Mercados num minuto Abertura dos mercados: Brexit e nova aproximação entre EUA e China animam bolsas. Ataque ao Irão impulsiona petróleo

Abertura dos mercados: Brexit e nova aproximação entre EUA e China animam bolsas. Ataque ao Irão impulsiona petróleo

As negociações comerciais entre os EUA e a China e a perspetiva mais otimista sobre um Brexit com acordo estão a animar a negociações bolsista. Já o petróleo está a subir, depois de um ataque a instalações petrolíferas iranianas.
Abertura dos mercados: Brexit e nova aproximação entre EUA e China animam bolsas. Ataque ao Irão impulsiona petróleo
Reuters
Sara Antunes 11 de outubro de 2019 às 09:13

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,28% para 4.958,32 pontos

Stoxx 600 ganha 0,43% para 384,41 pontos

Nikkei valorizou 1,15% para 21.798,87 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 4,1 pontos base para 0,153%

Euro aprecia 0,09% para 1,1015 dólares

Petróleo em Londres avança 1,84% para 60,19 dólares o barril

 

Boas perspetivas da guerra comercial animam investidores

As negociações comerciais entre os EUA e a China estão a correr "mesmo bem", revelou o presidente americano, o que está a elevar as expectativas dos investidores. Uma comitiva chinesa, liderada pelo vice-primeiro-ministro Liu He viajou até aos EUA, para se reunir com responsáveis americanos e as reuniões vão continuar esta sexta-feira. Ainda assim, as perspetivas são positivas, com Donald Trump a ter encontro marcado hoje com Liu He.

 

Na Europa, é o Brexit que está a animar, com as notícias a sugerirem que poderá haver uma solução para a saída do Reino Unido da União Europeia com um acordo. Pelo menos foi o que expressaram os responsáveis britânicos e irlandeses, considerando que talvez seja possível encontrar um "caminho" para um acordo. Esta expectativa foi criada depois do encontro entre o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, na quinta-feira.

 

Neste contexto, o Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, segue a subir 0,43% para 384,41 pontos.

 

Na bolsa nacional, a tendência é igualmente de ganhos, com o PSI-20 a subir 0,28% para 4.958,32 pontos.

 

Juros de Portugal voltam a distanciar-se dos de Espanha

As taxas de juro associadas à dívida soberana estão a recuar na generalidade dos países europeus e Portugal não é exceção. A taxa de juro implícita na dívida portuguesa a 10 anos está a ceder 4,1 pontos base para 0,153%, mantendo assim a tendência de queda que se tem verificado nas últimas semanas. A descida é ligeiramente superior à registada pelos juros espanhóis, o que acentua a distância entre as taxas dos dois países. A "yield" espanhola está nos 0,18%.

 

Já os juros associados à dívida alemã estão a recuar 2,2 pontos para -0,495%.

 

Libra em alta com perspetiva de acordo

A moeda britânica está a subir, tendo registado mesmo o ganho mais acentuado dos últimos sete meses, depois de ter sido noticiado que, após duas horas e meia de negociações "construtivas" entre o Reino Unido e a Irlanda, o primeiro-ministro irlandês está confiante de que é possível alcançar um acordo até 31 de outubro, permitindo que se realize um Brexit ordeiro.

 

A libra subiu ainda ontem 1,6% face ao euro, o que corresponde ao maior ganho desde março, mantendo a tendência positiva esta sexta-feira, avançando 0,13% para 1,1315 euros.

 

Petróleo sobe após ataque a tanque do Irão

Os preços do petróleo estão em alta, a refletir o aumento de tensão do Médio Oriente, depois de ter sido reportada uma explosão de um tanque petrolífero do Irão. Esta explosão ocorreu cerca de um mês depois de a Saudi Aramco ter sido alvo de um ataque que provocou uma quebra da produção, correspondente a 5% do fornecimento mundial.

 

O preço do barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, está a subir 1,84% para 60,19 dólares.

Ouro volta a superar os 1.500 dólares

O ouro tem sido usado como refúgio por parte dos investidores, num período conturbado em termos geopolíticos e de crescimento económico. Esta sexta-feira o metal precioso está a subir 0,6% para 1.503,04 dólares por onça.




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