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Ao minuto04.03.2026

"Numa escala de 0 a 10", Trump dá nota "15" à intervenção militar no Irão

Acompanhe os desenvolvimentos desta quarta-feira do conflito no Médio Oriente. No sábado, os EUA e Israel atacaram o Irão, o que desencadeou uma retaliação iraniana e está a provocar incerteza na região.

04 de Março de 2026 às 21:49
04.03.2026

"Numa escala de 0 a 10", Trump diz atribuir nota "15" à intervenção no Irão

Trump dá nota 15 em 10 à prestação dos EUA na guerra com o Irão
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O Presidente dos EUA, em comentários iniciais num evento na Casa Branca sobre inteligência artificial, disse que o país “está a sair-se muito bem na frente de guerra, para dizer o mínimo”.   

Donald Trump referiu que “alguém disse, numa escala de 0 a 10, como o classificaria? Eu disse 15. E vamos continuar a ter bons resultados”, garantiu.

O Presidente norte-americano repetiu os argumentos de que o regime iraniano “representava uma ameaça tremenda há muitos anos”. "Há 47 anos que matam o nosso povo, matam pessoas de todo o mundo."

Trump voltou também a dizer que o ataque ao Irão foi preventivo, com os EUA a lançarem a ofensiva “antes que eles o fizessem a Israel” e criticou Barack Obama por ter assinado um acordo com os iranianos. “Era um caminho para a arma nuclear”.

04.03.2026

Trump contactou Macron para informar "sobre progresso das operações militares"

O Presidente norte-americano, Donald Trump, contactou esta quarta-feira o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, para o "informar sobre o progresso das operações militares norte-americanas no Irão", adiantaram fontes próximas do chefe de Estado francês.

"O Presidente da República alertou o Presidente Trump para a situação no Líbano, à qual a França continua muito atenta", acrescentou a mesma fonte citada pela agência France-Presse (AFP).

Na terça-feira, Emmanuel Macron alertou Israel que a sua operação terrestre no Líbano é "uma escalada perigosa e um erro estratégico", ainda que considere que o grupo xiita Hezbollah, apoiado por Teerão, também cometeu um "erro grave" ao atacar primeiro.

04.03.2026

Israel lança nova vaga de ataques aéreos contra Teerão

As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram o início de uma nova vaga de ataques aéreos contra a capital iraniana, Teerão.

No quinto dia da guerra no Médio Oriente desencadeada pela ofensiva israelo-americana contra o Irão, as FDI afirmam em comunicado que "lançaram uma nova vaga de ataques em toda a Teerão contra a infraestrutura militar pertencente ao regime iraniano".

As forças israelitas e norte-americanas reivindicaram nas últimas horas sucesso na destruição das capacidades militares iranianas, em particular lançadores de mísseis balísticos e ‘drones’, com que Teerão tem visado os países vizinhos, em retaliação pelos ataques sofridos.

04.03.2026

Casa Branca afirma que regime está a ser “completamente destruído”

A Casa Branca afirmou que regime iraniano está a ser “completamente destruído”, graças aos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel.“O criminoso regime terrorista iraniano está a ser completamente destruído”, declarou à imprensa a porta-voz da presidência norte-americana, Karoline Leavitt, acrescentando que o Irão vai “pagar pelos seus crimes”.

A porta-voz anunciou que o Presidente norte-americano, Donald Trump, assistirá ao regresso aos Estados Unidos dos restos mortais dos primeiros soldados mortos na guerra contra o Irão.Trump “tenciona estar presente na solene entrega destes heróis norte-americanos às suas famílias em luto”, declarou Karoline Leavitt, indicando que a data da cerimónia não está ainda definida. Seis militares norte-americanos foram mortos desde o início da ofensiva militar de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, no sábado.

Segundo a porta-voz, Donald Trump está, além disso, a “refletir ativamente” sobre o papel dos Estados Unidos no Irão após a guerra.“Acho que é algo em que o Presidente está a refletir ativamente e a discutir com os seus conselheiros e equipa de segurança nacional”, declarou Leavitt aos jornalistas, sublinhando, contudo, que “neste momento, o objetivo principal, minuto a minuto, hora a hora, dia após dia, é garantir o êxito rápido e eficaz da Operação ‘Fúria Épica’”.

