Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo em queda. Euro inalterado

Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo em queda. Euro inalterado

As bolsas europeias estão a negociar em terreno negativo depois de terem atingido máximos de três meses na última sessão. O petróleo está a reagir em queda ao fim da greve no Kuwait e a moeda única segue inalterada face ao dólar.
Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo em queda. Euro inalterado
Bloomberg
Rita Faria 20 de abril de 2016 às 08:34

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,10% para 4.983,22 pontos

Stoxx 600 perde 0,15% para 348,71 pontos

Nikkei valorizou 0,19% para 16.906,254 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,1 pontos base para 3,128%

Euro inalterado nos 1,1357 dólares

Petróleo em Londres cai 1,79% para 43,24 dólares o barril

Bolsas europeias em queda ligeira

As bolsas europeias estão a negociar em queda ligeira esta quarta-feira, 20 de Abril, numa altura em que os investidores continuam atentos aos resultados trimestrais das empresas. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, desce 0,15% para 348,71 pontos, depois de ter atingido ontem o valor mais alto desde 13 de Janeiro.

Na bolsa nacional, o PSI-20 cai 0,1% para 4.983,22 pontos, pressionado sobretudo pela Galp Energia e pelo BCP. A petrolífera desvaloriza 0,5% para 11,83 euros enquanto o banco liderado por Nuno Amado cai 0,59% para 3,38 cêntimos.

Juros portugueses em alta ligeira antes do leilão

Os juros da dívida pública portuguesa estão a negociar em alta ligeira, antes de o IGCP regressar ao mercado para um leilão de bilhetes do Tesouro a três e 11 meses, com um montante indicativo entre 750 milhões e 1.000 milhões de euros.

A ‘yield’ associada às obrigações a dez anos aumenta 0,1 pontos base para 3,128%, enquanto a cinco anos a subida é de 0,7 pontos base para 2,001%. 


Euro inalterado face ao dólar

A moeda única europeia está inalterada nos 1,1357 dólares, depois de três sessões consecutivas de ganhos face à divisa norte-americana. Já o iene subiu pela primeira vez em três sessões depois de o governador do banco do japão Haruhiko Kuroda ter afirmado que a flexibilização monetária não é uma promessa de uma moeda mais fraca ou de acções mais fortes.

A moeda japonesa avançou 0,35% para 0,009188 dólares.

Petróleo desce mais de 2% com fim da greve no Kuwait

O petróleo está a negociar em queda nos mercados internacionais, depois de os trabalhadores do Kuwait terem anunciado que vão pôr fim à greve que provocou interrupções na produção de petróleo do país, o quarto maior produtor da OPEP. O protesto dos trabalhadores reduziu a produção do Kuwait em 1,7 milhões de barris por dia.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 2,17% para 40,19 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, desvaloriza 1,79% para 43,24 dólares.

Esta quarta-feira serão conhecidos os dados da Administração de Informação de Energia sobre as reservas de crude dos Estados Unidos que, segundo as estimativas recolhidas pela Bloomberg, deverão ter aumentado em 3 milhões de barris na semana passada.

Zinco lidera descidas dos metais industriais

O zinco, que atingiu máximos de nove meses na última sessão, está a liderar as perdas dos metais industriais em Londres, numa altura em que o petróleo está a desvalorizar nos mercados internacionais e o dólar está pouco alterado face às principais congéneres.

O zinco desceu 1,2% para 1.913 dólares por tonelada métrica, em Xangai, o cobre caiu 0,8% e o alumínio perdeu 0,4%. 


Destaques do dia
 

Isabel dos Santos reabre porta da negociação. A empresária angolana reagiu à OPA com críticas ao Governo, CaixaBank e BPI. Mas sublinha "a intenção de conduzir este processo de forma a responder aos interesses de todas as partes". Isabel dos Santos reabre a porta à negociação. O BPI mostra abertura para aceitar.

Após correcção, acções do BPI deverão ajustar à OPA. As acções afundaram mais de 7,5%, depois de mais de uma semana sem negociar. Os analistas antecipam que os títulos estabilizem nos próximos dias e se aproximem do preço oferecido pelo CaixaBank.

BPI: A suspensão mais longa da última década no PSI-20. As acções do BPI estiveram suspensas mais de uma semana, com o regulador a aguardar que o banco divulgasse toda a informação sobre as negociações e se estava a ser alvo de sanções.

Obrigações portuguesas de retalho estreiam-se a dar 2,2%. As Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV) foram anunciadas por Maria Luís Albuquerque, mas só agora, seis meses depois, vão avançar. O prazo de subscrição começa dia 26. A meta são 350 milhões de euros.


EDP Renováveis encaixa 550 milhões com venda de activos eólicos. A empresa liderada por Manso Neto encaixou 550 milhões de euros com a venda ao fundo Vortex de 49% do capital social de um portefólio de activos eólicos em Espanha, Portugal, Bélgica e França.

Receitas da Yahoo superam estimativas no primeiro trimestre. A tecnológica liderada por Marissa Mayer registou um volume de negócios acima das expectativas do mercado. Já o lucro por acção ficou em linha com o esperado.

Intel elimina 12 mil postos de trabalho. A tecnológica Intel anunciou o corte de 11% da força de trabalho e previsões de resultados que ficaram abaixo das estimativas.

O que vai acontecer hoje

IGCP. Leilão de bilhetes do Tesouro a três e 11 meses, com um montante indicativo entre 750 milhões e 1.000 milhões de euros.

EUA. Novos pedidos de subsídio de desemprego, na semana terminada a 16 de Abril; Pedidos de subsídio de desemprego continuados, na semana terminada a 9 de Abril. 




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