Ao minuto04.02.2026

Europa termina mista. Setor químico tem melhor dia em quatro anos

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quarta-feira.
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Sérgio Lemos
Negócios 04 de Fevereiro de 2026 às 18:01
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04.02.2026

Europa termina mista. Setor químico tem melhor dia em quatro anos

Bloomberg

As bolsas europeias terminaram a sessão desta quarta-feira sem rumo definido, com avanços em setores cíclicos, como o automóvel e o químico, a compensar as quedas nas ações de tecnologia. Os investidores continuam focados na "earnings season", que não tem deixado todos contentes.

“Esta época de resultados não é exatamente o que muitos investidores esperavam, porque pensavam que o pior dos efeitos cambiais e das tarifas do ano passado já tinha passado e muitas dessas ações estavam sobrevendidas”, disse o estratega do UBS, Gerry Fowler, à Bloomberg. E acrescenta: “Muitos investidores estão a sentir alguma dor.”

Já a inflação da Zona Euro caiu para o nível mais baixo num ano, abaixo da meta de 2% do Banco Central Europeu, enquanto as autoridades avaliam os próximos passos em relação às taxas de juros. Na reunião de amanhã não é esperada qualquer alteração. 

O índice de referência para o bloco, o Stoxx 600, aumentou 0,03% para 618,12 pontos, à boleia das ações ligadas ao setor químico, que saltou quase 5% para o melhor dia em quatro anos, devido ao otimismo em relação a regras mais flexíveis de redução de emissões, que contribuiu para uma maior aposta nestas empresas. O setor automóvel e das telecomunicações subiram ambos mais de 3,5%, enquanto as tecnológicas afundaram 2,5%. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX caiu 0,72 %, o espanhol IBEX 35 perdeu 0,09%, o italiano FTSEMIB valorizou 0,47%, o francês CAC-40 somou 1%, ao passo que o britânico FTSE 100 registou ganhos de 0,85%, sendo que o neerlandês AEX recuou 0,37%.

Entre os principais movimentos de mercado, a Novo Nordisk mergulhou 17,17% Esta foi a maior queda desde julho e eliminou mais de 40 mil milhões de dólares em valor de mercado, pressionando o setor da saúde.

Em contraciclo, a GSK subiu 7% depois de divulgar lucros melhores do que o antecipado no quarto trimestre, impulsionados pelos medicamentos para VIH e um remédio para asma que agora também foi aprovado para doenças pulmonares.

A Cellnex Telecom saltou mais de 6% com o anúncio de uma nova estrutura de gestão sénior na noite passada. As mineiras reverteram os ganhos e fecharam em queda, à medida que a recuperação dos metais preciosos perdeu força no final da sessão.

04.02.2026

Juros da dívida da Zona Euro aliviam. "Yield" das Gilts aumenta

Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro registaram alívios, após a queda na inflação da Zona Euro aumentar a possibilidade de que os responsáveis da política monetária do Banco Central Europeu adotem um tom ligeiramente mais moderado ao anunciarem mais uma decisão esta quinta-feira - tudo aponta para que deixe os juros inalterados.

A "yield" das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a região, caiu 3,1 pontos-base para 2,857%, enquanto os juros das obrigações francesas com a mesma maturidade desceram 1,9 pontos-base para 3,445%. Por Itália, os juros das obrigações a dez anos aliviaram 2,9 pontos para 3,467%. 

Pela Península Ibérica, a "yield" da dívida portuguesa na maturidade de referência recuou 2,5 pontos-base para 3,211% e aproxima-se dos juros das obrigações espanholas a dez anos, que aliviaram 2,6 pontos para 3,228%. 

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas a dez anos contrariaram a tendência, ao agravarem-se em 2,9 pontos-base para 4,545%, na véspera de mais uma reunião de política monetária do Banco de Inglaterra, em que se espera que a entidade monetária deixe os juros inalterados. 

04.02.2026

Dólar sobe após término de mais um "shutdown" dos EUA

O dólar norte-americano continua a trajetória de subidas, ganhando pela terceira vez em quatro sessões consecutivas, enquanto as restantes divisas estão a perder, sobretudo o iene, nas vésperas das eleições legislativas deste fim de semana. Espera-se a vitória do Partido Liberal Democrata da primeira-ministra Sanae Takaichi.

O euro cede 0,13% para 1,1804 dólares e, face à divisa nipónica, a "nota verde" soma 0,50% para 156,52 ienes. A libra perde também 0,26% para 1,3660 dólares. O índice do dólar DXY avança 0,15% para 97,58 pontos. 