04.03.2026

Casa Branca diz que Espanha está a cooperar militarmente com EUA. Governo espanhol desmente

A porta-voz da Casa Branca disse esta quarta-feira que Espanha concordou em cooperar com as operações militares no Médio Oriente, depois de Donald Trump ter ameaçado cortar as ligações comerciais com Madrid, devido à intransigência do governo espanhol em ceder as bases no seu território para a ofensiva no Irão.

“No que diz respeito a Espanha, penso que eles ouviram bastante bem a mensagem do Presidente de ontem”, disse Karoline Leavitt. “E é meu entendimento que nas últimas horas, eles concordaram em cooperar com os militares dos EUA. E também sei que os militares dos EUA estão a coordenar-se com os seus homólogos em Espanha”.   

Poucos minutos depois, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, José Manuel Albares, desmentiu “taxativamente” as palavras de Leavitt sobre a alegada cooperação militar entre os dois países, em declarações à Cadena SER. “A posição do Governo de Espanha sobre a guerra no Médio Oriente, os bombardeamentos do Irão e o uso das nossas bases não mudou uma vírgula”, disse o chefe da diplomacia espanhola.

“A nossa posição de ‘não à guerra’ continua a ser clara e contundente”, disse Albares, que acrescentou “não ter a menor ideia” a que tipo de cooperação se referia a secretária de Imprensa da Casa Branca. “Há um convénio, há um acordo bilateral, e fora do âmbito desse convénio ninguém vai fazer uso das bases de soberania espanhola. Qualquer operação tem de estar no âmbito das Nações Unidas”, referiu.                 

Esta quarta-feira de manhã, Pedro Sánchez, disse estar contra a guerra no Médio Oriente iniciada pelos ataques dos EUA e Israel ao Irão e que não iria mudar de posição "simplesmente por medo a represálias".

"Repudiamos o regime do Irão, que reprime, que mata vilmente os seus cidadãos, em especial as mulheres, mas ao mesmo tempo também rejeitamos o conflito e pedimos uma solução diplomática e política", disse Sánchez, numa declaração transmitida a partir da sede do Governo de Espanha, em Madrid.

04.03.2026

Hapag-Lloyd suspende transporte de carga para oito países do Médio Oriente

A Hapag-Lloyd, empresa de transporte marítimo e contentores, suspendeu o transporte de cargas de e para oito países do Médio Oriente, "até novo aviso", foi anunciado.

Em comunicado, a empresa alemã anunciou a "suspensão das reservas de todos os tipos de carga" de e para os Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait, Qatar, Bahrein, Omã, Arábia Saudita e Iémen.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

04.03.2026

Israel diz ter atingido complexo militar de forças de elite em Teerão

O exército israelita anunciou esta quarta-feira ter bombardeado um complexo militar e de segurança em Teerão, incluindo bases da Guarda Revolucionária, nomeadamente da força de elite Qods e da milícia paramilitar Bassidj.

A aviação israelita realizou “um ataque de grande envergadura contra um vasto complexo militar do regime terrorista iraniano a leste de Teerão”, afirmou o exército, em comunicado, acrescentando que esse complexo abrigava postos de comando de “todas as organizações de segurança iranianas”.

A Força Qods é o ramo dos Guardas da Revolução (exército ideológico da República Islâmica) responsável pelas operações externas e auxilia a nível operativo e militar grupos apoiados pelo Irão, como o Hamas, na Faixa de Gaza, e o movimento xiita libanês Hezbollah.Já a milícia Bassidj é uma força paramilitar voluntária criada pelo antigo líder supremo o 'ayatollah' Khomeini, e atua como uma unidade de segurança interna, focada na monitorização da moralidade pública e repressão de protestos.

A capital iraniana tem sido bombardeada desde o início dos ataques no sábado, nos quais morreu o último líder supremo Ali Khamenei.Israel afirmou já que, independentemente de quem for escolhido para líder supremo do Irão, será "alvo de eliminação".

