Petróleo negoceia nos 106 dólares. Reservas nos EUA encolhem 10 milhões de barris
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.
Brent e WTI negoceiam em contramão. EUA registam maior redução de sempre das reservas estratégicas de crude
Os preços do petróleo estão a negociar entre ganhos e perdas nesta manhã, à medida que os investidores acompanham as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão, enquanto a escassez de oferta e a redução dos “stocks” norte-americanos proporcionaram algum apoio aos preços do crude.
Nesta medida, o Brent – de referência para a Europa –, ganha 1,31% para os 106,40 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – perde 0,82%, para os 107,77 dólares por barril. Na sessão anterior, os contratos de futuros recuaram mais de 5%, atingindo o valor mais baixo em mais de uma semana, depois de o Presidente Donald Trump ter afirmado que as negociações com o Irão se encontravam na fase final, ainda que tenha ameaçado com novos ataques caso Teerão não concordasse com um acordo de paz.
O Irão advertiu contra novos ataques e revelou medidas para consolidar o seu controlo sobre o estreito de Ormuz, que permanece praticamente encerrado. Na quarta-feira, Teerão anunciou uma nova “Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico”, afirmando que haveria uma “zona marítima controlada” pelo país no estreito de Ormuz.
E as perdas de abastecimento provenientes da principal região produtora do Médio Oriente devido à guerra têm obrigado países a recorrer aos seus inventários comerciais e estratégicos a um ritmo acelerado, suscitando preocupações quanto ao esgotamento destes “stocks”.
A Administração de Informação Energética dos EUA (EIA) anunciou na quarta-feira que o país retirou quase 10 milhões de barris de petróleo da sua reserva estratégica de crude na semana passada, a maior redução de sempre nas reservas de “ouro negro” norte-americanas.
Ásia fecha em alta com entusiasmo pela IA de volta. LG e SoftBank disparam 20%
Os principais índices asiáticos fecharam a sessão desta quinta-feira em alta e aproximaram-se de novos máximos - à exceção das praças bolsistas chinesas -, num dia em que os investidores voltaram a apostar em força em cotadas ligadas à inteligência artificial (IA) após os resultados da Nvidia e à medida que uma série de futuras ofertas públicas iniciais (IPO) manteve elevado o entusiasmo pelo setor tecnológico.
Neste contexto, o índice regional MSCI Ásia-Pacífico pulou mais de 2%, enquanto os futuros do norte-americano S&P 500 negoceiam sem grandes alterações e os do Euro Stoxx 50 perdem 0,20%.
Por Taiwan, o TWSE ganhou 3,37%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong caiu 0,73%, enquanto o Shanghai Composite desvalorizou 1,48%. Na Coreia do Sul, o Kospi disparou 8,36% para fixar o maior ganho desde o início de abril. Já quanto ao Japão, o Nikkei avançou 3,09% e o Topix subiu 1,77%.
No plano geopolítico, o Presidente Donald Trump afirmou que os EUA se encontravam na “fase final” das negociações com a República Islâmica, aumentando as expectativas de um reinício a curto prazo dos fluxos de energia através do estreito de Ormuz. As declarações do republicano ajudaram o petróleo a registar uma descida na quarta-feira, fator que atenuou as preocupações com a inflação.
“Os mercados tecnológicos da Ásia estão a surfar hoje numa clara onda de alívio, com os resultados espetaculares da Nvidia a pressionarem efetivamente o botão de reinício do sentimento regional”, disse à Bloomberg Hebe Chen, analista da Vantage Global Prime. “A diminuição da tensão geopolítica contribuiu para o clima de apetite pelo risco, ajudando a reavivar o apetite que tinha sido reprimido pelo aumento das taxas de rendimento das obrigações e pela persistente incerteza macroeconómica”, acrescentou o especialista.
Nesta linha, a LG Electronics disparou quase 20% e a Hyundai Mobis pulou mais de 25% em Seul depois de o CEO da Nvidia, Jensen Huang, ter destacado a IA física e a robótica como “a segunda categoria” que apresentará maior crescimento nos próximos tempos. A gigante dos chips Samsung Electronics subiu 8% após evitar uma greve.
A própria Nvidia não beneficiou do clima, com as ações da cotada norte-americana a caírem 1,3% no pré-mercado, mesmo depois de os resultados terem superado as estimativas.
Por outro lado, o SoftBank Group avançou mais de 20% em Tóquio, com a OpenAI a preparar-se para apresentar um pedido de oferta pública inicial, enquanto a SpaceX já apresentou o seu pedido de IPO.