O dólar parece ter resistido a mais um "shutdown" parcial do Governo, que terminou na noite de terça-feira. Os EUA têm orçamento por mais uns meses, embora dados cruciais sobre o emprego, que deveriam ser divulgados na sexta-feira, tenham sido adiados devido à paralisação, deixando os investidores a navegar "às escuras" em relação ao que esperar quando a Reserva Federal (Fed) reunir em março.

Tanto o Banco Central Europeu (BCE) como o Banco de Inglaterra reúnem na quinta-feira para mais uma decisão de política monetária, com os analistas a anteciparem que os dois bancos centrais mantenham as taxas de juro, apesar das grandes valorizações das duas moedas no último ano. 

04.02.2026

Ouro em queda com força do dólar e avisos dos analistas em mente

AP / Jae C. Hong

Os preços do ouro estão a cair esta tarde após uma manhã de subidas, em mais uma sessão de grande volatilidade para o metal. As vendas parecem continuar, numa altura em que também o dólar ganha força face às restantes divisas. 

Os avisos de alguns analistas de que os avanços do ouro possam ter sido excessivos e muito rápidos ainda parecem ecoar na mente dos investidores. Neste contexto, o metal amarelo cede 0,80% para 4.907,26 dólares por onça, depois de esta manhã ter chegado a superar a barreira dos 5 mil dólares, à boleia dos "dip-buyers".

A volatilidade dos metais preciosos vai continuar elevada, de acordo com o Bank of America. O ouro tem uma tese de investimento mais sólida e de longo prazo do que a prata, disse Niklas Westermark, chefe de negociação de "commodities" do mesmo banco, à Bloomberg, e acrescenta que, embora os preços inflacionados e a turbulência do mercado possam afetar o tamanho das posições dos "traders", não é um fator que vai reduzir o interesse geral dos investidores.

Durante a sessão de ontem e desta manhã, o ouro recebeu suporte das tensões geopolíticas, numa altura em que as tensões entre os EUA e o Irão se intensificaram após a Marinha americana ter abatido um drone iraniano. O presidente Donald Trump, no entanto, reiterou que as negociações diplomáticas entre os dois países estão em andamento e o encontro está marcado para o final desta semana.

04.02.2026

Petróleo volta a subir com tensões geopolíticas em foco

Jacob Ford / AP

Os preços do petróleo estão a subir, depois de uma fase volátil, numa altura em que as negociações de paz na Ucrânia continuam e as conversações com o Irão estão agendadas para o final da semana. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, e o enviado norte-americano, Steve Witkoff, encontram-se em Omã esta sexta-feira, avançou a imprensa iraniana, acrescentando que as conversas serão “limitadas à questão nuclear e à suspensão das sanções”. 

As negociações acontecem depois de os EUA terem abatido um drone iraniano e o presidente dos EUA, Donald Trump, ter ameaçado atacar o país caso Teerão não concorde com um acordo. As preocupações com um potencial conflito no Médio Oriente, responsável por cerca de um terço do petróleo bruto mundial, ajudaram a elevar os preços no mês passado, apesar dos sinais de um crescente excesso de oferta. 

A esta hora, o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – avança 0,65%, para os 63,62 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 0,74% para os 67,83 dólares por barril.

“As tensões geopolíticas estão a impulsionar os preços”, disse o diretor financeiro da Equinor, Torgrim Reitan, numa entrevista à Bloomberg TV. “A avaliação subjacente é um preço mais baixo do que o atual, mas com tudo o que está a acontecer, é muito difícil dizer onde vai parar”, acrescentou.

O impulso desta tarde surge também dos dados dos "stocks" de crude nos EUA. Na semana passada, houve uma quebra de 11,1 milhões de barris de "ouro negro", de acordo com o Instituto Americano de Petróleo, a maior queda desde junho. 


04.02.2026

Wall Street procura rumo à espera de contas da Alphabet

AP/Richard Drew

As bolsas norte-americanas arrancaram a sessão sem rumo definido, em dia de apresentação de contas do último trimestre da dona da Google, a Alphabet. É um ligeiro avanço face à sessão de ontem, quando as ações perderam com o "sell-off" das ações de software e os investidores se focaram nas ações fora das tecnológicas.

A subida dos preços do ouro, que voltou a reclamar a fasquia dos cinco mil dólares por onça, também deu algum impulso às empresas ligadas à indústria, que empurram o Dow Jones para ganhos. 

O S&P 500 cede 0,04% para 6.914,72 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite recua 0,47% para 23.144,82 pontos e o industrial Dow Jones soma 0,52% para 49.494,71 pontos. 

As tecnológicas estão também em queda, esta quarta-feira pressionada pelas ações da Advanced Micro Devices (AMD), que afunda mais de 12%, depois de o "guidance" para este ano não ter impressionado o mercado. 