"Todo o líder nomeado pelo regime terrorista iraniano para continuar e liderar o plano de destruir Israel, ameaçar os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, e oprimir o povo iraniano, será alvo de eliminação", escreveu o ministro da Defesa israelita, Israel Katz.

04.03.2026

Tráfego no Estreito de Ormuz cai 90% após estalar do conflito no Médio Oriente

O tráfego de petroleiros e outras embarcações no Estreito de Ormuz afundou cerca de 90% desde que os EUA e Israel decidiram atacar o Irão no fim de semana. Ainda existem navios a passarem por este ponto crucial do comércio internacional, por onde atravessa 20% do petróleo e gás consumido a nível global, mas a circulação foi quase toda interrompida, de acordo com dados da MarineTraffic e da empresa de análise do mercado energético Kpler.

"Análises da atividades de embarcações indicam que o tráfego está agora 90% abaixo do registado há uma semana", revela a Kpler numa publicação nas redes sociais, acrescentando que, apesar de as autoridades iranianas estarem a atacar barcos no estreito, há quem arrisque e faça a viagem à mesma. "Alguns petroleiros ainda estão a viajar para leste e oeste através do estreito, com muitas viagens a ocorrerem sob apagões AIS", explica Matt Wright, analista da Kpler, citado pela agência francesa AFP, referindo-se ao sistema de rastreamento de tráfego marítimo.

A disrupção no Estreito de Ormuz, provocada pelo estalar de um novo conflito no Médio Oriente entre EUA, Israel e Irão, está a fazer com que os preços do petróleo e gás disparem. Além da quase paragem de tráfego neste estreito, várias infraestruturas energéticas da região foram atingidas por ataques de Teerão - levando à suspensão da atividade em vários campos petrolíferos. 

Na terça-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país ia dar garantias de segurança e escolta aos navios que queiram passar pelo Estreito de Ormuz, face ao escalar de preços que têm deixado o mundo à beira de uma nova crise energética. Mesmo assim, as principais empresas marítimas mundiais já anunciaram que não vão enviar os seus navios pelo estreito, além de as principais seguradoras terem retirado a cobertura de riscos de guerra.

04.03.2026

“Morte silenciosa”: EUA confirmam afundamento de navio de guerra iraniano com torpedo

“Morte silenciosa”: EUA confirmam afundamento de navio de guerra iraniano com torpedo
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04.03.2026

O momento em que navio de guerra iraniano é atingido por torpedo lançado pelos EUA

O momento em que navio de guerra iraniano é atingido por torpedo lançado pelos EUA
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04.03.2026

Peritos da UE asseguram que abastecimento de gás está estável e não há impacto

Peritos do Grupo de Coordenação do Gás da União Europeia (UE) asseguraram esta quarta-feira que o abastecimento de gás ao espaço comunitário "está estável" e "não há impacto" na segurança de tal fornecimento, apesar das tensões no Médio oriente.

"A reunião do Grupo de Coordenação do Gás da UE com os países da UE e a Agência Internacional de Energia acaba de terminar. Confirmou-se que o abastecimento de gás está estável", escreveu a Direção-Geral da Energia da Comissão Europeia numa publicação na rede social X. De acordo com tal mensagem, "atualmente não há impacto na segurança do abastecimento de gás da UE".

Ainda assim, "a Comissão continua a acompanhar a situação", é ainda referido.

O Grupo de Coordenação do Gás atua como consultor da Comissão Europeia para facilitar a coordenação das medidas de segurança do aprovisionamento em caso de emergência.

É o principal organismo ouvido pelo executivo comunitário no contexto da elaboração de planos de emergência.

Dados da associação europeia que representa os operadores de infraestruturas de gás (Gas Infrastructure Europe), datados de segunda-feira e disponibilizados na internet, dão conta de que o armazenamento de gás na UE está a 29,89%. Portugal é, ainda assim, entre os 19 Estados-membros da UE com capacidades de armazenamento, o que tem maior preenchimento, numa percentagem de 76,72%.

