Sánchez responde a Trump com um "não à guerra". Israel prepara novo ataque no Líbano
Acompanhe os desenvolvimentos desta quarta-feira do conflito no Médio Oriente. No sábado, os EUA e Israel atacaram o Irão, o que desencadeou uma retaliação iraniana e está a provocar incerteza na região.
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Espanha responde a Trump: "A postura do Governo resume-se a três palavras: Não à guerra"
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, deu esta quarta-feira uma conferência de imprensa, depois de Donald Trump se ter mostrado desiludido pelo facto de o país não ter cedido as suas bases militares. Em declarações ao país, considerou que não se pode resolver uma ilegalidade com outra, recordando com isto o início da Primeira Guerra Mundial. "A postura do governo resume-se a três palavras: Não à guerra."
Pedro Sánchez referiu ainda que Espanha sempre defendeu os direitos dos outros países e que os Estados Unidos e Israel devem apostar na diplomacia. "A pergunta que se deve fazer é se Espanha está ao lado do direito internacional".
O primeiro-ministro atirou ainda a Trump e acusou o presidente norte-americano de não ter conseguido resolver realmente nenhum problema.
Israel alertou população sobre ataques aéreos contra prédios no sul de Beirute
O exército israelita alertou esta quarta-feira os moradores de três edifícios do sul de Beirute que vão ser alvos da aviação de combate, alegando que os prédios pertencem à milícia xiita Hezbollah. O porta-voz militar de Israel, Avichay Adraee, disse que os residentes devem afastar-se dos prédios "pelo menos 300 metros".
A declaração divulgada nas redes sociais foi acompanhada de um mapa que assinala a vermelho os edifícios e a zona, no sul da capital do Líbano, que vai ser alvo da Força Aérea israelita.
Os alertas referiram-se sobretudo aos moradores do bairro de Laylaki. O outro aviso anterior dizia respeito a dois edifícios, também a sul de Beirute.
Novos ataques israelitas atingiram o Líbano durante a madrugada de hoje, segundo a Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA), que reportou quatro mortes na cidade de Baalbek, no leste do país.
O Hezbollah (Partido de Deus), apoiado pelo Irão, realizou uma série de ataques na segunda-feira, quando o grupo xiita atacou posições israelitas em retaliação pela morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
Cerimónias fúnebres de Ali Khamenei começam hoje à noite
O funeral de Ali Khamenei, que liderou o Irão durante 36 anos antes de ser morto no sábado em ataques aéreos israelitas e norte-americanos, terá início esta quarta-feira à noite e durará três dias, segundo a agência de notícias IRNA.
"A partir das 22:00 de hoje (18:30 hora de Lisboa), os fiéis poderão prestar a sua última homenagem aos restos mortais do líder mártir da nação, dirigindo-se para a Grande Mesquita Imam Khomeini", em Teerão, informou a agência oficial IRNA, citando um comunicado do Conselho de Coordenação do Desenvolvimento Islâmico.
Ali Khamenei, que morreu aos 86 anos, será sepultado na cidade sagrada de Mashhad (nordeste), o seu local de nascimento.
Navio da Marinha iraniana afunda-se junto ao Sri Lanka
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Sri Lanka, Vijitha Herath, disse que o país resgatou esta quarta-feira 30 marinheiros de uma fragata militar do Irão que se estava a afundar perto das suas águas territoriais.
O ministro, que fez o anúncio no parlamento, não especificou a causa do naufrágio da fragata militar iraniana, Iris Dena, que tinha 180 tripulantes a bordo quando foi emitido um pedido de socorro, ao amanhecer.
Um deputado da oposição perguntou se o navio tinha sido bombardeado no âmbito do ataque militar lançado por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão, mas não houve resposta imediata do Governo. Herath disse que dois navios da Marinha do Sri Lanka e uma aeronave foram enviados para resgatar os 30 marinheiros feridos, que foram levados para um hospital no sul da ilha.
"Respondemos a um pedido de socorro de acordo com as nossas obrigações internacionais, uma vez que se tratava de uma zona de busca e salvamento no Oceano Índico", disse à agência de notícias France-Presse o porta-voz da Marinha do Sri Lanka, Buddhika Sampath.
Israel diz que próximo líder supremo será "alvo de eliminação"
O ministro da Defesa de Israel ameaçou esta quarta-feira quem quer que o Irão escolha para ser o próximo líder supremo do país, dizendo que será "alvo de eliminação". Israel Katz fez a declaração na rede social X.
"Todo o líder nomeado pelo regime terrorista iraniano para continuar e liderar o plano de destruir Israel, ameaçar os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, e oprimir o povo iraniano — será alvo de eliminação", escreveu.
Israel atacou na terça-feira um edifício associado à Assembleia de Peritos do Irão, que vai escolher o novo líder supremo. Israel matou o 'ayatollah' Ali Khamenei, de 86 anos, num ataque no sábado que deu início à guerra.
