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Europa pinta-se de vermelho após escalada de tensões no Médio Oriente. Monte dei Paschi dispara 11%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados desta segunda-feira.
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Foto: Aurelien Morissard/AP euronext bolsa mercados traders Foto: AP / Sven Hoppe Ouro. Foto: DR Plataforma N'Dola Sul aumenta produção de petróleo em Angola para 25 mil barris/dia Foto: Bloomberg
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10h12

Juros agravam-se na Zona Euro após troca de ataques no Médio Oriente

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a disparar esta segunda-feira, num dia em que os preços do petróleo estão a disparar e aproximar-se dos 100 dólares por barril, depois de uma nova troca de ataques entre Israel e Irão. Os investidores estão, agora, menos confiantes que um cessar-fogo poderá vir a materializar-se, levando a um aumento das probabilidades de o Banco Central Europeu (BCE) avançar com um três subidas nas taxas de juro este ano. 

Tudo aponta para que, na reunião de quinta-feira, a autoridade monetária avance com o seu primeiro aperto monetária, após um ciclo de descida das taxas de juro. O conflito no Médio Oriente levou à quase total paralisação do estreito de Ormuz e mergulhou o mundo na pior crise energética da história recente, com os preços do petróleo a chegarem a superar o pico atingo na sequência da guerra na Ucrânia.

Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, avançam 2,5 pontos-base, para os 3,062%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade salta 3 pontos-base, para 3,834%. Já em Itália, os juros disparam 3,6 pontos-base, para 3,834%.

Pela Península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos acelera 3 pontos-base, para 3,435%, com a “yield” das obrigações espanholas a aumentar 2,8 pontos, para 3,501%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, seguem a tendência de agravamento e escalam 5,3 pontos-base, atingindo os 4,955%.

09h30

Dólar negoceia quase inalterado apesar de novos ataques no Médio Oriente

O dólar está a negociar com um avanço bastante ligeiro face aos seus principais rivais, mesmo depois de uma nova troca de ataques no Médio Oriente ter levado os investidores a fugirem dos ativos de risco. Desde que o conflito estalou no final de fevereiro, a "nota verde" tem conseguido beneficiar da sua posição de refúgio contra a escalada das tensões geopolíticas. 

A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da moeda norte-americana face às suas concorrentes - está a negociar na linha d'água, acelerando apenas 0,03%, depois de ter chegado a ganhar cerca de 0,1% esta madrugada. Na sexta-feira, a "nota verde" conseguiu mesmo saltar 0,6%, beneficiando de um "sell-off" nas ações tecnológicas e de um aumento nas probabilidades de a Reserva Federal (Fed) avançar com subidas nas taxas de juro já este ano. 

Por sua vez, o euro está a negociar com perdas de 0,02% face à divisa norte-americana, com perdas de 0,02% para 1,1520 dólares, enquanto a libra cede 0,05% parta 1,3336 dólares. Já a "nota verde" cai 0,04% para 160,22 dólares. 

"O dólar poderá continuar a subir gradualmente, uma vez que o contexto macroeconómico dos EUA, caracterizado por uma melhoria da procura de mão-de-obra e uma inflação persistente, sustenta uma postura mais restritiva da política monetária da Fed", escreve Elias Haddad, diretor global de estratégia de mercados da Brown Brothers Harriman & Co., numa nota a que a Bloomberg teve acesso. 

No domingo, as tensões no Médio Oriente voltaram a escalar, depois de o . O Presidente dos EUA, Donald Trump, ainda apelou a Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, para não retaliar, mas o pedido foi em vão e, nesta madrugada, Tel Aviv colocou na mira uma série de alvos militares iranianos. Teerão voltou a responder com uma nova ofensiva contra bases aéreas do país.

09h29

Ouro cai mais de 1% com escalada da violência entre Irão e Israel

AP / Jae C. Hong

O ouro está a negociar em território negativo esta segunda-feira, após uma nova troca de ataques entre Israel e Irão ter levado os investidores a reduzirem as esperanças de que o conflito no Médio Oriente possa estar próximo de acabar. Apesar de o metal amarelo tendencialmente beneficiar de uma escalada nas tensões geopolíticas, o impacto da guerra nos preços da energia está a aumentar as probabilidades de a Reserva Federal (Fed) avançar com subidas nas taxas de juro este ano. 

O metal precioso chegou a cair 1,4% esta manhã, tendo entretanto conseguido reduzir as perdas para 0,48%, negociando nos 4.309,30 dólares por onça. O ouro continua, assim, numa trajetória de queda, depois de ter perdido quase 5% do seu valor na semana passada, devido à turbulência no conflito entre Israel, EUA e Irão, que já se encontra no seu quarto mês. 

As tensões voltaram a escalar este domingo, quando o . O Presidente dos EUA, Donald Trump, ainda apelou a Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, para não retaliar, mas o pedido foi em vão e, nesta madrugada, Tel Aviv colocou na mira uma série de alvos militares iranianos. Teerão voltou a responder com uma nova ofensiva contra bases aéreas do país. 

Um conselheiro militar do líder supremo do Irão afirmou que o lançamento de mísseis contra Israel tinha o objetivo de servir como um "aviso" para que o país cessasse os ataques no Líbano, um conflito paralelo que tem sido um ponto de discórdia nas negociações para um acordo mais abrangente entre Washington e Teerão. Na semana passada, Israel e o Líbano ainda concordaram com um cessar-fogo, mas o mesmo acabou rejeitado pelo Hezbollah. 