04.03.2026

Submarino americano afunda navio iraniano com 180 pessoas a bordo

O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse hoje que um submarino americano afundou um navio iraniano - foi a primeira vez desde a II Guerra Mundial que um submarino norte-americano ataca uma embarcação à superfície. 

As autoridades do Sri Lanka deram informação também nesse sentido, indicando que a fragata iraniana IRIS Dena afundou hoje, ao largo do país, causando a morte de mais de 100 tripulantes. O ministro dos Negócios Estrangeiros cingalês não disse, no entanto, como é que o barco, que tinha 180 pessoas a bordo, afundou.

A Marinha norte-americana tem cerca de 50 submarinos abastecidos a energia nuclear.

04.03.2026

Mais de mil mortos iranianos nos ataques desde sábado

Pelo menos 1.045 pessoas morreram desde sábado no Irão na sequência dos ataques conjuntos de Israel e Estados Unidos da América (EUA), afirmou a agência estatal Fundação dos Mártires e dos Assuntos dos Veteranos iraniana.

“Até agora, 1.045 personas morreram como mártires e foram sepultadas, nos ataques militares dos Estados Unidos e do regime usurpador de Israel contra a nossa pátria islâmica”, lê-se em comunicado.

04.03.2026

NATO interceta míssil iraniano no espaço aéreo turco

As defesas aéreas da NATO na Turquia intercetaram esta quarta-feira um míssil balístico iraniano sobre o Mediterrâneo Oriental, tendo destroços da munição antiaérea caído no sul do país sem causar vítimas, informou o Governo turco.

Segundo um comunicado do Ministério da Defesa turco, o míssil foi disparado do Irão e atravessou o Iraque e a Síria antes de se dirigir para o espaço aéreo turco, tendo sido neutralizado por sistemas de defesa aérea e antimíssil da NATO estacionados na região. Um fragmento do projétil caiu no município de Dortyol, na província mediterrânica de Hatay, acrescentou o ministério.

A Aliança Atlântica já reagiu, condenando o lançamento do míssil iraniano intercetado no espaço aéreo turco.

“A NATO solidariza-se firmemente com todos os seus aliados, incluindo a Turquia, enquanto o Irão continua os seus ataques indiscriminados em toda a região”, afirmou a porta-voz da organização, Allison Hart.

Este foi o primeiro incidente registado em território turco, país-membro da NATO, desde o início dos ataques aéreos lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão no sábado.

O Ministério da Defesa turco não informou qual seria o alvo do míssil iraniano, mas a trajetória do projétil é compatível com um disparo a partir do oeste do Irão em direção à Base Aérea de Incirlik, perto de Adana, no sul da Turquia, segundo a agência espanhola EFE.

04.03.2026

Cargueiro atingido por projétil no Estreito de Ormuz

Um cargueiro foi atingido por um projétil não identificado no Estreito de Ormuz, causando um incêndio na sala das máquinas, indicaram as Operações Comerciais Marítimas do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês), citadas pela Bloomberg.

Os danos ao navio foram significativos, estando as autoridades agora a investigar. O cargueiro transitava em direção a leste, aproximadamente duas milhas náuticas a norte de Omã.

04.03.2026

Rússia disposta a fornecer mais crude à China e à Índia devido à guerra

A Rússia admitiu hoje aumentar o fornecimento de petróleo à China e à Índia, que poderão ser afetadas pela subida dos preços do crude devido à guerra no Irão e ao bloqueio do estreito de Ormuz.

"Estamos sempre prontos, o nosso petróleo tem procura. Se comprarem, venderemos", afirmou o vice-primeiro-ministro russo Alexandr Novak, citado pela agência estatal russa TASS, quando questionado sobre a disponibilidade de Moscovo para aumentar os envios de crude para estes países.

Na véspera, o Governo da Índia manifestou preocupação com o impacto económico que a escalada do conflito no Médio Oriente poderá ter nas cadeias de abastecimento comercial e energético do país, o que poderá levar Nova Deli a procurar novas fontes de fornecimento.