Já a Nvidia perde 0,87% enquanto a empresacaso avance, este será o maior investimento individual da fabricante de chips na criadora do ChatGPT.

 "Pode haver uma perspetiva de copo meio cheio e meio vazio sobre estes movimentos. Por um lado, as ações de tecnologia estão com preços muito altos. Por outro, a força do mercado está a aumentar, num sinal de melhoria dos fundamentos económicos, apoiada por dados que mostram condições económicas mais robustas", disse Kyle Rodda, da Capital.com, à Bloomberg, referindo-se ao último relatório sobre o emprego privado nos EUA, que mostra um avanço menor do que o esperado em janeiro - dados que indicam que ainda há uma desaceleração contínua no mercado laboral norte-americano. 


04.02.2026

Euribor sobe a três, a seis e a 12 meses

A taxa Euribor subiu esta quarta-feira a três, a seis e a 12 meses face a terça-feira.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que avançou para 2,040%, continuou abaixo das taxas a seis (2,171%) e a 12 meses (2,234%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu, ao ser fixada em 2,171%, mais 0,010 pontos do que na terça-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a novembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,6% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,84% e 25,17%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu, para 2,234%, mais 0,009 pontos do que na sessão anterior.

A Euribor a três meses também avançou, ao ser fixada em 2,040%, mais 0,011 pontos do que na terça-feira.

A próxima reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) realiza-se esta semana, em Frankfurt, Alemanha, e os mercados antecipam que a instituição volte a manter as taxas diretoras.

Na anterior reunião, em 18 de dezembro, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela quarta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes, em junho de 2024.

Em relação à média mensal da Euribor em janeiro, esta baixou a três, a seis e a 12 meses, de forma mais acentuada no prazo mais longo.

A média mensal da Euribor em janeiro desceu 0,020 pontos para 2,028% a três meses e 0,002 pontos para 2,137% a seis meses. Já a 12 meses a média da Euribor recuou 0,022 pontos para 2,245% em janeiro.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

04.02.2026

"Benchmark" europeu recua após tocar em máximos históricos. Santander recua 3%, Novo Nordisk afunda

AP / Arne Dedert

As principais praças europeias estão a negociar divididas entre ganhos e perdas, num dia em que os investidores reduzem a exposição ao risco e procura ativos de refúgio, com o ouro a voltar a ultrapassar a marca dos 5 mil dólares por onça e os juros das dívidas soberanas da Zona Euro a aliviarem. O sentimento está ainda a ser pressionado por uma série de resultados trimestrais que apontam para diferentes caminhos, com a Novo Nordisk a ser o destaque da manhã. 

A esta hora, o Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, recua 0,26% para 616,30 pontos, depois de ter conseguido atingir um novo máximo histórico na sessão anterior. O setor tecnológico é o que mais perde esta manhã, estendendo um "sell-off" no setor que já se fez sentir na terça-feira, com os investidores a mostrarem preocupações que as partes mais tradicionais do setor possam ver o seu modelo de negócio suplantado pela inteligência artificial (IA). 

Apesar de o Stoxx 600 ter registado um novo máximo histórico na sessão anterior, o principal índice europeu tem registado bastante volatilidade, à boleia das tensões geopolíticas e de uma época de resultados que se tem revelado mista. "Esta época de divulgação de resultados não está a ser realmente o que muitos investidores esperavam, porque pensavam que o pior dos efeitos relacionados com a moeda e as tarifas do ano passado já tinha passado e que muitas dessas ações estavam sobrevalorizadas", explica Gerry Fowler, estratega do UBS Group AG, à Bloomberg.

Entre as principais movimentações de mercado, a , numa altura em que os medicamentos de perda de peso da empresa enfrentam cada vez mais competição feroz das suas rivais. Os analistas antecipavam uma queda nas receitas de apenas 1,4%. 

Já o Santander recua 3,66% para 10,68 euros, após o , num negócio que avalia a instituição financeira dos EUA em 12,2 mil milhões de dólares. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX recua 0,52%, o espanhol IBEX 35 cai 0,49%, enquanto o francês CAC-40 avança 0,42%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,22%, o britânico FTSE 100 regista ganhos de 0,57% e o neerlandês AEX acelera 0,19%.

04.02.2026

Juros aliviam na Zona Euro à espera de dados da inflação

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a registar alívios esta quarta-feira, numa altura em que os investidores aguardam pela mais recente leitura da inflação referente a janeiro e as principais praças europeias estão divididas entre ganhos e perdas.

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, recuam 2 pontos-base para 2,869%, enquanto as obrigações francesas a dez anos aliviam 1,7 pontos para 3,447%. Em Itália, os juros agravam-se em apenas 2,5 pontos para 3,471%.

