeu (BCE), e numa altura em que é possível que o .

Os juros das "Bunds" alemãs a 10 anos, que servem de referência para a região, avançam 0,9 pontos base para 2,857%. Por sua vez, as "yields" francesas com a mesma maturidade sobem 1,1 pontos para 3,577%, enquanto os juros italianos são os que mais se agravam, na ordem dos 1,4 pontos para 3,559%.  

Em Portugal, os juros das obrigações a 10 anos agravam-se em 0,5 pontos para 3,176%, enquanto em Espanha somam 0,9% para 3,318%.

No Reino Unido, os juros estão a aliviar 1,3 pontos para 4,491%, a mesma rota que se verifica na Suíça, com um alívio de 1,6 pontos para 0,201%. O mesmo se observa nos EUA, com os juros a recuar 1,6 pontos para 4,131%.

11.12.2025

Cautela da Fed impede ganhos no dólar

Tatan Syuflana / AP

O dólar está a negociar no "vermelho", depois da Reserva Federal (Fed) dos EUA ter optado por uma posição "dovish" em relação ao corte das taxas de juros. A falta de decisão unânime entre os membros do Comité também impactou as projeções do próximo ano, esperando-se menos flexibilidade. 

O índice do dólar da Bloomberg, que mede a força da "nota verde" face aos seus principais concorrentes, cede 0,19% para 98,59 pontos.

A esta hora, o euro avança 0,09% para 1,1705 dólares, enquanto a libra perde 0,07% para 1,3376 dólares. Já o dólar perde 0,12% para 155,83 ienes.

Apesar da decisão da Fed, com os investidores a apostarem numa política mais agressiva, a queda do dólar foi contida devido ao clima generalizado de aversão ao risco que os mercados estão a sentir, nomeadamente com os investidores a desfazerem-se de ativos como ações e criptomoedas.

Esta aversão ajudou a impedir uma quebra maior da moeda dos EUA, considerada um porto seguro para os investidores. "Mesmo com uma perspectiva mais cautelosa da Fed, o mercado ainda está a processar o excesso de alavancagem de outubro, pelo que as reações aos sinais macroeconómicos são mais lentas do que o normal", explicou Gracie Lin, CEO da OKX Singapura, sobre a queda das criptomoedas, à Reuters.

As declarações do presidente da Fed, Jerome Powell, em conferência de imprensa deu ainda alguma confiança aos investidores para apostar na queda do dólar, havendo dúvidas sobre se há margem para apenas um corte nas taxas de juro ou se é possível chegar aos dois cortes. "Ainda vemos espaço para cortes nas taxas de juros em 2026, especialmente se o mercado de trabalho se mostrar mais fraco do que o previsto pelo Fed", adianta Tai Hui, analista da JP Morgan Asset Management para a Ásia-Pacífico.

11.12.2025

Ouro escorrega após Fed cortar juros. Prata com novo recorde histórico

Mike Groll/AP

Os preços do ouro estão a iniciar as negociações desta quinta-feira com perdas, depois da Fed ficar dividida no ritmo da decisão de política monetária e apresentar um corte das taxas de juros de 25 pontos-base. Em simultâneo, a prata está a atingir um novo recorde.

O metal amarelo está a recuar 0,30%, para 4.215,96 dólares por onça. O "bullion" voltou a tocar em máximos na sessão de 5 de dezembro, e agora apresenta um recuo.

Apesar de se tratar do terceiro corte deste ano e do sexto desde o início do ciclo de alívio dos juros, que se iniciou em setembro de 2024, a decisão do Comité Federal do Mercado Aberto não foi unânime, o que provocou algum desconforto aos investidores. 

Com uma divisão, em que nove membros votaram a favor e três num sentido diferente, os investidores estão agora incertos em relação ao ritmo do alívio do próximo ano. "O ouro não conseguiu dar a volta, porque a mensagem da Fed foi que qualquer corte adicional nas taxas de juros seriam raros", apontou o analista KCM Trade à Reuters.

Em sentido contrário está a prata. O metal prateado está a ganhar 0,42% para 62,11 dólares por onça, depois de ter atingido um recorde de 62,88 dólares no início da sessão de hoje.

Esta subida fez com que a prata elevasse os ganhos desde janeiro para 113%, estando a sua procura a ser impulsionada pela indústria, a quebra dos "stocks" e a inclusão na lista de minerais críticos dos Estados Unidos. 

"A prata não tem sido influenciada por fatores externos e está a valorizar-se por conta própria. Não há nada que sugira que a prata vá reverter sua tendência", apontou Ilya Spivak, responsável de macroeconomia global da Tastylive, à Reuters.




11.12.2025

Petróleo em queda mesmo com apreensão de petroleiro venezuelano e ataques ucranianos

Eli Hartman/AP

Os preços do barril de petróleo estão em queda nesta quinta-feira de manhã, num dia que está a ser marcado por algum nervosismo dos investidores, sustentado nos últimos desenvolvimentos de países com produção petrolífera.

Em destaque está a apreensão de um petroleiro venezuelano por parte dos EUA, o que está a fazer aumentar a tensão entre os países do continente americano. , um dos principais produtores de petróleo, e este novo episódio está a contribuir para os receios de um novo conflito.

"Até agora a apreensão não teve impacto no mercado, mas uma escalada adicional irá impor uma forte volatilidade nos preços do crude", comenta Emril Jamil, analista de petróleo na LSET, citado pela Reuters.

A Bloomberg avança também que a Ucrânia fez novos ataques a infraestruturas russas. Em causa estão ataques feitos por drones ucranianos a uma plataforma de produção de crude "off shore", em Filanovsky, que pertence à petrolífera Lukoil. "O mercado continua em suspenso, atento aos avanços no acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia", sublinha ainda Emril Jamil.

Neste contexto, às 07:50 horas o preço do Brent, o índice de referência para a Europa, negociava nos 61,82 dólares por barril, o que representa uma descida de 0,63%. Já o West Texas Intermediate (WTI), a referência americana, negoceia nos 58,10 dólares, uma descida de 0,62%.

No global, prevalece ainda um sentimento positivo relacionado com o . Taxas mais baixas ajudam a reduzir os custos dos empréstimos, o que por sua vez contribui para um crescimento económico e consequente maior procura por combustíveis.

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