Também a China alertou que "adotará as medidas necessárias para proteger a sua própria segurança energética".

Pequim, que obtém uma parte significativa do seu petróleo do Médio Oriente, tem diversificado nos últimos anos as fontes de abastecimento e aumentado a produção interna, embora o trânsito pelo estreito de Ormuz continue a ser um fator importante para a estabilidade dos seus fornecimentos.

O estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico, é um dos principais pontos estratégicos do transporte energético mundial.

Na terça-feira, o general da Guarda Revolucionária iraniana Ebrahim Yabari afirmou que Teerão não permitirá que passe "nem uma gota de petróleo" pelo estreito e ameaçou que "qualquer navio que tente cruzar o estreito de Ormuz será incendiado".

Entretanto, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que, "se necessário", a Marinha norte-americana começará a escoltar navios petroleiros na região.

04.03.2026

Imagens de satélite mostram tribunal e quartel-general da Guarda Revolucionária no Irão antes e depois dos ataques

Imagens de satélite mostram tribunal e quartel-general da Guarda Revolucionária no Irão antes e depois dos ataques
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04.03.2026

Refinaria de petróleo saudita novamente atacada

A refinaria de Ras Tanura, na Arábia Saudita, operada pela Saudi Aramco, foi esta quarta-feira alvo de um ataque de drone.

Segundo as agências internacionais de notícias, a informação foi confirmada pelo Ministério da Defesa saudita. O ataque não foi bem sucedido, com o drone a não ter conseguido danificar as infraestruturas da refinaria.

Este é o segundo ataque à refinaria de Ras Tanura em dois dias.

04.03.2026

Israel reivindica abate de avião e estima que Teerão mantém capacidades

O Exército israelita anunciou esta quarta-feira ter abatido um caça iraniano Yak-130 sobre Teerão, acrescentando que o Irão ainda possui "capacidades significativas" para lançar mísseis contra Israel.

O porta-voz do Exército israelita, brigadeiro-general Effie Defrin, disse a uma televisão de Israel que foram destruídos nos últimos dias várias dezenas de lançadores de mísseis iranianos mas, acrescentou, o regime de Teerão ainda possui "capacidades significativas".

Por outro lado, o mesmo porta-voz alertou que a defesa de Israel "não é impenetrável". Os militares israelitas anunciaram ainda que atacaram uma instalação de mísseis balísticos em Isfahan, no centro do Irão.

Os ataques em grande escala realizados durante a última noite noite tiveram como alvo, em particular, uma instalação utilizada pelo Exército do Irão para o armazenamento, produção e lançamento de mísseis balísticos, incluindo mísseis Ghadr, em Isfahan.

04.03.2026

EUA ordenam retirada de funcionários não essenciais do Paquistão

Os Estados Unidos deram ordens aos funcionários governamentais não essenciais para que abandonem os consulados em Lahore e Karachi, duas das maiores cidades do Paquistão, dada a escalada de hostilidades entre Washington e Teerão, informaram esta quarta-feira fontes oficiais.

“O Departamento de Estado ordenou que funcionários não essenciais do governo dos Estados Unidos e as suas famílias deixem os consulados americanos em Lahore e Karachi, deixem o Paquistão devido a riscos de segurança”, afirmou a missão americana no país, em comunicado.

A ordem surge na sequência do aumento das tensões regionais após o início dos confrontos entre os Estados Unidos e o Irão, no sábado, que, segundo Washington, geraram uma ameaça constante de ataques com drones e mísseis iranianos, bem como interrupções nos voos comerciais.

A escalada de hostilidades provocou protestos no Paquistão contra os ataques dos Estados Unidos e de Israel no Irão, que no fim de semana fizeram pelo menos 24 mortos e mais de 100 feridos.

04.03.2026

Pedro Sánchez sem medo de represálias dos EUA

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse esta quarta-feira que está contra a guerra no Médio Oriente iniciada com ataques dos EUA e Israel ao Irão e que não vai mudar de posição "simplesmente por medo a represálias".

