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Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

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Ao minutoAtualizado há 29 min09h26

Preço do gás natural sobe mais 2%. Ouro avança com ajuda dos "dip buyers"

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quarta-feira.

Fábrica de LNG no Qatar
Fábrica de LNG no Qatar Stringer/picture alliance via Getty Images
09:26
há 51 min.09h03

Ouro avança com ajuda dos "dip buyers"

A negociação de metais preciosos está em terreno positivo nesta quarta-feira, depois de um recuo registado na sessão de terça-feira, com os investidores que aproveitam quebras no preço (conhecidos como dip buyers) a sustentarem a negociação do ouro nesta quarta-feira.

O conflito no Médio Oriente, que vai no quinto dia, tem provocado fortes ondas de choque nos mercados, com destaque para a subida em flecha dos preços das matérias-primas energéticas e para o tombo registado nas bolsas nos primeiros dois dias da semana.

Os metais preciosos têm oscilado entre ganhos e perdas, com a queda no valor a ser justificada acima de tudo pela valorização recente do dólar, o que torna o investimento em metais preciosos mais caro para quem negoceia noutras divisas.

O mercado está a adotar uma "redução de risco nas carteiras", analisa Peter Kinsella, responsável de estratégia cambial na Union Bancaire Privée, citado pela Bloomberg. "É totalmente consistente com o que temos observado em conflitos anteriores".

Neste contexto, às 08:43 horas, o ouro negociava a valorizar 1,68% para os 5.174,14 dólares por onça, enquanto a prata valorizava 4,10% para os 85,38 dólares.

"Acredito que vamos certamente ver uma recuperação do ouro", defendeu ainda Kinsella.

08h55

Preço do gás natural negociado na Europa sobe mais de 2%

O preço do gás de referência para os mercados europeus, negociado no TTF – ponto de negociação nos Países Baixos –, fixa-se nesta quarta-feira perto do seu nível mais alto em três anos, enquanto os "traders" avaliam o plano dos EUA para proteger o transporte marítimo que passa pelo Estreito de Ormuz no Médio Oriente, via marítima que tem sido abalada pelo conflito na região.

Os futuros de referência registam neste momento ganhos relativamente modestos, de cerca de 2,14%, para os 55,453 euros por megawatt-hora (contra os cerca de 30 euros no final da semana passada), após um aumento de 70% no início desta semana.

O Presidente Donald Trump disse na terça-feira que os EUA têm a intenção de escoltar os navios que atravessam o Estreito de Ormuz — via por onde passa cerca de um quinto do petróleo e o GNL produzido ao nível global — “se necessário”, mas muitos detalhes sobre este plano ainda não são claros.

Desde o arranque deste ano que o preço do gás natural no mercado europeu já escalou quase 90%, já que as principais infraestruturas energéticas do Médio Oriente estão no centro do conflito, e a situação corre o risco de causar o choque mais grave desde que a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 abalou o comércio global de energia.

Embora os países asiáticos comprem a maior parte do GNL produzido e exportado do Médio Oriente, qualquer perturbação prolongada aumentará a concorrência por fontes alternativas de abastecimento, mantendo os preços elevados em todo o mundo, incluindo na Europa. A crise ainda não se materializou no abastecimento físico da Europa, uma vez que o gás exportado pelo Qatar demora cerca de um mês a chegar ao Velho Continente - e as entregas previstas para março na Europa partiram do país do Golfo antes do início do conflito no dia 28 de fevereiro.

Ainda assim, a região está particularmente vulnerável neste verão, já que precisa de comprar grandes volumes de GNL para reabastecer as reservas. “Com o armazenamento europeu já esgotado e os ‘spreads’ asiáticos a aumentarem, há uma margem limitada e nenhum prazo claro para um cessar-fogo que permita fixar expectativas”, afirmou à Bloomberg Pallav Kant, da Energy Aspects.

08h53

China reduz exposição a dívida no Médio Oriente

A China está a reduzir a exposição à dívida do Médio Oriente face ao aumento das preocupações com o conflito na região. Segundo avança a Bloomberg, que cita uma fonte próxima não identificada, um grande banco chinês tomou uma medida invulgar ao restringir o levantamento de um empréstimo bilateral a uma das entidades financeiras do Governo de Abu Dhabi.

Outra instituição financeira estará à procura de compradores para se desfazer de partes de financiamentos sindicados junto de emitentes do Médio Oriente, incluindo o acordo de 4 mil milhões de dólares do fundo soberano ADQ do ano passado.

O braço de gestão de ativos de uma seguradora chinesa está a reduzir as suas participações em títulos de dívida soberanos e ligados ao Estado, incluindo os emitidos pela Saudi Aramco. Entretanto, os operadores de uma instituição chinesa foram instruídos para interromper as negociações com dívida da região a partir de segunda-feira.

A par de vários casos de tentativas de cortar laços financeiros, os reguladores chineses estão a apertar o cerco. A Autoridade Monetária de Hong Kong contactou pelo menos dois bancos locais esta semana para rever a sua exposição a empréstimos e obrigações do Médio Oriente, enquanto a Administração Nacional de Regulação Financeira da China também aconselhou os bancos locais a examinarem as suas atividades de financiamento na região.

A reavaliação por parte dos reguladores e a possível retração dos bancos chineses — que estão atualmente entre os principais financiadores do Golfo — acontece numa altura em que a crise do Irão ameaça remodelar as estratégias de financiamento e injetar novas incertezas nos planos de expansão em todo o Médio Oriente.