"As principais questões relacionadas com o conflito no Médio Oriente continuam por resolver", explica Rhona O’Connell, diretora de análise de mercados da StoneX Group, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. "A nossa convicção de que existe uma tendência para a baixa está, até agora, a confirmar-se, mas mantemos-nos atentos a qualquer oportunidade de compra a preços baixos", acrescenta. 

08h10

Troca de ataques no Médio Oriente leva petróleo a disparar quase 5%

AP / Jeff McIntosh

Os preços do petróleo estão a disparar quase 5% esta segunda-feira, impulsionados por uma nova troca de ataques entre Israel e Irão, escalando o conflito no Médio Oriente e levando os investidores a apostarem que um acordo de paz pode estar mais longe do que o esperado. 

O Brent - crude de referência para a Europa - chegou mesmo a tocar nos 97,75 dólares por barril, tendo entretanto reduzido os ganhos para 97,54 dólares, uma subida de 4,81% face ao preço de fecho de sexta-feira. Por sua vez, o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - acelera 4,41% para 94,54 dólares por barril, enquanto o gás negociado em Amesterdão salta 5,61% para 51,21 euros por megawatt.

A guerra no Médio Oriente voltou a ocupar o palco principal das preocupações dos investidores, depois de o , no Líbano. O Presidente dos EUA, Donald Trump, ainda apelou ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para não responder aos ataques, mas o pedido foi ignorado. 

Israel lançou uma nova ofensiva contra uma série de cidades iranianas esta madrugada, ataques que tiveram uma resposta imediata por parte de Teerão. De acordo com a agência de notícias iraniana Fars, a República Islâmica lançou mísseis contra as bases aéreas israleitas de Nevatim e Tel Nof. Vários países da região decidiram fechar ou restringir o espaço aéro dado a escalada no conflito. 

"A escalada de tensões deste fim de semana entre Israel e o Irão mostra-nos, mais uma vez, quão frágil é o cessar-fogo", afirmou Andy Lipow, presidente da Lipow Oil Associates, à Bloomberg. "O recrudescimento das hostilidades resulta num maior risco geopolítico de que o estreito [de Ormuz] possa ficar fechado por mais tempo do que o previsto, ao mesmo tempo que aumenta a probabilidade de o Irão tomar medidas adicionais para restringir a navegação no Mar Vermelho", acrescenta. 

As negociações para alcançar a paz no Médio Oriente continuam num impasse, com uma série de pontos de discórdia a impedirem novos avanços. Além do controlo do estreito de Ormuz e do futuro do urânio enriquecido detido pelo Irão, a República Islâmica está ainda a exigir um cessar-fogo entre Israel e Líbano - algo que tinha sido alcançado na semana passada, mas que foi rejeitado por parte do Hezbollah. Os ataques entre a milícia e as forças israelitas continuaram durante o fim de semana. 

07h42

"Sangria" na Ásia com IA e Médio Oriente em foco. Sul-coreano Kospi perde quase 8%

As principais praças asiáticas encerraram a primeira sessão da semana pintadas de vermelho, numa altura em que o pessimismo volta a instalar-se nos mercados financeiros, com os receios em torno da inteligência artificial (IA) e uma escalada no conflito no Médio Oriente a afastarem os investidores dos ativos de risco. Pela Europa, a negociação de futuros do Euro Stoxx 50 aponta para uma abertura com perdas superiores a 1%. 

O MSCI Asia Pacific Index - "benchmark" para a negociação do continente - está a cair mais de 3% esta manhã, com as perdas regionais a serem lideradas pelo sul-coreano Kospi. O índice - "cabeça de cartaz" para a IA, devido ao grande peso de duas gigantes do setor - encerrou a sessão com perdas de quase 8%, isto depois de na sexta-feira o norte-americano Nasdaq Composite já ter registado a maior queda desde abril de 2025. 

A retirada dos investidores de ações ligadas à IA levou as sul-coreanas Samsung e SK Hynix a perderem 9,65% e 7,25%, respetivamente, enquanto a Taiwan Semiconductor Manufacturing - a principal fornecedora da Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo - cedeu quase 3%. 

No fim de semana, o , no Líbano. Esta escalada acontece numa altura em que as negociações para pôr fim a um conflito que já dura há mais de três meses continuam entre Teerão e Washington, o que, em conjunto com um otimismo geral em torno da IA, tem alimentando um "rally" nas ações globais.

"É quase como se os investidores tivessem acordado de repente para uma realidade diferente esta semana, em que os dados sólidos sobre o emprego nos EUA, os crescentes receios de subida das taxas de juro e os riscos geopolíticos persistentes estão a assumir o papel principal, em detrimento da euforia em torno da IA», afirmou Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade, à Bloomberg. 

Apesar de ter arrancado com o ciclo de alívio da política monetária mais tarde e com menos vigor do que os seus pares, a Reserva Federal (Fed) norte-americana pode vir a ter de se juntar ao movimento global de subida das taxas de juro - mesmo contra os desejos do Presidente Donald Trump. A persistência do conflito no Médio Oriente que está a fazer disparar os preços da energia, em conjunto com um mercado de trabalho mais resiliente do que o esperado, estão a levar os investidores a apostar numa subida de 25 pontos base já este ano. 

Entre as principais praças asiáticas, os chineses Hang Seng e Shanghai Composite perderam 1,58% e 1,66%, respetivamente, enquanto os japoneses Topix e Nikkei 225 cederam 2,75% e 4,16%. Pela Austrália, o pessimismo manteve-se, com o S&P/ASX 200 a cair 0,7%. 

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