Já pela Península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas e espanholas na maturidade de referência recuam 2,3 e 2,1 pontos-base para 3,213% e 3,233%, respetivamente.

Fora da Zona Euro, mantém-se a tendência, mas com menor magnitude. Os juros das "Gilts" britânicas a dez anos perdem 0,2 pontos-base para 4,514%. 

04.02.2026

Dólar resiste após mais um "shutdown". Iene cai para mínimos de duas semanas

Florian Gaertner/picture-alliance/dpa/AP Images

O dólar está a negociar praticamente inalterado face a um conjunto de moedas concorrentes, numa altura em que os investidores permanecem cautelosos após mais um "shutdown" parcial do Governo ter terminado na noite de terça-feira. Já o iene caiu para mínimos de duas semanas antes de o país ir a votos no fim de semana, num ato eleitoral que está a ser visto como o mais imprevisível dos últimos anos. 

A esta hora, o euro avança 0,09% para 1,1829 dólares, enquanto a libra ganha 0,20% para 1,3723 dólares. Tanto o Banco Central Europeu (BCE) como o Banco de Inglaterra reúnem na quinta-feira para mais uma decisão de política monetária, com os analistas a anteciparem que os dois bancos centrais mantenham as taxas de juro inalteradas, apesar das grandes valorizações das duas moedas no último ano. 

Por sua vez, o dólar acelera 0,47% para 156,48 ienes, atirando a divisa nipónica para o valor mais baixo desde 23 de janeiro, antes de a moeda corrigir em força com a ajuda de rumores de que as autoridades norte-americanas poderiam estar a preparar uma intervenção em conjunto com as japonesas. No entanto, o destino do iene recai agora sobre o resultado eleitoral desta semana, com a atual primeira-ministra Sanae Takaichi a procurar uma maioria reforçada para avançar com uma política orçamental expansiva. 

Olhando para o outro lado do Atlântico, o Presidente norte-americano assinou o acordo entre republicanos e alguns democratas que põe fim a um "shutdown" parcial que durou apenas quatro dias. Os EUA têm orçamento por mais uns meses, embora dados cruciais sobre o emprego, que deveriam ser divulgados na sexta-feira, tenham sido adiados devido à paralisação, deixando os investidores a navegar "às escuras" em relação ao que esperar quando a Reserva Federal (Fed) reunir em março. 

04.02.2026

Ouro volta a ultrapassar os 5 mil dólares com ajuda dos EUA e Irão

Mark Baker / Associated Press

O ouro conseguiu voltar a negociar acima do nível dos 5 mil dólares esta quarta-feira, recuperando em força das quedas históricas registadas no final da semana passado e no arranque deste mês. Os "dip-buyers", como são conhecidos os investidores que reforçam as suas posições após grandes desvalorizações de preços, estão a chegar-se à frente e a dar força ao metal amarelo, aproximando-o dos máximos históricos que atingiu brevemente na sexta-feira. 

A esta hora, o ouro avança 2,76% para 5.083,47 dólares por onça, tendo chegado a crescer quase 3% para 5.091,60 dólares. Este movimento segue-se a um dia em que os preços do metal precioso chegaram a disparar mais de 7%, após quedas históricas nas duas sessões anteriores. A também se faz sentir na negociação da prata, que acelera cerca de 6% neste momento, ficando acima dos 90 dólares por onça. 

Além de o ouro estar a beneficiar da entrada no mercado dos "dip-buyers", o metal amarelo cresce também à boleia de uma escalada de tensões entre Washington e Teerão, depois de os EUA terem abatido um drone iraniano no Mar Arábico e um navio com bandeira norte-americana ter sido intercetado por outros navios no Estreito de Ormuz. Apesar destes incidentes, Donald Trump reitera que os dois países estão prontos a negociar um acordo para não escalar ainda mais a situação. 

"As vendas forçadas provavelmente chegaram ao fim no mercado de metais preciosos", explica Daniel Ghali, estratega sénior de "commodities" da TD Securities, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. "A intensa volatilidade da última semana certamente pode manter os investidores de retalho à margem, removendo um grupo cada vez mais importante do mercado", antecipa.

Apesar da mais recente turbulência, os analistas do Goldman Sachs continuam otimistas em relação ao ouro e antecipam que o metal precioso termine o ano nos 5.400 dólares por onça - um valor que chegou mesmo a ultrapassar antes do seu "rally" ser interrompido pela . Apesar de advogar por cortes nas taxas de juro, Warsh é considerado o nome mais "hawkish" entre os quatro candidatos que conseguiram chegar à "shortlist" da Casa Branca para liderar o banco central. 

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