Os empréstimos concedidos pelos bancos chineses à região quase triplicaram, atingindo um recorde de 15,7 mil milhões de dólares em 2025, excluindo operações bilaterais, sendo a maior parte destinada à Arábia Saudita e aos Emirados Árabes Unidos, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

08h12

Petróleo com subida menos expressiva depois de Trump garantir escolta a petroleiros

petroleo combustiveis

Os preços do petróleo continuam a valorizar nesta quarta-feira, ainda que o ritmo de subidas tenha atenuado em comparação com as últimas duas sessões, depois de o Presidente norte-americano ter sugerido que a Marinha dos EUA poderá começar a escoltar navios através do Estreito de Ormuz, depois de o Irão ter ameaçado atacar qualquer embarcação que passasse pela via marítima crucial para o transporte de crude.

O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – soma 2,78%, para os 76,63 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – valoriza 3,01% para os 83,85 dólares por barril.

Ainda pelo Médio Oriente, e à medida que se intensifica a guerra entre os EUA e Israel contra o Irão - que se está a alastrar a outros países da região do Golfo -, o Iraque, segundo maior produtor de petróleo bruto da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, reduziu a produção em quase 1,5 milhões de barris por dia, para cerca de metade, devido a limites de armazenamento e à falta de uma rota de exportação, sendo que o país poderá mesmo ter de encerrar a sua produção de quase 3 milhões de barris por dia dentro dos próximos dias, caso as exportações não sejam retomadas.

Já sobre o anúncio de Trump, o Presidente dos EUA referiu ontem que, “aconteça o que acontecer, os EUA vão garantir o livre fluxo de energia para o mundo. Para isso, Trump afirma que a US International Development Finance Corporation (DFC) está disposta a oferecer seguros às embarcações por "um preço bastante razoável", além de pôr mesmo em cima da mesa possíveis escoltas dos petroleiros por parte da marinha norte-americana - "assim que possível". Este anúncio chega numa altura em que as maiores seguradoras marítimas do mundo começaram a deixar de oferecer cobertura contra riscos de guerra para os navios que estão a entrar no Golfo Pérsico.

Nos EUA, os "stocks" de petróleo bruto terão aumentado em 5,6 milhões de barris na semana passada, de acordo com fontes do mercado que citam números do American Petroleum Institute, valor que fica acima dos 2,3 milhões projetados pelo mercado. Os números oficiais serão conhecidos ainda nesta quarta-feira.

07h57

"Cocktail tóxico" leva Ásia a fortes perdas. "Benchmark" sul-coreano tem maior "crash" de sempre

Kospi, Coreia do Sul

Os principais índices asiáticos encerraram a negociação com perdas expressivas pela terceira sessão consecutiva e registaram a maior queda em quase um ano nesta quarta-feira, à medida que as crescentes preocupações com a provocam uma fuga dos investidores dos ativos de risco. Já os futuros dos índices de ações apontam para ganhos modestos na Europa e algumas perdas contidas nos EUA, sugerindo que a liquidação poderá ser limitada nestas regiões.

Pelo Japão, o Nikkei caiu 3,61%, ao passo que o Topix perdeu 3,67%. Já o sul-coreano Kospi tombou 12,06% - a sua maior queda de sempre. Antes de afundar nas últimas sessões, o Kospi era o índice com melhor desempenho do mundo desde o início do ano. Na China, o Hang Seng de Hong Kong desvalorizou 2,67% e o Shanghai Composite cedeu 0,98%. Por Taiwan, o TWSE derrapou 4,35%.

O índice regional MSCI Ásia-Pacífico caiu 4,5%. “Os mercados asiáticos estão a sufocar com um cocktail tóxico – aumento dos preços da energia, valorização do dólar e tensões geopolíticas que já ninguém consegue ignorar”, disse à Bloomberg Hebe Chen, da Vantage Global Prime. “Isto não é apenas uma retração técnica, mas mais uma capitulação psicológica”, acrescentou o especialista.

Os grandes movimentos nas ações asiáticas contrastaram com outros mercados, depois de o Presidente Donald Trump ter dado garantias sobre a salvaguarda do transporte marítimo através do Estreito de Ormuz, o que ajudou a acalmar os investidores. Os ataques dos EUA e de Israel ao Irão desestabilizaram o Médio Oriente e ameaçam provocar um novo choque de inflação na economia global, com a escalada dos preços do petróleo. Também não se sabe quando ou como a guerra irá terminar, o que aumenta a possibilidade de um conflito prolongado que poderá ter consequências imprevisíveis.

A dependência da Ásia em relação ao petróleo e ao gás do Médio Oriente significa que a extrema volatilidade que se continua a registar nos preços do petróleo provavelmente fará com que as ações da região continuem a cair. “A liquidação no Japão está a ser muito violenta. Os investidores estão agora a realizar lucros nas partes das suas carteiras onde têm ganhos significativos”, sublinhou à agência de notícias Rajeev de Mello, da Gama Asset Management. “A redução do risco é importante, uma vez que os refúgios seguros, como as obrigações, não têm amortecido as quedas nas carteiras dos investidores”.

As ações japonesas estavam a ter um forte desempenho este ano e atingiram níveis recorde com o chamado “Takaichi trade” a impulsionar as ações dos setores dos semicondutores e empresas de defesa. A recuperação continuou depois de o Partido Liberal Democrático, da primeira-ministra Sanae Takaichi, ter alcançado a maior vitória pós-guerra para um único partido nas eleições legislativas japonesas. Mas desde esta quarta-feira que ambos os índices de referência nipónicos já perderam todos os ganhos obtidos desde as eleições antecipadas de 8 de fevereiro.

Entre os movimentos do mercado pela Ásia, a Alibaba caiu mais de 3%, a Samsung derrapou mais de 11%, a Taiwan Semiconductor Company (TSMC) perdeu 3,62% e o Softbank Group tombou mais de 7%.

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