"Repudiamos o regime do Irão, que reprime, que mata vilmente os seus cidadãos, em especial as mulheres, mas ao mesmo tempo também rejeitamos o conflito e pedimos uma solução diplomática e política", disse Sánchez, numa declaração transmitida nas redes sociais e pelas televisões a partir da sede do Governo de Espanha, em Madrid.

"Ingénuo é acreditar que as democracias e o respeito entre nações brotam das ruínas ou pensar que praticar o seguidismo cego e servil é uma forma de liderar. A nossa posição não é ingénua, pelo contrário, é coerente, não vamos ser cúmplices de algo que é mau para o mundo e contrário aos nosso interesses simplesmente por medo de represálias de alguém", acrescentou.

04.03.2026

China reduz exposição a dívida no Médio Oriente

A China está a reduzir a exposição à dívida do Médio Oriente face ao aumento das preocupações com o conflito na região. Segundo avança a Bloomberg, que cita uma fonte próxima não identificada, um grande banco chinês tomou uma medida invulgar ao restringir o levantamento de um empréstimo bilateral a uma das entidades financeiras do Governo de Abu Dhabi.

Outra instituição financeira estará à procura de compradores para se desfazer de partes de financiamentos sindicados junto de emitentes do Médio Oriente, incluindo o acordo de 4 mil milhões de dólares do fundo soberano ADQ do ano passado.

O braço de gestão de ativos de uma seguradora chinesa está a reduzir as suas participações em títulos de dívida soberanos e ligados ao Estado, incluindo os emitidos pela Saudi Aramco. Entretanto, os operadores de uma instituição chinesa foram instruídos para interromper as negociações com dívida da região a partir de segunda-feira.

A par de vários casos de tentativas de cortar laços financeiros, os reguladores chineses estão a apertar o cerco. A Autoridade Monetária de Hong Kong contactou pelo menos dois bancos locais esta semana para rever a sua exposição a empréstimos e obrigações do Médio Oriente, enquanto a Administração Nacional de Regulação Financeira da China também aconselhou os bancos locais a examinarem as suas atividades de financiamento na região.

A reavaliação por parte dos reguladores e a possível retração dos bancos chineses — que estão atualmente entre os principais financiadores do Golfo — acontece numa altura em que a crise do Irão ameaça remodelar as estratégias de financiamento e injetar novas incertezas nos planos de expansão em todo o Médio Oriente.

Os empréstimos concedidos pelos bancos chineses à região quase triplicaram, atingindo um recorde de 15,7 mil milhões de dólares em 2025, excluindo operações bilaterais, sendo a maior parte destinada à Arábia Saudita e aos Emirados Árabes Unidos, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

04.03.2026

Espanha responde a Trump: "A postura do Governo resume-se a três palavras: Não à guerra"

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, deu esta quarta-feira uma conferência de imprensa, depois de Donald Trump se ter mostrado desiludido pelo facto de o país não ter cedido as suas bases militares. Em declarações ao país, considerou que não se pode resolver uma ilegalidade com outra, recordando com isto o início da Primeira Guerra Mundial. "A postura do governo resume-se a três palavras: Não à guerra."

Pedro Sánchez referiu ainda que Espanha sempre defendeu os direitos dos outros países e que os Estados Unidos e Israel devem apostar na diplomacia. "A pergunta que se deve fazer é se Espanha está ao lado do direito internacional".

O primeiro-ministro atirou ainda a Trump e acusou o presidente norte-americano de não ter conseguido resolver realmente nenhum problema. 

04.03.2026

Israel alertou população sobre ataques aéreos contra prédios no sul de Beirute

O exército israelita alertou esta quarta-feira os moradores de três edifícios do sul de Beirute que vão ser alvos da aviação de combate, alegando que os prédios pertencem à milícia xiita Hezbollah. O porta-voz militar de Israel, Avichay Adraee, disse que os residentes devem afastar-se dos prédios "pelo menos 300 metros". 

A declaração divulgada nas redes sociais foi acompanhada de um mapa que assinala a vermelho os edifícios e a zona, no sul da capital do Líbano, que vai ser alvo da Força Aérea israelita. 