A Guarda da Revolução do Irão afirmou esta quarta-feira ter disparado aproximadamente 40 mísseis contra alvos norte-americanos e israelitas, no quinto dia de ataques de retaliação após ataques contra território iraniano.
"Há algumas horas, a 17ª vaga da Operação Honest Promise-4 foi realizada com o lançamento de mais de 40 mísseis pelas forças da Guarda da Revolução Islâmica contra alvos americanos e sionistas [israelitas]", declarou a Guarda, num comunicado lido na televisão estatal iraniana.
As sirenes de alerta aéreo soaram em Israel antes dos lançamentos de mísseis durante a manhã, mas não houve registo de feridos, segundo os serviços de emergência israelitas.
Por seu turno, o exército de Israel anunciou ter atacado dezenas de alvos no Irão, incluindo centros de comando em Teerão, segundo um comunicado.
Estados Unidos permitem que pessoal não essencial abandone Chipre
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira que autorizaram a saída do pessoal não essencial do Chipre, onde uma base militar dos Estados Unidos foi alvo de um ataque iraniano na segunda-feira.
O Departamento de Estado "autorizou que funcionários não essenciais do governo norte-americano" e as famílias "deixassem o Chipre" devido a preocupações de segurança, afirmou a embaixada dos EUA em Nicósia.
Na terça-feira, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou que o Reino Unido vai enviar para Chipre um navio da Marinha britânica, juntamente com helicópteros equipados com capacidades de contramedidas contra drones.
Numa mensagem publicada na rede social X, Starmer adiantou ter informado o Presidente de Chipre do envio dos meios militares para a ilha mediterrânea e membro da União Europeia (UE), que acolhe uma base militar britânica que foi alvo de drones iranianos.
"O Reino Unido está totalmente empenhado na segurança de Chipre e do pessoal militar britânico ali destacado”, escreveu o chefe do Governo, sublinhando que "as operações defensivas continuam".
Drone abatido perto do aeroporto da capital do Iraque
Um drone foi abatido esta quarta-feira perto do aeroporto internacional da capital do Iraque, Bagdade, um dia depois de outra aeronave não tripulada ter sido neutralizada na mesma zona, disseram duas fontes da segurança iraquiana.
O aeroporto inclui uma base militar que alberga conselheiros dos Estados Unidos (EUA) e que anteriormente albergava tropas da coligação liderada pelos EUA.
"Um drone foi abatido perto do aeroporto de Bagdade, sem causar vítimas ou danos materiais", disse uma fonte à agência de notícias France-Presse, com outra fonte a confirmar o incidente.
Também a emissora do Qatar Al Jazeera avançou com um ataque de um drone contra as instalações norte-americanas perto do aeroporto, que serviam de apoio logístico à Embaixada dos EUA no Iraque,
Na noite de terça-feira, um drone tinha sido intercetado perto do aeroporto de Bagdade.
As forças de segurança tinham anunciado algumas horas antes que tinham apreendido nove foguetes e um lançador, que estavam prontos para serem utilizados para atacar o aeroporto.
A base militar norte-americana em Erbil, capital do Curdistão iraquiano, foi também alvo de "dezenas de drones", reivindicados pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, incluindo o assassínio do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país.
Guarda Revolucionária garante "controlo total" do estreito de Ormuz
A Guarda Revolucionária do Irão garantiu esta quarta-feira que tem "controlo total" do estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento crucial para o comércio global de petróleo à entrada do Golfo Pérsico.
"Atualmente, o estreito de Ormuz está sob o controlo total da Marinha da República Islâmica", disse Mohammad Akbarzadeh, um alto funcionário naval da Guarda, num comunicado citado pela agência de notícias estatal iraniana Fars.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na terça-feira que a Marinha norte-americana poderia escoltar os petroleiros através do estreito de Ormuz "se necessário".
Registada "forte explosão" perto de navio em águas de Omã
O Centro de Operações Marítimas do Reino Unido (UKMTO) anunciou nas últimas horas uma "forte explosão" nas proximidades de um navio, localizado em águas a cerca de 250 quilómetros a leste de Mascate, capital de Omã.
O UKMTO indicou que o capitão do navio "informou sobre uma forte explosão nas proximidades" da embarcação, "seguida de fumo na água", num comunicado em que avançou que tanto o navio como a tripulação se encontram "a salvo".
O incidente ocorreu a leste da capital de Omã no início da noite de terça-feira e continua sob investigação das autoridades, acrescentou.
"Recomenda-se que os navios naveguem com cautela e informem qualquer atividade suspeita ao UKMTO", acrescentou o organismo britânico, sem fornecer mais informações sobre o navio afetado.
O incidente ocorreu num contexto de tensão regional após os ataques israelo-americanos de sábado contra o Irão, que respondeu com bombardeamentos contra Israel, bem como contra instalações norte-americanas em países do Golfo Pérsico.
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