Mercados num minuto Abertura dos mercados: Cedência de Itália no défice anima bolsas e euro e afunda juros

Abertura dos mercados: Cedência de Itália no défice anima bolsas e euro e afunda juros

As bolsas europeias estão a negociar em alta, com destaque para a praça de Milão, que ganha mais de 1%. Os juros da dívida italiana estão a descer 12 pontos e o euro segue com sinal positivo pela primeira vez em seis sessões.
Abertura dos mercados: Cedência de Itália no défice anima bolsas e euro e afunda juros
Reuters
Rita Faria 03 de outubro de 2018 às 09:18

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,51% para 5.319,27 pontos

Stoxx 600 ganha 0,29% para 383,06 pontos

Nikkei desvalorizou 0,66% para 24.110,96 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos caem 1,4 pontos para 1,886%

Euro sobe 0,26% para 1,1578 dólares

Petróleo em Londres valoriza 0,27% para 85,03 dólares o barril

 

Bolsas europeias em alta animadas com Itália

As bolsas europeias estão a negociar em alta esta quarta-feira, 3 de Outubro, animadas pela notícia avançada por dois jornais italianos de que o Governo vai reduzir a meta do défice para 2020 e 2021 de 2,4% para 2,2% e 2%, respectivamente.

 

Depois de ter sido alvo de críticas de vários responsáveis europeus e do desagrado dos mercados financeiros com as metas definidas para os próximos três anos, o Executivo transalpino estará agora disposto a ceder, o que está a motivar o optimismo dos investidores.

 

A bolsa de Milão, que tocou um mínimo de 17 meses na sessão de ontem, está a subir 1,34% para 20.838,53 pontos, liderando os ganhos na Europa.

 

O índice de referência para o Velho Continente, o Stoxx600, sobe 0,29% para 383,06 pontos.

 

Em Lisboa, o PSI-20 acompanha as subidas, com o PSI-20 a valorizar 0,51% para 5.319,27 pontos, depois de três sessões consecutivas de perdas. A animar o principal índice nacional está sobretudo o BCP, que soma 0,61% para 24,6 cêntimos, e a Jerónimo Martins, que valoriza 0,53% para 12,335 euros.

 

Juros de Itália afundam 12 pontos

Os juros da dívida italiana estão a descer em todas as maturidades, a reflectir o alívio dos mercados com a decisão do Governo de reduzir a meta do défice a partir de 2020. No prazo a dez anos, a descida é de 12 pontos base para 3,332%.

 

O desagravamento estende-se à generalidade dos países do euro, com excepção da Alemanha, onde a yield associada às obrigações a dez anos avança 2,5 pontos para 0,447%.

 

Em Portugal, a descida é de 1,4 pontos para 1,886% e em Espanha de 1,3 pontos para 1,526%.

 

Euro valoriza pela primeira vez em seis sessões

A beneficiar da decisão do Governo italiano está também a moeda única europeia que está a valorizar face ao dólar depois de cinco sessões de perdas. A turbulência nos mercados europeus e os receios em relação à trajectória das finanças públicas em Itália têm colocado pressão sobre o euro, enquanto o dólar tem beneficiado do movimento de fuga ao risco.   

 

Nesta altura, o euro ganha 0,26% para 1,1578 dólares.

 

Brent acima dos 85 dólares

O petróleo segue em terreno positivo nos mercados internacionais, com os receios em torno de uma quebra da oferta a sobreporem-se à expectativa de que as reservas de crude dos Estados Unidos tenham aumentado na semana passada, o que normalmente contribuiria para a queda das cotações.

 

Os dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos sobre os inventários de crude vão ser conhecidos esta quarta-feira.

 

Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI), sobe 0,25% para 75,42 dólares, enquanto em Londres, o Brent avança 0,27% para 85,03 dólares.

Ouro sobe pela segunda sessão

O ouro está a negociar em alta pela segunda sessão consecutiva, numa altura em que o dólar norte-americano está em queda face às principais divisas. O metal amarelo mantém assim o sinal verde depois de ter registado ontem a maior subida em cinco semanas, com um avanço de 1,21%.

 

Nesta altura, o ouro sobe 0,11% para 1.204,60 dólares por onça.  




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