Os alertas referiram-se sobretudo aos moradores do bairro de Laylaki. O outro aviso anterior dizia respeito a dois edifícios, também a sul de Beirute.

Novos ataques israelitas atingiram o Líbano durante a madrugada de hoje, segundo a Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA), que reportou quatro mortes na cidade de Baalbek, no leste do país.

O Hezbollah (Partido de Deus), apoiado pelo Irão, realizou uma série de ataques na segunda-feira, quando o grupo xiita atacou posições israelitas em retaliação pela morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

04.03.2026

Cerimónias fúnebres de Ali Khamenei começam hoje à noite

O funeral de Ali Khamenei, que liderou o Irão durante 36 anos antes de ser morto no sábado em ataques aéreos israelitas e norte-americanos, terá início esta quarta-feira à noite e durará três dias, segundo a agência de notícias IRNA.

"A partir das 22:00 de hoje (18:30 hora de Lisboa), os fiéis poderão prestar a sua última homenagem aos restos mortais do líder mártir da nação, dirigindo-se para a Grande Mesquita Imam Khomeini", em Teerão, informou a agência oficial IRNA, citando um comunicado do Conselho de Coordenação do Desenvolvimento Islâmico.

Ali Khamenei, que morreu aos 86 anos, será sepultado na cidade sagrada de Mashhad (nordeste), o seu local de nascimento.

04.03.2026

Navio da Marinha iraniana afunda-se junto ao Sri Lanka

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Sri Lanka, Vijitha Herath, disse que o país resgatou esta quarta-feira 30 marinheiros de uma fragata militar do Irão que se estava a afundar perto das suas águas territoriais.

O ministro, que fez o anúncio no parlamento, não especificou a causa do naufrágio da fragata militar iraniana, Iris Dena, que tinha 180 tripulantes a bordo quando foi emitido um pedido de socorro, ao amanhecer.

Um deputado da oposição perguntou se o navio tinha sido bombardeado no âmbito do ataque militar lançado por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão, mas não houve resposta imediata do Governo. Herath disse que dois navios da Marinha do Sri Lanka e uma aeronave foram enviados para resgatar os 30 marinheiros feridos, que foram levados para um hospital no sul da ilha.

"Respondemos a um pedido de socorro de acordo com as nossas obrigações internacionais, uma vez que se tratava de uma zona de busca e salvamento no Oceano Índico", disse à agência de notícias France-Presse o porta-voz da Marinha do Sri Lanka, Buddhika Sampath.

04.03.2026

Israel diz que próximo líder supremo será "alvo de eliminação"

Israel Katz, ministro da Defesa de Israel

O ministro da Defesa de Israel ameaçou esta quarta-feira quem quer que o Irão escolha para ser o próximo líder supremo do país, dizendo que será "alvo de eliminação". Israel Katz fez a declaração na rede social X.

"Todo o líder nomeado pelo regime terrorista iraniano para continuar e liderar o plano de destruir Israel, ameaçar os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, e oprimir o povo iraniano — será alvo de eliminação", escreveu.

Israel atacou na terça-feira um edifício associado à Assembleia de Peritos do Irão, que vai escolher o novo líder supremo. Israel matou o 'ayatollah' Ali Khamenei, de 86 anos, num ataque no sábado que deu início à guerra.

A Guarda da Revolução do Irão afirmou esta quarta-feira ter disparado aproximadamente 40 mísseis contra alvos norte-americanos e israelitas, no quinto dia de ataques de retaliação após ataques contra território iraniano.

"Há algumas horas, a 17ª vaga da Operação Honest Promise-4 foi realizada com o lançamento de mais de 40 mísseis pelas forças da Guarda da Revolução Islâmica contra alvos americanos e sionistas [israelitas]", declarou a Guarda, num comunicado lido na televisão estatal iraniana.

As sirenes de alerta aéreo soaram em Israel antes dos lançamentos de mísseis durante a manhã, mas não houve registo de feridos, segundo os serviços de emergência israelitas.

Por seu turno, o exército de Israel anunciou ter atacado dezenas de alvos no Irão, incluindo centros de comando em Teerão, segundo um comunicado.

