Mercados num minuto Abertura dos mercados: Questões geopolíticas deixam bolsas sem rumo

Abertura dos mercados: Questões geopolíticas deixam bolsas sem rumo

As principais bolsas europeias estão a negociar sem uma tendência definida, numa altura em que os investidores têm manifestado os seus receios em relação a questões geopolíticas. Euro cede e petróleo ganha.
Abertura dos mercados: Questões geopolíticas deixam bolsas sem rumo
Bloomberg
Ana Laranjeiro 11 de abril de 2017 às 09:32

Os mercados em números        

PSI-20 ganha 0,11% para 4.969,38 pontos

Stoxx 600 valoriza 0,10% para 381,62 pontos

Nikkei desvalorizou 0,27% para 18.747,87 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 2,1 pontos para 3,841%

Euro recua 0,02% para 1,0594 dólares

Petróleo em Londres ganha 0,23% para 56,11 dólares o barril

Bolsas sem rumo com investidores atentos a questões geopolíticas

As principais praças europeias estão a negociar sem uma tendência definida. O britânico Footsie lidera os ganhos, subindo 0,53%, seguido pelo PSI-20, que aprecia 0,11%, impulsionado nomeadamente pelas acções do BCP (que sobem 0,50% para 18,08 cêntimos) e da Nos (que valorizam 0,75% para 5,08 euros). Por outro lado, o principal índice italiano lidera as quedas no Velho Continente ao recuar 0,35%. O Stoxx 600, índice de referência, aprecia 0,10%.

 

Na Ásia, a sessão foi igualmente de perdas, com os investidores a manifestarem os seus receios em torno das questões geopolíticas, como é o caso das tensões no médio oriente e na península da Coreia. Isto numa altura em que faltam menos de duas semanas para a primeira volta das eleições em França.

Juros em alta

Os juros da dívida pública portuguesa estão a negociar em alta no mercado secundários, com a maturidade a dez anos a escalar 2,1 pontos base para 3,841%. No caso da dívida alemã, os juros exigidos pelos investidores trocarem dívida entre si cedem 0,1 pontos base para 0,206%. Em França, no próximo dia 23 de Abril realiza-se a primeira volta das eleições presidenciais. Os investidores têm manifestado os seus receios em torno do escrutínio. Os juros da dívida francesa a dez anos somam 3 pontos base para 0,962%.

Euro em queda com investidores de olhos postos em França

A moeda da Zona Euro está a descer 0,02% para 1,0594 dólares. Esta evolução ocorre numa altura em que o mercado dá sinais de receios crescente em relação às eleições francesas, cuja primeira volta terá lugar em menos de duas semanas. O foco do mercado está sobretudo na possibilidade de Marine Le Pen, candidata da Frente Nacional, vir a ser eleita.

As últimas sondagens, publicadas no passado fim-de-semana, indicam um empate entre Marine Le Pen e o independente e centrista Emmanuel Macron, com uma votação entre 23% e 24%. Contudo, há ainda outro ponto a destacar: Jean-Luc Mélenchon prossegue a escalada das últimas semanas nas intenções de voto, com as sondagens publicadas no fim-de-semana a colocarem já o candidato da extrema-esquerda, apoiado pelos comunistas, na terceira posição.

Brent nos 56 dólares

Os preços do petróleo nos mercados internacionais estão a subir. O Brent do Mar do Norte, referência para as importações nacionais, ganha 0,23% para 56,11 dólares por barril. E o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, aprecia 0,13% para 53,15 dólares por barril. Este comportamento do crude tem lugar numa altura em que o mercado aguarda para conhecer os dados relativos aos inventários norte-americanos da matéria-prima.


Um inquérito realizado pela Bloomberg indica que os inventários provavelmente vão mostrar uma queda de 1,5 milhões de barris na semana passada.


Ouro continua a brilhar

O apetite dos investidores por activos considerados como de refúgio continua a verificar-se, o que está a dar ganhos ao ouro. O metal amarelo, para entrega imediata, sobe 0,27% para 1.258,04 dólares por onça, numa altura em que os investidores manifestam os seus receios em torno das questões geopolíticas, nomeadamente devido à situação da Síria e da Coreia do Norte.




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