04.03.2026

Estados Unidos permitem que pessoal não essencial abandone Chipre

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira que autorizaram a saída do pessoal não essencial do Chipre, onde uma base militar dos Estados Unidos foi alvo de um ataque iraniano na segunda-feira.

O Departamento de Estado "autorizou que funcionários não essenciais do governo norte-americano" e as famílias "deixassem o Chipre" devido a preocupações de segurança, afirmou a embaixada dos EUA em Nicósia.

Na terça-feira, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou que o Reino Unido vai enviar para Chipre um navio da Marinha britânica, juntamente com helicópteros equipados com capacidades de contramedidas contra drones.

Numa mensagem publicada na rede social X, Starmer adiantou ter informado o Presidente de Chipre do envio dos meios militares para a ilha mediterrânea e membro da União Europeia (UE), que acolhe uma base militar britânica que foi alvo de drones iranianos.

"O Reino Unido está totalmente empenhado na segurança de Chipre e do pessoal militar britânico ali destacado”, escreveu o chefe do Governo, sublinhando que "as operações defensivas continuam".

04.03.2026

Drone abatido perto do aeroporto da capital do Iraque

Um drone foi abatido esta quarta-feira perto do aeroporto internacional da capital do Iraque, Bagdade, um dia depois de outra aeronave não tripulada ter sido neutralizada na mesma zona, disseram duas fontes da segurança iraquiana.

O aeroporto inclui uma base militar que alberga conselheiros dos Estados Unidos (EUA) e que anteriormente albergava tropas da coligação liderada pelos EUA.

"Um drone foi abatido perto do aeroporto de Bagdade, sem causar vítimas ou danos materiais", disse uma fonte à agência de notícias France-Presse, com outra fonte a confirmar o incidente.

Também a emissora do Qatar Al Jazeera avançou com um ataque de um drone contra as instalações norte-americanas perto do aeroporto, que serviam de apoio logístico à Embaixada dos EUA no Iraque,

Na noite de terça-feira, um drone tinha sido intercetado perto do aeroporto de Bagdade.

As forças de segurança tinham anunciado algumas horas antes que tinham apreendido nove foguetes e um lançador, que estavam prontos para serem utilizados para atacar o aeroporto.

A base militar norte-americana em Erbil, capital do Curdistão iraquiano, foi também alvo de "dezenas de drones", reivindicados pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, incluindo o assassínio do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país.

04.03.2026

Guarda Revolucionária garante "controlo total" do estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irão garantiu esta quarta-feira que tem "controlo total" do estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento crucial para o comércio global de petróleo à entrada do Golfo Pérsico.

"Atualmente, o estreito de Ormuz está sob o controlo total da Marinha da República Islâmica", disse Mohammad Akbarzadeh, um alto funcionário naval da Guarda, num comunicado citado pela agência de notícias estatal iraniana Fars.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na terça-feira que a Marinha norte-americana poderia escoltar os petroleiros através do estreito de Ormuz "se necessário".

04.03.2026

Registada "forte explosão" perto de navio em águas de Omã

O Centro de Operações Marítimas do Reino Unido (UKMTO) anunciou nas últimas horas uma "forte explosão" nas proximidades de um navio, localizado em águas a cerca de 250 quilómetros a leste de Mascate, capital de Omã.

O UKMTO indicou que o capitão do navio "informou sobre uma forte explosão nas proximidades" da embarcação, "seguida de fumo na água", num comunicado em que avançou que tanto o navio como a tripulação se encontram "a salvo".

O incidente ocorreu a leste da capital de Omã no início da noite de terça-feira e continua sob investigação das autoridades, acrescentou.

"Recomenda-se que os navios naveguem com cautela e informem qualquer atividade suspeita ao UKMTO", acrescentou o organismo britânico, sem fornecer mais informações sobre o navio afetado.

O incidente ocorreu num contexto de tensão regional após os ataques israelo-americanos de sábado contra o Irão, que respondeu com bombardeamentos contra Israel, bem como contra instalações norte-americanas em países do Golfo Pérsico.

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